segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Capitulo cinquenta e 9.

Os policiais nos levaram até o hospital mais próximo, que era em uma cidade que eu não sabia o nome muito bem. Henrique foi examinado e viram que com ele não havia acontecido nada. Não tinham muita estrutura ali, então pedi para cuidarem de Henrique primeiro. Funcionários dali acalmaram Henrique e depois fizeram os curativos em minha cabeça. Tentei levantar mas vi que havia torcido meu pé, não havia entendido como, mas eu havia torcido. Fiquei ali pensando e vi que logo meu celular tocou. Era o Luan.
- Oi Luan.
- Oi amor, a Bruna me avisou do que aconteceu, eu e meus pais estamos loucos querendo noticia, vi que você me ligou mais tava tomando banho para receber vocês aqui todo cheiroso e acontece isso, aonde vocês tão? Tão protegidos?
- Estamos em hospital Luan, minha cabeça ta girando, o Henrique ta aqui comigo, eu acho que ele responde melhor as coisas do que eu nesse momento... Vou passar pra secretária aqui... - Passei para ela que explicou certinho o caminho. Depois de uma hora mais ou menos vi Felipe passar por aquela porta, achei que estava tonta mas não, ele estava realmente ali.
- Oi, como vocês estão? - Ele disse se agachando até Henrique.
- Estamos bem, obrigada. - Disse seca. Odiava fingir sentimentos então demostrei que ele pra mim já tinha ''morrido''
- Posso ajudar em alguma coisa? - Ele perguntou.
- Pode, claro que pode. Pode sim. Sabe como? Sumindo, pois você está estragando minha vida mais uma vez! - disse sem preocupação, ele perguntou e espero que realize esse meu pedido.
- Você é louca! Cade aquele seu amor infinito que te faz tão bem? Vai vim não? Cade? - Felipe dizia em tom de ironia, como sempre. Naquele momento vi Luan descer de seu carro preto, que ele apelidava carinhosamente de jabuticaba.
- Se você ta falando de mim, vai no banheiro e lave sua boca. Vim assim que soube. Agora sai daqui, você veio ver se Henrique estava bem, não é isso? Se é, agora vaza! Porque minha namorada tem dono! - Luan disse bravo.
- Olha só, ela é um objeto para ser dono? - Felipe mais uma vez usava a ironia para se defender.
- Olha rapaz, depende do ponto de vista. Ela não é usada por mim não! Mas a considero uma caixinha, caixinha é um objeto né? Uma caixa cheia de amor, carinho, docura, perfeição, gentileza, humildade. Coisas que você está longe de saber. É tanta covardia junto que prefiro nem continuar, vou tirar minha namorada daqui, e o Henrique, que infelizmente não me reconhece, mas eu queria que sim, viu? - Luan disse me ajudando a levantar da cadeira. Dei a mão para Henrique e fomos para o carro. Felipe foi atrás, eu vi e gritei.
- Para por favor! Sai da minha vida, Felipe! - Comecei a chorar. Luan me mandou entrar pedi para Henrique entrar primeiro. Observei Felipe e disse ''Por favor'' ele apenas afirmou que sim e foi embora.

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