terça-feira, 27 de agosto de 2013

Capitulo cento e trinta e sete.

Parei de drama e engoli o choro mais uma vez. Procurei por ali um par de brincos, encontrei um simples de uma bolinha, coloquei aquele mesmo e arrumei tudo ali. Abri o armário e peguei minhas roupas. Apenas algumas, não iria morar no hotel, depois eu voltava aqui e pegava o resto. Peguei alguns sapatos, os basicos e peguei as roupinhas de Henrique, que por ele ser pequeno usava mais. Sempre sujava com tudo, então peguei a mais. Alguns sapatos também e outras coisas nossas. Coloquei numa mala de Luan, que ele havia comprado quando foi para o exterior. Era gigante, cabia até eu se bobiasse, mas acho que não fecharia devido minha barriga enorme. Sem brincadeira, peguei o que faltava e fechei a mala. Olhei para trás e notei que Luan ainda dormia. Então sai do quarto empurrando a mala e fechei a porta. Depois passei no quarto de Marizete, abri a porta com todo p cuidado do universo, pois ainda era cedo e os pais de Luan podiam estar dormindo. Abri a porta e vi que só estava Henrique ali. Acordei ele e aproveitei que ninguém estava no quarto e dei banho nele. O deixei prontinho e nós dois descemos. Fomos direto para a cozinha e lá encontramos os pais de Luan. Eles estavam preparando o café, demos bom dia para eles e nos sentamos. Falei que iríamos embora e eles entenderam. Ficaram sim tristes, porém respeitavam nossa decisão. Henrique adorou a ideia, pois como qualquer criança, se encantava com coisas novas. Mas ele não entendia muito bem o porque de estarmos indo morar em outro lugar, mas era melhor assim. Comemos e fui atrás das chaves do meu carro e logo as encontrei. Peguei a mala e Henrique deu tchau para o vovô e para a vovó que ele tanto amava. Me despedi também e agradeci muito a eles.
- Obrigada viu? Vocês fizeram muito para mim durante esse tempo, não só para mim, mas também para o Rique e para a Brenda. Obrigada mesmo. - Falei a eles que me abraçaram.
- Gostamos muito de você Laura, não queremos perder contato. - Amarildo falou. 
- Lógico que não vão perder. Vamos visitar vocês sempre. - Falei sorrindo.
- Aonde vocês vão ficar? - Mari perguntou.  
- Em algum hotel, to em dúvida entre dois, mas acho que vou ficar no que é mais próximo da cidade. - Respondi colocando uma jaquetinha por cima do macaquinho. 
- Ok... E o Luan? Não vai se despedir dele? - Ela perguntou. 
- Não... Não vou conseguir. O destino vai fazer a gente se acertar, se for pra ter acertos. Eu cansei de bater na mesma tecla, agora o destino que digite tudo. - Falei. 
- Você tem razão... Mas deixa ele informado de tudo, essa criança que você está esperando é dele. - O Amarildo me lembrou. 
- Sim, vou mater todos vocês informados de tudo, trarei Henrique para ver todos vocês e assim que eu arrumar uma casa para morarmos vocês vão todos nos visitar. Não vou me mudar de Londrina, sei que a amizade que conquistei de vocês vai ser eternizada. Não é porque terminei com Luan que vou me desligar daquilo que para mim é importante demais. - Falei sorrindo e os abraçando.
- Se cuida ta? - A Mari me pediu. 
- Vou me cuidar, com toda a certeza. Cuidarei de nós 3 ao mesmo tempo. - Falei colocando a mão em minha barriga. 
- E a bebe, quando nasce? - O pai de Luan perguntou.
- Vou ir no médico essa semana, fazer a penultima ultrassom, é uma a cada mes né? Então falta apenas duas! Ele vai me indicar alguns anestesistas e tudo mais. Ai vamos marcar o parto, é um médico muito bom. - Falei. 
- Ah que ótimo, quando você for ao médico me da uma ligada, quero ir também se não for muito invasivo. - Mari falou.
- Claro que vai, faço questão. Você é como uma mãe para mim, Mari. - Falei. 
- E você é como uma filha. - Ela respondeu.
- Bom, preciso ir. Qualquer coisa eu ligo para vocês, fiquem tranquilos. 
- Assim que vocês chegarem no hotel, me liga. - Amarildo falou.
- Tudo bem, ligarei. 
- Não esquece Laurinha, queremos saber se vocês estão bem, essas coisas. 
- Estaremos bem, mais uma vez peço que não fiquem preocupados. Obrigada por me fazerem sintir tão amada, obrigada de verdade. - Falei.
- Nós que agradecemos. E quando o Luan acordar, o que falamos para ele? - A Marizete perguntou. 
- Ah, diz que fomos para um hotel, fala que se ele quiser conversar, fazemos isso quando eu voltar para pegar as outras coisas. Diz pra ele que de jeito nenhum vou deixá-lo sem noticias e que é para ele não ficar me culpando por tudo ter acabado assim, e muito menos é para ele ficar se culpando também. O destino quis assim, do mesmo jeito que ele nos fez ficar junto, ele também nos separou. Eu o amo, ele será sempre o pai que eu nunca pude dar para Henrique, e para a Brenda ele também será o melhor de todos. Diz pra ele também que essa semana tem ultrassom, se ele quiser ir, e eu faço questão que ele vá, é só ele me ligar, preciso confirmar o horário, mas pede para ele me ligar e eu digo para ele horário e data. Sobre as outras coisas conversamos depois, fala isso para ele. To explodindo de dor de cabeça, não quero me estressar de novo. Então é isso, tchau viu? Isso não é de jeito nenhum uma despedida, e sim um até logo. - Falei e abracei todos. Henrique também. 



MEUS AMORES QUE AINDA NÃO ME ABANDONARAM, TO EM PROVAS, ENTÃO É COMPLICADO, PORÉM VIM DO JEITO QUE PUDE, TEM QUE SER PELO CELULAR, PORQUE NO MEU PC O BLOGGER NÃO FUNCIONA. QUASE DEPOIS DE UMA SEMANA, ME DESCULPEM PELA DEMORA. :( 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Capitulo cento e trinta e seis.

- Olha não to entendendo. - Luan disse batendo sua mão na cômoda que havia ali, bravo.
- O que Luan? - Perguntei.
- Você ta fugindo de mim, certo? 
- Não, não estou fugindo não. Se eu tivesss fugindo nem aqui estaria mais Luan. - Falei.
- Ué, mas ta querendo se mudar pra um hotel... - Luan disse.
- Eu ja te disse o porque. - Falei.
- Mas eu nunca vou entender isso Laura. Faz quanto tempo que já moramos praticamente juntos? Você nunca mais voltou para Curitiba, nem para nenhum outro lugar. Porque? Porque a gente se ama, certo? Não tem justificativa isso que você quer fazer, seria a mesma coisa que dar tempo e eu detesto essa palavra. Quem da tempo é relógio Laura e eu não quero ser relógio nessa vida. - Luan disse ainda não compreendendo meus motivos de me afastar um pouco. Será que eu teria mesmo que escrever numa folha que não concordava com algumas atitudes dele? Pensei em gritar para ele que ultimamente ele não estava me fazendo feliz e sim muito triste, porém não era de lavar roupa suja com Luan, ele sempre me mostrou essa forma de pensar, como se aquela frase ''quem vive de passado é museu'' fosse feita para ele, pois era assim. Luan é muito bola pra frente, talvez isso seja um resultado positivo em consequência de tanto lutar pelos seus sonhos. Ele caiu bastante, porém se erguia a cada vez que se encontrava no chão. Se a gente se ama não tem porque ficar com graça. Eu confesso que invejo isso nele, porque queria ter essa posição, de ficar sim magoada, mas absorver apenas as coisas boas e tentar tirar proveito delas ao máximo. 
- Luan, por favor. - Falei muito calma, essa era a principal regra para sobreviver ao lado de Luan, muita calma e primeiramente muito amor.
- Você ainda me ama? - Ele me perguntou, muito fixo no olhar que cismava em seguir apenas uma direção, meus olhos.
- Eu não acredito que você está me perguntando isso! - Falei.
- Ué, e eu não consigo engolir isso que você está fazendo, Laura. - Ele dizia.
- O que eu to fazendo? - Perguntei e ele soltou uma risadinha, ironicamente, claro.
- Me fazendo de trouxa? - Luan perguntou meio que afirmando.
- Eu? Luan, você só pode estar brincando. Quanto te pagaram para você falar isso para mim? Porque o único erradinho dessa história aqui é você! Isso é apenas consequência das coisas que você apronta. - Acabei falando isso.
- Você ta falando da guria lá? - Ele me perguntou e eu seriamente afirmei que sim com a cabeça. Luan ficou bravo, com certeza era por eu ter repetido aquele assunto. Ele bateu a mão na parede e em seguida colocou sua cabeça encostada aonde havia batido. 
- Laura, você vai bater na mesma tecla sempre? Mais que porra! - Luan gritou.
- Para de gritar, seu louco! Ta todo mundo dormindo. - Falei.
- Sério que você se importa? - Luan disse todo irônico, eu nem respondi, apenas fiquei o olhando.
- Se importasse tanto para você não iria embora. - Luan disse baixo, querendo briga.
- Luan, eu to passando tão mal esses dias. Se você soubesse não agiria assim. Se você pudesse entrar dentro da minha cabeça e ver o quanto ela dói de nervoso, eu nem precisaria tomar essa atitude de ir embora, você mesmo que iria me mandar para um lugar bem longe. Se você soubesse o quanto eu ando estressada com esses assuntos... Casamento, minha irmã, a bebe, a nossa briga... - Falei me queixando. 
- Eu to te atrapalhando? - Luan perguntou.
- Não, os problemas estão. 
- Deixa eu te ajudar...
- Mas Luan, você acaba me estressando mais. Somos tão diferente, isso nos une, porém nos detona também. 
- Eu tento te entender ao máximo, mas desculpa, isso de ir morar longe pra mim não vira. - Luan falou.
- É, tem razão.
- Sério? - Luan perguntou.
- Não, porém você quer assim. Deixa quieto essa história de amar. E um dia eu achei que isso daria certo. Nunca vai dar e se der, minha cabeça vai explodir. - Falei. 
- Eu não quero te deixar mal. Você pode ir, porém você ta esperando uma filha minha. - Luan disse, tentando mostrar que não estava nem ai para mim. 
- Ta bom Luan, agora que ta amanhecendo vou dormir um pouco. Quando for um pouco mais tarde eu vou procurar um lugar para mim. Um apartamento fica bem mais em conta que hotel, já que é pra sempre né? - Falei sorrindo bem torto.
- O pra sempre sempre acaba! - Luan disse e sem querer deixou uma lágrima cair do seu rosto. 
- Droga. - Falei segurando as minhas fortemente. 
- Boa noite. - Luan disse com cara feia e entrou no banheiro. Peguei então rapidamente minhas coisas de cama e desci para não ter que encontrar Luan pelo menos pela aquela hora. Era difícil demais fingir que não estava nem ai, eu via também o quanto Luan também sofria com isso. Ajeitei minhas coisas no sofá e coloquei meu celular par despertar as08:00 e capotei. Feito assim, meu celular tocou no horário que eu havia programado. Me levantei e subi no quarto de Luan com ''passos de algodão'' para não acordar o dono dele. Tomei banho, peguei um macaquinho que era especialmente para gestantes e o vesti. Era a primeira vez que colocava e havia adorado o resultado. No espelho, mesmo com apenas a iluminação do sol que vinha das frestas da janela, consegui me olhar e ver como minha barriga estava bonita, grande e saudável. Quis tirar uma foto daquele momento para mostrar para as fãs de Luan, mas a escuridão não deixava e também agora não fazia nenhum sentido. Se Luan contar que terminamos, elas vão me odiar, mas eu sempre levaria cada uma delas em meu coração, como uma lembrança dele. 



domingo, 11 de agosto de 2013

Capitulo cento e trinta e cinco.

- Fala. - Luan falou.
- Faltam 2 meses pro nosso casamento. Eu nunca vou desistir de nós dois. Mas como disse antes, quero um tempo para mim. - Falei.
- Quer dar um tempo? - Luan perguntou.
- Não, quero morar sozinha esses dois meses. - Falei.
- Ai cara! - Luan disse bravo.
- É pro nosso bem. - Falei.
- E o Henrique? - Luan perguntou.
- Vai comigo, ai depois do casamento moramos juntos. - Falei.
- Porque isso?
- Porque to me sentindo sufocada Luan.
- Tudo bem, a gente vê isso depois. - Luan falou.
- Amanhã Luan, eu vou pra um hotel com o Henrique amanhã.
- Ta. - Luan disse e eu sorri.
- Vou descer ta? Vou ir tomar mais água e vou ir lá no parque do condomínio, quero sentir um pouco de vento. - Falei e desci. Na sala encontrei a Bruna que foi la fora comigo. Fiquei feliz porque pude conversar bastante com ela.
- Bru, eu vou ficar num hotel com o Henrique até o casamento. - Falei.
- Porque Laurinha? - Ela perguntou.
- Ah, eu to muito sufocada morando com o Luan. Eu preciso de um tempo pra me acostumar, respirar. Porque depois do casamento eu vou morar com ele todos os dias. - Falei.
- A gente ta invadindo muito o seu espaço La? - A Bruninha perguntou.
- Pela mor, não quero que vocês pensem que é por isso. De jeito nenhum. Vocês me dão muita liberdade, as vezes até esqueço que a casa não é minha. É o Luan mesmo. A gente ta numa bela de uma crise, então eu sei se ficarmos juntos 24 horas por dia, ainda mais nesses meses que ele ta sem show por causa da preparação do casamento, eu sei que vamos ficar brigando e se desgastando. Eu não quero de jeito nenhum isso pra gente, e eu to nessa fase estressada mesmo, quero retrucar tudo, brigar, quase matar o Luan. Pra isso não ficar acontecendo, vou dar uma segurada. Sei que nosso casamento vai ser perfeito, eu amo o Luan e creio que ele me ama também. Agora relaxar no meu canto é a melhor coisa a fazer... - Falei a Bruna.
- Eu entendo, fico pensando como eu agiria morando com o Lucas, ainda mais na casa dos pais deles. Eu acho que nunca vou fazer isso, por medo. Você aguenta muita coisa que o Luan apronta. Ele é meio assim... Não sei explicar. Ele acha tudo ruim, tudo ele briga e se acha certo. - Bruna falou e eu concordei.
- Quero agradecer por vocês sempre me darem apoio. Considero vocês pessoas da minha família e logo vão ser no papel... Eu preciso mesmo ficar uns meses longinho do Luan, se ver uma vez por dia sabe? Eu tenho medo dele me deixar muito nervosa e eu acabar fazendo mal para a Brenda. Entende? Mas vou vim visitar vocês sempre, e eu quero sair numa tarde com você e sua mãe para comprarmos as coisas pra bebe viu? - Falei para a Bruninha que me abraçou.
- Eu te considero uma irmã! - Ela disse, mas logo fomos interrompidas com Luan.
- Meninas, vão dormir. Principalmente a Laura. Temos que ir amanhã provar a roupa do casamento. - Luan disse.
- E depois ver o hotel para mim né? - Falei.
- Você nessa história né? - Ele responde.
- A Bruna já me entendeu. A gente vai casar, ter uma casa só para a gente. Enquanto isso deixa eu respirar. - Falei.
- Você ta com essa história de respirar né? Eu deixo. Se você acha que vai ser melhor para a gente. - Luan falou.
- Vai ser sim Luan, ta muito desgastado nosso namoro. - Falei.
- Se for pra ficar melhor, então eu acho um hotel bem bacana para você ficar com o Rique. - Luan disse e eu sorri.
- Então vamos dormir, Bru, boa noite. - Falei e dei um beijo no rosto dela que retribuiu com um abraço. Eu e Luan entramos e logo em seguida vimos que Bruna também. Subimos e eu coloquei meu pijama e Luan também.
- Lu, vou descer ta? Tamo num clima meio chatinho ainda, vou dormir lá embaixo ta? - Falei para ele. 

sábado, 10 de agosto de 2013

Capitulo cento e trinta e quatro.

- Agora? De madrugada? - Luan perguntou.
- Porque não? Você ta me tocando da sua vida não é? Qual o sentido de ficar na sua casa? - Respondi.
- Laura, para de se fazer de vitima. Ta insuportável já. - Luan dizia se levantando da cama e colando a mão em sua cabeça.
- Luan, eu não estou me fazendo de vitima nenhuma, não preciso disso. Você sabe que errou, sempre me faz de trouxa, eu sempre tão fiel a você, para me retribuir como? Com um belo de um chifre na cabeça, adorei! - Falei irônica.
- Chega, para de me culpar, eu sei que errei, mas para! - Luan gritava cada vez mais, até levantei da cama para ir no banheiro, mas me deu uma tontura e então me joguei na cama. Luan correu para perto de mim em busca de saber o que havia acontecido.
- O que ta acontecendo Laura? - Luan gritava, mas eu não conseguia responder. Luan então correu chamar sua mãe, que logo veio correndo com Amarildo e Henrique para o quarto de Luan. Eles ficaram muito preocupados, mas se acalmaram para entender tudo.
- O que ta acontecendo Laurinha? - O pai de Luan perguntou colocando sua mão em minha testa, para ver se eu estava com febre.
- Eu não sei, caiu minha pressão, eu acho. - Falei baixinho e meio enrolado. Logo a Bruna chegou com o Lucas correndo no quarto também.
- Gente, o que ta acontecendo? To ouvindo uma gritaria faz tempo! - Bruna falou.
- A gente tava discutindo mãe, ai ela levantou e começou a passar mal. - Luan falava desesperado.
- Luan, eu já não disse que é para você cuidar dessa menina? Ela não tem nenhum parente perto, você sabe que ela fica nervosa e acaba ficando mal e fazendo mal pro bebe também, você sabe Luan! - O pai de Luan, bravo dizia gritando com ele. Luan começou a chorar e perguntar se eu estava melhor. Aos poucos minha pressão foi subindo novamente, mas não estava normal ainda. O Lucas desceu lá embaixo e trouxe uma água para mim e uma para Luan, que assim como eu e todos se acalmou.
- Gente, me desculpa! Eu nunca quis trazer transtorno nenhum para vocês. - Falei envergonhada ao ver que a família inteira estava ali preocupada comigo. Agradeci a Deus pela família de Luan ser tão maravilhosa e também por ter melhorado.
- Magina Laurinha, adoramos muito você e queremos seu bem estar e do nosso neto. Está melhor? - Amarildo perguntou.
- Sim, muito obrigada. Estou melhorando. - Falei sorrindo.
- Vamos no hospital, ver se estar tudo bem... - A Mari sugeriu.
- Ah não, não quero preocupar vocês mais do que já preocupei. Já estou bem, mas queria ir para outro lugar, não estou me sentindo bem aqui. Não é por causa de nenhum de vocês, nenhum mesmo. Mas é que preciso esfriar minha cabeça. - Falei a todos. Luan apenas me observava querendo chorar, mas na frente de seu pai nunca ia fazer isso.
- Laura, pensa bem. Não tem necessidade. Nós gostamos demais de você e sua presença nessa casa é muito desejada. Tanto sua como do Rique e futuramente da Brenda. Sei que vocês quando se casarem vão comprar uma casa, vão morar sozinhos... Mas por enquanto, seria totalmente gratificante esses dois meses vocês passarem conosco. - Mari falou, como sempre muito fofa. Abaixei a cabeça e deixei uma lágrima cair. Porque tudo aquilo acontecia? O amor deveria ter somente partes felizes, porque as tristes eu já estava cansada de presenciar.
- Eu amo muito vocês, mas eu realmente preciso de um tempo para ver se realmente vale a pena. Será que vale a pena gastar tanto dinheiro comprando casa? Eu não sei se eu vou aguentar, me desculpem... - Falei chorando e a Bruninha correu para me abraçar. Nem liguei para a cena que todos ali estavam presenciando, apenas chorei para aliviar. Em um momento olhei para Luan, que chorava escondido também, mas bem menos do que eu.
- Eu não gosto de te ver assim... - A Bruna disse ainda abraçada comigo.
- Eu to bem, mas eu preciso conversar com você, Luan. - Falei e ele se arrumou, secou seu rosto e me olhou. Todo mundo saiu então e deixou nós dois conversar.
- Satisfeita? - Luan disse.
- Oi?
- Agora minha família me odeia.
- Isso você pode ter certeza que nunca vai acontecer. E pode ter mais certeza ainda que eu nunca vou fazer isso contra você. - Falei.
- Uhum. - Luan disse irônico, claro.
- Luan, eu não sou mais criança para ficar brigando. Eu nunca quis que acontecesse o que aconteceu agora. Falo tanto das brigas e também da hora que passei mal. Me desculpa, eu tenho a idade suficiente de admitir quando eu erro. Eu não fiz nada dessa vez, mas mesmo assim, me desculpa por tudo que já te fiz. - Falei.
- Vai embora? - Luan perguntou.
- Eu não quero que tudo acabe Luan, mas quero respirar.
- Respira.
- Deixa pra lá, tem como você me levar pra um hotel? - Perguntei a ele.
- Tem, mas eu não quero te levar para lá. - Luan falou e tentou me beijar, mas eu me afastei.
- Desculpa Luan, mas eu não quero. - Falei.
- Tem certeza?
- Hoje eu não quero. Deixa eu ficar quietinha, pensar porque que a gente brigou tanto. - Falei.
- Porque eu sou um idiota. - Ele disse, tive que concordar, mentalmente.
- Luan, não adianta ficar se xingando. Você tem muitas qualidades boas, mas elas somem quando se trata de mim.
- Se eu soubesse que aquela conversa com a Marcela daria tanta briga, nem o número dela tinha mais.
- É Luan, mas porque não fez isso antes? Olha pra gente, não precisamos de mais ninguém pra ser feliz. Apenas eu, você, nossos filhos, nossas famílias, seu trabalho e seus fãs. Acabou.
- Vou me lembrar disso Laurinha... Ops, Laura. - Luan disse sorrindo.
- Bom... Mas agora é sério, quero te pedir uma coisa. - Falei.

domingo, 4 de agosto de 2013

Capitulo cento e trinta e três.

- Com a gente sim. Mas com vocês não né? - A Mari perguntou. 
- Pois é, me machuca muito discutir com Luan, mas não dá. Se as coisas continuarem como está, eu desisto. Estou desistindo aos poucos, mas sempre um motivo me faz ficar, mas nem isso está ocorrendo hoje em dia. - Falei.
- Não fala assim, vocês vão se casar... - Marizete falou.
- Como eu disse pra Bru ontem, do que adianta se casar e continuar essa guerra? Eu sinceramente não sei o que vamos fazer, mas quero conversar certinho com ele. - Falei.
- Jaja ele acorda e vocês conversam. - O pai de Luan falou.
- Sim, agora vocês me dão uma licençinha? A bebe ta chutando demais, vou deitar. - Falei e subi, deixando Rique na cozinha com os vovos que adorava tanto. Deitei na cama e fiquei ali sem fazer nada, apenas relaxando. Fechei meus olhos e estava quase dormindo novamente, mas logo despertei ao me incomodar com a luz do quarto sendo ligada. Abri os olhos, os cocei e vi que era Luan se trocando. Me sentei na cama e fiquei o encarando. Eu tentava ficar quieta vendo Luan dar seu chilique, mas Brenda não ajudava. Em minha barriga ela fazia a festa, me chutava como se estivesse lá dentro me pedindo para falar com Luan, então foi isso que fiz. 
- Luan? - Falei. Ele estava sério ainda escolhendo uma camiseta em seu armário, que tinha muitas. Me silenciei ao ver ele me ignorar, como se estivesse com a razão. Aquele clima era terrível, me dava um frio na barriga ruim, mas não era de ansiedade nenhuma e sim de tristeza. Como eu pude deixar o nosso relacionamento chegar a esse ponto? Eu não queria, sabia que ele não queria também, mas é sempre assim, fazemos coisas que nem sempre são certas. Engoli o choro tentando suportar aquela cena, Luan fingia que não me conhecia. Depois de vestir sua camiseta, Luan arrumou seu cabelo e tomou um banho se perfume. Era um cheiroso, mas sempre me provocava espirros. E dessa vez não foi diferente, espirrei, bem forte que chegou a doer minha barriga. Ainda mais com a Brendinha chutando-a, ficou uma coisa muito ''agradável''. 
- Ai! - Reclamei, mas Luan continuou fingindo que minha presença ali não existia. Depois de arrumar seu cabelo ele procurou um tenis, um vermelho foi escolhido que calçou muito bem em Luan, como sempre. Eu apenas o observava sentada na cama. Ele se olhou no espelho e me viu refletida nele, mas como estava fazendo, me ignorou. Pegou uma jaqueta preta e colocou também. Ele estava pronto, para o que e para aonde eu não sabia. Depois de se olhar no espelho, ele se virou e olhou para mim, até que fim. 
- Me chamou? - Ele disse irônico. Fiquei sem resposta, Luan estava mais seco que um deserto sem recursos.
- Luan, eu quero conversar com você. - Falei e ele sorriu, mais uma ironicamente. 
- Conversar? Sobre o que? - Luan respondeu e eu respirei fundo. 
- Do jeito que está não da pra ficar. - Falei.
- Realmente, não dá. Mas agora estou de saída. Quando der a gente conversa. 
- Que horas são? - Perguntei tentando adivinhar em minha cabeça aonde ele iria. Luan então levantou um pouco a manga de sua jaqueta e olhou em seu relógio. 
- 23:00. - Ele disse saindo e deixando nossa conversa no chão. Fiquei triste, mais brava do que triste para falar a verdade. Mas não fiquei fissurada em saber aonde Luan iria. Apenas me ajeitei e dormi. De madrugada acordei com Luan acendendo a luz, novamente abri meus olhos com dificuldade e o vi tentando colocar uma bermuda, mas não conseguia, provavelmente estava bêbado. 
- Luan, para, vem deitar. - Falei muito paciente, até. 
- Me deixa Laura! - Ele dizia resmungando. 
- Te deixar Luan? - Perguntei.
- Sim, em todos os sentidos. Se você não está feliz comigo, pode ir embora ué. - Ele dizia enrolado. 
- Cade o Henrique? - Eu perguntei a ele. 
- Ta dormindo com minha mãe, ela mandou eu te avisar. 
- Você ta bêbado. - Falei.
- To nada, você sabe que não to. To é cansado de tanta brigaiada por nada! - Luan falou, não aguentei.
- Era só não fazer besteira. Eu não estou nem ai com sua ''canseira'' Luan, você não tem moral nenhuma para se fazer de vitima. Se eu for, eu não volto. - Falei e ele ficou quieto.
- Você tem que aprender a me dar valor Luan. Eu me dou valor, não vou ficar correndo atrás de você. - Continuei em busca de uma resposta. Ele então se sentou na cama, bem perto de mim. 
- Laura, eu não estou te fazendo feliz né? Não adianta bater na mesma tecla! - Luan disse e eu concordei.
- To indo embora então! - Falei e Luan arregalou os olhos. 

sábado, 3 de agosto de 2013

Capitulo cento e trinta e dois.

- Eu não quero conversar. - Luan disse.
- Porque? - Falei encostada na porta.
- Porque eu to estressado, não é assim que você me qualifica? Então, eu quero ficar sozinho. - Luan disse.
- Luan, então eu vou procurar outro lugar para dormir. Não vou ficar me rastejando aqui na porta e implorando para você abrir para mim conversar com você. - Falei, esperando para ver o que ele falava. 
- Por mim, tudo bem. - Ele disse e eu não acreditei. 
- Vai ser assim Luan? - Perguntei.
- Você que quer isso, eu pedi pra você ir? Não, mas não vou implorar para você ficar, assim como você não vai implorar para eu abrir. - Luan disse ainda com a porta trancada.
- Ta certo, quer que eu implore não é? Mas eu não vou fazer isso. Eu to cansada. Tchau Luan. - Falei já descendo as escadas com a mão na barriga, como forma de apoio, já que ela estava tão grande. Escutei o barulho da porta de Luan abrindo correndo. Ele ficou me olhando.
- Entra. - Ele disse, parei de descer e então subi de volta. Entrei no quarto e me sentei na cama. 
- Luan, você não é mais criança... - Falei enquanto ele fechava a porta. 
- Que? Espera, vou no banheiro. - Ele falou me desprezando e entrou. Olhei para o lado e vi que o celular de Luan estava ali, peguei rapidamente e logo vi na tela bloqueada Marcela mandando whatsapp para ele. Refresquei minha memória, lembrei quem era ela e que e Luan dava corda para ela faz um tempo. Até briga minha e dela teve aqui nessa casa. Bufei, mas antes de surtar li o que estava escrito, para depois ver o que fazia. Ela havia mandando assim para ele: ''ai seu chato kkkkkkk só lembra de mim quando eu ta com problema, to tiste agora :('' e outra assim: ''quero beijinho pra sarar'' não deu para eu ler o resto, não sabia a senha de Luan e sabia que era por um motivo desses que não tinha acesso ao telefone dele. Ele me dizia que era por questão de privacidade, certamente. Privacidade relacionada as peguetes dele. Esperei ele sair do banho, eu estava bem triste, mas não podia perder a razão e o controle. Não podia muito menos demostrar que estava no chão e que eu não era nada sem ele. Tinha que me mostrar superior.
- Pronto, bora conversar. - Ele disse se sentando do meu lado. Mas eu não falei, apenas fiquei o olhando enquanto seu celular apitava. 
- Marcela. - Falei sorrindo bem ironicamente. 
- Que que tem? - Luan perguntou e então eu apontei para o celular, ele então mudou totalmente sua expressão. Ficou com cara de desesperado e mudo.
- Não quero te proibir de nada! - Eu falei irônica. 
- Mas eu não fiz nada demais. - Ele respondeu, bem cara de pau, toco, madeira. 
- Ta bom Luan, vou dormir. - Falei.
- Para, deixa eu te explicar. - Ele pediu.
- Não, não quero ouvir mais nada. Mas não vou ser chifruda, não mesmo! - Falei deitando na cama e virando de costas para Luan.
- Laura, para pela mor de Deus muié, eu to te pedindo, me escuta! - Luan me chacoalhava.
- Não! - Falei tirando a mão de Luan das minhas costas. 
- Tudo bem, depois não diz que eu não avisei. - Luan disse fazendo drama.
- Cala tua boca, mas cala profundamente a tua boca. Você não tem moral nenhuma para se fazer de vítima. - Falei me estressando. Ele me olhou fixamente, mas não disse nada. Apenas foi no guarda roupa, pegou uma coberta e foi até mim e puxou um travesseiro que estava embaixo de minha cabeça. Depois não falou nada, apenas ouvi seus passos descendo as escadas. Logo chegou a Bruna no quarto.
- O que aconteceu? O Luan chegou lá embaixo cheio de roupa de cama! - Bruna perguntou.
- Não ouviu a briga? - Perguntei.
- Não... A tv estava alta. O que houve? - Bruna perguntou.
- O que houve? Peguei seu irmão dando em cima da Marcela no telefone novamente. Já não bastava as gracinhas que ele fez na hora da briga com Henrique. - Falei.
- Ele é idiota? Nem eu converso mais com ela. - Bruna falou e eu concordei.
- Então Bru.
- Mas ele vai dormir na sala? - Ela perguntou.
- Sei lá, que durma no relento. Não quero saber. - Falei.
- Até parece, vocês se amam! - Ela disse.
- Amar é diferente de ser trouxa Bru, eu cansei. Nosso relacionamente está desgastando tanto. - Falei.
- Não fala isso... Daqui dois mêses vocês  se casam... Estão esperando uma filha, montaram uma família. - Ela disse.
- Casamento? Do que adianta? Sei que vamos viver em guerra. Ele não aguenta, sempre dando mole pra uma e pra outra. Da até vergonha. - Falei.
- Mas ele já te traiu alguma vez? - Ela perguntou.
- Trair para mim não é só em atitudes. Considero palavras traição também. Eu confiava tanto nele. Mas como fazer isso depois das furadas dele? - Falei.
- É complicado, mas espero que se resolvam. Vocês foram feitos um para o outro. - Bruna disse sorrindo.
- Se eu fui feita para sofrer, sim. - Falei e só vi alguém bufando na porta, era Luan.
- Taquipariu. - Ele disse e saiu. A Bruna foi atrás dele e não voltou mais. Aproveitei para dormir, precisava muito. No dia seguinte, acordei com meu celular tocando, era um número desconhecido, que logo desligou. Resolvi dar uma passadinha no twitter, mas não tweetei nada. Levantei, tomei um banho e me troquei. Logo em seguida desci e dei se cara com Luan esparramado na sala. Ele estava pior que bebado? Com um pé para dentro do sofá e outro para fora. Passei pela sala e entrei na cozinha, aonde somente os pais de Luan estavam. 
- Bom dia! - Falei sorrindo.
- Bom dia. - Os dois responderam. 
- Tudo bem? - Perguntei, com a finalidade da resposta falar sobre a noite de Luan feito cachorrinho sem dono. 

Capitulo cento e trinta e um.

Ela abriu a porta e os dois se entenderam ali mesmo. Depois entraram e foram para a sala. Ele nos cumprimentou, sempre muito educado também. Perguntou de Henrique, pois o adorava. Mas Henrique não ficava para trás, gostava de Lucas do mesmo jeito. Assim que ouviu a voz de Henrique de seu amigo, correu para a sala.
- Tio Lucas! - Ele chegou gritando e pulando em seu colo. Luan morria de ciúmes. 
- Eai rapaz? - Lucas perguntou. 
- Vamos jogar video game tio? - Henrique pediu a Lucas. 
- Bora! Vamos lá? - Ele disse. 
- Depois vocês jogam, agora vamos jantar! 
- Depois a gente vai vovó Mari. - Henrique disse puxando Lucas para a escada. 
- Não, vamos comer, Henrique. - Mari respondeu.
- Mas eu não quero vovó. - Ele respondeu, sem perder tempo e já subindo com Lucas, que tentava pará-lo mas Henrique sempre ganhava, ele era manhoso e o ''tio'' Lucas não sabia o que fazer. A Mari fez cara feia, com motivo pela desobediência, mas ficou quieta, porém eu não.
- Henrique, respeita sua vó. Vamos comer. - Falei, mas ele continuava puxando o Lucas para subir na escada. 
- Eu não estou com fome! - Ele retrucava.
- Senhor Henrique, desça agora dessa escada. Você tem que nos obedecer. Querendo ou não. Você tem 3 anos! Agora vamos comer que você está com fome sim. - Falei e ele parou de subir, mas não desceu.
- Cara, sua mãe ta brava, vamos descer, comer pra ficar fortão e depois a gente brinca! - Lucas falava para tentar acalmar a rebeldia de Rique, que começou a fazer manha e mais manha. 
- Sem gracinha, desce agora. - Falei e ele desceu emburrado.
- Esse seu bico ta maior que a pança do Luan. - A Bruna comentou zoando Luan, até eu que estava séria dei risada. 
- Bruna, você fica melhor calada! - Luan respondeu e nós rimos. 
- Mas a conversa é séria mocinho, pede desculpas para sua avó. - Falei.
- Não... - Ele disse franzindo a testa.
- Como é que é Henrique? - Falei aumentando a voz.
- Calma Laura! - Luan disse sentado, observando.
- Calma nada Luan, ele sempre da uns chiliques desse e você sempre acoberta. - Falei a Luan, que se calou bravo. Henrique então foi até a Mari.
- Desculpa vovó. - Henrique pediu e abraçou a Mari.
- Desculpo meu amor, só quero seu bem. Assim como sua mãe e o senhor Luan que não faz nada né! - A Mari disse ''puxando a orelha de Luan'' que já estava subindo bravo.
- Aonde você vai? - O pai de Luan perguntou.
- Subir! - Ele respondeu aparentemente bravo.
- Subir? Não vai jantar? - Amarildo perguntou.
- To sem fome. - Luan disse.
- Luan, sua mãe e a Laura tentando trazer Henrique para jantar e você da esse exemplo? - O pai de Luan falou bravo e ele sem questionar foi para a cozinha junto com nós todos. Nos sentamos e nos servimos. Luan ficou o jantar todo emburrado, parecia Henrique, que havia dado uma acalmada. Mas Luan não, ele mostrava aparentemente que estava bravo. Não trocamos nenhuma palavra, mas Lucas, Bruna, Henrique e os pais de Luan riam bastante conversando. Todo mundo notou que iria sim sair uma discussão dali.
- Nossa, estão calados demais... - Mari falou e eu levantei a cabeça e afirmei que sim.
- Não da... - Falei apontando para Luan que forçado, estava comendo.
- Luan, conversa com a Laura, ela não fez nada para você! - Amarildo sempre amigo, tentando ajudar. Sei que Luan respeitava ele demais, mas hoje foi  primeira vez que o vi ignorar seu pai.
- Muito obrigada por tentar ajudar Amarildo, mas não tem jeito. Deixa ele subir, é isso que ele quer. - Falei sorrindo bem torto e voltando a olhar para minha comida.
- Não, ele tem que aprender que nada que você falou para ele foi por mal. Ele acoberta sim e precisa arrumar esse lado. - Seu Amarildo falou, mas Luan continuava ignorando.
- Amor, deixa ele subir. - A Mari pediu e então ele autorizou. Luan então se levantou e subiu ligeiramente. Ficamos ali na cozinha, terminamos de comer e ainda fomos servidos com uma linda sobremesa que Mari tinha feito. Estava tudo muito bom.
- Gostaram? Hoje foi especial, pena que o clima não foi tão especial assim né? - Mari falou.
- Só de estarmos em família, com saúde, já é especial, mãe. - Bruninha falou abraçada com o Lucas, que também concordou com ela.
- Estava uma delicia amor. - Seu Amarildo falou.
- Realmente, estava muito bom. Obrigada pela comida e dedicação com a gente sogra! - Falei.
- Que isso meus amores, cozinhar para vocês é sempre muito bom! - Mari respondeu.
- Henrique, nos conta! Você foi ver a sua outra vovó hoje? - Bruninha perguntou ao Rique, senti que foi para quebrar o gelo de alguns minutos atrás.
- Aham, foi legal sim tia, mas a mamãe e a vovó brigaram, ai a gente foi embora. - Henrique disse e todos me olharam.
- É verdade, mas você descobriu que tem uma priminha né? - Falei pra Henrique, disfarçando. Ele então afirmou que sim com a cabeça e subiu com o vovô para o quarto dos pais do Luan. Ele adorava depois da janta subir e assistir desenho com o Seu Amarildo. Eu fiquei arrumando as coisas da cozinha com a Mari e a Bruna subiu para seu quarto com o Lucas.
- Ele não aceita que falem nada pra ele. - Falei enxugando os pratos, enquanto Mari lavava-os.
- Sim, esse é um defeito dele. - Ela concordou.
- Mas é pro bem dele. Agora ele fica trancado no quarto, bravo, sem falar com ninguém. - Falei.
- Sobe lá, conversa com ele. - Mari sugeriu.
- Não vou passar a mão na cabeça dele. - Falei orgulhosa, porém justa.
- Mas não digo ir pedir desculpas, entrem em um acordo. Vocês precisam aceitar a opinião um do outro. - Mari falou.
- Sim, vou fazer isso depois que acabar aqui. Mas eu aceito tudo que ele fala para mim. Depois que eu briguei com minha mãe, no carro, ele só faltou me xingar. Disse um monte. Mas e ele? Tem que ouvir também, não só falar. - Desabafei com Mari e ela entendeu perfeitamente. Depois que acabamos de arrumar tudo deixei ela na sala assistindo sua novela e subi para o quarto, mas antes fui no quarto de Bruna e bati na porta.
- Entra! - Bruna gritou.
- Oi Bru, sou eu! - Falei entrando de fininho para ver se não tava atrapalhando nada. 
- Entra muié! - Lucas disse rindo. 
- É que começou a novela, sei que vocês dois gostam, então vim avisar. - Falei sorrindo.
- Ah muito obrigada, vamos assistir amor? - A Bruna perguntou ao Lucas.
- Sim, vamos amor. - Eles então levantaram e desceram. Sai então do quarto da Bru e fui para o dos pais do Luan. Henrique estava lá assistindo desenho. 
- Amor, ta tudo bem ai? - Perguntei a Henrique que afirmou que sim. 
- Vou lá falar com o Luan, não demora pra ir deitar ta? Não da trabalho pra Mari nem pro Amarildo... - Falei e dei um beijo nele. Deixei ele assistindo tv e então fui para o quarto de Luan. Tentei abrir a porta, mas estava trancada.
- Senhor, me de paciência, por favor. - Pedi baixinho e bati na porta, mas ele não abriu. 
- Luan, pra que tanta graça? - Falei.