sábado, 3 de agosto de 2013

Capitulo cento e trinta e dois.

- Eu não quero conversar. - Luan disse.
- Porque? - Falei encostada na porta.
- Porque eu to estressado, não é assim que você me qualifica? Então, eu quero ficar sozinho. - Luan disse.
- Luan, então eu vou procurar outro lugar para dormir. Não vou ficar me rastejando aqui na porta e implorando para você abrir para mim conversar com você. - Falei, esperando para ver o que ele falava. 
- Por mim, tudo bem. - Ele disse e eu não acreditei. 
- Vai ser assim Luan? - Perguntei.
- Você que quer isso, eu pedi pra você ir? Não, mas não vou implorar para você ficar, assim como você não vai implorar para eu abrir. - Luan disse ainda com a porta trancada.
- Ta certo, quer que eu implore não é? Mas eu não vou fazer isso. Eu to cansada. Tchau Luan. - Falei já descendo as escadas com a mão na barriga, como forma de apoio, já que ela estava tão grande. Escutei o barulho da porta de Luan abrindo correndo. Ele ficou me olhando.
- Entra. - Ele disse, parei de descer e então subi de volta. Entrei no quarto e me sentei na cama. 
- Luan, você não é mais criança... - Falei enquanto ele fechava a porta. 
- Que? Espera, vou no banheiro. - Ele falou me desprezando e entrou. Olhei para o lado e vi que o celular de Luan estava ali, peguei rapidamente e logo vi na tela bloqueada Marcela mandando whatsapp para ele. Refresquei minha memória, lembrei quem era ela e que e Luan dava corda para ela faz um tempo. Até briga minha e dela teve aqui nessa casa. Bufei, mas antes de surtar li o que estava escrito, para depois ver o que fazia. Ela havia mandando assim para ele: ''ai seu chato kkkkkkk só lembra de mim quando eu ta com problema, to tiste agora :('' e outra assim: ''quero beijinho pra sarar'' não deu para eu ler o resto, não sabia a senha de Luan e sabia que era por um motivo desses que não tinha acesso ao telefone dele. Ele me dizia que era por questão de privacidade, certamente. Privacidade relacionada as peguetes dele. Esperei ele sair do banho, eu estava bem triste, mas não podia perder a razão e o controle. Não podia muito menos demostrar que estava no chão e que eu não era nada sem ele. Tinha que me mostrar superior.
- Pronto, bora conversar. - Ele disse se sentando do meu lado. Mas eu não falei, apenas fiquei o olhando enquanto seu celular apitava. 
- Marcela. - Falei sorrindo bem ironicamente. 
- Que que tem? - Luan perguntou e então eu apontei para o celular, ele então mudou totalmente sua expressão. Ficou com cara de desesperado e mudo.
- Não quero te proibir de nada! - Eu falei irônica. 
- Mas eu não fiz nada demais. - Ele respondeu, bem cara de pau, toco, madeira. 
- Ta bom Luan, vou dormir. - Falei.
- Para, deixa eu te explicar. - Ele pediu.
- Não, não quero ouvir mais nada. Mas não vou ser chifruda, não mesmo! - Falei deitando na cama e virando de costas para Luan.
- Laura, para pela mor de Deus muié, eu to te pedindo, me escuta! - Luan me chacoalhava.
- Não! - Falei tirando a mão de Luan das minhas costas. 
- Tudo bem, depois não diz que eu não avisei. - Luan disse fazendo drama.
- Cala tua boca, mas cala profundamente a tua boca. Você não tem moral nenhuma para se fazer de vítima. - Falei me estressando. Ele me olhou fixamente, mas não disse nada. Apenas foi no guarda roupa, pegou uma coberta e foi até mim e puxou um travesseiro que estava embaixo de minha cabeça. Depois não falou nada, apenas ouvi seus passos descendo as escadas. Logo chegou a Bruna no quarto.
- O que aconteceu? O Luan chegou lá embaixo cheio de roupa de cama! - Bruna perguntou.
- Não ouviu a briga? - Perguntei.
- Não... A tv estava alta. O que houve? - Bruna perguntou.
- O que houve? Peguei seu irmão dando em cima da Marcela no telefone novamente. Já não bastava as gracinhas que ele fez na hora da briga com Henrique. - Falei.
- Ele é idiota? Nem eu converso mais com ela. - Bruna falou e eu concordei.
- Então Bru.
- Mas ele vai dormir na sala? - Ela perguntou.
- Sei lá, que durma no relento. Não quero saber. - Falei.
- Até parece, vocês se amam! - Ela disse.
- Amar é diferente de ser trouxa Bru, eu cansei. Nosso relacionamente está desgastando tanto. - Falei.
- Não fala isso... Daqui dois mêses vocês  se casam... Estão esperando uma filha, montaram uma família. - Ela disse.
- Casamento? Do que adianta? Sei que vamos viver em guerra. Ele não aguenta, sempre dando mole pra uma e pra outra. Da até vergonha. - Falei.
- Mas ele já te traiu alguma vez? - Ela perguntou.
- Trair para mim não é só em atitudes. Considero palavras traição também. Eu confiava tanto nele. Mas como fazer isso depois das furadas dele? - Falei.
- É complicado, mas espero que se resolvam. Vocês foram feitos um para o outro. - Bruna disse sorrindo.
- Se eu fui feita para sofrer, sim. - Falei e só vi alguém bufando na porta, era Luan.
- Taquipariu. - Ele disse e saiu. A Bruna foi atrás dele e não voltou mais. Aproveitei para dormir, precisava muito. No dia seguinte, acordei com meu celular tocando, era um número desconhecido, que logo desligou. Resolvi dar uma passadinha no twitter, mas não tweetei nada. Levantei, tomei um banho e me troquei. Logo em seguida desci e dei se cara com Luan esparramado na sala. Ele estava pior que bebado? Com um pé para dentro do sofá e outro para fora. Passei pela sala e entrei na cozinha, aonde somente os pais de Luan estavam. 
- Bom dia! - Falei sorrindo.
- Bom dia. - Os dois responderam. 
- Tudo bem? - Perguntei, com a finalidade da resposta falar sobre a noite de Luan feito cachorrinho sem dono. 

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