- Vai dar tudo certo!
- Luan, eu não quero fazer normal, vai doer muito. Eu não quero. - Eu dizia ainda assustada. Tudo aconteceu muito rápido.
- Amor, vai dar tudo certo, confia! - Ele disse. Minha preocupação era tanto que até não havia ligado de Luan me chamar de amor.
- Você vai lá comigo? - Perguntei.
- Eu vou, eu vou com estar lá com você.
- Fico mais aliviada.
- Fica? - Luan perguntou sorrindo, mas não deu tempo de responder, a minha médica chegou me puxando, com toca, luva e avental. Luan corria atrás, mas o barraram, não deixando ele entrar na sala aonde ocorreria o parto. Ele discutiu, brigou, mas ninguém deixou ele entrar, alegando que a sala era pequena. Meu desespero aumentou ainda mais, pensei comigo mesma que estaria sozinha novamente no momento mais importante da minha vida. Antes deles começarem, localizei uma janela que dava para o corredor do hospital e vi que Luan estava ali observando tudo com lágrimas nos olhos. Dei o maior sorriso que consegui e ao sentir uma dor ainda maior, me toquei que era minha filha querendo nascer. Obedeci os chamados de todos que estavam ali trabalhando para que meu parto ocorresse tudo bem e fiz a maior força que consegui. Depois de muito esforço, senti um alívio ao escutar aquele choro que me fazia chorar mais ainda. Apenas queria ver minha tão sonhada filha, uma menininha para alegrar ainda mais a vida que Henrique já me alegrava. A peguei no colo e senti a melhor sensação do mundo. Foi uma coisa indescrítivel, absolutamente arrepiadora. Uma das infermeiras tirou Brenda do meu colo e a levou para limpá-la e tudo mais, então me lembrei de olhar Luan na janela, que falava no telefone eufórico. Sorri e depois fiquei prestando atenção na conversa dos enfermeiros que ali estavam junto com minha médica e outro doutor.
- Vou olhar a bebê, talvez já dê alta para ela hoje mesmo. - O médico comentou.
- Doutor Rodrigo, lembrando que ela precisa de um cuidado especial. Ela teve o filho com 7 meses. Isso não é raro, porém o bebe tinha ainda 2 meses para se formar. - Minha médica por sua vez, respondeu. E eu, só prestava atenção.
- 7 meses? Aonde isso? Esse bebe tinha 9! - Ele respondeu e eu ali no meu lugar tive um espanto.
- Não é possível, fizemos o exame e ela esta de 7! - Minha médica insistia.
- Me desculpe, mas então a senhora cometeu um engano. Essa moça estava de 9 meses. Fiz os exames antes do bebe nascer, eu até os mostro à senhora.
- Não acredito que cometi esse erro! Me mostre esses exames. - Ela pediu e o Dr. Então mostrou. A médica analisou, leu e viu umas imagens. Concordando que eu estava de 9 meses. Ao perceber que eu estava olhando, ela veio conversar comigo e pediu desculpas, dizendo que aquilo nunca havia acontecido com ela. No momento fiquei brava, triste pela falta de profissionalismo. Todos erram, mas um filho é uma coisa muito séria, se trata de uma vida. Eu tive que fazer o parto natural devido essa falta de profissionalismo. Mas tudo estava bem, a desculpei e disse que aquilo era apenas um detalhe, o que importava era a saúde de minha filha, que todos os profissionais da saúde que estavam ali me garantiram que ela tinha. Mais aliviada, me levaram para um quarto, aonde tomei banho, me arrumei e logo depois me deitei para descansar. Dormi um pouco, mas logo acordei com a enfermeira me chamando, havia visita.
continuaaa
ResponderExcluir