segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Capitulo cento e trinta e seis.

- Olha não to entendendo. - Luan disse batendo sua mão na cômoda que havia ali, bravo.
- O que Luan? - Perguntei.
- Você ta fugindo de mim, certo? 
- Não, não estou fugindo não. Se eu tivesss fugindo nem aqui estaria mais Luan. - Falei.
- Ué, mas ta querendo se mudar pra um hotel... - Luan disse.
- Eu ja te disse o porque. - Falei.
- Mas eu nunca vou entender isso Laura. Faz quanto tempo que já moramos praticamente juntos? Você nunca mais voltou para Curitiba, nem para nenhum outro lugar. Porque? Porque a gente se ama, certo? Não tem justificativa isso que você quer fazer, seria a mesma coisa que dar tempo e eu detesto essa palavra. Quem da tempo é relógio Laura e eu não quero ser relógio nessa vida. - Luan disse ainda não compreendendo meus motivos de me afastar um pouco. Será que eu teria mesmo que escrever numa folha que não concordava com algumas atitudes dele? Pensei em gritar para ele que ultimamente ele não estava me fazendo feliz e sim muito triste, porém não era de lavar roupa suja com Luan, ele sempre me mostrou essa forma de pensar, como se aquela frase ''quem vive de passado é museu'' fosse feita para ele, pois era assim. Luan é muito bola pra frente, talvez isso seja um resultado positivo em consequência de tanto lutar pelos seus sonhos. Ele caiu bastante, porém se erguia a cada vez que se encontrava no chão. Se a gente se ama não tem porque ficar com graça. Eu confesso que invejo isso nele, porque queria ter essa posição, de ficar sim magoada, mas absorver apenas as coisas boas e tentar tirar proveito delas ao máximo. 
- Luan, por favor. - Falei muito calma, essa era a principal regra para sobreviver ao lado de Luan, muita calma e primeiramente muito amor.
- Você ainda me ama? - Ele me perguntou, muito fixo no olhar que cismava em seguir apenas uma direção, meus olhos.
- Eu não acredito que você está me perguntando isso! - Falei.
- Ué, e eu não consigo engolir isso que você está fazendo, Laura. - Ele dizia.
- O que eu to fazendo? - Perguntei e ele soltou uma risadinha, ironicamente, claro.
- Me fazendo de trouxa? - Luan perguntou meio que afirmando.
- Eu? Luan, você só pode estar brincando. Quanto te pagaram para você falar isso para mim? Porque o único erradinho dessa história aqui é você! Isso é apenas consequência das coisas que você apronta. - Acabei falando isso.
- Você ta falando da guria lá? - Ele me perguntou e eu seriamente afirmei que sim com a cabeça. Luan ficou bravo, com certeza era por eu ter repetido aquele assunto. Ele bateu a mão na parede e em seguida colocou sua cabeça encostada aonde havia batido. 
- Laura, você vai bater na mesma tecla sempre? Mais que porra! - Luan gritou.
- Para de gritar, seu louco! Ta todo mundo dormindo. - Falei.
- Sério que você se importa? - Luan disse todo irônico, eu nem respondi, apenas fiquei o olhando.
- Se importasse tanto para você não iria embora. - Luan disse baixo, querendo briga.
- Luan, eu to passando tão mal esses dias. Se você soubesse não agiria assim. Se você pudesse entrar dentro da minha cabeça e ver o quanto ela dói de nervoso, eu nem precisaria tomar essa atitude de ir embora, você mesmo que iria me mandar para um lugar bem longe. Se você soubesse o quanto eu ando estressada com esses assuntos... Casamento, minha irmã, a bebe, a nossa briga... - Falei me queixando. 
- Eu to te atrapalhando? - Luan perguntou.
- Não, os problemas estão. 
- Deixa eu te ajudar...
- Mas Luan, você acaba me estressando mais. Somos tão diferente, isso nos une, porém nos detona também. 
- Eu tento te entender ao máximo, mas desculpa, isso de ir morar longe pra mim não vira. - Luan falou.
- É, tem razão.
- Sério? - Luan perguntou.
- Não, porém você quer assim. Deixa quieto essa história de amar. E um dia eu achei que isso daria certo. Nunca vai dar e se der, minha cabeça vai explodir. - Falei. 
- Eu não quero te deixar mal. Você pode ir, porém você ta esperando uma filha minha. - Luan disse, tentando mostrar que não estava nem ai para mim. 
- Ta bom Luan, agora que ta amanhecendo vou dormir um pouco. Quando for um pouco mais tarde eu vou procurar um lugar para mim. Um apartamento fica bem mais em conta que hotel, já que é pra sempre né? - Falei sorrindo bem torto.
- O pra sempre sempre acaba! - Luan disse e sem querer deixou uma lágrima cair do seu rosto. 
- Droga. - Falei segurando as minhas fortemente. 
- Boa noite. - Luan disse com cara feia e entrou no banheiro. Peguei então rapidamente minhas coisas de cama e desci para não ter que encontrar Luan pelo menos pela aquela hora. Era difícil demais fingir que não estava nem ai, eu via também o quanto Luan também sofria com isso. Ajeitei minhas coisas no sofá e coloquei meu celular par despertar as08:00 e capotei. Feito assim, meu celular tocou no horário que eu havia programado. Me levantei e subi no quarto de Luan com ''passos de algodão'' para não acordar o dono dele. Tomei banho, peguei um macaquinho que era especialmente para gestantes e o vesti. Era a primeira vez que colocava e havia adorado o resultado. No espelho, mesmo com apenas a iluminação do sol que vinha das frestas da janela, consegui me olhar e ver como minha barriga estava bonita, grande e saudável. Quis tirar uma foto daquele momento para mostrar para as fãs de Luan, mas a escuridão não deixava e também agora não fazia nenhum sentido. Se Luan contar que terminamos, elas vão me odiar, mas eu sempre levaria cada uma delas em meu coração, como uma lembrança dele. 



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