Mesmo abrindo os olhos com dificuldade, eu podia perceber que eles estavam comemorando algo, mas minha voz não saia direito, e eles nem viram que eu estavam acordada e saíram do quarto. Meio sem forças, voltei a dormir e só acordei depois de algumas horas, com a Marizete segurando Brenda na minha frente. Sorri ao ver aquela cena e tentei me espreguiçar, havia dormido muito e precisava esticar meu corpo, mas minha vontade não foi bem sucedida, eu estava com alguns aparelhos, não sabia o motivo, mas estava.
- Mari? - Falei meio baixinho e ela sorriu.
- Oi meu anjo.
- Aonde estão meus filhos? Eles estão bem? - Eu perguntei.
- Olha a Brenda aqui, que linda observando a mamãe. - A Mari respondeu, mostrando a Brenda. Eu sorri gigantescamente.
- Não estou nem podendo dar atenção a ela, estou praticamente dopada. - Falei bocejando.
- Não se preocupe. Ela está sendo muito bem cuidada, seu médica pediu para as enfermeiras darem leite do banco de leite para a bebê, pois você não está em condições. Mas está tudo bem, não se preocupe. Estamos cuidando de todos. - Mari falou, toda boazinha.
- Creio que isso vai acabar logo. - Falei.
- Vai sim.
- Cade o meu filho? - Eu perguntei.
- Está se recuperando, achamos um doador para ele. Os médicos realizaram a cirurgia e ele está bem. - Mari falou. Meu coração respirou aliviado ou ouvir aquilo.
- Eu to muito fraca. - Contei para Marizete, que me observava como uma mãe observa um filho. Eu a considerava uma mãe.
- Eu sei, meu amor. Mas tudo isso vai passar. Sua pressão abaixou, tivemos que te acalmar com remédios, mas o pior já passou e jajá você poderá curtir os seus filhos que são loucos por você. - Ela disse para mim, como uma voz bem calma e protetora.
- Cadê todo mundo? - Perguntei a ela, curiosa.
- Estão cuidando de Henrique, ele também tomou remédinho, que nem você, mas o dele foi anestesiante, para não sentir dorzinha nenhuma e pode ter certeza que não está sentindo mais nada. - Ela respondeu.
- Cuidem dele por mim. - Eu falei sorrindo.
- O Luan queria vir te ver aqui, mas ele ainda não criou coragem para te ver sedada, ele não queria que a gente fizesse isso, mas entenda, foi o melhor a ser feito. Você estava muito nervosa, e acabou de fazer um parto, precisa de cautelas. - Mari explicou. Eu sorri ao saber de Luan.
- Ele está preocupado comigo? - Perguntei.
- Sim, ô se está! Ele é louco por você, e você por ele, que eu sei. - Mari disse dando uma risadinha.
- O que ele achou de Brenda? - Perguntei.
- Ele acha ela a coisa mais linda do mundo. Os olhos dele brilham ao vê-la. Toda hora ele vai no berçário e fica espiando ela. - Ela respondeu e eu sorri.
- Eu amo ele.
- Nós sabemos, ele sabe. Logo vocês estarão juntos. Mas agora vou te deixar descansar. Nós amamos você, Laura. - A Mari disse, e ao ouvir aquela frase, me senti a pessoa mais amada do mundo. E foi assim que eu sempre desejei me sentir. O que faltou de amor entre minha família de sangue, ganhei com a família de Luan, que me pertencia, eu os considerava demais. Antes de Mari sair, ela meio que colocou a Brenda em meu colo e eu a beijei do jeito que pude, pois a posição que eu estava não era muito favorável. Logo depois, ela saiu e me deixou descansar. Foi isso que realmente fiz, fechei os meus olhos e acabei dormindo de novo. Depois de algum tempo, eu não sabia certinho quanto, pois estava sem noção naquele hospital, eu abri meus olhos e senti um alívio. Eu não estava mais com nenhum aparelho e meu corpo estava leve. Não estava cansa e tudo ali parecia estar tranquilo. Confesso que estava, mas até eu me lembrar dos meus filhos. Na hora eu pensei em me levantar e ir atrás deles, mas eu mal sabia aonde encontrá-los. Não sabia se Brenda havia recebido alta, e nem se Henrique havia conseguido um doador de sangue. Minha única certeza era que Deus estava comigo e eu sabia que ele nunca falhava. Me sentei na cama sem muito o que fazer, e por minha sorte, uma enfermeira me viu acordar e veio até mim. Pedi a ela então que chamasse o Luan e novamente por minha sorte, ele era famoso, então todos o encontrariam com facilidade naquele imenso hospital. Ela então foi atrás dele, e o encontrou. Ele foi até o quarto, mas ficou na fresta da porta apenas me observando. Pude ver que Brenda estava com ele, e então o meu coração acelerou.
domingo, 10 de novembro de 2013
domingo, 27 de outubro de 2013
Capitulo cento e quarenta e tres.
- Ele... - Luan dizia tremendo e chorando.
- Luan, diga logo! - A Dr disse.
- Eu não sei o que fazer, Doutora. - Luan dizia, muito mal.
- O que está acontecendo, Luan? - A Dr perguntou novamente.
- Fala logo, Luan! - Falei pálida.
- Eu não sei o que fazer, Doutora. - Luan dizia, muito mal.
- O que está acontecendo, Luan? - A Dr perguntou novamente.
- Fala logo, Luan! - Falei pálida.
- ELE SOFREU UM ACIDENTE! - Luan gritou, aumentando o seu choro. Naquela hora, eu não consegui pensar em nada, apenas fiquei desesperada e meu mundo parecia ter caído. Na verdade, ele havia caído e eu não sabia como reerguê-lo. Comecei a chorar e uma enfermeira entrou ouvindo os meus gritos, retirou Brenda de meu peito e saiu, prometendo cuidar dela. Autorizei e já estava levantando para ver Henrique, mas minha médica me proibiu.
- Eu preciso ir ver ele! - Falei.
- Laura, você acabou de ter um filho, você precisa se recuperar. - Ela disse para mim.
- Mas meu filho está precisando de mim. - Eu afirmei, gritando.
- Laura, você acabou de ter um filho, você precisa se recuperar. - Ela disse para mim.
- Mas meu filho está precisando de mim. - Eu afirmei, gritando.
- Nós vamos cuidar disso, mas você precisa ficar quietinha. - Ela me disse, então eu deitei e tentei me acalmar. Mas não foi possível, era o meu filho.
- Como isso aconteceu Luan? Ele ta bem? - A Dr perguntou, pois eu ainda não conseguia nem falar.
- Minha mãe, meu pai e minha irmã vieram ver a Laura e a Brenda, né? Ai eles foram no mercado que tem a uma quadra daqui, então eles atravessaram a rua e foram. O Henrique que estava com a funcionaria do hospital, viu e quis ir junto, mas saiu correndo pela rua, e foi ai que um carro pegou ele! - Luan disse chorando e eu chorava mais ainda.
- Como isso pode acontecer, Meu Deus. - Eu me queixava.
- Se acalma Laura, nós vamos cuidar disso. Aonde ele está, Luan? - A Dr perguntou.
- Ele está sendo examinado, por um médico, não me lembro do nome dele, eu estou perdido! - Luan falou.
- Rodolfo? - Ela perguntou ao Luan.
- Isso mesmo! - Luan respondeu.
- Vamos lá com ele então! - Minha médica disse e saiu puxando Luan e me prometendo que tudo daria certo. Tentei me acalmar, e a enfermeira me trouxe um copo de água com açúcar. Tomei tudo num piscar de olhos, mas não conseguia parar de me preocupar. Isso é impossível. Fiz o que era mais agoniante, esperei alguém vir me dar noticias. A enfermeira trouxe a Brenda para ficar comigo nesse período, e isso me acalmou bastante. Tremi na base, ao ver a Bruna entrando no quarto.
- Oi Bruninha. - Eu falei.
- O-o-oi. - Ela disse com a voz falhada.
- Por que seu rosto está borrado? Você estava chorando? - Perguntei.
- Sim, eu vim trazer notícias de Henrique, Laurinha. - A Bruna falou e eu me apavorei.
- Diga, eu estou muito preocupada.
- Bom, você precisa ficar calma, eu estou te pedindo do fundo do meu coração. - A Bruna me pediu.
- Eu vou tentar, Bruninha. É o meu filho. - Eu respondi.
- Eu sei, La. Mas nós todos precisamos de calma nesse momento, assim um da forças para o outro. - Ela dizia.
- Sim Bru, mas você está me deixando nervosa. - Disse, implorando para que ela contasse logo.
- Vamos lá. - A Bruna respirou fundo e fechou os olhos.
- O Henrique foi atropelado. Infelizmente o negócio foi sério, ele perdeu muito sangue e precisa de doação de sangue urgente. - Ela disse e eu berrei. Foi sem dúvidas um choque para mim.
- Deixa eu terminar! Ele está correndo risco de vida, Laurinha! Eu não queria vim dar essa noticia, mas é que meu pai e minha mãe e o Luan estão fazendo os testes pra ver quem pode doar para ele, porque o médico disse que o sangue dele é bem raro, não lembro muito bem. - A Bruninha continuou.
- Eu vou lá doar, eu vou lá. Eu sou a mãe dele, eu posso doar para ele, eu estou indo lá. - Eu disse desesperada, mas a Bruna me segurou.
- Para! Por favor, para! Eu sei que é difícil, mas se controla. Tudo precisa de calma agora, eles estão lá embaixo vendo se podem doar. Vamos esperar. - A Bruna falou me segurando.
- Ta bom. - Falei respirando e tentando enxugar as lágrimas.
- Eu vou ver com a enfermeira se eles podem te dar um calmante. - A Bruna sugeriu.
- Me da um abraço? - Eu pedi.
- Lógico que dou, minha linda. - Ela respondeu me abraçando.
- Bruna, eu não vou aguentar ver meu filho precisando de sangue. Minha mãe, minha irmã, não podem doar para meu filho. Só eu que posso! E eles não vão deixar porque eu acabei de fazer uma cirurgia, que foi meu parto. Mas eu vou fazer, pelo meu filho! Só a família do meu pai que tem esse tipo sanguíneo que eu conheça, mas se for preciso eu mobilizo a internet inteira, mas meu filho vai ter sangue suficiente. Eu dou o meu sangue para o meu filho, eu faço de tudo por ele, Bruna! - Eu dizia entre soluços, até que Luan entrou na sala.
- Por favor, se acalma, Laura. A gente precisa de muita calma e fé. Vamos trabalhar juntos. - Luan disse.
- Acharam algum doador? - Eu perguntei, ainda desesperada. O Luan não disse nada, apenas balançou a cabeça, afirmando que não.
- Você não pode também, né? - Eu perguntei ao Luan.
- Eu não sei, mas creio que não. Estou esperando o médico dar assistência ao Henrique, ai sim vamos fazer os testes para saber se é compatível. Mas não vamos pensar no pior. - Luan disse, eu concordei e ele logo saiu me deixando com Bruna. Luan desceu para fazer o teste. Nós duas no quarto permanecemos caladas, e eu mesmo sem querer acabei dormindo, pois haviam me dado calmante. Depois de um tempo, acordei meia zonza com Luan chegando gritando, não entendi muito bem, o remédio era forte, mas apenas vi que era algo bom, pois Luan e Bruna pulavam.
- Como isso pode acontecer, Meu Deus. - Eu me queixava.
- Se acalma Laura, nós vamos cuidar disso. Aonde ele está, Luan? - A Dr perguntou.
- Ele está sendo examinado, por um médico, não me lembro do nome dele, eu estou perdido! - Luan falou.
- Rodolfo? - Ela perguntou ao Luan.
- Isso mesmo! - Luan respondeu.
- Vamos lá com ele então! - Minha médica disse e saiu puxando Luan e me prometendo que tudo daria certo. Tentei me acalmar, e a enfermeira me trouxe um copo de água com açúcar. Tomei tudo num piscar de olhos, mas não conseguia parar de me preocupar. Isso é impossível. Fiz o que era mais agoniante, esperei alguém vir me dar noticias. A enfermeira trouxe a Brenda para ficar comigo nesse período, e isso me acalmou bastante. Tremi na base, ao ver a Bruna entrando no quarto.
- Oi Bruninha. - Eu falei.
- O-o-oi. - Ela disse com a voz falhada.
- Por que seu rosto está borrado? Você estava chorando? - Perguntei.
- Sim, eu vim trazer notícias de Henrique, Laurinha. - A Bruna falou e eu me apavorei.
- Diga, eu estou muito preocupada.
- Bom, você precisa ficar calma, eu estou te pedindo do fundo do meu coração. - A Bruna me pediu.
- Eu vou tentar, Bruninha. É o meu filho. - Eu respondi.
- Eu sei, La. Mas nós todos precisamos de calma nesse momento, assim um da forças para o outro. - Ela dizia.
- Sim Bru, mas você está me deixando nervosa. - Disse, implorando para que ela contasse logo.
- Vamos lá. - A Bruna respirou fundo e fechou os olhos.
- O Henrique foi atropelado. Infelizmente o negócio foi sério, ele perdeu muito sangue e precisa de doação de sangue urgente. - Ela disse e eu berrei. Foi sem dúvidas um choque para mim.
- Deixa eu terminar! Ele está correndo risco de vida, Laurinha! Eu não queria vim dar essa noticia, mas é que meu pai e minha mãe e o Luan estão fazendo os testes pra ver quem pode doar para ele, porque o médico disse que o sangue dele é bem raro, não lembro muito bem. - A Bruninha continuou.
- Eu vou lá doar, eu vou lá. Eu sou a mãe dele, eu posso doar para ele, eu estou indo lá. - Eu disse desesperada, mas a Bruna me segurou.
- Para! Por favor, para! Eu sei que é difícil, mas se controla. Tudo precisa de calma agora, eles estão lá embaixo vendo se podem doar. Vamos esperar. - A Bruna falou me segurando.
- Ta bom. - Falei respirando e tentando enxugar as lágrimas.
- Eu vou ver com a enfermeira se eles podem te dar um calmante. - A Bruna sugeriu.
- Me da um abraço? - Eu pedi.
- Lógico que dou, minha linda. - Ela respondeu me abraçando.
- Bruna, eu não vou aguentar ver meu filho precisando de sangue. Minha mãe, minha irmã, não podem doar para meu filho. Só eu que posso! E eles não vão deixar porque eu acabei de fazer uma cirurgia, que foi meu parto. Mas eu vou fazer, pelo meu filho! Só a família do meu pai que tem esse tipo sanguíneo que eu conheça, mas se for preciso eu mobilizo a internet inteira, mas meu filho vai ter sangue suficiente. Eu dou o meu sangue para o meu filho, eu faço de tudo por ele, Bruna! - Eu dizia entre soluços, até que Luan entrou na sala.
- Por favor, se acalma, Laura. A gente precisa de muita calma e fé. Vamos trabalhar juntos. - Luan disse.
- Acharam algum doador? - Eu perguntei, ainda desesperada. O Luan não disse nada, apenas balançou a cabeça, afirmando que não.
- Você não pode também, né? - Eu perguntei ao Luan.
- Eu não sei, mas creio que não. Estou esperando o médico dar assistência ao Henrique, ai sim vamos fazer os testes para saber se é compatível. Mas não vamos pensar no pior. - Luan disse, eu concordei e ele logo saiu me deixando com Bruna. Luan desceu para fazer o teste. Nós duas no quarto permanecemos caladas, e eu mesmo sem querer acabei dormindo, pois haviam me dado calmante. Depois de um tempo, acordei meia zonza com Luan chegando gritando, não entendi muito bem, o remédio era forte, mas apenas vi que era algo bom, pois Luan e Bruna pulavam.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Capitulo cento e quarenta e dois
Era a família de Luan. A Bruna entrou já fazendo a festa, me abraçou bem forte e já estava perguntando sobre a sobrinha. A Mari entrou também bem animada e o Seu Amarildo me trouxe um buquê de flores. Eram bem lindas, eu havia adorado, eram rosas, e amarrado no buquê havia um cartãozinho, quando abri fiquei bem emocionada. Estava escrito palavras muito lindas, que eu nem sabia se merecia ouvir tanto.
- Obrigada a todos vocês, eu amo demais, todos. - Eu falei. Eu os recebi com um sorriso no rosto, um sorriso bem verdadeiro. Eu os adorava, eles eram a minha segunda família. Logo em seguida Luan entrou, com Brenda em seu colo. Sorri mais ainda, ela estava toda arrumadinha, com direito a macacãozinho e tiarinha na cabeça.
- Oi amor... É, desculpa. Laura. - Luan disse disfarçando.
- Oi Luan. - Falei.
- Olha nosso bebê. - Luan disse colocando Brenda em meu colo. Eu a peguei e arrumei ela certinha em meu colo. Ela era linda, parecia uma princesa e era mesmo, a nossa princesa. Depois de mimar bastante ela, foi a vez da família de Luan, que estava ansiosa para conhecer a princesinha. A Mari pegou a Brenda no colo e mostrou para Bruna e o Seu Amarildo. Eles ficaram encantados, e enquanto mimavam ela, Luan se aproximou de mim e deu um beijo em minha testa.
- Ta tudo bem? - Após o beijo que preciso confessar que estava muito bom, mesmo não sendo na boca, Luan perguntou isso para mim.
- Está sim. - Respondi.
- Ta sentindo alguma coisa? - Luan continuou fazendo seus questionamentos.
- To. To muito feliz. - Falei sorrindo.
- Eu também, minha filha é linda. - Luan disse.
- Ela é nossa filha. - O corrigi.
- Mas não somos mais ''nós''. Então cada um com o seu. - Luan disse.
- Não me estressa com isso não, por favor. - Pedi.
- Eu não estou fazendo nada! - Luan se queixou.
- Sinto muito Luan, mas deixa eu curtir a NOSSA filha, eu não quero me estressar por causa de brigas tolas. - Pedi.
- Você sente? Impressionante. - Luan disse irônico, mas seu pai o tirou dali. Logo em seguida a enfermeira entrou no quarto e pediu para que todos saissem, pois eu amamentaria o bebê. Como pedido, a Mari, o Seu Amarildo e a Bruna saíram.
- Quer que eu chame o pai para ver? - A enfermeira, pouco simpática perguntou.
- O meu pai? - Perguntei meio confusa, eu não tinha entendido muito bem, quer dizer, eu não havia entendido nada.
- O PAI DA CRIANÇA. - A enfermeira respondeu, gritando. Me assustei, respirei fundo e comecei a chorar. Ela então não disse nada, apenas deixou a Brenda em meu colo e saiu, bufando. Logo depois o Luan entrou correndo, mas antes dele se aproximar de mim eu pedi para que ele me deixasse sozinha. Ele então deixou, mas em seguida uma moça entrou no quarto, demorei para reconhecer devido uma mascara em seu rosto, mas quando ela retirou notei que era minha médica. Ela levou um susto ao me ver naquele estado, mas logo se aproximou e me abraçou, com cuidado pois eu estava com a bebe no colo.
- O que houve Laurinha? - Ela perguntou.
- Nada não, to chorando de felicidade. - Aleguei.
- Eu sei que você está muito feliz, mas sei que não está chorando por isso. Você pode me ter como uma amiga, conte para mim Laura. - Ela respondeu.
- Ok, eu to muito feliz. Minha bonequinha é linda, está com saúde e meu parto ocorreu tudo bem. Sei que Henrique vai amar ela, eu construi uma família, com dois filhos lindos. Mas e o meu namorado? Meus dois filhos não vão ter pai? - Falei.
- Laura, não seja injusta, o Luan sempre foi um pai presente. Mas vocês brigaram? - Ela perguntou.
- Sim, brigamos. Acho que me estressei tanto que a Brenda resolveu sair antes da hora! - Falei.
- Como assim? Eu pedi para você não se estressar! - A doutora falou.
- Mas não foi minha culpa, aconteceu. Eu e Luan brigamos feio, estou até morando em um hotel. Ele foi visitar Henrique e ficou com ciumes de um moço que trabalha lá, ai brigamos, fui tomar banho e a bolsa estorou. - Contei.
- Nossa! Que loucura. Vou bater no Luan, mas ainda bem que ocorreu tudo bem no seu parto! Que pais loucos! - A Dr falou.
- O importante é que ela está bem, mas eu acho que não volto a namorar o Luan. - Falei a ela, mas fomos interrompidas com Luan entrando correndo na sala, desesperado.
- Falando nele... - A Dr disse.
- Gente! Me escuta! - Luan disse gritando.
- O que houve? - Ela perguntou.
- O Henrique, o Henique! - Luan dizia.
- O que aconteceu com ele? - Eu perguntei nervosa, enquanto amamentava Brenda.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Capitulo cento e quarenta e um.
Eu sem tempo te dizer nada fui indo na maca e ela me guiava. O Luan estava perdido, eu também estava para falar a verdade. Enquanto a Doutora se preparava colocando as roupas e tudo mais, o Luan veio até mim, pegou em minha mão e disse rapidamente:
- Vai dar tudo certo!
- Luan, eu não quero fazer normal, vai doer muito. Eu não quero. - Eu dizia ainda assustada. Tudo aconteceu muito rápido.
- Amor, vai dar tudo certo, confia! - Ele disse. Minha preocupação era tanto que até não havia ligado de Luan me chamar de amor.
- Você vai lá comigo? - Perguntei.
- Eu vou, eu vou com estar lá com você.
- Fico mais aliviada.
- Fica? - Luan perguntou sorrindo, mas não deu tempo de responder, a minha médica chegou me puxando, com toca, luva e avental. Luan corria atrás, mas o barraram, não deixando ele entrar na sala aonde ocorreria o parto. Ele discutiu, brigou, mas ninguém deixou ele entrar, alegando que a sala era pequena. Meu desespero aumentou ainda mais, pensei comigo mesma que estaria sozinha novamente no momento mais importante da minha vida. Antes deles começarem, localizei uma janela que dava para o corredor do hospital e vi que Luan estava ali observando tudo com lágrimas nos olhos. Dei o maior sorriso que consegui e ao sentir uma dor ainda maior, me toquei que era minha filha querendo nascer. Obedeci os chamados de todos que estavam ali trabalhando para que meu parto ocorresse tudo bem e fiz a maior força que consegui. Depois de muito esforço, senti um alívio ao escutar aquele choro que me fazia chorar mais ainda. Apenas queria ver minha tão sonhada filha, uma menininha para alegrar ainda mais a vida que Henrique já me alegrava. A peguei no colo e senti a melhor sensação do mundo. Foi uma coisa indescrítivel, absolutamente arrepiadora. Uma das infermeiras tirou Brenda do meu colo e a levou para limpá-la e tudo mais, então me lembrei de olhar Luan na janela, que falava no telefone eufórico. Sorri e depois fiquei prestando atenção na conversa dos enfermeiros que ali estavam junto com minha médica e outro doutor.
- Vou olhar a bebê, talvez já dê alta para ela hoje mesmo. - O médico comentou.
- Doutor Rodrigo, lembrando que ela precisa de um cuidado especial. Ela teve o filho com 7 meses. Isso não é raro, porém o bebe tinha ainda 2 meses para se formar. - Minha médica por sua vez, respondeu. E eu, só prestava atenção.
- 7 meses? Aonde isso? Esse bebe tinha 9! - Ele respondeu e eu ali no meu lugar tive um espanto.
- Não é possível, fizemos o exame e ela esta de 7! - Minha médica insistia.
- Me desculpe, mas então a senhora cometeu um engano. Essa moça estava de 9 meses. Fiz os exames antes do bebe nascer, eu até os mostro à senhora.
- Não acredito que cometi esse erro! Me mostre esses exames. - Ela pediu e o Dr. Então mostrou. A médica analisou, leu e viu umas imagens. Concordando que eu estava de 9 meses. Ao perceber que eu estava olhando, ela veio conversar comigo e pediu desculpas, dizendo que aquilo nunca havia acontecido com ela. No momento fiquei brava, triste pela falta de profissionalismo. Todos erram, mas um filho é uma coisa muito séria, se trata de uma vida. Eu tive que fazer o parto natural devido essa falta de profissionalismo. Mas tudo estava bem, a desculpei e disse que aquilo era apenas um detalhe, o que importava era a saúde de minha filha, que todos os profissionais da saúde que estavam ali me garantiram que ela tinha. Mais aliviada, me levaram para um quarto, aonde tomei banho, me arrumei e logo depois me deitei para descansar. Dormi um pouco, mas logo acordei com a enfermeira me chamando, havia visita.
Capitulo cento e quarenta.
O esperei na porta, mas vi que ele demorava, e quando fui para dentro do quarto, vi que ele estava arrumando um negócio na tv para Henrique. Logo depois que acabou, se dirigiu para porta e eu o acompanhei para fechá-la. Fiz assim então e voltei para o quarto, aonde comemos e depois liguei para virem buscar os pratos. Um outro funcionário veio, buscou as coisas e foi embora. Fiquei assistindo um pouco de televisão com Henrique e logo depois meu celular tocou, era o Luan.
- Que hotel você ta? - Ele não disse nem oi, já foi logo perguntando.
- Porque quer saber? - Falei.
- Pra ver meus filhos. - Luan disse e então eu falei o nome do hotel.
- Já imaginava que estaria nesse, é o mais perto do centro. - Ele não disse mais nada e desligou. Depois de uns 15 bateram na porta, eu ja sabendo que era ele abri e como falei, era ele mesmo.
- Oi. - Eu falei.
- Olá. Eu to indo viajar amanhã, então quero ver eles antes de ir, pois só voltarei semana que vem. E pra quem se acostumou com eles, uma semana é muito tempo, principalmente quando você os afasta de mim! - Luan respondeu ignorante.
- Não afastei ninguém de você, para de falar besteira. - Falei.
- Não vim brigar, deixa eu ver o Henrique! - Ele disse.
- Ao contrário do que você quer que eu faça, que é te proibir de ver eles para ferra comigo, pode entrar, que eu to descendo. - Falei abrindo caminho para ele.
- Não preciso ferrar ninguém Laura, nem você precisa, então vamos parar, não tem motivos para você descer. - Luan disse e então eu permaneci no quarto. Enquanto ele mostrava uns carrinhos que comprou pra Henrique, eu me sentei na cama, reclamando um pouco de dor, mas Luan não ouviu, pois as risadas de Henrique ao ver os brinquedos era maior. Logo depois Luan pegou outra sacola que havia trazido e se aproximou de mim, levantando minha blusa e colocando a mão e minha barriga.
- Tem presente pra minha princesinha também! Brenda, não importa o que aconteça, eu sempre vou te amar. - Luan disse e depois mostrou as roupinhas que comprou para a bebe. Eram realmente lindas.
- Você que escolheu? - Perguntei.
- Sim, meu acabei de ir comprar, depois compro mais, acho que acertei. - Luan disse.
- Acertou sim, muito obrigada. Ela deve ter adorado! - Falei e ele sorriu.
- To tentando me esforçar ao máximo, tudo isso é muito novo para mim, porém to adorando esse novo mundo. - Luan falou e eu sorri. Quando olhei para a frente, vi Henrique cutucando o Luan.
- Você não é mais o meu papai? - Ele perguntou a Luan, nos deixando totalmente surpresos.
- Lógico que sou uai, porque? - Luan falou com os olhos arregalados.
- Porque a gente mudou de casa, não ta mais com você e tem um homem vindo aqui conversar com a mamãe direto. - Henrique disse, se referindo ao Vitor, que mal sabia o meu nome. Mas Luan não quis nem saber da minha versão, começou a dar barraco.
- Sua mãe já ta pensando em outro homem com um filho de outro na barriga? Bem sua cara mesmo né Laura? Faça o favor, viu! - Luan disse gritando.
- Calma Luan, ele entendeu errado! Não tem nada disso, é o funcionário do hotel!
- Mas é claro que você deve ter indo dar encima dele, e depois fala que eu te traio Laura? Cade a moral em? Que vergonha! - Luan dizia gritando mais ainda.
- Não posso fazer nada se você não acredita, não tenho nada com ele, aliás, não tenho nada com ninguém. Então larga do meu pé! - Falei.
- Assim que minha filha nascer eu pego a guarda dela, ai sim você vai arrumar um namorado, ai sim você ta livre! - Luan dizia muito bravo.
- Para, que saco! - Falei.
- Não paro, que falta de respeito comigo Laura. - Luan insistia.
- Bom, vou tomar banho já que você está aqui dando chilique, assim você pode fazer companhia para Henrique, porque ele odeia ficar sozinho, pode ser? - Perguntei.
- Vai lá, depois conversamos. - Luan disse vermelho de tanto nervosismo e foi até Rique, tirou os sapatos, a camiseta e se deitou na cama. Os dois começaram a brincar e enquanto isso fui até o banheiro. Liguei o chuveiro e tomei meu banho, lavei minha cabeça e tudo mais, respirei aliviada, mas percebi algo estranho acontecer. Um liquido escorreu pelas minhas pernas e com muito medo, sai rapidamente do banho, chorando.
- Me troquei do jeito que consegui e então abri a porta do banheiro chorando e gritando Luan.
- Luan, por favor me ajuda, Luan! - Eu falei e ele se levantou correndo e meio até mim.
- O que aconteceu? - Ele perguntava gritando, preocupado.
- Eu não sei, me leva pra médica por favor... Acho que minha bolsa estourou! - Falei chorando, assustada e tudo mais. Ele então colocou seu sapato correndo e sua camiseta também, pegou Henrique e as chaves de seu carro. Então me deu a mão me ajudando e descemos o elevador e depois me levou até o carro. Ele foi dirigindo então, e enquanto fazia isso, ligou para sua mãe, que logo atendeu.
- Oi filho?
- Mãe me escuta, as roupas da Brenda estão tudo ai em casa, separa algumas pra mim. Acho que ela vai nascer! - Ele disse e desligou correndo, para prestar a atenção no transito. Eu ainda chorava, não estava esperando que aquele momento ia acontecer tão rápido, eu estava apenas de 7 meses! Mas enfim chegamos ao hospital que a Doutora trabalhava. Luan desceu então e logo me levou até ela, deixando Henrique com uma funcionária que nós conhecíamos. Quando a médica soube que estávamos ali, me levou logo para sua sala para me examinar e disse apenas duas palavras:
- Vai nascer!
- Como pode isso doutora? Eu estou apenas de 7 meses! - Falei.
- É possível sim, vou te explicar isso depois, agora vamos rápido, Luan, você vai acompanhar o parto? - A doutora perguntou.
- Parto? Vai ser normal? - Eu perguntei.
- Vai, o único jeito que temos agora, vamos! - Ela respondeu.
Capitulo cento e trinta e nove.
- Ok, muito obrigada. - Falei sorrindo.
- Então vou indo, tenho muito trabalho para fazer ainda. - Vitor comentou saindo de fininho e me deixando sozinha com os meus queridos filhos. Nos ajeitamos, tomamos banho e já colocamos pijama. Sim, era na hora do almoço ainda, mas ia pedir comida no quarto mesmo e estava sem ânimo para sair por ai. Também estava com um pouco de dor na barriga, porém era uma dor de vitória. Pela minha filha eu suporto tudo. Enfim, eu, Henrique e Brenda em minha barriga dormimos, até meu telefone tocar. Acordei e me levantei meia zonza e atendi o telefone.
- Pronto? - Falei questionando, pois não conhecia o numero.
- Oi, é o Luan. - Luan disse e eu respirei bem fundo me sentando na mesinha.
- Oi Luan. Trocou de número? - Falei.
- Não seja irônica, pela mor de Deus. - Ele dizia se lamentando.
- O que houve? - Falei gritando preocupada, perdendo o controle, sem querer.
- O que houve? Eu acordei aqui e fui procurar o Henrique pela casa, porém vocês fugiram. Não podia ter se despedido de mim, Laura? - Luan disse.
- Não estou me despedindo, Luan sempre estaremos ligados. Temos uma ligação, um laço que sempre existirá. Temos uma filha juntos... - Falei segurando as lágrimas.
- Você complica tudo! A gente podia ta feliz, mas você complica tudo! Agora não da mais, eu vou voltar com meus shows, preciso trabalhar e vou ficar meio sem tempo. Mas você por favor me de noticias sobre minha filhinha e sobre o Henrique também. Amo eles demais, não me tire deles Laura por favor! - Luan disse.
- Claro, pode deixar, vou informar. Agora vou deitar, estou com um pouco de dor na barriga, ela ta chutando demais. - Falei para quebrar um pouco o clima, ele deu uma risadinha sem graça e nos despedimos. Deitei na cama e fiquei aguentando a dor, que aumentou demais.
Então liguei para minha médica.
- Alô, Doutora? - Perguntei.
- Olá.
- É a Laura.
- Oi Laura, tudo bem? - Ela perguntou.
- Sim... - Respondi.
- O que houve, então?
- Ah Doutora, eu estou com uma dor insuportável na barriga, quando ela chuta então... - Falei.
- Então Laurinha, sei que você vai me chamar de louca, mas é normal. Lembra que em uma de nossas ultrassons eu avisei que ela está enorme? Então, o que ocorre é que ela está procurando um lugar pra se acomodar melhor, ai ocorre essas suas dores. - A Dr. me explicou.
- Ah sim, me senti mais aliviada agora, muito obrigada pela informação! - Falei agradecendo.
- Magina, mas tem como você vir aqui amanhã cedo? Adiantarei sua consulta que seria semana que vem de acordo com minha agenda! Quero analisar essas suas dores.
- Ah, tem sim, que horas? - Perguntei.
- As nove da manhã, pode ser? - A Doutora sugeriu.
- Ok, vou sim. - Combinamos e desligamos o telefone. Logo depois, liguei no restaurante do hotel e pedi nosso almoço. Não acordei Henrique para escolher seu prato, ele não tinha frescura, então comia de tudo. Com os pedidos feito, o restaurante falou quanto era e me pediu para esperar, pois levaria no quarto. Desliguei o telefone então e acordei Henrique para já esperar a comida chegar. Depois de meia hora mais ou menos, bateram na porta. Com um pouco de dificuldade, levantei enquanto Rique assistia televisão. Me dirigi até a porta e a abri, vendo que era Vitor, com a nossa comida. Com a sua beleza, até que me esquecia um pouco que minha barriga latejava de tanto doer. Ainda na porta, peguei um prato e me virei para entrar, mas ele me parou.
- Senhora, esse é o meu trabalho! - Vitor me falou sorrindo.
- Você carrega as malas, traz a refeição, o que mais?! - Falei, parecendo meio grossa, mas não foi intencionalmente.
- Pois é, sou ancora desse hotel. Falando em hotel, está gostando dos nossos serviços? - Ele perguntou tirando o prato de minha mão e colocando em seu carrinho.
- Muito bom o hotel e a ancora dele, heim? - Deixei escapar, mas ele levou na brincadeira.
- Que bom que está gostando. - Ele disse.
- Seus serviços são muito bons, isso que quis dizer, viu? - Falei para não mostrar que estava achando ele um funcionário extremamente pegável. ''Nossa Laura, já estava assim? As vezes era por carência mesmo'', pensei.
- Tudo bem senhora, eu entendi. - Ele respondeu me encarando.
- Não precisa me chamar de senhora, estou elogiando seu hotel. - Falei rindo.
- Mas te chamo de senhora por educação, isso não é uma ofensa! - Ele disse novamente, levando na brincadeira, ainda bem, pois eu também estava.
- Lógico que não é uma ofensa, falei isso porque sou muito nova ainda! - Falei rindo, com a mão na barriga, pois a dor continuava ali.
- Me desculpe, como é seu nome então?
- Laura! O seu é Vitor, né? - Falei.
- Correto! - Ele disse.
- Então fechou...
- Claro, senhorita Laura! Agora deixa eu colocar seu almoço no seu quarto, se não vai esfriar. - Ele pediu, e eu abri caminho para ele passar.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Capitulo cento e trinta e oito.
Ajeitei as malas no carro e nos ajeitei dentro dele também. Liguei o carro e saímos, demos tchau e fomos embora. Procurei o hotel pela cidade e logo o encontrei. Estacionei ali na frente dele e nós três descemos, a bebe na barriga, claro. Olhei para o hotel e gostei bastante, era bem bonito e chique, pelo menos a sua aparência mostrava isso. Entramos na recepção e deixei Henrique sentado em um dos diversos sofás que havia ali, enquanto isso fui até o balcão, aonde dei meus dados e começaram a fazer nossa ficha para nos hospedarmos ali. Peguei meu dinheiro dentro da bolsa e paguei 10 diárias, para me garantir ali por 10 dias. Com tudo certo, olhei para garantir que Henrique estava ali me esperando, por ele ser quieto, sabia que não precisava checar, porém o procurei de longe, forcei a vista pois estava precisando mandar fazer um óculos, porque enxergar direito estava sendo difícil. Mesmo com todo o esforço feito por mim, não localizei Henrique. Fiquei desesperada. Corri como pude, minha barriga atrapalhava, mas eu fazia todas as forças do mundo. Procurei por perto do elevador, atrás do balcão do bar que estava sem nenhum funcionário e até lá fora perto do carro. Sem sucesso nenhum, perguntei aos funcionários se eles haviam o visto, porém ninguém tinha visto nada. Entrei em desespero, confesso que fiquei bem nervosa, queria me ''matar'' por não ser tão desnaturada, minha consciência pesava a cada segundo que se passava. Pensei em ligar para o Luan, mas Henrique era meu filho, então eu tinha que saber aonde ele estava. Acordei do transe e continuei procurando, fiz um escândalo e todos ali se envolveram no meu desespero. Muitos me ajudaram a procurar ele, outros sugeriram em ligar para a polícia, mas eu tinha a fé que o encontraria e que não precisaria de autoridades. Sai do hotel e entrei no carro, fui ver se o encontrava pelas ruas próximas dali, mas não precisou, quando abri a porta dei de cara com Henrique no banco de trás, deitado. Respirei aliviada e ja gritei para todos que estavam ali que ele estava no carro. Puxei ele para fora, ainda nervosa e o abracei muito forte.
- Henrique, eu revirei esse hotel todo te procurando! Como você me faz isso? Nunca mais sai de perto de mim, eu tive tanto esforço para te dar a vida, ai você simplesmente some? Eu nunca iria me perdoar meu amor, eu te amo! - Falei e ele me deu um beijo no rosto.
- Calma mamãe, eu ja sou hominho! Nunca vou deixar você e a Brendinha... - Ele disse todo bonitinho. Fiquei um tempo ali com ele e logo entramos no hotel novamente.
- Não disse que iria o encontrar? - Eu falei para todos que ali estavam.
- Aonde ele estava moça? - O segurança do hotel me perguntou.
- Estava no carro, deitado no banco. Estava com sono e entrou lá. - Falei sorrindo. E peguei a chave do quarto no balcão. O gerente do hotel pediu para que um funcionário nos acompanhasse com as malas.
- Senhora, o Vitor já está no elevador esperando vocês com as malas. - O gerente me informou, pois eu esperava ali.
- Ah sim, qual é o elevador? - Perguntei.
- O ultimo, senhora. - Ele falou apontando. Nos dirigimos até o elevador então. Deixei Henrique entrar primeiro e logo depois entrei com um pouco de esforço, devia a minha enorme barriga que não me canso de dizer o quanto estava enorme. Assim que olhei para o tal de Vitor para cumprimentá-lo, fiquei animada. Ele era bonito, um pouco forte e loiro. O olhei fixamente e sorri. Ele retribuiu, talvez por educação, até porque ele nunca se interessaria por mim, até porque não sabia nem meu nome. Enfim, o elevador se abriu quando chegou no andar do nosso quarto. Ele fez sinal com a cabeça para que eu e Henrique saíssemos primeiro. Fizemos isso então e fomos caminhando pelo corredor em busca do nosos quarto.
- É esse aqui, senhora. - Ele disse com uma voz média e na porta do nosso quarto. Sorri e esperei ele abrir a porta e instalar as nossas coisas.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Capitulo cento e trinta e sete.
Parei de drama e engoli o choro mais uma vez. Procurei por ali um par de brincos, encontrei um simples de uma bolinha, coloquei aquele mesmo e arrumei tudo ali. Abri o armário e peguei minhas roupas. Apenas algumas, não iria morar no hotel, depois eu voltava aqui e pegava o resto. Peguei alguns sapatos, os basicos e peguei as roupinhas de Henrique, que por ele ser pequeno usava mais. Sempre sujava com tudo, então peguei a mais. Alguns sapatos também e outras coisas nossas. Coloquei numa mala de Luan, que ele havia comprado quando foi para o exterior. Era gigante, cabia até eu se bobiasse, mas acho que não fecharia devido minha barriga enorme. Sem brincadeira, peguei o que faltava e fechei a mala. Olhei para trás e notei que Luan ainda dormia. Então sai do quarto empurrando a mala e fechei a porta. Depois passei no quarto de Marizete, abri a porta com todo p cuidado do universo, pois ainda era cedo e os pais de Luan podiam estar dormindo. Abri a porta e vi que só estava Henrique ali. Acordei ele e aproveitei que ninguém estava no quarto e dei banho nele. O deixei prontinho e nós dois descemos. Fomos direto para a cozinha e lá encontramos os pais de Luan. Eles estavam preparando o café, demos bom dia para eles e nos sentamos. Falei que iríamos embora e eles entenderam. Ficaram sim tristes, porém respeitavam nossa decisão. Henrique adorou a ideia, pois como qualquer criança, se encantava com coisas novas. Mas ele não entendia muito bem o porque de estarmos indo morar em outro lugar, mas era melhor assim. Comemos e fui atrás das chaves do meu carro e logo as encontrei. Peguei a mala e Henrique deu tchau para o vovô e para a vovó que ele tanto amava. Me despedi também e agradeci muito a eles.
- Obrigada viu? Vocês fizeram muito para mim durante esse tempo, não só para mim, mas também para o Rique e para a Brenda. Obrigada mesmo. - Falei a eles que me abraçaram.
- Gostamos muito de você Laura, não queremos perder contato. - Amarildo falou.
- Lógico que não vão perder. Vamos visitar vocês sempre. - Falei sorrindo.
- Aonde vocês vão ficar? - Mari perguntou.
- Em algum hotel, to em dúvida entre dois, mas acho que vou ficar no que é mais próximo da cidade. - Respondi colocando uma jaquetinha por cima do macaquinho.
- Ok... E o Luan? Não vai se despedir dele? - Ela perguntou.
- Não... Não vou conseguir. O destino vai fazer a gente se acertar, se for pra ter acertos. Eu cansei de bater na mesma tecla, agora o destino que digite tudo. - Falei.
- Você tem razão... Mas deixa ele informado de tudo, essa criança que você está esperando é dele. - O Amarildo me lembrou.
- Sim, vou mater todos vocês informados de tudo, trarei Henrique para ver todos vocês e assim que eu arrumar uma casa para morarmos vocês vão todos nos visitar. Não vou me mudar de Londrina, sei que a amizade que conquistei de vocês vai ser eternizada. Não é porque terminei com Luan que vou me desligar daquilo que para mim é importante demais. - Falei sorrindo e os abraçando.
- Se cuida ta? - A Mari me pediu.
- Vou me cuidar, com toda a certeza. Cuidarei de nós 3 ao mesmo tempo. - Falei colocando a mão em minha barriga.
- E a bebe, quando nasce? - O pai de Luan perguntou.
- Vou ir no médico essa semana, fazer a penultima ultrassom, é uma a cada mes né? Então falta apenas duas! Ele vai me indicar alguns anestesistas e tudo mais. Ai vamos marcar o parto, é um médico muito bom. - Falei.
- Ah que ótimo, quando você for ao médico me da uma ligada, quero ir também se não for muito invasivo. - Mari falou.
- Claro que vai, faço questão. Você é como uma mãe para mim, Mari. - Falei.
- E você é como uma filha. - Ela respondeu.
- Bom, preciso ir. Qualquer coisa eu ligo para vocês, fiquem tranquilos.
- Assim que vocês chegarem no hotel, me liga. - Amarildo falou.
- Tudo bem, ligarei.
- Não esquece Laurinha, queremos saber se vocês estão bem, essas coisas.
- Estaremos bem, mais uma vez peço que não fiquem preocupados. Obrigada por me fazerem sintir tão amada, obrigada de verdade. - Falei.
- Nós que agradecemos. E quando o Luan acordar, o que falamos para ele? - A Marizete perguntou.
- Ah, diz que fomos para um hotel, fala que se ele quiser conversar, fazemos isso quando eu voltar para pegar as outras coisas. Diz pra ele que de jeito nenhum vou deixá-lo sem noticias e que é para ele não ficar me culpando por tudo ter acabado assim, e muito menos é para ele ficar se culpando também. O destino quis assim, do mesmo jeito que ele nos fez ficar junto, ele também nos separou. Eu o amo, ele será sempre o pai que eu nunca pude dar para Henrique, e para a Brenda ele também será o melhor de todos. Diz pra ele também que essa semana tem ultrassom, se ele quiser ir, e eu faço questão que ele vá, é só ele me ligar, preciso confirmar o horário, mas pede para ele me ligar e eu digo para ele horário e data. Sobre as outras coisas conversamos depois, fala isso para ele. To explodindo de dor de cabeça, não quero me estressar de novo. Então é isso, tchau viu? Isso não é de jeito nenhum uma despedida, e sim um até logo. - Falei e abracei todos. Henrique também.
MEUS AMORES QUE AINDA NÃO ME ABANDONARAM, TO EM PROVAS, ENTÃO É COMPLICADO, PORÉM VIM DO JEITO QUE PUDE, TEM QUE SER PELO CELULAR, PORQUE NO MEU PC O BLOGGER NÃO FUNCIONA. QUASE DEPOIS DE UMA SEMANA, ME DESCULPEM PELA DEMORA. :(
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Capitulo cento e trinta e seis.
- Olha não to entendendo. - Luan disse batendo sua mão na cômoda que havia ali, bravo.
- O que Luan? - Perguntei.
- Você ta fugindo de mim, certo?
- Não, não estou fugindo não. Se eu tivesss fugindo nem aqui estaria mais Luan. - Falei.
- Ué, mas ta querendo se mudar pra um hotel... - Luan disse.
- Eu ja te disse o porque. - Falei.
- Mas eu nunca vou entender isso Laura. Faz quanto tempo que já moramos praticamente juntos? Você nunca mais voltou para Curitiba, nem para nenhum outro lugar. Porque? Porque a gente se ama, certo? Não tem justificativa isso que você quer fazer, seria a mesma coisa que dar tempo e eu detesto essa palavra. Quem da tempo é relógio Laura e eu não quero ser relógio nessa vida. - Luan disse ainda não compreendendo meus motivos de me afastar um pouco. Será que eu teria mesmo que escrever numa folha que não concordava com algumas atitudes dele? Pensei em gritar para ele que ultimamente ele não estava me fazendo feliz e sim muito triste, porém não era de lavar roupa suja com Luan, ele sempre me mostrou essa forma de pensar, como se aquela frase ''quem vive de passado é museu'' fosse feita para ele, pois era assim. Luan é muito bola pra frente, talvez isso seja um resultado positivo em consequência de tanto lutar pelos seus sonhos. Ele caiu bastante, porém se erguia a cada vez que se encontrava no chão. Se a gente se ama não tem porque ficar com graça. Eu confesso que invejo isso nele, porque queria ter essa posição, de ficar sim magoada, mas absorver apenas as coisas boas e tentar tirar proveito delas ao máximo.
- Luan, por favor. - Falei muito calma, essa era a principal regra para sobreviver ao lado de Luan, muita calma e primeiramente muito amor.
- Você ainda me ama? - Ele me perguntou, muito fixo no olhar que cismava em seguir apenas uma direção, meus olhos.
- Eu não acredito que você está me perguntando isso! - Falei.
- Ué, e eu não consigo engolir isso que você está fazendo, Laura. - Ele dizia.
- O que eu to fazendo? - Perguntei e ele soltou uma risadinha, ironicamente, claro.
- Me fazendo de trouxa? - Luan perguntou meio que afirmando.
- Eu? Luan, você só pode estar brincando. Quanto te pagaram para você falar isso para mim? Porque o único erradinho dessa história aqui é você! Isso é apenas consequência das coisas que você apronta. - Acabei falando isso.
- Você ta falando da guria lá? - Ele me perguntou e eu seriamente afirmei que sim com a cabeça. Luan ficou bravo, com certeza era por eu ter repetido aquele assunto. Ele bateu a mão na parede e em seguida colocou sua cabeça encostada aonde havia batido.
- Laura, você vai bater na mesma tecla sempre? Mais que porra! - Luan gritou.
- Para de gritar, seu louco! Ta todo mundo dormindo. - Falei.
- Sério que você se importa? - Luan disse todo irônico, eu nem respondi, apenas fiquei o olhando.
- Se importasse tanto para você não iria embora. - Luan disse baixo, querendo briga.
- Luan, eu to passando tão mal esses dias. Se você soubesse não agiria assim. Se você pudesse entrar dentro da minha cabeça e ver o quanto ela dói de nervoso, eu nem precisaria tomar essa atitude de ir embora, você mesmo que iria me mandar para um lugar bem longe. Se você soubesse o quanto eu ando estressada com esses assuntos... Casamento, minha irmã, a bebe, a nossa briga... - Falei me queixando.
- Eu to te atrapalhando? - Luan perguntou.
- Não, os problemas estão.
- Deixa eu te ajudar...
- Mas Luan, você acaba me estressando mais. Somos tão diferente, isso nos une, porém nos detona também.
- Eu tento te entender ao máximo, mas desculpa, isso de ir morar longe pra mim não vira. - Luan falou.
- É, tem razão.
- Sério? - Luan perguntou.
- Não, porém você quer assim. Deixa quieto essa história de amar. E um dia eu achei que isso daria certo. Nunca vai dar e se der, minha cabeça vai explodir. - Falei.
- Eu não quero te deixar mal. Você pode ir, porém você ta esperando uma filha minha. - Luan disse, tentando mostrar que não estava nem ai para mim.
- Ta bom Luan, agora que ta amanhecendo vou dormir um pouco. Quando for um pouco mais tarde eu vou procurar um lugar para mim. Um apartamento fica bem mais em conta que hotel, já que é pra sempre né? - Falei sorrindo bem torto.
- O pra sempre sempre acaba! - Luan disse e sem querer deixou uma lágrima cair do seu rosto.
- Droga. - Falei segurando as minhas fortemente.
- Boa noite. - Luan disse com cara feia e entrou no banheiro. Peguei então rapidamente minhas coisas de cama e desci para não ter que encontrar Luan pelo menos pela aquela hora. Era difícil demais fingir que não estava nem ai, eu via também o quanto Luan também sofria com isso. Ajeitei minhas coisas no sofá e coloquei meu celular par despertar as08:00 e capotei. Feito assim, meu celular tocou no horário que eu havia programado. Me levantei e subi no quarto de Luan com ''passos de algodão'' para não acordar o dono dele. Tomei banho, peguei um macaquinho que era especialmente para gestantes e o vesti. Era a primeira vez que colocava e havia adorado o resultado. No espelho, mesmo com apenas a iluminação do sol que vinha das frestas da janela, consegui me olhar e ver como minha barriga estava bonita, grande e saudável. Quis tirar uma foto daquele momento para mostrar para as fãs de Luan, mas a escuridão não deixava e também agora não fazia nenhum sentido. Se Luan contar que terminamos, elas vão me odiar, mas eu sempre levaria cada uma delas em meu coração, como uma lembrança dele.
domingo, 11 de agosto de 2013
Capitulo cento e trinta e cinco.
- Fala. - Luan falou.
- Faltam 2 meses pro nosso casamento. Eu nunca vou desistir de nós dois. Mas como disse antes, quero um tempo para mim. - Falei.
- Quer dar um tempo? - Luan perguntou.
- Não, quero morar sozinha esses dois meses. - Falei.
- Ai cara! - Luan disse bravo.
- É pro nosso bem. - Falei.
- E o Henrique? - Luan perguntou.
- Vai comigo, ai depois do casamento moramos juntos. - Falei.
- Porque isso?
- Porque to me sentindo sufocada Luan.
- Tudo bem, a gente vê isso depois. - Luan falou.
- Amanhã Luan, eu vou pra um hotel com o Henrique amanhã.
- Ta. - Luan disse e eu sorri.
- Vou descer ta? Vou ir tomar mais água e vou ir lá no parque do condomínio, quero sentir um pouco de vento. - Falei e desci. Na sala encontrei a Bruna que foi la fora comigo. Fiquei feliz porque pude conversar bastante com ela.
- Bru, eu vou ficar num hotel com o Henrique até o casamento. - Falei.
- Porque Laurinha? - Ela perguntou.
- Ah, eu to muito sufocada morando com o Luan. Eu preciso de um tempo pra me acostumar, respirar. Porque depois do casamento eu vou morar com ele todos os dias. - Falei.
- A gente ta invadindo muito o seu espaço La? - A Bruninha perguntou.
- Pela mor, não quero que vocês pensem que é por isso. De jeito nenhum. Vocês me dão muita liberdade, as vezes até esqueço que a casa não é minha. É o Luan mesmo. A gente ta numa bela de uma crise, então eu sei se ficarmos juntos 24 horas por dia, ainda mais nesses meses que ele ta sem show por causa da preparação do casamento, eu sei que vamos ficar brigando e se desgastando. Eu não quero de jeito nenhum isso pra gente, e eu to nessa fase estressada mesmo, quero retrucar tudo, brigar, quase matar o Luan. Pra isso não ficar acontecendo, vou dar uma segurada. Sei que nosso casamento vai ser perfeito, eu amo o Luan e creio que ele me ama também. Agora relaxar no meu canto é a melhor coisa a fazer... - Falei a Bruna.
- Eu entendo, fico pensando como eu agiria morando com o Lucas, ainda mais na casa dos pais deles. Eu acho que nunca vou fazer isso, por medo. Você aguenta muita coisa que o Luan apronta. Ele é meio assim... Não sei explicar. Ele acha tudo ruim, tudo ele briga e se acha certo. - Bruna falou e eu concordei.
- Quero agradecer por vocês sempre me darem apoio. Considero vocês pessoas da minha família e logo vão ser no papel... Eu preciso mesmo ficar uns meses longinho do Luan, se ver uma vez por dia sabe? Eu tenho medo dele me deixar muito nervosa e eu acabar fazendo mal para a Brenda. Entende? Mas vou vim visitar vocês sempre, e eu quero sair numa tarde com você e sua mãe para comprarmos as coisas pra bebe viu? - Falei para a Bruninha que me abraçou.
- Eu te considero uma irmã! - Ela disse, mas logo fomos interrompidas com Luan.
- Meninas, vão dormir. Principalmente a Laura. Temos que ir amanhã provar a roupa do casamento. - Luan disse.
- E depois ver o hotel para mim né? - Falei.
- Você nessa história né? - Ele responde.
- A Bruna já me entendeu. A gente vai casar, ter uma casa só para a gente. Enquanto isso deixa eu respirar. - Falei.
- Você ta com essa história de respirar né? Eu deixo. Se você acha que vai ser melhor para a gente. - Luan falou.
- Vai ser sim Luan, ta muito desgastado nosso namoro. - Falei.
- Faltam 2 meses pro nosso casamento. Eu nunca vou desistir de nós dois. Mas como disse antes, quero um tempo para mim. - Falei.
- Quer dar um tempo? - Luan perguntou.
- Não, quero morar sozinha esses dois meses. - Falei.
- Ai cara! - Luan disse bravo.
- É pro nosso bem. - Falei.
- E o Henrique? - Luan perguntou.
- Vai comigo, ai depois do casamento moramos juntos. - Falei.
- Porque isso?
- Porque to me sentindo sufocada Luan.
- Tudo bem, a gente vê isso depois. - Luan falou.
- Amanhã Luan, eu vou pra um hotel com o Henrique amanhã.
- Ta. - Luan disse e eu sorri.
- Vou descer ta? Vou ir tomar mais água e vou ir lá no parque do condomínio, quero sentir um pouco de vento. - Falei e desci. Na sala encontrei a Bruna que foi la fora comigo. Fiquei feliz porque pude conversar bastante com ela.
- Bru, eu vou ficar num hotel com o Henrique até o casamento. - Falei.
- Porque Laurinha? - Ela perguntou.
- Ah, eu to muito sufocada morando com o Luan. Eu preciso de um tempo pra me acostumar, respirar. Porque depois do casamento eu vou morar com ele todos os dias. - Falei.
- A gente ta invadindo muito o seu espaço La? - A Bruninha perguntou.
- Pela mor, não quero que vocês pensem que é por isso. De jeito nenhum. Vocês me dão muita liberdade, as vezes até esqueço que a casa não é minha. É o Luan mesmo. A gente ta numa bela de uma crise, então eu sei se ficarmos juntos 24 horas por dia, ainda mais nesses meses que ele ta sem show por causa da preparação do casamento, eu sei que vamos ficar brigando e se desgastando. Eu não quero de jeito nenhum isso pra gente, e eu to nessa fase estressada mesmo, quero retrucar tudo, brigar, quase matar o Luan. Pra isso não ficar acontecendo, vou dar uma segurada. Sei que nosso casamento vai ser perfeito, eu amo o Luan e creio que ele me ama também. Agora relaxar no meu canto é a melhor coisa a fazer... - Falei a Bruna.
- Eu entendo, fico pensando como eu agiria morando com o Lucas, ainda mais na casa dos pais deles. Eu acho que nunca vou fazer isso, por medo. Você aguenta muita coisa que o Luan apronta. Ele é meio assim... Não sei explicar. Ele acha tudo ruim, tudo ele briga e se acha certo. - Bruna falou e eu concordei.
- Quero agradecer por vocês sempre me darem apoio. Considero vocês pessoas da minha família e logo vão ser no papel... Eu preciso mesmo ficar uns meses longinho do Luan, se ver uma vez por dia sabe? Eu tenho medo dele me deixar muito nervosa e eu acabar fazendo mal para a Brenda. Entende? Mas vou vim visitar vocês sempre, e eu quero sair numa tarde com você e sua mãe para comprarmos as coisas pra bebe viu? - Falei para a Bruninha que me abraçou.
- Eu te considero uma irmã! - Ela disse, mas logo fomos interrompidas com Luan.
- Meninas, vão dormir. Principalmente a Laura. Temos que ir amanhã provar a roupa do casamento. - Luan disse.
- E depois ver o hotel para mim né? - Falei.
- Você nessa história né? - Ele responde.
- A Bruna já me entendeu. A gente vai casar, ter uma casa só para a gente. Enquanto isso deixa eu respirar. - Falei.
- Você ta com essa história de respirar né? Eu deixo. Se você acha que vai ser melhor para a gente. - Luan falou.
- Vai ser sim Luan, ta muito desgastado nosso namoro. - Falei.
- Se for pra ficar melhor, então eu acho um hotel bem bacana para você ficar com o Rique. - Luan disse e eu sorri.
- Então vamos dormir, Bru, boa noite. - Falei e dei um beijo no rosto dela que retribuiu com um abraço. Eu e Luan entramos e logo em seguida vimos que Bruna também. Subimos e eu coloquei meu pijama e Luan também.
- Lu, vou descer ta? Tamo num clima meio chatinho ainda, vou dormir lá embaixo ta? - Falei para ele.
sábado, 10 de agosto de 2013
Capitulo cento e trinta e quatro.
- Agora? De madrugada? - Luan perguntou.
- Porque não? Você ta me tocando da sua vida não é? Qual o sentido de ficar na sua casa? - Respondi.
- Laura, para de se fazer de vitima. Ta insuportável já. - Luan dizia se levantando da cama e colando a mão em sua cabeça.
- Luan, eu não estou me fazendo de vitima nenhuma, não preciso disso. Você sabe que errou, sempre me faz de trouxa, eu sempre tão fiel a você, para me retribuir como? Com um belo de um chifre na cabeça, adorei! - Falei irônica.
- Chega, para de me culpar, eu sei que errei, mas para! - Luan gritava cada vez mais, até levantei da cama para ir no banheiro, mas me deu uma tontura e então me joguei na cama. Luan correu para perto de mim em busca de saber o que havia acontecido.
- O que ta acontecendo Laura? - Luan gritava, mas eu não conseguia responder. Luan então correu chamar sua mãe, que logo veio correndo com Amarildo e Henrique para o quarto de Luan. Eles ficaram muito preocupados, mas se acalmaram para entender tudo.
- O que ta acontecendo Laurinha? - O pai de Luan perguntou colocando sua mão em minha testa, para ver se eu estava com febre.
- Eu não sei, caiu minha pressão, eu acho. - Falei baixinho e meio enrolado. Logo a Bruna chegou com o Lucas correndo no quarto também.
- Gente, o que ta acontecendo? To ouvindo uma gritaria faz tempo! - Bruna falou.
- A gente tava discutindo mãe, ai ela levantou e começou a passar mal. - Luan falava desesperado.
- Luan, eu já não disse que é para você cuidar dessa menina? Ela não tem nenhum parente perto, você sabe que ela fica nervosa e acaba ficando mal e fazendo mal pro bebe também, você sabe Luan! - O pai de Luan, bravo dizia gritando com ele. Luan começou a chorar e perguntar se eu estava melhor. Aos poucos minha pressão foi subindo novamente, mas não estava normal ainda. O Lucas desceu lá embaixo e trouxe uma água para mim e uma para Luan, que assim como eu e todos se acalmou.
- Gente, me desculpa! Eu nunca quis trazer transtorno nenhum para vocês. - Falei envergonhada ao ver que a família inteira estava ali preocupada comigo. Agradeci a Deus pela família de Luan ser tão maravilhosa e também por ter melhorado.
- Magina Laurinha, adoramos muito você e queremos seu bem estar e do nosso neto. Está melhor? - Amarildo perguntou.
- Sim, muito obrigada. Estou melhorando. - Falei sorrindo.
- Vamos no hospital, ver se estar tudo bem... - A Mari sugeriu.
- Ah não, não quero preocupar vocês mais do que já preocupei. Já estou bem, mas queria ir para outro lugar, não estou me sentindo bem aqui. Não é por causa de nenhum de vocês, nenhum mesmo. Mas é que preciso esfriar minha cabeça. - Falei a todos. Luan apenas me observava querendo chorar, mas na frente de seu pai nunca ia fazer isso.
- Laura, pensa bem. Não tem necessidade. Nós gostamos demais de você e sua presença nessa casa é muito desejada. Tanto sua como do Rique e futuramente da Brenda. Sei que vocês quando se casarem vão comprar uma casa, vão morar sozinhos... Mas por enquanto, seria totalmente gratificante esses dois meses vocês passarem conosco. - Mari falou, como sempre muito fofa. Abaixei a cabeça e deixei uma lágrima cair. Porque tudo aquilo acontecia? O amor deveria ter somente partes felizes, porque as tristes eu já estava cansada de presenciar.
- Eu amo muito vocês, mas eu realmente preciso de um tempo para ver se realmente vale a pena. Será que vale a pena gastar tanto dinheiro comprando casa? Eu não sei se eu vou aguentar, me desculpem... - Falei chorando e a Bruninha correu para me abraçar. Nem liguei para a cena que todos ali estavam presenciando, apenas chorei para aliviar. Em um momento olhei para Luan, que chorava escondido também, mas bem menos do que eu.
- Eu não gosto de te ver assim... - A Bruna disse ainda abraçada comigo.
- Eu to bem, mas eu preciso conversar com você, Luan. - Falei e ele se arrumou, secou seu rosto e me olhou. Todo mundo saiu então e deixou nós dois conversar.
- Satisfeita? - Luan disse.
- Oi?
- Agora minha família me odeia.
- Isso você pode ter certeza que nunca vai acontecer. E pode ter mais certeza ainda que eu nunca vou fazer isso contra você. - Falei.
- Uhum. - Luan disse irônico, claro.
- Luan, eu não sou mais criança para ficar brigando. Eu nunca quis que acontecesse o que aconteceu agora. Falo tanto das brigas e também da hora que passei mal. Me desculpa, eu tenho a idade suficiente de admitir quando eu erro. Eu não fiz nada dessa vez, mas mesmo assim, me desculpa por tudo que já te fiz. - Falei.
- Vai embora? - Luan perguntou.
- Eu não quero que tudo acabe Luan, mas quero respirar.
- Respira.
- Deixa pra lá, tem como você me levar pra um hotel? - Perguntei a ele.
- Tem, mas eu não quero te levar para lá. - Luan falou e tentou me beijar, mas eu me afastei.
- Desculpa Luan, mas eu não quero. - Falei.
- Tem certeza?
- Hoje eu não quero. Deixa eu ficar quietinha, pensar porque que a gente brigou tanto. - Falei.
- Porque eu sou um idiota. - Ele disse, tive que concordar, mentalmente.
- Luan, não adianta ficar se xingando. Você tem muitas qualidades boas, mas elas somem quando se trata de mim.
- Se eu soubesse que aquela conversa com a Marcela daria tanta briga, nem o número dela tinha mais.
- É Luan, mas porque não fez isso antes? Olha pra gente, não precisamos de mais ninguém pra ser feliz. Apenas eu, você, nossos filhos, nossas famílias, seu trabalho e seus fãs. Acabou.
- Vou me lembrar disso Laurinha... Ops, Laura. - Luan disse sorrindo.
- Bom... Mas agora é sério, quero te pedir uma coisa. - Falei.
- Porque não? Você ta me tocando da sua vida não é? Qual o sentido de ficar na sua casa? - Respondi.
- Laura, para de se fazer de vitima. Ta insuportável já. - Luan dizia se levantando da cama e colando a mão em sua cabeça.
- Luan, eu não estou me fazendo de vitima nenhuma, não preciso disso. Você sabe que errou, sempre me faz de trouxa, eu sempre tão fiel a você, para me retribuir como? Com um belo de um chifre na cabeça, adorei! - Falei irônica.
- Chega, para de me culpar, eu sei que errei, mas para! - Luan gritava cada vez mais, até levantei da cama para ir no banheiro, mas me deu uma tontura e então me joguei na cama. Luan correu para perto de mim em busca de saber o que havia acontecido.
- O que ta acontecendo Laura? - Luan gritava, mas eu não conseguia responder. Luan então correu chamar sua mãe, que logo veio correndo com Amarildo e Henrique para o quarto de Luan. Eles ficaram muito preocupados, mas se acalmaram para entender tudo.
- O que ta acontecendo Laurinha? - O pai de Luan perguntou colocando sua mão em minha testa, para ver se eu estava com febre.
- Eu não sei, caiu minha pressão, eu acho. - Falei baixinho e meio enrolado. Logo a Bruna chegou com o Lucas correndo no quarto também.
- Gente, o que ta acontecendo? To ouvindo uma gritaria faz tempo! - Bruna falou.
- A gente tava discutindo mãe, ai ela levantou e começou a passar mal. - Luan falava desesperado.
- Luan, eu já não disse que é para você cuidar dessa menina? Ela não tem nenhum parente perto, você sabe que ela fica nervosa e acaba ficando mal e fazendo mal pro bebe também, você sabe Luan! - O pai de Luan, bravo dizia gritando com ele. Luan começou a chorar e perguntar se eu estava melhor. Aos poucos minha pressão foi subindo novamente, mas não estava normal ainda. O Lucas desceu lá embaixo e trouxe uma água para mim e uma para Luan, que assim como eu e todos se acalmou.
- Gente, me desculpa! Eu nunca quis trazer transtorno nenhum para vocês. - Falei envergonhada ao ver que a família inteira estava ali preocupada comigo. Agradeci a Deus pela família de Luan ser tão maravilhosa e também por ter melhorado.
- Magina Laurinha, adoramos muito você e queremos seu bem estar e do nosso neto. Está melhor? - Amarildo perguntou.
- Sim, muito obrigada. Estou melhorando. - Falei sorrindo.
- Vamos no hospital, ver se estar tudo bem... - A Mari sugeriu.
- Ah não, não quero preocupar vocês mais do que já preocupei. Já estou bem, mas queria ir para outro lugar, não estou me sentindo bem aqui. Não é por causa de nenhum de vocês, nenhum mesmo. Mas é que preciso esfriar minha cabeça. - Falei a todos. Luan apenas me observava querendo chorar, mas na frente de seu pai nunca ia fazer isso.
- Laura, pensa bem. Não tem necessidade. Nós gostamos demais de você e sua presença nessa casa é muito desejada. Tanto sua como do Rique e futuramente da Brenda. Sei que vocês quando se casarem vão comprar uma casa, vão morar sozinhos... Mas por enquanto, seria totalmente gratificante esses dois meses vocês passarem conosco. - Mari falou, como sempre muito fofa. Abaixei a cabeça e deixei uma lágrima cair. Porque tudo aquilo acontecia? O amor deveria ter somente partes felizes, porque as tristes eu já estava cansada de presenciar.
- Eu amo muito vocês, mas eu realmente preciso de um tempo para ver se realmente vale a pena. Será que vale a pena gastar tanto dinheiro comprando casa? Eu não sei se eu vou aguentar, me desculpem... - Falei chorando e a Bruninha correu para me abraçar. Nem liguei para a cena que todos ali estavam presenciando, apenas chorei para aliviar. Em um momento olhei para Luan, que chorava escondido também, mas bem menos do que eu.
- Eu não gosto de te ver assim... - A Bruna disse ainda abraçada comigo.
- Eu to bem, mas eu preciso conversar com você, Luan. - Falei e ele se arrumou, secou seu rosto e me olhou. Todo mundo saiu então e deixou nós dois conversar.
- Satisfeita? - Luan disse.
- Oi?
- Agora minha família me odeia.
- Isso você pode ter certeza que nunca vai acontecer. E pode ter mais certeza ainda que eu nunca vou fazer isso contra você. - Falei.
- Uhum. - Luan disse irônico, claro.
- Luan, eu não sou mais criança para ficar brigando. Eu nunca quis que acontecesse o que aconteceu agora. Falo tanto das brigas e também da hora que passei mal. Me desculpa, eu tenho a idade suficiente de admitir quando eu erro. Eu não fiz nada dessa vez, mas mesmo assim, me desculpa por tudo que já te fiz. - Falei.
- Vai embora? - Luan perguntou.
- Eu não quero que tudo acabe Luan, mas quero respirar.
- Respira.
- Deixa pra lá, tem como você me levar pra um hotel? - Perguntei a ele.
- Tem, mas eu não quero te levar para lá. - Luan falou e tentou me beijar, mas eu me afastei.
- Desculpa Luan, mas eu não quero. - Falei.
- Tem certeza?
- Hoje eu não quero. Deixa eu ficar quietinha, pensar porque que a gente brigou tanto. - Falei.
- Porque eu sou um idiota. - Ele disse, tive que concordar, mentalmente.
- Luan, não adianta ficar se xingando. Você tem muitas qualidades boas, mas elas somem quando se trata de mim.
- Se eu soubesse que aquela conversa com a Marcela daria tanta briga, nem o número dela tinha mais.
- É Luan, mas porque não fez isso antes? Olha pra gente, não precisamos de mais ninguém pra ser feliz. Apenas eu, você, nossos filhos, nossas famílias, seu trabalho e seus fãs. Acabou.
- Vou me lembrar disso Laurinha... Ops, Laura. - Luan disse sorrindo.
- Bom... Mas agora é sério, quero te pedir uma coisa. - Falei.
domingo, 4 de agosto de 2013
Capitulo cento e trinta e três.
- Com a gente sim. Mas com vocês não né? - A Mari perguntou.
- Pois é, me machuca muito discutir com Luan, mas não dá. Se as coisas continuarem como está, eu desisto. Estou desistindo aos poucos, mas sempre um motivo me faz ficar, mas nem isso está ocorrendo hoje em dia. - Falei.
- Não fala assim, vocês vão se casar... - Marizete falou.
- Como eu disse pra Bru ontem, do que adianta se casar e continuar essa guerra? Eu sinceramente não sei o que vamos fazer, mas quero conversar certinho com ele. - Falei.
- Jaja ele acorda e vocês conversam. - O pai de Luan falou.
- Sim, agora vocês me dão uma licençinha? A bebe ta chutando demais, vou deitar. - Falei e subi, deixando Rique na cozinha com os vovos que adorava tanto. Deitei na cama e fiquei ali sem fazer nada, apenas relaxando. Fechei meus olhos e estava quase dormindo novamente, mas logo despertei ao me incomodar com a luz do quarto sendo ligada. Abri os olhos, os cocei e vi que era Luan se trocando. Me sentei na cama e fiquei o encarando. Eu tentava ficar quieta vendo Luan dar seu chilique, mas Brenda não ajudava. Em minha barriga ela fazia a festa, me chutava como se estivesse lá dentro me pedindo para falar com Luan, então foi isso que fiz.
- Luan? - Falei. Ele estava sério ainda escolhendo uma camiseta em seu armário, que tinha muitas. Me silenciei ao ver ele me ignorar, como se estivesse com a razão. Aquele clima era terrível, me dava um frio na barriga ruim, mas não era de ansiedade nenhuma e sim de tristeza. Como eu pude deixar o nosso relacionamento chegar a esse ponto? Eu não queria, sabia que ele não queria também, mas é sempre assim, fazemos coisas que nem sempre são certas. Engoli o choro tentando suportar aquela cena, Luan fingia que não me conhecia. Depois de vestir sua camiseta, Luan arrumou seu cabelo e tomou um banho se perfume. Era um cheiroso, mas sempre me provocava espirros. E dessa vez não foi diferente, espirrei, bem forte que chegou a doer minha barriga. Ainda mais com a Brendinha chutando-a, ficou uma coisa muito ''agradável''.
- Ai! - Reclamei, mas Luan continuou fingindo que minha presença ali não existia. Depois de arrumar seu cabelo ele procurou um tenis, um vermelho foi escolhido que calçou muito bem em Luan, como sempre. Eu apenas o observava sentada na cama. Ele se olhou no espelho e me viu refletida nele, mas como estava fazendo, me ignorou. Pegou uma jaqueta preta e colocou também. Ele estava pronto, para o que e para aonde eu não sabia. Depois de se olhar no espelho, ele se virou e olhou para mim, até que fim.
- Me chamou? - Ele disse irônico. Fiquei sem resposta, Luan estava mais seco que um deserto sem recursos.
- Luan, eu quero conversar com você. - Falei e ele sorriu, mais uma ironicamente.
- Conversar? Sobre o que? - Luan respondeu e eu respirei fundo.
- Do jeito que está não da pra ficar. - Falei.
- Realmente, não dá. Mas agora estou de saída. Quando der a gente conversa.
- Que horas são? - Perguntei tentando adivinhar em minha cabeça aonde ele iria. Luan então levantou um pouco a manga de sua jaqueta e olhou em seu relógio.
- 23:00. - Ele disse saindo e deixando nossa conversa no chão. Fiquei triste, mais brava do que triste para falar a verdade. Mas não fiquei fissurada em saber aonde Luan iria. Apenas me ajeitei e dormi. De madrugada acordei com Luan acendendo a luz, novamente abri meus olhos com dificuldade e o vi tentando colocar uma bermuda, mas não conseguia, provavelmente estava bêbado.
- Luan, para, vem deitar. - Falei muito paciente, até.
- Me deixa Laura! - Ele dizia resmungando.
- Te deixar Luan? - Perguntei.
- Sim, em todos os sentidos. Se você não está feliz comigo, pode ir embora ué. - Ele dizia enrolado.
- Cade o Henrique? - Eu perguntei a ele.
- Ta dormindo com minha mãe, ela mandou eu te avisar.
- Você ta bêbado. - Falei.
- To nada, você sabe que não to. To é cansado de tanta brigaiada por nada! - Luan falou, não aguentei.
- Era só não fazer besteira. Eu não estou nem ai com sua ''canseira'' Luan, você não tem moral nenhuma para se fazer de vitima. Se eu for, eu não volto. - Falei e ele ficou quieto.
- Você tem que aprender a me dar valor Luan. Eu me dou valor, não vou ficar correndo atrás de você. - Continuei em busca de uma resposta. Ele então se sentou na cama, bem perto de mim.
- Laura, eu não estou te fazendo feliz né? Não adianta bater na mesma tecla! - Luan disse e eu concordei.
- To indo embora então! - Falei e Luan arregalou os olhos.
sábado, 3 de agosto de 2013
Capitulo cento e trinta e dois.
- Eu não quero conversar. - Luan disse.
- Porque? - Falei encostada na porta.
- Porque eu to estressado, não é assim que você me qualifica? Então, eu quero ficar sozinho. - Luan disse.
- Luan, então eu vou procurar outro lugar para dormir. Não vou ficar me rastejando aqui na porta e implorando para você abrir para mim conversar com você. - Falei, esperando para ver o que ele falava.
- Por mim, tudo bem. - Ele disse e eu não acreditei.
- Vai ser assim Luan? - Perguntei.
- Você que quer isso, eu pedi pra você ir? Não, mas não vou implorar para você ficar, assim como você não vai implorar para eu abrir. - Luan disse ainda com a porta trancada.
- Ta certo, quer que eu implore não é? Mas eu não vou fazer isso. Eu to cansada. Tchau Luan. - Falei já descendo as escadas com a mão na barriga, como forma de apoio, já que ela estava tão grande. Escutei o barulho da porta de Luan abrindo correndo. Ele ficou me olhando.
- Entra. - Ele disse, parei de descer e então subi de volta. Entrei no quarto e me sentei na cama.
- Luan, você não é mais criança... - Falei enquanto ele fechava a porta.
- Que? Espera, vou no banheiro. - Ele falou me desprezando e entrou. Olhei para o lado e vi que o celular de Luan estava ali, peguei rapidamente e logo vi na tela bloqueada Marcela mandando whatsapp para ele. Refresquei minha memória, lembrei quem era ela e que e Luan dava corda para ela faz um tempo. Até briga minha e dela teve aqui nessa casa. Bufei, mas antes de surtar li o que estava escrito, para depois ver o que fazia. Ela havia mandando assim para ele: ''ai seu chato kkkkkkk só lembra de mim quando eu ta com problema, to tiste agora :('' e outra assim: ''quero beijinho pra sarar'' não deu para eu ler o resto, não sabia a senha de Luan e sabia que era por um motivo desses que não tinha acesso ao telefone dele. Ele me dizia que era por questão de privacidade, certamente. Privacidade relacionada as peguetes dele. Esperei ele sair do banho, eu estava bem triste, mas não podia perder a razão e o controle. Não podia muito menos demostrar que estava no chão e que eu não era nada sem ele. Tinha que me mostrar superior.
- Pronto, bora conversar. - Ele disse se sentando do meu lado. Mas eu não falei, apenas fiquei o olhando enquanto seu celular apitava.
- Marcela. - Falei sorrindo bem ironicamente.
- Que que tem? - Luan perguntou e então eu apontei para o celular, ele então mudou totalmente sua expressão. Ficou com cara de desesperado e mudo.
- Não quero te proibir de nada! - Eu falei irônica.
- Mas eu não fiz nada demais. - Ele respondeu, bem cara de pau, toco, madeira.
- Ta bom Luan, vou dormir. - Falei.
- Para, deixa eu te explicar. - Ele pediu.
- Não, não quero ouvir mais nada. Mas não vou ser chifruda, não mesmo! - Falei deitando na cama e virando de costas para Luan.
- Laura, para pela mor de Deus muié, eu to te pedindo, me escuta! - Luan me chacoalhava.
- Não! - Falei tirando a mão de Luan das minhas costas.
- Para, deixa eu te explicar. - Ele pediu.
- Não, não quero ouvir mais nada. Mas não vou ser chifruda, não mesmo! - Falei deitando na cama e virando de costas para Luan.
- Laura, para pela mor de Deus muié, eu to te pedindo, me escuta! - Luan me chacoalhava.
- Não! - Falei tirando a mão de Luan das minhas costas.
- Tudo bem, depois não diz que eu não avisei. - Luan disse fazendo drama.
- Cala tua boca, mas cala profundamente a tua boca. Você não tem moral nenhuma para se fazer de vítima. - Falei me estressando. Ele me olhou fixamente, mas não disse nada. Apenas foi no guarda roupa, pegou uma coberta e foi até mim e puxou um travesseiro que estava embaixo de minha cabeça. Depois não falou nada, apenas ouvi seus passos descendo as escadas. Logo chegou a Bruna no quarto.
- O que aconteceu? O Luan chegou lá embaixo cheio de roupa de cama! - Bruna perguntou.
- Não ouviu a briga? - Perguntei.
- Não... A tv estava alta. O que houve? - Bruna perguntou.
- O que houve? Peguei seu irmão dando em cima da Marcela no telefone novamente. Já não bastava as gracinhas que ele fez na hora da briga com Henrique. - Falei.
- Ele é idiota? Nem eu converso mais com ela. - Bruna falou e eu concordei.
- Então Bru.
- Mas ele vai dormir na sala? - Ela perguntou.
- Sei lá, que durma no relento. Não quero saber. - Falei.
- Até parece, vocês se amam! - Ela disse.
- Amar é diferente de ser trouxa Bru, eu cansei. Nosso relacionamente está desgastando tanto. - Falei.
- Não fala isso... Daqui dois mêses vocês se casam... Estão esperando uma filha, montaram uma família. - Ela disse.
- Casamento? Do que adianta? Sei que vamos viver em guerra. Ele não aguenta, sempre dando mole pra uma e pra outra. Da até vergonha. - Falei.
- Mas ele já te traiu alguma vez? - Ela perguntou.
- Trair para mim não é só em atitudes. Considero palavras traição também. Eu confiava tanto nele. Mas como fazer isso depois das furadas dele? - Falei.
- É complicado, mas espero que se resolvam. Vocês foram feitos um para o outro. - Bruna disse sorrindo.
- Se eu fui feita para sofrer, sim. - Falei e só vi alguém bufando na porta, era Luan.
- Taquipariu. - Ele disse e saiu. A Bruna foi atrás dele e não voltou mais. Aproveitei para dormir, precisava muito. No dia seguinte, acordei com meu celular tocando, era um número desconhecido, que logo desligou. Resolvi dar uma passadinha no twitter, mas não tweetei nada. Levantei, tomei um banho e me troquei. Logo em seguida desci e dei se cara com Luan esparramado na sala. Ele estava pior que bebado? Com um pé para dentro do sofá e outro para fora. Passei pela sala e entrei na cozinha, aonde somente os pais de Luan estavam.
- Bom dia! - Falei sorrindo.
- Bom dia. - Os dois responderam.
- Tudo bem? - Perguntei, com a finalidade da resposta falar sobre a noite de Luan feito cachorrinho sem dono.
Capitulo cento e trinta e um.
Ela abriu a porta e os dois se entenderam ali mesmo. Depois entraram e foram para a sala. Ele nos cumprimentou, sempre muito educado também. Perguntou de Henrique, pois o adorava. Mas Henrique não ficava para trás, gostava de Lucas do mesmo jeito. Assim que ouviu a voz de Henrique de seu amigo, correu para a sala.
- Tio Lucas! - Ele chegou gritando e pulando em seu colo. Luan morria de ciúmes.
- Eai rapaz? - Lucas perguntou.
- Vamos jogar video game tio? - Henrique pediu a Lucas.
- Bora! Vamos lá? - Ele disse.
- Depois vocês jogam, agora vamos jantar!
- Depois a gente vai vovó Mari. - Henrique disse puxando Lucas para a escada.
- Não, vamos comer, Henrique. - Mari respondeu.
- Mas eu não quero vovó. - Ele respondeu, sem perder tempo e já subindo com Lucas, que tentava pará-lo mas Henrique sempre ganhava, ele era manhoso e o ''tio'' Lucas não sabia o que fazer. A Mari fez cara feia, com motivo pela desobediência, mas ficou quieta, porém eu não.
- Henrique, respeita sua vó. Vamos comer. - Falei, mas ele continuava puxando o Lucas para subir na escada.
- Eu não estou com fome! - Ele retrucava.
- Senhor Henrique, desça agora dessa escada. Você tem que nos obedecer. Querendo ou não. Você tem 3 anos! Agora vamos comer que você está com fome sim. - Falei e ele parou de subir, mas não desceu.
- Cara, sua mãe ta brava, vamos descer, comer pra ficar fortão e depois a gente brinca! - Lucas falava para tentar acalmar a rebeldia de Rique, que começou a fazer manha e mais manha.
- Sem gracinha, desce agora. - Falei e ele desceu emburrado.
- Esse seu bico ta maior que a pança do Luan. - A Bruna comentou zoando Luan, até eu que estava séria dei risada.
- Bruna, você fica melhor calada! - Luan respondeu e nós rimos.
- Mas a conversa é séria mocinho, pede desculpas para sua avó. - Falei.
- Não... - Ele disse franzindo a testa.
- Como é que é Henrique? - Falei aumentando a voz.
- Calma Laura! - Luan disse sentado, observando.
- Calma nada Luan, ele sempre da uns chiliques desse e você sempre acoberta. - Falei a Luan, que se calou bravo. Henrique então foi até a Mari.
- Desculpa vovó. - Henrique pediu e abraçou a Mari.
- Desculpo meu amor, só quero seu bem. Assim como sua mãe e o senhor Luan que não faz nada né! - A Mari disse ''puxando a orelha de Luan'' que já estava subindo bravo.
- Aonde você vai? - O pai de Luan perguntou.
- Subir! - Ele respondeu aparentemente bravo.
- Subir? Não vai jantar? - Amarildo perguntou.
- To sem fome. - Luan disse.
- Luan, sua mãe e a Laura tentando trazer Henrique para jantar e você da esse exemplo? - O pai de Luan falou bravo e ele sem questionar foi para a cozinha junto com nós todos. Nos sentamos e nos servimos. Luan ficou o jantar todo emburrado, parecia Henrique, que havia dado uma acalmada. Mas Luan não, ele mostrava aparentemente que estava bravo. Não trocamos nenhuma palavra, mas Lucas, Bruna, Henrique e os pais de Luan riam bastante conversando. Todo mundo notou que iria sim sair uma discussão dali.
- Nossa, estão calados demais... - Mari falou e eu levantei a cabeça e afirmei que sim.
- Não da... - Falei apontando para Luan que forçado, estava comendo.
- Luan, conversa com a Laura, ela não fez nada para você! - Amarildo sempre amigo, tentando ajudar. Sei que Luan respeitava ele demais, mas hoje foi primeira vez que o vi ignorar seu pai.
- Muito obrigada por tentar ajudar Amarildo, mas não tem jeito. Deixa ele subir, é isso que ele quer. - Falei sorrindo bem torto e voltando a olhar para minha comida.
- Não, ele tem que aprender que nada que você falou para ele foi por mal. Ele acoberta sim e precisa arrumar esse lado. - Seu Amarildo falou, mas Luan continuava ignorando.
- Amor, deixa ele subir. - A Mari pediu e então ele autorizou. Luan então se levantou e subiu ligeiramente. Ficamos ali na cozinha, terminamos de comer e ainda fomos servidos com uma linda sobremesa que Mari tinha feito. Estava tudo muito bom.
- Gostaram? Hoje foi especial, pena que o clima não foi tão especial assim né? - Mari falou.
- Só de estarmos em família, com saúde, já é especial, mãe. - Bruninha falou abraçada com o Lucas, que também concordou com ela.
- Estava uma delicia amor. - Seu Amarildo falou.
- Realmente, estava muito bom. Obrigada pela comida e dedicação com a gente sogra! - Falei.
- Que isso meus amores, cozinhar para vocês é sempre muito bom! - Mari respondeu.
- Henrique, nos conta! Você foi ver a sua outra vovó hoje? - Bruninha perguntou ao Rique, senti que foi para quebrar o gelo de alguns minutos atrás.
- Aham, foi legal sim tia, mas a mamãe e a vovó brigaram, ai a gente foi embora. - Henrique disse e todos me olharam.
- É verdade, mas você descobriu que tem uma priminha né? - Falei pra Henrique, disfarçando. Ele então afirmou que sim com a cabeça e subiu com o vovô para o quarto dos pais do Luan. Ele adorava depois da janta subir e assistir desenho com o Seu Amarildo. Eu fiquei arrumando as coisas da cozinha com a Mari e a Bruna subiu para seu quarto com o Lucas.
- Ele não aceita que falem nada pra ele. - Falei enxugando os pratos, enquanto Mari lavava-os.
- Sim, esse é um defeito dele. - Ela concordou.
- Mas é pro bem dele. Agora ele fica trancado no quarto, bravo, sem falar com ninguém. - Falei.
- Sobe lá, conversa com ele. - Mari sugeriu.
- Não vou passar a mão na cabeça dele. - Falei orgulhosa, porém justa.
- Mas não digo ir pedir desculpas, entrem em um acordo. Vocês precisam aceitar a opinião um do outro. - Mari falou.
- Sim, vou fazer isso depois que acabar aqui. Mas eu aceito tudo que ele fala para mim. Depois que eu briguei com minha mãe, no carro, ele só faltou me xingar. Disse um monte. Mas e ele? Tem que ouvir também, não só falar. - Desabafei com Mari e ela entendeu perfeitamente. Depois que acabamos de arrumar tudo deixei ela na sala assistindo sua novela e subi para o quarto, mas antes fui no quarto de Bruna e bati na porta.
- Entra! - Bruna gritou.
- Nossa, estão calados demais... - Mari falou e eu levantei a cabeça e afirmei que sim.
- Não da... - Falei apontando para Luan que forçado, estava comendo.
- Luan, conversa com a Laura, ela não fez nada para você! - Amarildo sempre amigo, tentando ajudar. Sei que Luan respeitava ele demais, mas hoje foi primeira vez que o vi ignorar seu pai.
- Muito obrigada por tentar ajudar Amarildo, mas não tem jeito. Deixa ele subir, é isso que ele quer. - Falei sorrindo bem torto e voltando a olhar para minha comida.
- Não, ele tem que aprender que nada que você falou para ele foi por mal. Ele acoberta sim e precisa arrumar esse lado. - Seu Amarildo falou, mas Luan continuava ignorando.
- Amor, deixa ele subir. - A Mari pediu e então ele autorizou. Luan então se levantou e subiu ligeiramente. Ficamos ali na cozinha, terminamos de comer e ainda fomos servidos com uma linda sobremesa que Mari tinha feito. Estava tudo muito bom.
- Gostaram? Hoje foi especial, pena que o clima não foi tão especial assim né? - Mari falou.
- Só de estarmos em família, com saúde, já é especial, mãe. - Bruninha falou abraçada com o Lucas, que também concordou com ela.
- Estava uma delicia amor. - Seu Amarildo falou.
- Realmente, estava muito bom. Obrigada pela comida e dedicação com a gente sogra! - Falei.
- Que isso meus amores, cozinhar para vocês é sempre muito bom! - Mari respondeu.
- Henrique, nos conta! Você foi ver a sua outra vovó hoje? - Bruninha perguntou ao Rique, senti que foi para quebrar o gelo de alguns minutos atrás.
- Aham, foi legal sim tia, mas a mamãe e a vovó brigaram, ai a gente foi embora. - Henrique disse e todos me olharam.
- É verdade, mas você descobriu que tem uma priminha né? - Falei pra Henrique, disfarçando. Ele então afirmou que sim com a cabeça e subiu com o vovô para o quarto dos pais do Luan. Ele adorava depois da janta subir e assistir desenho com o Seu Amarildo. Eu fiquei arrumando as coisas da cozinha com a Mari e a Bruna subiu para seu quarto com o Lucas.
- Ele não aceita que falem nada pra ele. - Falei enxugando os pratos, enquanto Mari lavava-os.
- Sim, esse é um defeito dele. - Ela concordou.
- Mas é pro bem dele. Agora ele fica trancado no quarto, bravo, sem falar com ninguém. - Falei.
- Sobe lá, conversa com ele. - Mari sugeriu.
- Não vou passar a mão na cabeça dele. - Falei orgulhosa, porém justa.
- Mas não digo ir pedir desculpas, entrem em um acordo. Vocês precisam aceitar a opinião um do outro. - Mari falou.
- Sim, vou fazer isso depois que acabar aqui. Mas eu aceito tudo que ele fala para mim. Depois que eu briguei com minha mãe, no carro, ele só faltou me xingar. Disse um monte. Mas e ele? Tem que ouvir também, não só falar. - Desabafei com Mari e ela entendeu perfeitamente. Depois que acabamos de arrumar tudo deixei ela na sala assistindo sua novela e subi para o quarto, mas antes fui no quarto de Bruna e bati na porta.
- Entra! - Bruna gritou.
- Oi Bru, sou eu! - Falei entrando de fininho para ver se não tava atrapalhando nada.
- Entra muié! - Lucas disse rindo.
- É que começou a novela, sei que vocês dois gostam, então vim avisar. - Falei sorrindo.
- Ah muito obrigada, vamos assistir amor? - A Bruna perguntou ao Lucas.
- Sim, vamos amor. - Eles então levantaram e desceram. Sai então do quarto da Bru e fui para o dos pais do Luan. Henrique estava lá assistindo desenho.
- Amor, ta tudo bem ai? - Perguntei a Henrique que afirmou que sim.
- Vou lá falar com o Luan, não demora pra ir deitar ta? Não da trabalho pra Mari nem pro Amarildo... - Falei e dei um beijo nele. Deixei ele assistindo tv e então fui para o quarto de Luan. Tentei abrir a porta, mas estava trancada.
- Senhor, me de paciência, por favor. - Pedi baixinho e bati na porta, mas ele não abriu.
- Luan, pra que tanta graça? - Falei.
domingo, 28 de julho de 2013
Capitulo cento e trinta.
Nós riamos indo para o carro. Quando entramos, Henrique contava os doces e do seu jeito, repartia em três. Quando vimos, ele esticou as mãos e nos entregou.
- Pra gente filho? - Perguntei.
- Aham! - Ele respondeu e eu e Luan sorrimos.
- Obrigada amor! - Falei para Henrique que sorriu ao ver que estava repartindo.
- Valeu cara. - Luan disse todo bobo e ligando o carro. Paramos a conversa por ali e fomos para o hotel. Quando chegamos, pegamos nossas coisas, pagamos a diária e fomos embora para Londrina. Depois de algumas horas de viagem, chegamos na casa de Luan e tomamos um bom banho. Ninguém estava na casa, ao não ser nós três. Então descemos, fomos para a cozinha e Luan que estava com fome, pediu para mim fazer um lanche a ele. Preparei dois, um para Luan e outro para Henrique. Enquanto eles comiam, sequei meus cabelos que eu havia lavado e peguei meu celular para entrar um pouco no twitter. Loguei e tweetei algumas coisas. ''oi amores!'' ''Tudo bom? Só entrei agora por causa da correria'' ''o casamento ta ficando em ordem e sobre sortear algumas de vocês para ir, eu não me esqueci não'' ''vou conversar com o pessoal da equipe, eles organizam tudo!'' Falei bastante e li alguns tweets de algumas meninas pedindo fotos da minha barriga, então tirei ali na hora mesmo e postei no instagram: ''O barrigão amores! 7 meses!'' Coloquei isso de legenda. Logo vi muitos comentários bonitos e me emocionei. Ali na sala mesmo, e que droga, Luan viu.
- Que que foi amor? Ta chorando porque? - Luan perguntou, mas tentei disfarçar.
- Nada amor, ta doido? - Perguntei.
- Ta com o olhinho cheio de lágrima. - Luan falou, alisando meu queixo.
- Amor, sabe o que é? - Perguntei.
- Não amor.. - Luan respondeu, dando uma risadinha linda.
- É que eu postei uma foto da minha barriga, e suas fãs estão desejando tanta felicidade. Me emociona. - Falei e ele me abraçou automaticamente.
- Elas são lindas. - Luan falou ainda abraçado comigo.
- Amor, vamos sortear algumas fãs para o casamento? - Perguntei se soltando de seu abraço.
- Claro, vamos sim. Adorei a ideia, eu converso com a central, ai fazemos o sorteio! - Luan disse apertando minha bochecha.
- Ok, mas para... - Pedi.
- O que? - Ele perguntava, sabendo, mas para irritar, perguntava.
- Minha bochecha. - Eu falei ''sufocada''
- Oi? Não entendi. - Luan falava rindo, mas não ia deixar barato, bati em sua mão e ele parou. Nós trocamos alguns beijinhos, mas logo paramos ao ver que os pais de Luan e Bruna havia chegado.
- Oi pra vocês... - Mari falou, sempre um amorsinho.
- Oi Mari! - Falei.
- Oi mãe. - Luan falou e também cumprimentamos Seu Amarildo e a Bruna.
- Eita, cade o Lucas? - Ele perguntou.
- Aff, como você é chato! - Bruna respondeu ao Luan.
- Ué, sua caduca... Só perguntei dele! - Luan falou rindo, ele não perdia tempo em nenhum segundo.
- Ta, vou fingir que acredito... - Bruna disse rindo e se sentando na sala com a gente.
- Ta estressada! - Luan falou, rindo ainda.
- Não, acontece que você irrita Luan! - Bruninha disse rindo.
- Mas o Lucas vai vim hoje? - Luan perguntou.
- A gente deu uma brigadinha, mas acho que ele vai vim dormir aqui sim! - A Bru respondeu.
- Vocês só brigam... - Luan disse rindo.
- Ta louco! - Ainda completou.
- Olha quem fala né Luan? - Falei pra ele, se referindo das nossas brigas.
- Né! - A Bruninha concordou e Luan nos mostrou a língua.
- Mas enfim, cade o Henrique? - A Bruninha perguntou.
- Ele ta na cozinha ainda, vou lá pega-lo. - Falei e fui até a cozinha e o vi conversando com a Mari, enquanto ela preparava alguma coisa para comer. Sorri e os deixei ali e voltei para a sala.
- Eai? - Luan perguntou.
- Ele ta com sua mãe na cozinha
- Ah, devem ta fazendo algo pra comer. - Luan falou e eu concordei. Logo depois o interfone tocou.
- É o Lucas! - A Bruna foi logo atender.
sábado, 27 de julho de 2013
Capitulo cento e vinte e nove.
Me ajeitei e fiquei o olhando, esperando ele dar partida, mas nada. Queria perguntar qual era o problema, mas eu já sabia. Olhei para trás, queria encontrar um ponto de fuga para olhar.
- Precisava disso? - Luan perguntou.
- Se fosse com você, talvez você entenderia. - Falei.
- Não é comigo, realmente. Eu no seu lugar perdoaria elas. - Luan disse.
- Mas eu perdoei amor. - Falei.
- Com o coração? Não adianta perdoar da boca para fora. - Luan disse.
- Perdoei. - Falei.
- Se você diz.
- Acredita em mim.
- Acredito, Laurinha. - Sorri então.
- Vamos aonde? - Perguntei ao ver ele seguindo outro caminho. De certo estava errando, ou era só eu que errava nessa vida? Brincadeira.
- Comer, não podemos viver de rancor né? - Luan dizia cada momento mais irônico, mas eu o entendia. Ele não gostava de coisas negativas, nem nada disso.
- Já entendi. - Falei. Nos calamos e nos permanecemos assim até chegar em um restaurante. Era novo ou eu não me recordava dele. Desci do carro e pedi para Luan pegar Henrique no banco de trás, pois era muito difícil para mim pegar. Luan então atendeu meu pedido e o pegou. Henrique veio até mim e me deu a mão, entramos então. Nos sentamos enquanto Luan tirava foto com alguns fãs que por coincidência estava no restaurante também. Eu adorava ficar quietinha em meu canto, vendo Luan atender todos com tanto carinho. Logo acordei do transe, ele já estava se sentando na mesa. Logo os garçons chegaram com o cardápio e escolhemos, tentamos né.
- To com vontade de pão de queijo. - Luan falou.
- Mas agora é almoço. - Falei.
- Eu sei, mas moço, não tem pão de queijo? - Luan perguntou ao garçom.
- Temos, está no cardápio de salgados e lanches, está com a criança. - O garçom respondeu. Luan fez cara de ''entendi, entendi'' e pegou o cardápio de Henrique, que ficou bravo, mas dei o de comida para ele, que sossegou.
- Quer lanche ou comida? - Perguntei para Henrique.
- Lanche mamãe. - Ele respondeu.
- Não acredito que você perguntou isso a ele! - Luan falou escolhendo seu suco.
- Que que tem? - Sismei.
- Uai, qual você prefere Henrique, lanche ou comida? - Luan disse.
- Porque você está zoando? - Perguntei.
- É a mesma coisa que você perguntar para uma criança, você quer doce ou remédio? - Luan disse.
- Ah, entendi! Você não presta né? - Falei rindo.
- Quero te fazer rir, apenas isso. - Luan disse alisando meu queixo, sempre com esse costume que eu amava.
- Obrigada amor. - Falei sorrindo, mas logo acordamos para vida quando vimos que os garçons ainda esperavam nossa resposta.
- Rapaz, coitado dos caras! Vamo logo Laura, escolhei ai! - Luan disse rindo.
- Eu quero comida, arroz, feijão, bife a parmegiana e salada. E para beber um suco de laranja. - Falei e o moço anotou tudo.
- Nossa, só você vai comer comida. - Luan falou.
- To gravida filho, quer que sua filha que nem nasceu coma gordura? - Falei rindo, exagerada por brincadeira.
- Que chato! E você Rique, o que quer? - Luan perguntou beliscando ele, que gritou, mas baixo.
- Ai!
- O que você quer filho? - Perguntei.
- Lanche! - Ele respondeu.
- Mas qual? - Perguntei e ele apontou um hambúrguer com queijo que tinha a foto no cardápio.
- Ah sim, esse lanche aqui, com o que para beber filho? - disse ao garçom e logo depois perguntei a bebida de Henrique.
- Coca - Ele respondeu.
- E uma coca de lata. - Falei.
- Ja eu quero dois pães de queijo e um hambúrguer igual do Henrique. - Luan falou.
- E para beber? - O garçom perguntou.
- Para beber eu quero uma coca de lata também. - Luan falou e ele anotou e foi para dentro. Ficamos rindo, conversando e até cantando enquanto a comida não chegava. Mas quando chegou não perdemos tempo, nem comunicar nos comunicamos. Comemos tudo e depois pedimos sorvete. Tinha cada sabor estranho e o palhaço do Luan fez questão de pegar o mais exótico. O garçom trouxe para nós e eu não pude deixar de elogiar o restaurante, pois comi a comida estava muito boa mesmo.
- Olha, muito bom viu? Abriu recentemente né? Minha mãe mora aqui e da ultima vez que vim não havia ainda... - Comentei.
- Depende de quando você veio da ultima vez! Tem um tempinho já! Obrigada pelo elogio, espero que voltem sempre. - Ele respondeu e Luan só observava, com ciumes.
- Magina, realmente gostoso demais. A ultima vez que vim foi, ah... Não me lembro! - Falei rindo, ele sorriu de volta e entrou para dentro. Luan emburrado perguntou:
- Nossa, amou o garçom em? - Não acreditei quando ouvi aquilo, ri bastante.
- Você é bobo?
- Sou, por você.
- Por mim e de ciumes também né? - Falei.
- Tenho mesmo!
- Não precisa ter! - Falei e dei um selinho nele.
- Vamos embora? - Luan perguntou.
- Espera o Henrique terminar o sorvete. - Falei.
- Ok. - Luan então disse e nós dois esperamos Henrique terminar. Assim que ele acabou, pegou o papelzinho e todo bonitinho levou até o lixo.
- Vamos agora meus amores? - Luan perguntou.
- Vamos, mas antes leva o Henrique no banheiro amor e lava a boquinha dele tadinho, olha como se lambuzou. - Pedi a Luan.
- Claro amor. - Ele disse e se levantou com Henrique e os dois foram para o banheiro. Quando voltaram, Henrique correu para perto de mim enquanto Luan foi pagar a conta. Depois de tudo certo, Luan voltou arrumando a carteira e dando para Henrique um saquinho com algumas balas, chicletes e chocolates.
- Nossa que delicia, tem pra mim? - Perguntei brincando.
- Tem não. - Luan disse, zoando, espero.
- Nossa, deixa você! - Falei.
- Tem sim amor, Henrique, divide com nóis rapaz! - Luan pediu para Henrique que todo metido falou que não.
- Mas agora é almoço. - Falei.
- Eu sei, mas moço, não tem pão de queijo? - Luan perguntou ao garçom.
- Temos, está no cardápio de salgados e lanches, está com a criança. - O garçom respondeu. Luan fez cara de ''entendi, entendi'' e pegou o cardápio de Henrique, que ficou bravo, mas dei o de comida para ele, que sossegou.
- Quer lanche ou comida? - Perguntei para Henrique.
- Lanche mamãe. - Ele respondeu.
- Não acredito que você perguntou isso a ele! - Luan falou escolhendo seu suco.
- Que que tem? - Sismei.
- Uai, qual você prefere Henrique, lanche ou comida? - Luan disse.
- Porque você está zoando? - Perguntei.
- É a mesma coisa que você perguntar para uma criança, você quer doce ou remédio? - Luan disse.
- Ah, entendi! Você não presta né? - Falei rindo.
- Quero te fazer rir, apenas isso. - Luan disse alisando meu queixo, sempre com esse costume que eu amava.
- Obrigada amor. - Falei sorrindo, mas logo acordamos para vida quando vimos que os garçons ainda esperavam nossa resposta.
- Rapaz, coitado dos caras! Vamo logo Laura, escolhei ai! - Luan disse rindo.
- Eu quero comida, arroz, feijão, bife a parmegiana e salada. E para beber um suco de laranja. - Falei e o moço anotou tudo.
- Nossa, só você vai comer comida. - Luan falou.
- To gravida filho, quer que sua filha que nem nasceu coma gordura? - Falei rindo, exagerada por brincadeira.
- Que chato! E você Rique, o que quer? - Luan perguntou beliscando ele, que gritou, mas baixo.
- Ai!
- O que você quer filho? - Perguntei.
- Lanche! - Ele respondeu.
- Mas qual? - Perguntei e ele apontou um hambúrguer com queijo que tinha a foto no cardápio.
- Ah sim, esse lanche aqui, com o que para beber filho? - disse ao garçom e logo depois perguntei a bebida de Henrique.
- Coca - Ele respondeu.
- E uma coca de lata. - Falei.
- Ja eu quero dois pães de queijo e um hambúrguer igual do Henrique. - Luan falou.
- E para beber? - O garçom perguntou.
- Para beber eu quero uma coca de lata também. - Luan falou e ele anotou e foi para dentro. Ficamos rindo, conversando e até cantando enquanto a comida não chegava. Mas quando chegou não perdemos tempo, nem comunicar nos comunicamos. Comemos tudo e depois pedimos sorvete. Tinha cada sabor estranho e o palhaço do Luan fez questão de pegar o mais exótico. O garçom trouxe para nós e eu não pude deixar de elogiar o restaurante, pois comi a comida estava muito boa mesmo.
- Olha, muito bom viu? Abriu recentemente né? Minha mãe mora aqui e da ultima vez que vim não havia ainda... - Comentei.
- Depende de quando você veio da ultima vez! Tem um tempinho já! Obrigada pelo elogio, espero que voltem sempre. - Ele respondeu e Luan só observava, com ciumes.
- Magina, realmente gostoso demais. A ultima vez que vim foi, ah... Não me lembro! - Falei rindo, ele sorriu de volta e entrou para dentro. Luan emburrado perguntou:
- Nossa, amou o garçom em? - Não acreditei quando ouvi aquilo, ri bastante.
- Você é bobo?
- Sou, por você.
- Por mim e de ciumes também né? - Falei.
- Tenho mesmo!
- Não precisa ter! - Falei e dei um selinho nele.
- Vamos embora? - Luan perguntou.
- Espera o Henrique terminar o sorvete. - Falei.
- Ok. - Luan então disse e nós dois esperamos Henrique terminar. Assim que ele acabou, pegou o papelzinho e todo bonitinho levou até o lixo.
- Vamos agora meus amores? - Luan perguntou.
- Vamos, mas antes leva o Henrique no banheiro amor e lava a boquinha dele tadinho, olha como se lambuzou. - Pedi a Luan.
- Claro amor. - Ele disse e se levantou com Henrique e os dois foram para o banheiro. Quando voltaram, Henrique correu para perto de mim enquanto Luan foi pagar a conta. Depois de tudo certo, Luan voltou arrumando a carteira e dando para Henrique um saquinho com algumas balas, chicletes e chocolates.
- Nossa que delicia, tem pra mim? - Perguntei brincando.
- Tem não. - Luan disse, zoando, espero.
- Nossa, deixa você! - Falei.
- Tem sim amor, Henrique, divide com nóis rapaz! - Luan pediu para Henrique que todo metido falou que não.
Capitulo cento e vinte e oito
O Luan foi até a porta e a fechou antes que eu pudesse sair. Vi os olhos dele ficarem com a expressão de triste, por aquele momento estar acontecendo. Logo ele, que tem a família tão unida presenciando uma cena de uma briga familiar. Claro, isso acontece com todos, mas minha família era repartida.
- Luan, por favor. - Falei implorando.
- Laura, você tem que enfrentar seus medos. - Luan disse.
- Como se fosse facil né? - Falei.
- Faz parte da vida Laura. - Luan dizia com calma, apesar de bravo.
- Você nunca vai entender. - O implorei, tentando abrir a porta.
- Eu estou tentando, mas você não quer ser entendida. - Luan disse, ainda baixo. Ele não era de dar escândalos.
- Eu não quero ser entendida? Luan, eu preciso ir embora. - Falei chorando.
- Porque? - Luan disse e eu abaixei a cabeça.
- Anda Laura, me diz porque! - Luan insistiu, então abaixei a cabeça, mas logo levantei enxugando minhas lágrimas.
- Porque eu não quero voltar a minha infância. - Falei o encarando.
- Meu amor, eu to com você. Não precisa ter medo, você precisa ser forte, é aceitando os erros do passado e tentando os concertar que você vai viver. Porque viver não é só respirar, viver é aprender. - Luan disse, me deixando no chão.
- Luan, isso ta me fazendo mal, eu to pedindo pra me tirar daqui. - Falei. Mas por mais que discordasse, ele tinha razão.
- Laura, eu estou do seu lado para te ajudar, eu não só seu namorado, seu noivo, seu marido. Eu não sou só o pai do seu filho. Eu sou eu e você, nós somos um só e eu não estou contente com essa cena. Essa guerra que irá te fazer mal. - Luan disse continuando.
- Olha para sua mãe, vejo o arrependimento em seus olhos, esse afastamento a desgastou. Ela reviveu, sua irmã a deu uma família, coisa que você também esta dando a ela. Ela quer ver perdão e isso deve haver sempre. Pensa se no futuro, nossa filha, nossa Brenda se revolte com você. Seu perdão seria tudo. E se caso ela odiasse Henrique? - Luan disse supondo, tentando abrir minha cabeça, meu coração, meu ser.
- Mas ela não é filha do meu pai, minha mãe nos largou e voltou com ela. Eu sempre fui próxima da minha mãe, mas não sou obrigada a conviver com a filha dela. - Falei, confesso que meia ignorante. Meia não, inteira.
- Você está sendo injusta Laurinha, Henrique também não é do Felipe? Sim, o considero meu. Mas Brenda terá que saber que ele é seu meio irmão de sangue. - Luan disse.
- Mas nós vamos ensinar isso a Brenda, minha mãe nunca me educou dessa forma. De jeito nenhum. Ela sempre me manteve longe dela. Eu ia visitá-la, morria de felicidade com ela, mas a filha dela nunca aparecia. - Falei, insistindo.
- Foi um erro dela, mas existe o perdão. Cultive ele, para você não colher consequências, Laura! - Luan disse e comecei a colocar minha cabeça no lugar. Mas não no local que eu queria, mas sim no certo. Naquilo que eu devia realizar e fazer.
- Tudo bem Luan, espere no carro com Henrique. - Falei a ele.
- Não precisa ter vergonha, de mim não. Eu adoraria ver essa cena, eu quero seu bem. - Luan me disse.
- Lu, me espera no carro. - Falei e ele então foi. Primeiro foi se despedir de minha mãe.
- Minha senhora, me desculpe pelo o ocorrido hoje. Mas acho que o almoço não será muito bem vindo nesse momento. Mas não se preocupe, vou levar eles para almoçar. Só não as convido porque sei que está difícil de ter contato, mas sabia que eu vou cuidar muito bem da sua família. - Luan disse a minha mãe e depois se despediu de minha irmã e depois da menininha, no caso minha sobrinha. Logo em seguida Henrique as beijou e depois foi junto com Luan para o carro. Dei um beijo em minha mãe e a pedi desculpas.
- Mas minha conversa não é com a senhora. - Falei e puxei Lorena para um quarto, que supostamente era dela.
- Laura, eu não tenho culpa de nada! - Ela me disse, nos sentamos na cama para conversar.
- Eu sei, mas isso me machuca. - Falei.
- Eu jamais queria ser como uma pedra em sua vida. Se alguma fez te fiz algo, além de ter nascido, peço desculpas. Eu nunca pedi desculpas com tanta verdade na palavra. - Lorena disse.
- Eu queria minha mãe e meu pai juntos, eles são tudo para mim. Mas depois de um tempo, parece que me torcei um nada na vida deles. - Soltei.
- Não fala assim, minha mãe morre de orgulho de você. - Ela falou.
- ''Minha mãe'' está vendo? - Falei.
- É costume. Me desculpe.
- Tudo bem, desculpe eu pela marcação, ou melhor, pela birra. Realmente não sabemos o dia de amanhã. Mas vamos com calma ta? É muita coisa pra um dia só, um afastamento de anos, não surge em nem uma hora que estou aqui. - Falei e dei tchau, sem beijos ou abraços. Era dificil pra mim, mesmo nunca contando para ninguém. Sai do quarto então e passei pela cozinha para ir embora, mas antes vi que o convitinho de meu casamento estava jogado no chão. Com cuidado devido a barriga, me abaixei o olhei, sorri ao ver a minha vida realmente se ajeitando. Me levantei e entreguei para minha mãe.
- Espero vocês lá. - Falei sorrindo.
- Sua irmã pode ir? - Minha mãe me perguntou.
- Mãe, sem pressões. Mas se vocês sentirem que é o momento, vou recebe-los com todo o amor. Preciso ir agora, fica bem. Tchau. - Falei e a abracei, beijei a menininha e fui embora. Entrei no carro, aonde Luan esperava com cara de bravo.
terça-feira, 23 de julho de 2013
Capitulo cento e vinte e sete.
- É pra dar pra minha mãe! - Falei.
- Entendi, ela ta precisando? - Luan perguntou.
- Não sei. - Falei
- Entendi.
- Eu sempre dou. - Falei e Luan sorriu.
- Ta certa, mas eai, bora? - Luan perguntou e eu afirmei que sim. Então com minha ajuda, Luan chegou rapidinho na casa de minha mãe. Descemos, peguei Henrique no banco de trás e peguei as coisas que comprei. Toquei a campainha, porque a casa era meia antiga, então não tinha interfone. Mas mesmo com a campainha, ninguém atendeu. Luan então ficou batendo palma que nem um doido e depois minha mãe abriu a porta. Luan pegou Henrique no meu colo e esperamos minha mãe vir até nós. Ela se aproximou, sorriu ao ver Henrique e cumprimentou eu, depois Luan e Henrique.
- Oi... - Luan falou muito educado.
- Oi Luan, tudo bem? - Minha mãe perguntou.
- Tudo sim, trouxe sua filha, seu neto para te ver.
- Muito obrigado pela gentileza, faz tempo que ela não vem mesmo.
- É, está bem corrido para a gente ultimamente, coisas relacionadas ao casamento. - Luan explicou.
- Entendo. O filho cresce e nos distanciamos dele... - Minha mãe falou.
- Mas nunca fomos tão próximas mãe. - Falei.
- Mas éramos uma família Laura. - Ela disse e eu concordo, mas o tempo desgastou muito tudo.
- Sim, somos ainda, por isso que vim te convidar para meu casamento, mãe. - Falei sorrindo.
- Eu sempre dou. - Falei e Luan sorriu.
- Ta certa, mas eai, bora? - Luan perguntou e eu afirmei que sim. Então com minha ajuda, Luan chegou rapidinho na casa de minha mãe. Descemos, peguei Henrique no banco de trás e peguei as coisas que comprei. Toquei a campainha, porque a casa era meia antiga, então não tinha interfone. Mas mesmo com a campainha, ninguém atendeu. Luan então ficou batendo palma que nem um doido e depois minha mãe abriu a porta. Luan pegou Henrique no meu colo e esperamos minha mãe vir até nós. Ela se aproximou, sorriu ao ver Henrique e cumprimentou eu, depois Luan e Henrique.
- Oi... - Luan falou muito educado.
- Oi Luan, tudo bem? - Minha mãe perguntou.
- Tudo sim, trouxe sua filha, seu neto para te ver.
- Muito obrigado pela gentileza, faz tempo que ela não vem mesmo.
- É, está bem corrido para a gente ultimamente, coisas relacionadas ao casamento. - Luan explicou.
- Entendo. O filho cresce e nos distanciamos dele... - Minha mãe falou.
- Mas nunca fomos tão próximas mãe. - Falei.
- Mas éramos uma família Laura. - Ela disse e eu concordo, mas o tempo desgastou muito tudo.
- Sim, somos ainda, por isso que vim te convidar para meu casamento, mãe. - Falei sorrindo.
- Bom, entrem! - Ela convidou e então entramos.
- Com licença. - Falei entrando com minha ''turma'' da pesada.
- Oh filha, que isso, precisa pedir permissão não. - Minha mãe disse abrindo tudo e nos pedindo para sentar. Nos sentamos e ela foi para o quarto e voltou com um bebe em seu colo. Luan sorriu ao ver, pediu para pegar no colo como sempre agia ao ver uma criança em sua frente. Então minha mãe deu o bebe para ele então.
- De quem é esse bebe mãe? - Perguntei.
- Da sua irmã. - Ela disse, olhei para Luan na hora, mas ele não viu, estava concentrado brincando com a bebe. Era uma cena bonita, via nossa filha futuramente em seu colo.
- De quem? - Perguntei a olhando profundamente, não acreditando, para falar a verdade.
- Sua irmã, ela também construiu uma família, assim como você. - Minha mãe respondeu.
- Eu não engulo ela mãe, desculpa. - Falei sorrindo amarelo.
- Ela é sua irmã Laura! - Minha mãe disse.
- Mãe, você nunca me aproximou dela. Afeto a gente ganha quando a criança nasce, não quando ela já tem... Quantos anos ela tem? - Perguntei.
- 18, ela é 5 anos mais nova que você. - Minha mãe respondeu.
- Ah sim, me recordo mais o menos disso. - Falei.
- Quer pegar ela? - Luan perguntou olhando para mim. Não disse nada, apenas afirmei que sim. Ele então a colocou em meu colo e eu brinquei com ela, até uma menina, bem parecida comigo apareceu na cozinha, gelei na hora. Eu sabia que era minha irmã, que sabia que chamava Lorena por causa que uma vez meu pai havia comentado comigo. A encarei.
- Mãe? Posso pegar a bebe? Não sabia que suas visitas tinham chegado, desculpe, eu sei que você me pediu para ficar no quarto. - Ela disse, suspirei bem fundo, ainda com a bebe no colo.
- Eles vieram para almoçar, Lorena. - Minha mãe disse a ela, que fez uma cara de entendida.
- Mãe? - Falei, mas ela não me escutou.
- É bom você estar aqui, vocês precisam ser amigas. - Minha mãe falou e apenas neguei.
- Laura, diga pelo menos oi a ela. - Minha mãe retornou a falar.
- Mãe, não faz isso comigo. - Falei.
- Laurinha... - Luan disse me pedindo, sei que todos ali ficariam bravos comigo, até Henrique que já estava se apegando em sua ''prima'' então me levantei e fui até Lorena, minha meia irmã.
- Sua filha... - Falei sorrindo e ela retribuiu, esticando suas mãos para pegá-la.
- Obrigada, não quero atrapalhar o seu almoço com minha mãe, estou de saída. - Ela respondeu.
- Ela é minha mãe também. - Falei sorrindo de canto, meio ironica.
- Sim, eu sei. Mas me desculpe, estou acostumada já. - Lorena me falou com sua bebe no colo.
- Acostumada de roubar minha mãe? - Falei, não me aguentei. Luan então me mandou parar.
- Isso só vai fazer mal a você amor, para de relembrar isso. - Luan dizia para mim.
- Calma filha, não fica lavando roupa suja não! - Minha mãe pediu, claro que ela queria esconder todo o passado.
- Mãe, essa menina nunca esteve aqui quando eu vinha te visitar, nossa relação era tão boa, mas ela já te tomou muito de mim, por favor, você poderia ter mandado ela ir embora né? - Falei.
- Eu pensei que vocês... - Minha mãe respondeu mas nem deixei ela continuar.
- Não mãe, não vamos ser próximas. Você sempre respeitou isso, agora está me forçando a engolir ela, eu não quero. - Falei.
- Laura, para! - Luan pediu.
- Eu vou embora, falei segurando minha barriga e já me dirigindo para a porta.
- De quem? - Perguntei a olhando profundamente, não acreditando, para falar a verdade.
- Sua irmã, ela também construiu uma família, assim como você. - Minha mãe respondeu.
- Eu não engulo ela mãe, desculpa. - Falei sorrindo amarelo.
- Ela é sua irmã Laura! - Minha mãe disse.
- Mãe, você nunca me aproximou dela. Afeto a gente ganha quando a criança nasce, não quando ela já tem... Quantos anos ela tem? - Perguntei.
- 18, ela é 5 anos mais nova que você. - Minha mãe respondeu.
- Ah sim, me recordo mais o menos disso. - Falei.
- Quer pegar ela? - Luan perguntou olhando para mim. Não disse nada, apenas afirmei que sim. Ele então a colocou em meu colo e eu brinquei com ela, até uma menina, bem parecida comigo apareceu na cozinha, gelei na hora. Eu sabia que era minha irmã, que sabia que chamava Lorena por causa que uma vez meu pai havia comentado comigo. A encarei.
- Mãe? Posso pegar a bebe? Não sabia que suas visitas tinham chegado, desculpe, eu sei que você me pediu para ficar no quarto. - Ela disse, suspirei bem fundo, ainda com a bebe no colo.
- Eles vieram para almoçar, Lorena. - Minha mãe disse a ela, que fez uma cara de entendida.
- Mãe? - Falei, mas ela não me escutou.
- É bom você estar aqui, vocês precisam ser amigas. - Minha mãe falou e apenas neguei.
- Laura, diga pelo menos oi a ela. - Minha mãe retornou a falar.
- Mãe, não faz isso comigo. - Falei.
- Laurinha... - Luan disse me pedindo, sei que todos ali ficariam bravos comigo, até Henrique que já estava se apegando em sua ''prima'' então me levantei e fui até Lorena, minha meia irmã.
- Sua filha... - Falei sorrindo e ela retribuiu, esticando suas mãos para pegá-la.
- Obrigada, não quero atrapalhar o seu almoço com minha mãe, estou de saída. - Ela respondeu.
- Ela é minha mãe também. - Falei sorrindo de canto, meio ironica.
- Sim, eu sei. Mas me desculpe, estou acostumada já. - Lorena me falou com sua bebe no colo.
- Acostumada de roubar minha mãe? - Falei, não me aguentei. Luan então me mandou parar.
- Isso só vai fazer mal a você amor, para de relembrar isso. - Luan dizia para mim.
- Calma filha, não fica lavando roupa suja não! - Minha mãe pediu, claro que ela queria esconder todo o passado.
- Mãe, essa menina nunca esteve aqui quando eu vinha te visitar, nossa relação era tão boa, mas ela já te tomou muito de mim, por favor, você poderia ter mandado ela ir embora né? - Falei.
- Eu pensei que vocês... - Minha mãe respondeu mas nem deixei ela continuar.
- Não mãe, não vamos ser próximas. Você sempre respeitou isso, agora está me forçando a engolir ela, eu não quero. - Falei.
- Laura, para! - Luan pediu.
- Eu vou embora, falei segurando minha barriga e já me dirigindo para a porta.
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