segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Capitulo cento e quarenta e dois

Era a família de Luan. A Bruna entrou já fazendo a festa, me abraçou bem forte e já estava perguntando sobre a sobrinha. A Mari entrou também bem animada e o Seu Amarildo me trouxe um buquê de flores. Eram bem lindas, eu havia adorado, eram rosas, e amarrado no buquê havia um cartãozinho, quando abri fiquei bem emocionada. Estava escrito palavras muito lindas, que eu nem sabia se merecia ouvir tanto.
- Obrigada a todos vocês, eu amo demais, todos. - Eu falei. Eu os recebi com um sorriso no rosto, um sorriso bem verdadeiro. Eu os adorava, eles eram a minha segunda família. Logo em seguida Luan entrou, com Brenda em seu colo. Sorri mais ainda, ela estava toda arrumadinha, com direito a macacãozinho e tiarinha na cabeça.
- Oi amor... É, desculpa. Laura. - Luan disse disfarçando. 
- Oi Luan. - Falei.
- Olha nosso bebê. - Luan disse colocando Brenda em meu colo. Eu a peguei e arrumei ela certinha em meu colo. Ela era linda, parecia uma princesa e era mesmo, a nossa princesa. Depois de mimar bastante ela, foi a vez da família de Luan, que estava ansiosa para conhecer a princesinha. A Mari pegou a Brenda no colo e mostrou para Bruna e o Seu Amarildo. Eles ficaram encantados, e enquanto mimavam ela, Luan se aproximou de mim e deu um beijo em minha testa. 
- Ta tudo bem? - Após o beijo que preciso confessar que estava muito bom, mesmo não sendo na boca, Luan perguntou isso para mim. 
- Está sim. - Respondi.
- Ta sentindo alguma coisa? - Luan continuou fazendo seus questionamentos. 
- To. To muito feliz. - Falei sorrindo.
- Eu também, minha filha é linda. - Luan disse.
- Ela é nossa filha. - O corrigi.
- Mas não somos mais ''nós''. Então cada um com o seu. - Luan disse.
- Não me estressa com isso não, por favor. - Pedi. 
- Eu não estou fazendo nada! - Luan se queixou. 
- Sinto muito Luan, mas deixa eu curtir a NOSSA filha, eu não quero me estressar por causa de brigas tolas. - Pedi. 
- Você sente? Impressionante. - Luan disse irônico, mas seu pai o tirou dali. Logo em seguida a enfermeira entrou no quarto e pediu para que todos saissem, pois eu amamentaria o bebê. Como pedido, a Mari, o Seu Amarildo e a Bruna saíram. 
- Quer que eu chame o pai para ver? - A enfermeira, pouco simpática perguntou.
- O meu pai? - Perguntei meio confusa, eu não tinha entendido muito bem, quer dizer, eu não havia entendido nada.
- O PAI DA CRIANÇA. - A enfermeira respondeu, gritando. Me assustei, respirei fundo e comecei a chorar. Ela então não disse nada, apenas deixou a Brenda em meu colo e saiu, bufando. Logo depois o Luan entrou correndo, mas antes dele se aproximar de mim eu pedi para que ele me deixasse sozinha. Ele então deixou, mas em seguida uma moça entrou no quarto, demorei para reconhecer devido uma mascara em seu rosto, mas quando ela retirou notei que era minha médica. Ela levou um susto ao me ver naquele estado, mas logo se aproximou e me abraçou, com cuidado pois eu estava com a bebe no colo. 
- O que houve Laurinha? - Ela perguntou. 
- Nada não, to chorando de felicidade. - Aleguei. 
- Eu sei que você está muito feliz, mas sei que não está chorando por isso. Você pode me ter como uma amiga, conte para mim Laura. - Ela respondeu. 
- Ok, eu to muito feliz. Minha bonequinha é linda, está com saúde e meu parto ocorreu tudo bem. Sei que Henrique vai amar ela, eu construi uma família, com dois filhos lindos. Mas e o meu namorado? Meus dois filhos não vão ter pai? - Falei. 
- Laura, não seja injusta, o Luan sempre foi um pai presente. Mas vocês brigaram? - Ela perguntou.
- Sim, brigamos. Acho que me estressei tanto que a Brenda resolveu sair antes da hora! - Falei.
- Como assim? Eu pedi para você não se estressar! - A doutora falou. 
- Mas não foi minha culpa, aconteceu. Eu e Luan brigamos feio, estou até morando em um hotel. Ele foi visitar Henrique e ficou com ciumes de um moço que trabalha lá, ai brigamos, fui tomar banho e a bolsa estorou. - Contei.
- Nossa! Que loucura. Vou bater no Luan, mas ainda bem que ocorreu tudo bem no seu parto! Que pais loucos! - A Dr falou. 
- O importante é que ela está bem, mas eu acho que não volto a namorar o Luan.  - Falei a ela, mas fomos interrompidas com Luan entrando correndo na sala, desesperado.
- Falando nele... - A Dr disse. 
- Gente! Me escuta! - Luan disse gritando. 
- O que houve? - Ela perguntou. 
- O Henrique, o Henique! - Luan dizia.
- O que aconteceu com ele? - Eu perguntei nervosa, enquanto amamentava Brenda.  

Um comentário:

Comente e faça uma autora feliz.