- Então vou indo, tenho muito trabalho para fazer ainda. - Vitor comentou saindo de fininho e me deixando sozinha com os meus queridos filhos. Nos ajeitamos, tomamos banho e já colocamos pijama. Sim, era na hora do almoço ainda, mas ia pedir comida no quarto mesmo e estava sem ânimo para sair por ai. Também estava com um pouco de dor na barriga, porém era uma dor de vitória. Pela minha filha eu suporto tudo. Enfim, eu, Henrique e Brenda em minha barriga dormimos, até meu telefone tocar. Acordei e me levantei meia zonza e atendi o telefone.
- Pronto? - Falei questionando, pois não conhecia o numero.
- Oi, é o Luan. - Luan disse e eu respirei bem fundo me sentando na mesinha.
- Oi Luan. Trocou de número? - Falei.
- Não seja irônica, pela mor de Deus. - Ele dizia se lamentando.
- O que houve? - Falei gritando preocupada, perdendo o controle, sem querer.
- O que houve? Eu acordei aqui e fui procurar o Henrique pela casa, porém vocês fugiram. Não podia ter se despedido de mim, Laura? - Luan disse.
- Não estou me despedindo, Luan sempre estaremos ligados. Temos uma ligação, um laço que sempre existirá. Temos uma filha juntos... - Falei segurando as lágrimas.
- Você complica tudo! A gente podia ta feliz, mas você complica tudo! Agora não da mais, eu vou voltar com meus shows, preciso trabalhar e vou ficar meio sem tempo. Mas você por favor me de noticias sobre minha filhinha e sobre o Henrique também. Amo eles demais, não me tire deles Laura por favor! - Luan disse.
- Claro, pode deixar, vou informar. Agora vou deitar, estou com um pouco de dor na barriga, ela ta chutando demais. - Falei para quebrar um pouco o clima, ele deu uma risadinha sem graça e nos despedimos. Deitei na cama e fiquei aguentando a dor, que aumentou demais.
Então liguei para minha médica.
- Alô, Doutora? - Perguntei.
- Olá.
- É a Laura.
- Oi Laura, tudo bem? - Ela perguntou.
- Sim... - Respondi.
- O que houve, então?
- Ah Doutora, eu estou com uma dor insuportável na barriga, quando ela chuta então... - Falei.
- Então Laurinha, sei que você vai me chamar de louca, mas é normal. Lembra que em uma de nossas ultrassons eu avisei que ela está enorme? Então, o que ocorre é que ela está procurando um lugar pra se acomodar melhor, ai ocorre essas suas dores. - A Dr. me explicou.
- Ah sim, me senti mais aliviada agora, muito obrigada pela informação! - Falei agradecendo.
- Magina, mas tem como você vir aqui amanhã cedo? Adiantarei sua consulta que seria semana que vem de acordo com minha agenda! Quero analisar essas suas dores.
- Ah, tem sim, que horas? - Perguntei.
- As nove da manhã, pode ser? - A Doutora sugeriu.
- Ok, vou sim. - Combinamos e desligamos o telefone. Logo depois, liguei no restaurante do hotel e pedi nosso almoço. Não acordei Henrique para escolher seu prato, ele não tinha frescura, então comia de tudo. Com os pedidos feito, o restaurante falou quanto era e me pediu para esperar, pois levaria no quarto. Desliguei o telefone então e acordei Henrique para já esperar a comida chegar. Depois de meia hora mais ou menos, bateram na porta. Com um pouco de dificuldade, levantei enquanto Rique assistia televisão. Me dirigi até a porta e a abri, vendo que era Vitor, com a nossa comida. Com a sua beleza, até que me esquecia um pouco que minha barriga latejava de tanto doer. Ainda na porta, peguei um prato e me virei para entrar, mas ele me parou.
- Senhora, esse é o meu trabalho! - Vitor me falou sorrindo.
- Você carrega as malas, traz a refeição, o que mais?! - Falei, parecendo meio grossa, mas não foi intencionalmente.
- Pois é, sou ancora desse hotel. Falando em hotel, está gostando dos nossos serviços? - Ele perguntou tirando o prato de minha mão e colocando em seu carrinho.
- Muito bom o hotel e a ancora dele, heim? - Deixei escapar, mas ele levou na brincadeira.
- Que bom que está gostando. - Ele disse.
- Seus serviços são muito bons, isso que quis dizer, viu? - Falei para não mostrar que estava achando ele um funcionário extremamente pegável. ''Nossa Laura, já estava assim? As vezes era por carência mesmo'', pensei.
- Tudo bem senhora, eu entendi. - Ele respondeu me encarando.
- Não precisa me chamar de senhora, estou elogiando seu hotel. - Falei rindo.
- Mas te chamo de senhora por educação, isso não é uma ofensa! - Ele disse novamente, levando na brincadeira, ainda bem, pois eu também estava.
- Lógico que não é uma ofensa, falei isso porque sou muito nova ainda! - Falei rindo, com a mão na barriga, pois a dor continuava ali.
- Me desculpe, como é seu nome então?
- Laura! O seu é Vitor, né? - Falei.
- Correto! - Ele disse.
- Então fechou...
- Claro, senhorita Laura! Agora deixa eu colocar seu almoço no seu quarto, se não vai esfriar. - Ele pediu, e eu abri caminho para ele passar.
continuaaaaa
ResponderExcluir