- Luan, por favor. - Falei implorando.
- Laura, você tem que enfrentar seus medos. - Luan disse.
- Como se fosse facil né? - Falei.
- Faz parte da vida Laura. - Luan dizia com calma, apesar de bravo.
- Você nunca vai entender. - O implorei, tentando abrir a porta.
- Eu estou tentando, mas você não quer ser entendida. - Luan disse, ainda baixo. Ele não era de dar escândalos.
- Eu não quero ser entendida? Luan, eu preciso ir embora. - Falei chorando.
- Porque? - Luan disse e eu abaixei a cabeça.
- Anda Laura, me diz porque! - Luan insistiu, então abaixei a cabeça, mas logo levantei enxugando minhas lágrimas.
- Porque eu não quero voltar a minha infância. - Falei o encarando.
- Meu amor, eu to com você. Não precisa ter medo, você precisa ser forte, é aceitando os erros do passado e tentando os concertar que você vai viver. Porque viver não é só respirar, viver é aprender. - Luan disse, me deixando no chão.
- Luan, isso ta me fazendo mal, eu to pedindo pra me tirar daqui. - Falei. Mas por mais que discordasse, ele tinha razão.
- Laura, eu estou do seu lado para te ajudar, eu não só seu namorado, seu noivo, seu marido. Eu não sou só o pai do seu filho. Eu sou eu e você, nós somos um só e eu não estou contente com essa cena. Essa guerra que irá te fazer mal. - Luan disse continuando.
- Olha para sua mãe, vejo o arrependimento em seus olhos, esse afastamento a desgastou. Ela reviveu, sua irmã a deu uma família, coisa que você também esta dando a ela. Ela quer ver perdão e isso deve haver sempre. Pensa se no futuro, nossa filha, nossa Brenda se revolte com você. Seu perdão seria tudo. E se caso ela odiasse Henrique? - Luan disse supondo, tentando abrir minha cabeça, meu coração, meu ser.
- Mas ela não é filha do meu pai, minha mãe nos largou e voltou com ela. Eu sempre fui próxima da minha mãe, mas não sou obrigada a conviver com a filha dela. - Falei, confesso que meia ignorante. Meia não, inteira.
- Você está sendo injusta Laurinha, Henrique também não é do Felipe? Sim, o considero meu. Mas Brenda terá que saber que ele é seu meio irmão de sangue. - Luan disse.
- Mas nós vamos ensinar isso a Brenda, minha mãe nunca me educou dessa forma. De jeito nenhum. Ela sempre me manteve longe dela. Eu ia visitá-la, morria de felicidade com ela, mas a filha dela nunca aparecia. - Falei, insistindo.
- Foi um erro dela, mas existe o perdão. Cultive ele, para você não colher consequências, Laura! - Luan disse e comecei a colocar minha cabeça no lugar. Mas não no local que eu queria, mas sim no certo. Naquilo que eu devia realizar e fazer.
- Tudo bem Luan, espere no carro com Henrique. - Falei a ele.
- Não precisa ter vergonha, de mim não. Eu adoraria ver essa cena, eu quero seu bem. - Luan me disse.
- Lu, me espera no carro. - Falei e ele então foi. Primeiro foi se despedir de minha mãe.
- Minha senhora, me desculpe pelo o ocorrido hoje. Mas acho que o almoço não será muito bem vindo nesse momento. Mas não se preocupe, vou levar eles para almoçar. Só não as convido porque sei que está difícil de ter contato, mas sabia que eu vou cuidar muito bem da sua família. - Luan disse a minha mãe e depois se despediu de minha irmã e depois da menininha, no caso minha sobrinha. Logo em seguida Henrique as beijou e depois foi junto com Luan para o carro. Dei um beijo em minha mãe e a pedi desculpas.
- Mas minha conversa não é com a senhora. - Falei e puxei Lorena para um quarto, que supostamente era dela.
- Laura, eu não tenho culpa de nada! - Ela me disse, nos sentamos na cama para conversar.
- Eu sei, mas isso me machuca. - Falei.
- Eu jamais queria ser como uma pedra em sua vida. Se alguma fez te fiz algo, além de ter nascido, peço desculpas. Eu nunca pedi desculpas com tanta verdade na palavra. - Lorena disse.
- Eu queria minha mãe e meu pai juntos, eles são tudo para mim. Mas depois de um tempo, parece que me torcei um nada na vida deles. - Soltei.
- Não fala assim, minha mãe morre de orgulho de você. - Ela falou.
- ''Minha mãe'' está vendo? - Falei.
- É costume. Me desculpe.
- Tudo bem, desculpe eu pela marcação, ou melhor, pela birra. Realmente não sabemos o dia de amanhã. Mas vamos com calma ta? É muita coisa pra um dia só, um afastamento de anos, não surge em nem uma hora que estou aqui. - Falei e dei tchau, sem beijos ou abraços. Era dificil pra mim, mesmo nunca contando para ninguém. Sai do quarto então e passei pela cozinha para ir embora, mas antes vi que o convitinho de meu casamento estava jogado no chão. Com cuidado devido a barriga, me abaixei o olhei, sorri ao ver a minha vida realmente se ajeitando. Me levantei e entreguei para minha mãe.
- Espero vocês lá. - Falei sorrindo.
- Sua irmã pode ir? - Minha mãe me perguntou.
- Mãe, sem pressões. Mas se vocês sentirem que é o momento, vou recebe-los com todo o amor. Preciso ir agora, fica bem. Tchau. - Falei e a abracei, beijei a menininha e fui embora. Entrei no carro, aonde Luan esperava com cara de bravo.
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