quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Capitulo cento e trinta e oito.

Ajeitei as malas no carro e nos ajeitei dentro dele também. Liguei o carro e saímos, demos tchau e fomos embora. Procurei o hotel pela cidade e logo o encontrei. Estacionei ali na frente dele e nós três descemos, a bebe na barriga, claro. Olhei para o hotel e gostei bastante, era bem bonito e chique, pelo menos a sua aparência mostrava isso. Entramos na recepção e deixei Henrique sentado em um dos diversos sofás que havia ali, enquanto isso fui até o balcão, aonde dei meus dados e começaram a fazer nossa ficha para nos hospedarmos ali. Peguei meu dinheiro dentro da bolsa e paguei 10 diárias, para me garantir ali por 10 dias. Com tudo certo, olhei para garantir que Henrique estava ali me esperando, por ele ser quieto, sabia que não precisava checar, porém o procurei de longe, forcei a vista pois estava precisando mandar fazer um óculos, porque enxergar direito estava sendo difícil. Mesmo com todo o esforço feito por mim, não localizei Henrique. Fiquei desesperada. Corri como pude, minha barriga atrapalhava, mas eu fazia todas as forças do mundo. Procurei por perto do elevador, atrás do balcão do bar que estava sem nenhum funcionário e até lá fora perto do carro. Sem sucesso nenhum, perguntei aos funcionários se eles haviam o visto, porém ninguém tinha visto nada. Entrei em desespero, confesso que fiquei bem nervosa, queria me ''matar'' por não ser tão desnaturada, minha consciência pesava a cada segundo que se passava. Pensei em ligar para o Luan, mas Henrique era meu filho, então eu tinha que saber aonde ele estava. Acordei do transe e continuei procurando, fiz um escândalo e todos ali se envolveram no meu desespero. Muitos me ajudaram a procurar ele, outros sugeriram em ligar para a polícia, mas eu tinha a fé que o encontraria e que não precisaria de autoridades. Sai do hotel e entrei no carro, fui ver se o encontrava pelas ruas próximas dali, mas não precisou, quando abri a porta dei de cara com Henrique no banco de trás, deitado. Respirei aliviada e ja gritei para todos que estavam ali que ele estava no carro. Puxei ele para fora, ainda nervosa e o abracei muito forte. 
- Henrique, eu revirei esse hotel todo te procurando! Como você me faz isso? Nunca mais sai de perto de mim, eu tive tanto esforço para te dar a vida, ai você simplesmente some? Eu nunca iria me perdoar meu amor, eu te amo! - Falei e ele me deu um beijo no rosto.
- Calma mamãe, eu ja sou hominho! Nunca vou deixar você e a Brendinha... - Ele disse todo bonitinho. Fiquei um tempo ali com ele e logo entramos no hotel novamente. 
- Não disse que iria o encontrar? - Eu falei para todos que ali estavam. 
- Aonde ele estava moça? - O segurança do hotel me perguntou. 
- Estava no carro, deitado no banco. Estava com sono e entrou lá. - Falei sorrindo. E peguei a chave do quarto no balcão. O gerente do hotel pediu para que um funcionário nos acompanhasse com as malas. 
- Senhora, o Vitor já está no elevador esperando vocês com as malas. - O gerente me informou, pois eu esperava ali. 
- Ah sim, qual é o elevador? - Perguntei.
- O ultimo, senhora. - Ele falou apontando. Nos dirigimos até o elevador então. Deixei Henrique entrar primeiro e logo depois entrei com um pouco de esforço, devia a minha enorme barriga que não me canso de dizer o quanto estava enorme. Assim que olhei para o tal de Vitor para cumprimentá-lo, fiquei animada. Ele era bonito, um pouco forte e loiro. O olhei fixamente e sorri. Ele retribuiu, talvez por educação, até porque ele nunca se interessaria por mim, até porque não sabia nem meu nome. Enfim, o elevador se abriu quando chegou no andar do nosso quarto. Ele fez sinal com a cabeça para que eu e Henrique saíssemos primeiro. Fizemos isso então e fomos caminhando pelo corredor em busca do nosos quarto. 
- É esse aqui, senhora. - Ele disse com uma voz média e na porta do nosso quarto. Sorri e esperei ele abrir a porta e instalar as nossas coisas.  

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