segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Capitulo cento e trinta e nove.

- Ok, muito obrigada. - Falei sorrindo.
- Então vou indo, tenho muito trabalho para fazer ainda. - Vitor comentou saindo de fininho e me deixando sozinha com os meus queridos filhos. Nos ajeitamos, tomamos banho e já colocamos pijama. Sim, era na hora do almoço ainda, mas ia pedir comida no quarto mesmo e estava sem ânimo para sair por ai. Também estava com um pouco de dor na barriga, porém era uma dor de vitória. Pela minha filha eu suporto tudo. Enfim, eu, Henrique e Brenda em minha barriga dormimos, até meu telefone tocar. Acordei e me levantei meia zonza e atendi o telefone. 
- Pronto? - Falei questionando, pois não conhecia o numero. 
- Oi, é o Luan. - Luan disse e eu respirei bem fundo me sentando na mesinha. 
- Oi Luan. Trocou de número? - Falei. 
- Não seja irônica, pela mor de Deus. - Ele dizia se lamentando. 
- O que houve? - Falei gritando preocupada, perdendo o controle, sem querer. 
- O que houve? Eu acordei aqui e fui procurar o Henrique pela casa, porém vocês fugiram. Não podia ter se despedido de mim, Laura? - Luan disse.
- Não estou me despedindo, Luan sempre estaremos ligados. Temos uma ligação, um laço que sempre existirá. Temos uma filha juntos... - Falei segurando as lágrimas. 
- Você complica tudo! A gente podia ta feliz, mas você complica tudo! Agora não da mais, eu vou voltar com meus shows, preciso trabalhar e vou ficar meio sem tempo. Mas você por favor me de noticias sobre minha filhinha e sobre o Henrique também. Amo eles demais, não me tire deles Laura por favor! - Luan disse.
- Claro, pode deixar, vou informar. Agora vou deitar, estou com um pouco de dor na barriga, ela ta chutando demais. - Falei para quebrar um pouco o clima, ele deu uma risadinha sem graça e nos despedimos. Deitei na cama e fiquei aguentando a dor, que aumentou demais. 
Então liguei para minha médica.
-  Alô, Doutora? - Perguntei. 
- Olá.
- É a Laura.
- Oi Laura, tudo bem? - Ela perguntou. 
- Sim... - Respondi.
- O que houve, então? 
- Ah Doutora, eu estou com uma dor insuportável na barriga, quando ela chuta então... - Falei. 
- Então Laurinha, sei que você vai me chamar de louca, mas é normal. Lembra que em uma de nossas ultrassons eu avisei que ela está enorme? Então, o que ocorre é que ela está procurando um lugar pra se acomodar melhor, ai ocorre essas suas dores. - A Dr. me explicou.  
- Ah sim, me senti mais aliviada agora, muito obrigada pela informação! - Falei agradecendo.
- Magina, mas tem como você vir aqui amanhã cedo? Adiantarei sua consulta que seria semana que vem de acordo com minha agenda! Quero analisar essas suas dores. 
- Ah, tem sim, que horas? - Perguntei.
- As nove da manhã, pode ser? - A Doutora sugeriu.
- Ok, vou sim. - Combinamos e desligamos o telefone. Logo depois, liguei no restaurante do hotel e pedi nosso almoço. Não acordei Henrique para escolher seu prato, ele não tinha frescura, então comia de tudo. Com os pedidos feito, o restaurante falou quanto era e me pediu para esperar, pois levaria no quarto. Desliguei o telefone então e acordei Henrique para já esperar a comida chegar. Depois de meia hora mais ou menos, bateram na porta. Com um pouco de dificuldade, levantei enquanto Rique assistia televisão. Me dirigi até a porta e a abri, vendo que era Vitor, com a nossa comida. Com a sua beleza, até que me esquecia um pouco que minha barriga latejava de tanto doer. Ainda na porta, peguei um prato e me virei para entrar, mas ele me parou.
- Senhora, esse é o meu trabalho! - Vitor me falou sorrindo. 
- Você carrega as malas, traz a refeição, o que mais?! - Falei, parecendo meio grossa, mas não foi intencionalmente. 
- Pois é, sou ancora desse hotel. Falando em hotel, está gostando dos nossos serviços? - Ele perguntou tirando o prato de minha mão e colocando em seu carrinho. 
- Muito bom o hotel e a ancora dele, heim? - Deixei escapar, mas ele levou na brincadeira. 
- Que bom que está gostando. - Ele disse. 
- Seus serviços são muito bons, isso que quis dizer, viu? - Falei para não mostrar que estava achando ele um funcionário extremamente pegável. ''Nossa Laura, já estava assim? As vezes era por carência mesmo'', pensei. 
- Tudo bem senhora, eu entendi. - Ele respondeu me encarando. 
- Não precisa me chamar de senhora, estou elogiando seu hotel. - Falei rindo. 
- Mas te chamo de senhora por educação, isso não é uma ofensa! - Ele disse novamente, levando na brincadeira, ainda bem, pois eu também estava.
- Lógico que não é uma ofensa, falei isso porque sou muito nova ainda! - Falei rindo, com a mão na barriga, pois a dor continuava ali. 
- Me desculpe, como é seu nome então? 
- Laura! O seu é Vitor, né? - Falei.
- Correto! - Ele disse. 
- Então fechou... 
- Claro, senhorita Laura! Agora deixa eu colocar seu almoço no seu quarto, se não vai esfriar. - Ele pediu, e eu abri caminho para ele passar. 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Capitulo cento e trinta e oito.

Ajeitei as malas no carro e nos ajeitei dentro dele também. Liguei o carro e saímos, demos tchau e fomos embora. Procurei o hotel pela cidade e logo o encontrei. Estacionei ali na frente dele e nós três descemos, a bebe na barriga, claro. Olhei para o hotel e gostei bastante, era bem bonito e chique, pelo menos a sua aparência mostrava isso. Entramos na recepção e deixei Henrique sentado em um dos diversos sofás que havia ali, enquanto isso fui até o balcão, aonde dei meus dados e começaram a fazer nossa ficha para nos hospedarmos ali. Peguei meu dinheiro dentro da bolsa e paguei 10 diárias, para me garantir ali por 10 dias. Com tudo certo, olhei para garantir que Henrique estava ali me esperando, por ele ser quieto, sabia que não precisava checar, porém o procurei de longe, forcei a vista pois estava precisando mandar fazer um óculos, porque enxergar direito estava sendo difícil. Mesmo com todo o esforço feito por mim, não localizei Henrique. Fiquei desesperada. Corri como pude, minha barriga atrapalhava, mas eu fazia todas as forças do mundo. Procurei por perto do elevador, atrás do balcão do bar que estava sem nenhum funcionário e até lá fora perto do carro. Sem sucesso nenhum, perguntei aos funcionários se eles haviam o visto, porém ninguém tinha visto nada. Entrei em desespero, confesso que fiquei bem nervosa, queria me ''matar'' por não ser tão desnaturada, minha consciência pesava a cada segundo que se passava. Pensei em ligar para o Luan, mas Henrique era meu filho, então eu tinha que saber aonde ele estava. Acordei do transe e continuei procurando, fiz um escândalo e todos ali se envolveram no meu desespero. Muitos me ajudaram a procurar ele, outros sugeriram em ligar para a polícia, mas eu tinha a fé que o encontraria e que não precisaria de autoridades. Sai do hotel e entrei no carro, fui ver se o encontrava pelas ruas próximas dali, mas não precisou, quando abri a porta dei de cara com Henrique no banco de trás, deitado. Respirei aliviada e ja gritei para todos que estavam ali que ele estava no carro. Puxei ele para fora, ainda nervosa e o abracei muito forte. 
- Henrique, eu revirei esse hotel todo te procurando! Como você me faz isso? Nunca mais sai de perto de mim, eu tive tanto esforço para te dar a vida, ai você simplesmente some? Eu nunca iria me perdoar meu amor, eu te amo! - Falei e ele me deu um beijo no rosto.
- Calma mamãe, eu ja sou hominho! Nunca vou deixar você e a Brendinha... - Ele disse todo bonitinho. Fiquei um tempo ali com ele e logo entramos no hotel novamente. 
- Não disse que iria o encontrar? - Eu falei para todos que ali estavam. 
- Aonde ele estava moça? - O segurança do hotel me perguntou. 
- Estava no carro, deitado no banco. Estava com sono e entrou lá. - Falei sorrindo. E peguei a chave do quarto no balcão. O gerente do hotel pediu para que um funcionário nos acompanhasse com as malas. 
- Senhora, o Vitor já está no elevador esperando vocês com as malas. - O gerente me informou, pois eu esperava ali. 
- Ah sim, qual é o elevador? - Perguntei.
- O ultimo, senhora. - Ele falou apontando. Nos dirigimos até o elevador então. Deixei Henrique entrar primeiro e logo depois entrei com um pouco de esforço, devia a minha enorme barriga que não me canso de dizer o quanto estava enorme. Assim que olhei para o tal de Vitor para cumprimentá-lo, fiquei animada. Ele era bonito, um pouco forte e loiro. O olhei fixamente e sorri. Ele retribuiu, talvez por educação, até porque ele nunca se interessaria por mim, até porque não sabia nem meu nome. Enfim, o elevador se abriu quando chegou no andar do nosso quarto. Ele fez sinal com a cabeça para que eu e Henrique saíssemos primeiro. Fizemos isso então e fomos caminhando pelo corredor em busca do nosos quarto. 
- É esse aqui, senhora. - Ele disse com uma voz média e na porta do nosso quarto. Sorri e esperei ele abrir a porta e instalar as nossas coisas.  

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Capitulo cento e trinta e sete.

Parei de drama e engoli o choro mais uma vez. Procurei por ali um par de brincos, encontrei um simples de uma bolinha, coloquei aquele mesmo e arrumei tudo ali. Abri o armário e peguei minhas roupas. Apenas algumas, não iria morar no hotel, depois eu voltava aqui e pegava o resto. Peguei alguns sapatos, os basicos e peguei as roupinhas de Henrique, que por ele ser pequeno usava mais. Sempre sujava com tudo, então peguei a mais. Alguns sapatos também e outras coisas nossas. Coloquei numa mala de Luan, que ele havia comprado quando foi para o exterior. Era gigante, cabia até eu se bobiasse, mas acho que não fecharia devido minha barriga enorme. Sem brincadeira, peguei o que faltava e fechei a mala. Olhei para trás e notei que Luan ainda dormia. Então sai do quarto empurrando a mala e fechei a porta. Depois passei no quarto de Marizete, abri a porta com todo p cuidado do universo, pois ainda era cedo e os pais de Luan podiam estar dormindo. Abri a porta e vi que só estava Henrique ali. Acordei ele e aproveitei que ninguém estava no quarto e dei banho nele. O deixei prontinho e nós dois descemos. Fomos direto para a cozinha e lá encontramos os pais de Luan. Eles estavam preparando o café, demos bom dia para eles e nos sentamos. Falei que iríamos embora e eles entenderam. Ficaram sim tristes, porém respeitavam nossa decisão. Henrique adorou a ideia, pois como qualquer criança, se encantava com coisas novas. Mas ele não entendia muito bem o porque de estarmos indo morar em outro lugar, mas era melhor assim. Comemos e fui atrás das chaves do meu carro e logo as encontrei. Peguei a mala e Henrique deu tchau para o vovô e para a vovó que ele tanto amava. Me despedi também e agradeci muito a eles.
- Obrigada viu? Vocês fizeram muito para mim durante esse tempo, não só para mim, mas também para o Rique e para a Brenda. Obrigada mesmo. - Falei a eles que me abraçaram.
- Gostamos muito de você Laura, não queremos perder contato. - Amarildo falou. 
- Lógico que não vão perder. Vamos visitar vocês sempre. - Falei sorrindo.
- Aonde vocês vão ficar? - Mari perguntou.  
- Em algum hotel, to em dúvida entre dois, mas acho que vou ficar no que é mais próximo da cidade. - Respondi colocando uma jaquetinha por cima do macaquinho. 
- Ok... E o Luan? Não vai se despedir dele? - Ela perguntou. 
- Não... Não vou conseguir. O destino vai fazer a gente se acertar, se for pra ter acertos. Eu cansei de bater na mesma tecla, agora o destino que digite tudo. - Falei. 
- Você tem razão... Mas deixa ele informado de tudo, essa criança que você está esperando é dele. - O Amarildo me lembrou. 
- Sim, vou mater todos vocês informados de tudo, trarei Henrique para ver todos vocês e assim que eu arrumar uma casa para morarmos vocês vão todos nos visitar. Não vou me mudar de Londrina, sei que a amizade que conquistei de vocês vai ser eternizada. Não é porque terminei com Luan que vou me desligar daquilo que para mim é importante demais. - Falei sorrindo e os abraçando.
- Se cuida ta? - A Mari me pediu. 
- Vou me cuidar, com toda a certeza. Cuidarei de nós 3 ao mesmo tempo. - Falei colocando a mão em minha barriga. 
- E a bebe, quando nasce? - O pai de Luan perguntou.
- Vou ir no médico essa semana, fazer a penultima ultrassom, é uma a cada mes né? Então falta apenas duas! Ele vai me indicar alguns anestesistas e tudo mais. Ai vamos marcar o parto, é um médico muito bom. - Falei. 
- Ah que ótimo, quando você for ao médico me da uma ligada, quero ir também se não for muito invasivo. - Mari falou.
- Claro que vai, faço questão. Você é como uma mãe para mim, Mari. - Falei. 
- E você é como uma filha. - Ela respondeu.
- Bom, preciso ir. Qualquer coisa eu ligo para vocês, fiquem tranquilos. 
- Assim que vocês chegarem no hotel, me liga. - Amarildo falou.
- Tudo bem, ligarei. 
- Não esquece Laurinha, queremos saber se vocês estão bem, essas coisas. 
- Estaremos bem, mais uma vez peço que não fiquem preocupados. Obrigada por me fazerem sintir tão amada, obrigada de verdade. - Falei.
- Nós que agradecemos. E quando o Luan acordar, o que falamos para ele? - A Marizete perguntou. 
- Ah, diz que fomos para um hotel, fala que se ele quiser conversar, fazemos isso quando eu voltar para pegar as outras coisas. Diz pra ele que de jeito nenhum vou deixá-lo sem noticias e que é para ele não ficar me culpando por tudo ter acabado assim, e muito menos é para ele ficar se culpando também. O destino quis assim, do mesmo jeito que ele nos fez ficar junto, ele também nos separou. Eu o amo, ele será sempre o pai que eu nunca pude dar para Henrique, e para a Brenda ele também será o melhor de todos. Diz pra ele também que essa semana tem ultrassom, se ele quiser ir, e eu faço questão que ele vá, é só ele me ligar, preciso confirmar o horário, mas pede para ele me ligar e eu digo para ele horário e data. Sobre as outras coisas conversamos depois, fala isso para ele. To explodindo de dor de cabeça, não quero me estressar de novo. Então é isso, tchau viu? Isso não é de jeito nenhum uma despedida, e sim um até logo. - Falei e abracei todos. Henrique também. 



MEUS AMORES QUE AINDA NÃO ME ABANDONARAM, TO EM PROVAS, ENTÃO É COMPLICADO, PORÉM VIM DO JEITO QUE PUDE, TEM QUE SER PELO CELULAR, PORQUE NO MEU PC O BLOGGER NÃO FUNCIONA. QUASE DEPOIS DE UMA SEMANA, ME DESCULPEM PELA DEMORA. :( 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Capitulo cento e trinta e seis.

- Olha não to entendendo. - Luan disse batendo sua mão na cômoda que havia ali, bravo.
- O que Luan? - Perguntei.
- Você ta fugindo de mim, certo? 
- Não, não estou fugindo não. Se eu tivesss fugindo nem aqui estaria mais Luan. - Falei.
- Ué, mas ta querendo se mudar pra um hotel... - Luan disse.
- Eu ja te disse o porque. - Falei.
- Mas eu nunca vou entender isso Laura. Faz quanto tempo que já moramos praticamente juntos? Você nunca mais voltou para Curitiba, nem para nenhum outro lugar. Porque? Porque a gente se ama, certo? Não tem justificativa isso que você quer fazer, seria a mesma coisa que dar tempo e eu detesto essa palavra. Quem da tempo é relógio Laura e eu não quero ser relógio nessa vida. - Luan disse ainda não compreendendo meus motivos de me afastar um pouco. Será que eu teria mesmo que escrever numa folha que não concordava com algumas atitudes dele? Pensei em gritar para ele que ultimamente ele não estava me fazendo feliz e sim muito triste, porém não era de lavar roupa suja com Luan, ele sempre me mostrou essa forma de pensar, como se aquela frase ''quem vive de passado é museu'' fosse feita para ele, pois era assim. Luan é muito bola pra frente, talvez isso seja um resultado positivo em consequência de tanto lutar pelos seus sonhos. Ele caiu bastante, porém se erguia a cada vez que se encontrava no chão. Se a gente se ama não tem porque ficar com graça. Eu confesso que invejo isso nele, porque queria ter essa posição, de ficar sim magoada, mas absorver apenas as coisas boas e tentar tirar proveito delas ao máximo. 
- Luan, por favor. - Falei muito calma, essa era a principal regra para sobreviver ao lado de Luan, muita calma e primeiramente muito amor.
- Você ainda me ama? - Ele me perguntou, muito fixo no olhar que cismava em seguir apenas uma direção, meus olhos.
- Eu não acredito que você está me perguntando isso! - Falei.
- Ué, e eu não consigo engolir isso que você está fazendo, Laura. - Ele dizia.
- O que eu to fazendo? - Perguntei e ele soltou uma risadinha, ironicamente, claro.
- Me fazendo de trouxa? - Luan perguntou meio que afirmando.
- Eu? Luan, você só pode estar brincando. Quanto te pagaram para você falar isso para mim? Porque o único erradinho dessa história aqui é você! Isso é apenas consequência das coisas que você apronta. - Acabei falando isso.
- Você ta falando da guria lá? - Ele me perguntou e eu seriamente afirmei que sim com a cabeça. Luan ficou bravo, com certeza era por eu ter repetido aquele assunto. Ele bateu a mão na parede e em seguida colocou sua cabeça encostada aonde havia batido. 
- Laura, você vai bater na mesma tecla sempre? Mais que porra! - Luan gritou.
- Para de gritar, seu louco! Ta todo mundo dormindo. - Falei.
- Sério que você se importa? - Luan disse todo irônico, eu nem respondi, apenas fiquei o olhando.
- Se importasse tanto para você não iria embora. - Luan disse baixo, querendo briga.
- Luan, eu to passando tão mal esses dias. Se você soubesse não agiria assim. Se você pudesse entrar dentro da minha cabeça e ver o quanto ela dói de nervoso, eu nem precisaria tomar essa atitude de ir embora, você mesmo que iria me mandar para um lugar bem longe. Se você soubesse o quanto eu ando estressada com esses assuntos... Casamento, minha irmã, a bebe, a nossa briga... - Falei me queixando. 
- Eu to te atrapalhando? - Luan perguntou.
- Não, os problemas estão. 
- Deixa eu te ajudar...
- Mas Luan, você acaba me estressando mais. Somos tão diferente, isso nos une, porém nos detona também. 
- Eu tento te entender ao máximo, mas desculpa, isso de ir morar longe pra mim não vira. - Luan falou.
- É, tem razão.
- Sério? - Luan perguntou.
- Não, porém você quer assim. Deixa quieto essa história de amar. E um dia eu achei que isso daria certo. Nunca vai dar e se der, minha cabeça vai explodir. - Falei. 
- Eu não quero te deixar mal. Você pode ir, porém você ta esperando uma filha minha. - Luan disse, tentando mostrar que não estava nem ai para mim. 
- Ta bom Luan, agora que ta amanhecendo vou dormir um pouco. Quando for um pouco mais tarde eu vou procurar um lugar para mim. Um apartamento fica bem mais em conta que hotel, já que é pra sempre né? - Falei sorrindo bem torto.
- O pra sempre sempre acaba! - Luan disse e sem querer deixou uma lágrima cair do seu rosto. 
- Droga. - Falei segurando as minhas fortemente. 
- Boa noite. - Luan disse com cara feia e entrou no banheiro. Peguei então rapidamente minhas coisas de cama e desci para não ter que encontrar Luan pelo menos pela aquela hora. Era difícil demais fingir que não estava nem ai, eu via também o quanto Luan também sofria com isso. Ajeitei minhas coisas no sofá e coloquei meu celular par despertar as08:00 e capotei. Feito assim, meu celular tocou no horário que eu havia programado. Me levantei e subi no quarto de Luan com ''passos de algodão'' para não acordar o dono dele. Tomei banho, peguei um macaquinho que era especialmente para gestantes e o vesti. Era a primeira vez que colocava e havia adorado o resultado. No espelho, mesmo com apenas a iluminação do sol que vinha das frestas da janela, consegui me olhar e ver como minha barriga estava bonita, grande e saudável. Quis tirar uma foto daquele momento para mostrar para as fãs de Luan, mas a escuridão não deixava e também agora não fazia nenhum sentido. Se Luan contar que terminamos, elas vão me odiar, mas eu sempre levaria cada uma delas em meu coração, como uma lembrança dele.