sábado, 10 de agosto de 2013

Capitulo cento e trinta e quatro.

- Agora? De madrugada? - Luan perguntou.
- Porque não? Você ta me tocando da sua vida não é? Qual o sentido de ficar na sua casa? - Respondi.
- Laura, para de se fazer de vitima. Ta insuportável já. - Luan dizia se levantando da cama e colando a mão em sua cabeça.
- Luan, eu não estou me fazendo de vitima nenhuma, não preciso disso. Você sabe que errou, sempre me faz de trouxa, eu sempre tão fiel a você, para me retribuir como? Com um belo de um chifre na cabeça, adorei! - Falei irônica.
- Chega, para de me culpar, eu sei que errei, mas para! - Luan gritava cada vez mais, até levantei da cama para ir no banheiro, mas me deu uma tontura e então me joguei na cama. Luan correu para perto de mim em busca de saber o que havia acontecido.
- O que ta acontecendo Laura? - Luan gritava, mas eu não conseguia responder. Luan então correu chamar sua mãe, que logo veio correndo com Amarildo e Henrique para o quarto de Luan. Eles ficaram muito preocupados, mas se acalmaram para entender tudo.
- O que ta acontecendo Laurinha? - O pai de Luan perguntou colocando sua mão em minha testa, para ver se eu estava com febre.
- Eu não sei, caiu minha pressão, eu acho. - Falei baixinho e meio enrolado. Logo a Bruna chegou com o Lucas correndo no quarto também.
- Gente, o que ta acontecendo? To ouvindo uma gritaria faz tempo! - Bruna falou.
- A gente tava discutindo mãe, ai ela levantou e começou a passar mal. - Luan falava desesperado.
- Luan, eu já não disse que é para você cuidar dessa menina? Ela não tem nenhum parente perto, você sabe que ela fica nervosa e acaba ficando mal e fazendo mal pro bebe também, você sabe Luan! - O pai de Luan, bravo dizia gritando com ele. Luan começou a chorar e perguntar se eu estava melhor. Aos poucos minha pressão foi subindo novamente, mas não estava normal ainda. O Lucas desceu lá embaixo e trouxe uma água para mim e uma para Luan, que assim como eu e todos se acalmou.
- Gente, me desculpa! Eu nunca quis trazer transtorno nenhum para vocês. - Falei envergonhada ao ver que a família inteira estava ali preocupada comigo. Agradeci a Deus pela família de Luan ser tão maravilhosa e também por ter melhorado.
- Magina Laurinha, adoramos muito você e queremos seu bem estar e do nosso neto. Está melhor? - Amarildo perguntou.
- Sim, muito obrigada. Estou melhorando. - Falei sorrindo.
- Vamos no hospital, ver se estar tudo bem... - A Mari sugeriu.
- Ah não, não quero preocupar vocês mais do que já preocupei. Já estou bem, mas queria ir para outro lugar, não estou me sentindo bem aqui. Não é por causa de nenhum de vocês, nenhum mesmo. Mas é que preciso esfriar minha cabeça. - Falei a todos. Luan apenas me observava querendo chorar, mas na frente de seu pai nunca ia fazer isso.
- Laura, pensa bem. Não tem necessidade. Nós gostamos demais de você e sua presença nessa casa é muito desejada. Tanto sua como do Rique e futuramente da Brenda. Sei que vocês quando se casarem vão comprar uma casa, vão morar sozinhos... Mas por enquanto, seria totalmente gratificante esses dois meses vocês passarem conosco. - Mari falou, como sempre muito fofa. Abaixei a cabeça e deixei uma lágrima cair. Porque tudo aquilo acontecia? O amor deveria ter somente partes felizes, porque as tristes eu já estava cansada de presenciar.
- Eu amo muito vocês, mas eu realmente preciso de um tempo para ver se realmente vale a pena. Será que vale a pena gastar tanto dinheiro comprando casa? Eu não sei se eu vou aguentar, me desculpem... - Falei chorando e a Bruninha correu para me abraçar. Nem liguei para a cena que todos ali estavam presenciando, apenas chorei para aliviar. Em um momento olhei para Luan, que chorava escondido também, mas bem menos do que eu.
- Eu não gosto de te ver assim... - A Bruna disse ainda abraçada comigo.
- Eu to bem, mas eu preciso conversar com você, Luan. - Falei e ele se arrumou, secou seu rosto e me olhou. Todo mundo saiu então e deixou nós dois conversar.
- Satisfeita? - Luan disse.
- Oi?
- Agora minha família me odeia.
- Isso você pode ter certeza que nunca vai acontecer. E pode ter mais certeza ainda que eu nunca vou fazer isso contra você. - Falei.
- Uhum. - Luan disse irônico, claro.
- Luan, eu não sou mais criança para ficar brigando. Eu nunca quis que acontecesse o que aconteceu agora. Falo tanto das brigas e também da hora que passei mal. Me desculpa, eu tenho a idade suficiente de admitir quando eu erro. Eu não fiz nada dessa vez, mas mesmo assim, me desculpa por tudo que já te fiz. - Falei.
- Vai embora? - Luan perguntou.
- Eu não quero que tudo acabe Luan, mas quero respirar.
- Respira.
- Deixa pra lá, tem como você me levar pra um hotel? - Perguntei a ele.
- Tem, mas eu não quero te levar para lá. - Luan falou e tentou me beijar, mas eu me afastei.
- Desculpa Luan, mas eu não quero. - Falei.
- Tem certeza?
- Hoje eu não quero. Deixa eu ficar quietinha, pensar porque que a gente brigou tanto. - Falei.
- Porque eu sou um idiota. - Ele disse, tive que concordar, mentalmente.
- Luan, não adianta ficar se xingando. Você tem muitas qualidades boas, mas elas somem quando se trata de mim.
- Se eu soubesse que aquela conversa com a Marcela daria tanta briga, nem o número dela tinha mais.
- É Luan, mas porque não fez isso antes? Olha pra gente, não precisamos de mais ninguém pra ser feliz. Apenas eu, você, nossos filhos, nossas famílias, seu trabalho e seus fãs. Acabou.
- Vou me lembrar disso Laurinha... Ops, Laura. - Luan disse sorrindo.
- Bom... Mas agora é sério, quero te pedir uma coisa. - Falei.

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