segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Capitulo cinquenta e 9.

Os policiais nos levaram até o hospital mais próximo, que era em uma cidade que eu não sabia o nome muito bem. Henrique foi examinado e viram que com ele não havia acontecido nada. Não tinham muita estrutura ali, então pedi para cuidarem de Henrique primeiro. Funcionários dali acalmaram Henrique e depois fizeram os curativos em minha cabeça. Tentei levantar mas vi que havia torcido meu pé, não havia entendido como, mas eu havia torcido. Fiquei ali pensando e vi que logo meu celular tocou. Era o Luan.
- Oi Luan.
- Oi amor, a Bruna me avisou do que aconteceu, eu e meus pais estamos loucos querendo noticia, vi que você me ligou mais tava tomando banho para receber vocês aqui todo cheiroso e acontece isso, aonde vocês tão? Tão protegidos?
- Estamos em hospital Luan, minha cabeça ta girando, o Henrique ta aqui comigo, eu acho que ele responde melhor as coisas do que eu nesse momento... Vou passar pra secretária aqui... - Passei para ela que explicou certinho o caminho. Depois de uma hora mais ou menos vi Felipe passar por aquela porta, achei que estava tonta mas não, ele estava realmente ali.
- Oi, como vocês estão? - Ele disse se agachando até Henrique.
- Estamos bem, obrigada. - Disse seca. Odiava fingir sentimentos então demostrei que ele pra mim já tinha ''morrido''
- Posso ajudar em alguma coisa? - Ele perguntou.
- Pode, claro que pode. Pode sim. Sabe como? Sumindo, pois você está estragando minha vida mais uma vez! - disse sem preocupação, ele perguntou e espero que realize esse meu pedido.
- Você é louca! Cade aquele seu amor infinito que te faz tão bem? Vai vim não? Cade? - Felipe dizia em tom de ironia, como sempre. Naquele momento vi Luan descer de seu carro preto, que ele apelidava carinhosamente de jabuticaba.
- Se você ta falando de mim, vai no banheiro e lave sua boca. Vim assim que soube. Agora sai daqui, você veio ver se Henrique estava bem, não é isso? Se é, agora vaza! Porque minha namorada tem dono! - Luan disse bravo.
- Olha só, ela é um objeto para ser dono? - Felipe mais uma vez usava a ironia para se defender.
- Olha rapaz, depende do ponto de vista. Ela não é usada por mim não! Mas a considero uma caixinha, caixinha é um objeto né? Uma caixa cheia de amor, carinho, docura, perfeição, gentileza, humildade. Coisas que você está longe de saber. É tanta covardia junto que prefiro nem continuar, vou tirar minha namorada daqui, e o Henrique, que infelizmente não me reconhece, mas eu queria que sim, viu? - Luan disse me ajudando a levantar da cadeira. Dei a mão para Henrique e fomos para o carro. Felipe foi atrás, eu vi e gritei.
- Para por favor! Sai da minha vida, Felipe! - Comecei a chorar. Luan me mandou entrar pedi para Henrique entrar primeiro. Observei Felipe e disse ''Por favor'' ele apenas afirmou que sim e foi embora.

Capitulo cinquenta e oito.

Ninguém no mundo ia conseguir entender o desespero que se passava por mim, a não ser que estivesse no meu lugar. ''Acordei'' do susto e certifiquei que meu filho estava bem. Ele chorava sem saber o que havia acontecido. Qualquer um no meu lugar ficaria louco. Me soltei do cinto para ver se havia acontecido algo com ele. O soltei da cadeirinha também e o abracei.
- Henrique, cê ta bem filho? Desculpa a mamãe, eu vou ligar para o Luan, mas eu quero saber se você ta bem filho... - Ele afirmou que sim e parou de chorar. Henrique passou a mão em minha cabeça para me mostrar que estava sangrando bastante. Me desesperei mais ainda, queria sair com ele dali, mas a chuva só aumentava. Peguei meu telefone e liguei para Luan, ele não atendeu. Impressionante, quando eu mais precisava, menos oportunidade tinha. Liguei novamente e ele não atendeu. Olhei para Henrique novamente para ver se ele não havia mesmo se machucado. Suspirei aliviada ao ver que não. O deixei deitadinho no banco de trás e sai na chuva forte que havia ali. Fui ver via alguém passando pela a estrada, mas acho que não preciso dizer pela milésima vez que a chuva  estava forte e prejudicava a minha visão. Sem avistar nada voltei para o carro e meu filho me pediu para não sair mais do carro. Achei melhor mesmo. Graças a Deus não havia raios, o que é difícil  pois numa chuva dessas com certeza haveria. Tentei comunicar o Luan várias vezes, mas não deu certo. Lembrei que tinha o número da Bruna, que uma vez o Luan me passou, se eu precisasse falar com ela ou com seus pais. Disquei e por sorte ela atendeu.
- Bruna, pela mor! Acho que a ligação vai cair, aqui o sinal está ruim e está chovendo muito! Bruna... - Eu gritava.
- Oi Laura! O que houve? Estou com medo, o que houve?
- Bruninha, eu to no meio da estrada, eu bati o carro e aqui ta chovendo muito, não passa ninguém por aqui, ou eu não vejo, ta muito difícil... - Falava alto para ela me escutar.
- Ai Laura, que horror, fica calma! Não to em casa mas irei avisar minha mãe, porque de certo o Luan não está atendendo né? Laura, você ta bem?
- To com muita dor de cabeça, e ela ta sangrando... O Henrique ta aqui comigo, mas ele está bem, ele ta bem... - Peguei na mão dele.
- Calma, vou ligar pra minha mãe, calma amiga! - Ela desligou. Depois de alguns minutos vi que Bruna não retornou, mas não por culpa dela e sim por conta do sinal, que ali não existia mais. Mas quando a chuva acalmou o socorro veio de outra forma, policiais rodoviários bateu no vidro do carro que estava fechado. Eles pediram para que nós retirássemos nossos pertences dali. Peguei apenas minha bolsa e meu celular que estava em minha mão, Henrique também não pensou em muita coisa material, só pegou seu ursinho que mais adorava e sua fralda de pano que ele adorava colocar em sua boca. Entramos na viatura e questionei porque iria ficar dois policiais para trás. Eles me orientaram que dois deles ficariam ali para recepcionar o guincho. Pediram o número do meu celular e que quando o carro estivesse em uma oficina eles me ligariam. Não liguei para carro nenhum, apenas queria tomar um remédio para acabar com aquela dor.

capitulo cinquenta e sete

Escolhemos aquela camiseta e fomos para o caixa, compramos e ai sim fomos para nossa casa. Chegamos, tomamos um banho e Henrique logo dormiu. Liguei para Luan e ele atendeu rapidamente.
- Oi muié tava ansioso para falar ocm você como foi la com aquele mala amor? - Luan disse.
- Oi meu amor, chegamos agora em casa, Henrique ja dormiu. Ficamos uma hora e meia no máximo e depois fomos fazer compras para esfriar a cabeça amor...
- Entendi Laurinha, mas e como e Rique ta?
- Ele ta tranquilo, ele tem seriedade apenas dos seus poucos aninhos.
- Eu amo vocês. Viu?
- Também amamos você Lu, e como estão as coisas ai em Londrina?
- Estão boas, porque vocês não vêem para casa amanhã? Mesmo com a estrada... é rapidinho, vem de manhãzinha e a gente curte a tarde inteira...
- Vou pensar, vamos ver ta? - Eu disse.
- Vem sim, agora descansa que você deve ta cansada.
- To mesmo, beijos amor! Te amo.
- Te amo Laura! - Desligamos e eu fui dormir. Na manha seguinte acordei com Henrique me balançando.
- Mama o ''teleifone'' mama ''acoida''
- Oi filho, bom dia... - Peguei o telefone e atendi.
- Oi luan...
- Oi vida, tão vindo?
- Amor, acabei de acordar mas vamos sim... Pede pra sogra por água no feijão e prato na mesa porque estou chegando com um gulosinho! - Ri da minha fala.
- To feliz uai, rapaz! Até mais amorzinho! - luan falou e desligou. Troquei Henrique e depois me troquei. Antes de partir para Londrina peguei o presente do Luan e passamos no mercado, compramos algumas coisinhas e fomos. Henrique odiava ficar na cadeirinha de segurança, principalmente quando ia viajar, mas quando eu dizia ''Henriquezinho tamo chegando pra ver o tio Luan!'' ele se animava. Paramos no posto e comemos uma coisinha. Mandei uma mensagem para o Luan ''amor tamo no posto, jaja estamos ai, te amo'' e voltamos para a estrada. O que eu não esperava e morria de medo aconteceu, começou a chover, e bastante. Nunca havia dirigido com chuva em uma estrada, e sem experiência nenhuma resolvi parar o carro perto de umas cercas que certamente depois delas tinha uma fazenda. Infelizmente bati o carro nas cercas, que causou um impacto bem forte. Me desesperei.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Capitulo cinquenta e seis - Dia do passeio, quarta feira.

Acordei com meu celular despertando as 08:00. Tomei um banho e fui acordar meu filho, dei banho nele também e fomos até a cozinha comer algo. Conversei um pouco com Henrique e saímos de casa as 10:00. Chegamos ao local que era um shopping. Estacionei o carro no estacionamento e tirei Henrique da cadeirinha. Ele deu a mão para mim e juntos entramos no shopping. Felipe ligou para mim ontem para combinarmos o horário e o local. Sabendo tudo, aonde era para encontrar Felipe, fomos diretos para lá. Quando Felipe viu Henrique, ele ficou feliz, mas respeitou a adaptação dele, pois claro, não era fácil para Henrique e fiquei feliz por Felipe entender isso. Nós dois aproximamos dele e Felipe o cumprimentou.
- Oi filho... - Felipe disse mas Henrique não respondeu. Vi os olhos atentos e brilhantes de meu filho. Imaginei ou apenas tentei entender o que podia estar se passando na cabeçinha dele. Vi que o clima estava tenso então dei a idéia de tomar um sorvete. Fomos e Felipe quis pagar de Henrique, mas não deixei.
- Não, não precisar pagar nada. - Falei me orgulhando e lembrando de que nunca precisei do dinheiro dele para nada.
- Só estava querendo ajudar, Laura!
- Me ajudaria sumindo, Felipe. - Disse sorrindo ironicamente e me levantando para jogar meu sorvete fora. Esperei Henrique terminar o seu e fomos lavar as mãos. Felipe foi atras e sugeriu que levasse ele no banheiro, mas eu mesma entrei com ele. Lavamos as mãos e saímos. Andamos mais um pouco e eu e Henrique resolvemos ir embora.
- Estamos indo embora... Henrique, da tchau pro seu pai.
- Tchau, tio Fe...
- Não não, não é tio, é pai. - Felipe falou.
- Como se você ligasse para isso. - Eu disse, peguei na mão do meu filho e fomos embora. Entramos no carro e olhei no relógio do celular, ainda era 12:00 então fomos em algumas lojas para comprar alguns brinquedos para Rique. Depois fomos a uma loja de roupas, aonde fui comprar uma blusa para Luan. Henrique como sempre me ajudou a escolheu, mas perguntou uma coisinha.
- Mama ''peisete'' pro tio Luan? E pro tio Fe? - Ri.
- Porque eu o Luan me faz bem, mas você não vai entender amor! Você gostou do tio Fe então? - Ele afirmou que sim com uma camiseta laranja.

mores to postando agora a fic! DIA 28, mas essa coisa coisada ta bugada e fala que postei dia 25 :( vou pedir pra alguém arrumar. e desculpe por não postar ontem mas acho que ninguém estava muito no clima, apesar de eu não conhecer ninguém vitima daquele incêndio na boate, fico pensando em quem perdeu amigos, familiares e pessoas próximas, pois já perdi muita pessoa importante e sei como é a dor. Mas vamos rezar para Deus confortar todos! :(




capitulo cinquenta e cinco

- Luuuuuan! - Gritei ao ver meu celular me pedaços.
- Calma amor, calma!
- Como calma? Você detonou meu celular!
- Foi sem querer, desculpa! Eu bati a mão nele... - Ele disse enquanto Henrique dava gargalhadas.
- Ah Luan, poxa meu celular! - Deixei Henrique na banheira, enxuguei minhas mãos e peguei meu celular que nem ligava mais.
- Amor me desculpa, tenta arrumar ai que vou tirar o Henrique da banheira. - Ele pegou a toalha, tirou Henrique dali e o levou para o quarto. Quando cheguei lá Henrique ja estava todo trocado.
- Nossa, colocou até fralda e tudo... Parabéns! - Eu disse.
- Amor, detesto quebrar as coisas dos outros, me sinto culpado quando isso acontece. Quando eu era pequeno, quando quebrava algo da minha mãe eu chorava, não gosto mesmo.
- Luan, relaxa! Depois eu compro outro! Serio não precisa, foi só susto mesmo, mas da do ne. - Ri.
- Pois é Laurinha...
- Obrigada por ter trocado o Henrique, até fralda você colocou, parabéns! - Rimos.
- É, ele ta morrendo de sono olha a carinha dele, deixa ele dormir aqui no nosso meio hoje... - Luan falou e afirmei.
- Ok, vou lá tomar banho fica ai com ele rapas - Eu disse e tomei um banho demorado e gostoso. Depois Luan tomou o seu e quando ele voltou Henrique já havia dormido. Arrumamos a cama e dormimos também. No dia seguinte acordei com meu telefone tocando, olhei no relógio que tinha ali e vi que era 09:00. Xinguei mentalmente a pessoa, mas vi que era meu advogado.
- Oi! Me diz que o Felipe largou essa historia de querer conhecer o Henrique! Por favor!? - Atendi animada.
- Oi, bom dia! Então Laura, não foi bem assim... A advogada de Felipe nos procurou sim e Felipe quer sim ver Henrique. A Dra disse que falou com a assistente social e marcaram a visita para essa quarta feira agora. Somente você e Felipe com Henrique poderão estar presentes...
- Ai, não me diga... é uma pena acontecer isso, estava confiante que ele iria desistir, não sei nem o que fazer realmente. Mas não vou entregar os pontos viu? - Falei.
- Calma, é uma vez por semana... apenas! - Tentou me animar.
- É, vamos lá né? Deus ta vendo... - Conversamos mais um pouco e depois desligamos. Voltei para a cama e fiquei ali tentando dormir, mas não consegui. Levantei então e fui comer um pouco. Quando terminei fui olhar no relógio e vi que já se passavam das 11:00. Resolvi então chamar o Luan, que como sempre reclamou dizendo que ainda era ''madrugada''. Falei pro Luan que eu e Henrique teríamos que ir quarta e ele pediu para ir, informei que o advogado havia falado que não podia, então ele aquietou. Depois de um tempo Henrique acordou e resolvemos pedir comida em algum restaurante que entregasse em casa. Achamos um que o Luan sempre ia. Ele ficou com a tarefa de ligar e ligou. Não demorou muito para a comida chegar, comemos e ficamos como sempre de ''boa na lagoa'' em casa.  Nosso domingo foi passando assim, com várias brincadeiras e de noite o Luan foi para Londrina sozinho, para ter um tempo com sua família. Fiquei com Henrique, pois precisava ficar em Curitiba para o passeio nada legal com Felipe.



Amores, o blog ta doido! Falou que eu postei o 54 dia 21 mas postei ontem, to sendo pontual ta u_u


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

capitulo cinquenta e quatro

Luan deu uma idéia para que nós esfriássemos a cabeça. Ele optou em irmos no shopping, mas pensei que no sábado de noite haveria muitas pessoas presentes e geraria tumultos. Então decidimos ir em um restaurante mesmo. Tomamos banho e nos trocamos. Lindos e cheirosos, fomos com meu carro ao restaurante escolhido. Chegando lá havia um tano razoável de pessoas. Luan escolheu uma mesa dentro do restaurante e nos sentamos. Pedimos um prato bem conhecido e ficamos esperando a comida ficar pronta.
- Só saímos para comer. Vou virar uma bolotinha. - Eu disse rindo.
- Assim não vai entrar no vestido.
- Que vestido Luan? Ta doido.
- No do nosso casamento.
- Quando a gente for ver sobre isso eu faço um big regime a base somente de água. - Eu disse exagerando tudo.
- Você vai ser a noiva mais linda que já vimos, não é Henrique? - Ele apenas balançou a cabeça afirmando.
- Luan, para de subornar o menino para ele me deixar feliz, vai. - Ri.
- Pra te ver sorrir eu posso colorir o céu de outra cor. - Ele disse.
- Amo quando você me mima dizendo essas frases lindas, eu babo Luan! - Disse sorrindo. Paramos de conversar e atacamos a comida. Luan apenas se fazia de chique, pois na verdade era o mais caipira de todos, mas o meu caipira e de todas as luanetes, claro. Comemos e conversamos ali. Henrique quis um sorvete, ele escolheu o que queria e voltamos a nos sentar na mesa. Luan piscou para mim, resolvi falar com Henrique.
- Filhote, você é tão novinho mas deixa eu te contar, seu papai tinha ido viajar, mas ele voltou, quer ir conhecer ele? Bom você não vai entender nada, olha a sua idade ne filho? Mas você vai conhecer seu pai. - Eu disse.
- Bom vamos embora pra casa? - Luan disse, pagamos a conta e voltamos para o apartamento. No caminho para a casa o Luan brincou com Henrique, enquanto eu voltava dirigindo.
- Eai moleque, quando você conhecer seu pai, você ainda vai gostar do tio aqui? - Disse rindo.
- Luan, para de encher o menino! Claro que ele vai gostar de você ainda, não tem nada a ver. - Falei.
- To brincando amor, ele que não goste para ele ver! - Rimos. Henrique não respondia nada, ele apenas observava o movimento na rua pela sua janela. Quando chegamos paramos nós 3 para falar com o porteiro e pedir as correspondências. Alguns moradores do prédio viram o Luan ali e foram pedir fotos e tudo mais. Eu e Henrique esperamos o Luan atender todos e Subimos para o nosso apartamento. Aproveitei para dar banho no Henrique, deixei ele na banheirinha que ele adorava e peguei meu celular, tirei uma foto dele e postei no twitter. ''meu obeso tomando banho depois de um dia de brincadeiras e uma noite linda!'' postei e larguei meu celular na pia e voltei a dar banho em Henrique. O Luan apareceu no banheiro, e infelizmente conseguiu derrubar meu celular no chão.


capitulo cinquenta e tres

Depois do almoço pronto, chamei eles e nós três comemos juntos, mas dessa vez foi Luan quem deu comida para Henrique. Eles se amavam, mas um sentia ciumes do outro também. Henrique era muito pequeno, mimado pelo Luan que depois do almoço até desceu na portaria para comprar sorvete para ele e Rique. Eu fiquei arrumando a louça e depois fui tomar um banho. Os dois demoraram lá embaixo, e só voltaram quando eu havia acabado de desligar o chuveiro. Me troquei e fui tirei uma foto para por no twitter. ''Essa sou eu abandonada em casa por dois meninos chamados Henrique e Luan, conhecem?'' Muitas pessoas retuitaram a foto, e tararará. Agradeci aos comentários e logo vi que os dois haviam chegado. ''Bom amores, eles voltaram para me amar, beijos para todos e obrigada pelos comentários bons e positivos sobre mim!'' tuitei isso e me desconectei. Logo depois eles entraram no quarto e pularam em cima de mim. Nós 3 nos jogamos na cama e ficamos brincando, como sempre. Parecia que quando eu e Luan estávamos reunidos com Henrique, tudo não parecia ser sério e sim pura diversão. A gente era sim um pouco responsável, mas aquilo tudo sumia e parecia nem existir quando Henrique chegava. Sim, era como se nosso lado criança surgisse do nada. Eu tenho apenas 23 anos, e Luan 24, mas parecia que nós tínhamos 10, no máximo. Brincamos até no meio da tarde, até que resolvemos parar e conversar sério.
- Amor, tem show hoje não? - Perguntei a Luan.
- Cê sabe que eu achei estranho muié? Sábado sempre tem show...
- Mas não tem?
- Não Laurinha...
- Bom pra gente curtir!
- É amor, mas eu quero conversar com você, minha princesinha...
- Eu até imagino o assunto, Felipe. Mas espera o Henrique dormir. - Luan concordou e sorriu para Rique que estava deitado em minha cama. Voltamos a brincar, mas Luan deu outra ideia, assistir um dvd. Eles acabaram escolhendo um ai, e colocaram. Assistimos e paramos assim que vimos que Henrique havia pegado no sono. Luan me puxou para a sala.
- Não deu pra gente conversar muito bem aqueles dia da conciliação, tava na turnê e ontem que voltei e tava cansado. Mas eu quero conversar hoje. Me diz...
- Sobre o que?
- Sobre o Felipe, o que ele falou, fez, como que ta a situação agora?
- Ah Luan, ele se faz de arrependido, que mudou e ex preso também pode amar o filho. Essas coisas.
- Complicado né amor? Quando marcaram para o Henrique ver o pai dele?
- Ainda ninguém disse nada. A advogada dele vai entrar em contato com a nossa...
- Ah ta amor... E o Henrique já sabe que o Felipe é pai dele?
- Não Luan, não contei.
- Você é louca? Tem que contar, e rápido! Se não vai ser pior a situação. - Luan disse bravo por eu não ter contado ainda.
- Luan, tu acha que é fácil né? Só a sua vida que é fácil, pois a minha não é. - Desabafei. Ele não respondeu, apenas ignorou e saiu da sala, indo para o quarto. Fui atrás dele.
- Luan você acha que pode me ignorar desse jeito? Lembrete: Sou sua namorada. - Disse chateada por ele ter me ignorado.
- Aé, então deixa eu te fazer um ''lembrete'' também, eu não to falando as coisas para você por mal, e sim porque eu me preocupo com vocês. Ai eu quero ajudar e você ainda joga pra cima de mim? - Luan disse bravo.
- Luan, entende que pra mim não ta sendo fácil!
- Eu nunca te disse que estava sendo. Admiro sua força e sua coragem de lutar sozinha, sem sua mãe e sem seu pai do lado. Cada um mora em um lugar, você pouco os vê e mesmo assim nunca abaixou a cabeça para nada. Tem 23 anos e a dois cuida de um filho, sozinha. Nunca precisou de ninguém, só agora que você usa uma ''mesada'' que seu pai te da, pois você não está mais trabalhando, trancou sua faculdade, tudo isso para proteger a pessoa que você mais ama, seu filho. Acredite, nunca te achei fraca. - Comecei a chorar ouvindo as palavras de Luan, realmente era aquilo.
- Esqueceu de dizer que amo você.
- Isso é difícil? Me amar é difícil?
- Não Luan, se apaixonar por você é muito fácil, suas qualidades são encantadoras, mas amar na intensidade que te amo é para poucos.
- Eu te amo muito Laura, eu quero te proteger, mas acho que você não precisa da minha proteção, as vezes você parece mais forte que eu. O mundo é seu! - Luan disse me abraçando.
- Posso não precisar da sua proteção, mas preciso do seu amor. Me desculpe, acho que sou bipolar. Estava rindo com você até agora, mas já me encontro chorando. - Eu disse o abraçando mais forte.
- Eu quero que você saiba, que eu to com você para tudo, pode ser que você não precise, mas eu estou aqui para tudo. Eu quero sempre te ajudar com Henrique, mesmo você as vezes me dizendo que essa não é minha obrigação. Quero o melhor para vocês dois. Vocês são a minha família também, eu to aqui, mesmo quando tudo parecer impossível.- Luan disse.
- Eu amo você, Luan. - Roubei um beijo dele.
- Assim que Henrique acordar, contarei para ele. Pensando bem é o melhor. - Eu falei.
- Ele merece saber disso amor, você fará o certo. - Encerramos a convers por ali.




capitulo cinquenta e dois

No final da tarde fomos embora da minha mãe, foi apenas uma visita breve para ela matar a saudades de Henrique, e também de mim. Quando chegamos encontramos uma surpresa maravilhosa sentada no sofá de casa: Luan, com seus olhos brilhantes, era incrível como naquele momento podia ver ele sorrir com os olhos. Assim que bati a porta, ele saltou do sofá e correu em minha direção para nos abraçar. Ele primeiro me abraçou e me beijou rapidamente, pois Henrique não gostava muito. Depois ele pegou Henrique no colo.
- Trouxe pizza para nóis! - Ele disse pegando as caixas.
- 3 caixas Luan? Poxa vida. - Eu disse rindo.
- To com fome, cheguei faz uma hora de viagem, não encontrei ninguém aqui e fui na pizzaria comprar. 
- Uai, comesse esperando a gente, Luan!
- Uai, comer no chão? Fiquei ali fora com a pizza na mão sentado na mureta do prédio menina! - Ele riu.
- Podia ter me ligado. 
- Te liguei Laura, mas acho que seu celular estava desligado.
- Ta Luan, devia estar sem sinal, fui na minha mãe... Ai na estrada não pega. Desculpa por te fazer esperar, vamos comer né? Também estamos morrendo de fome! - Fomos até a cozinha e comemos muito, como dizia o Luan ''como se não houvesse amanhã'' enquanto eu lavava a louça, o Luan foi dar banho no Henrique e o colocou em seu quartinho, pronto para dormir. Quando acabei tudo na cozinha fui para o quarto do Henrique e vi que ele estava dormindo. Apaguei a luz e liguei o abajur. Fui para meu quarto e vi que o Luan também estava pegando no sono, o balancei e fiquei olhando para ele, que logo levantou e me beijou. Ficamos ali nos amando até que fomos dormir. No dia seguinte acordei um pouco cedo, arrumei algumas coisas em casa e fiz um café que fazia tempos que não fazia. Depois de tudo pronto, chamei o Luan, não liguei para o horário, pois eu o queria ali comigo, de manhã. Ele não gostou muito da ideia e questionou porque Henrique podia dormir até a hora do almoço e ele não.
- Luan, ele é criança né?.
- Mas eu também quero ser. - Disse ele sentado na cama mas logo levantando e indo a cozinha.
- Luan, você ta muito morto, para sério, anima ai.
- Hoje é que dia?
- Sábado.
- Porra Laura, em pleno sábado me acordou as seis da manhã? Tu é louca?
- Luan, são dez horas da manhã!
- De madrugada ainda.
- Tchau Luan, volta a dormir vai.
- Não, vou tomar café contigo. - Ele se sentou na mesa e esperou que eu o servisse. Coloquei um pouco de café para ele que agradeceu e pegou umas bolachas para comer. Ele ficou pensativo e do nada levantou e me puxou com ele.
- Luan, aonde vai? - Perguntei rindo, vai que ele era sonambulo e eu não fui comunicada.
- Assistir desenho mô. - Achei fofo e fiquei assistindo com ele, até que pegamos no sono naquela manhã. Acordei com a baba me ligando, corri e atendi.
- Alo?
- Oi dona Laura, queria saber se a senhora não pode me dispensar hoje, preciso fazer uns negócios em casa...
- Ah que isso, pode ficar por ai sim, aqui ta tudo em ordem, o Luan ta aqui também, ele cuida da gente. - Ri.
- Tudo bem então Laura, obrigada viu...
- Magina.. - Desligamos. Voltei para a sala e vi Henrique chegar aos poucos em mim e no Luan. Henrique ficava nos olhando estranho.
- Mama, pq vc ta deitada no colo do tio luan? - Ele perguntou encucado.
- Você ta mocinho já né bebe, deixa eu te contar! Eu e sua mamãe estamos namorando! - Luan falou.
- Ta bom. - Henrique apenas disse isso e ficou deitado com a gente. Mas logo levantei para fazer um almoço para aqueles dois.


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Capitulo cinquenta e um.

Depois fui dormir, minha cabeça estava definitivamente ´´cansada´´. Acordei apenas no dia seguinte já na hora do almoço. Levantei e vi que Henrique estava na cozinha com sua baba.
- Olá, bom dia para vocês! - disse aos dois.
- Boa tarde né dona? São 12:30 já. Estou arrumando o almoço, sei que você prefere fazer o almoço, mas te deixei descansar menina, acho que você precisava, chegou tarde ontem a noite. - Ela disse.
- Pois é, me desculpe. Você foi embora super tarde, e ainda veio hoje trabalhar! Hoje é sábado, termina o almoço e vai descansar, você tem família, e da conta de tudo! Eu fico perdida só com esse molecão ai. - Ri, brincando.
- Magina, esse é meu trabalho, mas se a senhora não se incomodar mesmo, irei aceitar a ´´folga´´ pois estou precisando dar uma ajeitadinha nas coisas lá de casa... - Ela disse desligando a panela de arroz e aumentando a temperatura do frango que estava no forno. Sorri e fui para a sala assistir televisão. Henrique veio atrás de mim e sentou no meu colo.
- mama cade o tio luan?
- filho, ta com saudades dele é? a mamãe ta, morrendo! e você?
- uhum - ele apenas disse.
- Vou ligar para ele filho... - Peguei o telefone e liguei para Luan, que não me atendeu. Resolvi não ficar tentando, assim que ele visse a ligação perdida, ele ligaria de volta, esperava. Depois de alguns minutos o almoço ficou pronto, eu e Henrique comemos e decidimos ir visitar minha mãe, em Ponta Grossa. Nos arrumamos e partimos. Depois de algum tempo ´´viajando´´ chegamos ao nosso destino, e fomos recebidos com muito amor, como sempre. Minha mãe havia adorado a surpresa, enquanto Henrique brincava em seu quintal enorme, eu e ela ficamos na cozinha conversando.
- Filha, que bom que vocês vieram me ver. É tão ruim viver ausente! Porque não se muda para cá? Pensa bem guria! Você nem ta mais trabalhando, nem estudando. Vem pra cá, tem quarto sobrando, e ainda você não precisa ficar pagando baba, aliás, seu dinheiro não vai durar para sempre né? Pois você não está trabalhando filha! Sei que você guardou uma boa quantia, mas venha morar aqui!
- Mãe, não é tão fácil assim, eu to metida em um rolo lá em Curitiba mãe!
- O que filha? Como assim guria desequilibrada?
- Mãe, você sabe que o Henrique não nasceu de um ovo né? Ele tem pai e o próprio entrou na justiça assim que saiu da cadeia. Pois é mãe, que justiça é essa? Que apoia um rapaz que fez de tudo para acabar com minha vida! Mãe, a gente entrou em uma reconciliação que ta aproximando o Henrique de um monstro! Ele fala que mudou, que ele quer ser presente na vida do filho, mas como confiar? Mas aceitei, tenho medo dele meter juiz nessa história, porque por enquanto foi só uma conciliação.
- Que cara de pau! Mas você pensou o certo, faça de tudo para não ter seu filho longe, deixa ele também conhecer o pai.
- Pois é, estou aguardando a advogada de Felipe entrar em contato comigo, para marcarmos um dia para o Henrique conhecer o pai. Ai ai.
- Pois é filha, mas sorria, seu filho é abençoado!
- É mãe, ele foi uma das únicas coisas boas que Felipe me trouxe. - Paramos aquela conversa ali, pois Henrique estava entrando na cozinha, reclamando de fome. Atendemos o pedido do moço e fizemos um lanche para ele. Hahahaha

Capitulo cinquenta.

Sentei e disquei. Depois de algum tempo chamando, o Luan atendeu.
- Oi amor? - O Luan falou.
- Oi Lu, é a Laura!
- Eu sei amor, tudo bem? Como foi ai? Me conta!
- Bom, o Henrique vai entrar numa fase de adaptação com o pai. Todas as quartas, mas antes iremos marcar um dia para ele conhecer o pai e sei que vai ser difícil, mas é melhor do que Felipe entrar na justiça e ele pegar a guarda. Pois ele pode ter sido preso, mas ele quer o filho e tal.
- Entendi amor, melhor assim! Vamos esperar para ver né? Eu estou com vocês.
- Eu sei amor, obrigada, to mais calma.
- Aonde você ta?
- To aqui em uma lanchonete do fórum. Vou comer alguma coisa e vou para a casa.
- Ok amor, beijo! Se cuida. - Ele falou e desligou. Levantei e fui ate a cantina, pedi um lanche e sentei novamente para comer. Quando vi, Felipe chegou perto de mim e se sentou em minha mesa.
- Que que você ta fazendo aqui Felipe?
- O mesmo que você, pedi um café.
- Tudo bem, mas tem outras 10 mesas né?
- Deixa eu conversar com você. - Felipe disse.
- Tá, desembucha.
- Que grosseria.
- Não é grosseria Felipe. Apenas tenho medo de você, me fez muito mal, me fez sofrer.
- To aqui disposto a pedir desculpas, Laura.
- Estranho! O jeito que a vida muda, a gente era melhores amigos, você me levou em um show do Luan e eu me apaixonei por ele, até porque estamos juntos até hoje. Ele me faz bem. Preenche o vazio.
- Não me lembre dessa história. Eu fiz o que fiz para poder te ter, Laura!
- Covardia! - Eu disse e me levantei, saindo. Felipe aproveitou para gritar:
- Minha advogada entrará em contato com o seu advogado para marcarmos um dia para eu ver meu filho. - Bufei e fingi que não ouvi. Fui para a casa e já encontrei Henrique dormindo. Tomei um banho e aproveitei para entrar no meu twitter, aonde comentei meio por cima sobre a audiência aonde ninguém havia entendido.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Capitulo quarenta e nove.

- Bom, a advogada de Felipe me informou que de finais de semanas, Felipe não pode passar com o filho, pois ele viaja para trabalhar, em um lugar aonde acaba de ganhar um emprego. Então sugerimos que Henrique fique e saia todas as quartas com Felipe. - Disse meu advogado.
- Podemos ver. Mas em breve o colocarei na escolinha. - Eu disse.
- Sem problemas, meu cliente, já que acaba de arrumar um serviço e receberá bastante, pagará a escola de Henrique, e se possível, outras despesas dele. Vocês podem arrumar um período de manhã para ele. Depois da escola, ele vai para casa do pai, aonde eles veem se saem ou ficam por ali mesmo. - A advogada de Felipe disse.
- Ok! Mas e a adaptação? - Eu os lembrei.
- Isso é importante. Bem lembrado! Sugiro que vocês dois, Felipe e Laura, marquem um encontrinho em algum lugar, como um parque, um restaurante ou um shopping. Ai, Laura, você leva o Henrique e tenta a reaproximação. - Selma disse. - Todos de acordo? - Ela completou.
- Sim. - Felipe disse.
- Tudo bem. - Eu falei e assinamos um tipo de contrato, afirmando que estávamos de acordo com aquilo. Ali mesmo com a Selma e os advogados, combinamos o horário e o dia que Henrique se encontraria com o pai. Depois de tudo combinado, saímos da sala e fui para a lanchonete do fórum, aonde eu aproveitei para ligar para o Luan.

Capitulo quarenta e oito.

- Bom, todos vocês sabem o motivo de estarem aqui, não é nenhuma festa, então precisamos levar a sério, claro, sem machucar os sentimentos do garoto, que pelo que li aqui, não sabe nem quem é seu pai. Alguma vez ele te perguntou ou desconfiou de quem seja, Senhora Laura? - Selma disse.
- Bom, eu como mãe do Henrique, quero primeiramente pedir para vocês sempre se lembrar disso que a Dona Selma disse, Henrique é uma criança linda e muito bem amada. Ele tem apenas 2 anos, mal sabe da vida, mas ele é muito feliz, eu jamais deixei nada faltar a ele, até porque ele nunca precisou sentir a falta que o seu pai faz em sua vida. Ele nunca perguntou nada sobre seu surgimento, até porque ele tem apenas 2 anos, né gente?
- Sim Laura, mas nessa idade, a criança gosta de fazer várias perguntas, principalmente como que ela nasceu. Ele pode ver várias crianças passeando em um shopping, por exemplo, e ver que elas estão acompanhadas dos pais, e não só da mãe, ele nunca apresentou essa duvida de saber isso? - Insistiu Selma.
- Não, creio que se for para Henrique questionar de seu pai, será mais para frente, pois mesmo se eu fizer o papel de pai e mãe na vida dele, assim que ele crescer ele terá curiosidade de procurar saber quem é o pai dele, até porque, toda criança quer saber quem é seu pai. - Eu disse.
- Então porque a Senhora não quer autorizar o encontro do meu cliente e do seu filho, Henrique? - A advogada de Felipe disse.
- Então, fácil é falar ''Laura, ele é pai do Henrique, ele tem o direito de conhecer, estar presente'' Eu compreendo sim, mas eu não consigo me sentir segura em deixar o Felipe frequentar minha casa e a vida do meu filho. As lembranças me atormentam e me impedem de dar essa autorização por conta própria sabe? Ele é muito pequeno para saber das coisas, pensam na complicação desse menino, a cabecinha dele! - Eu respondi.
- Mentira dela! Ela não quer me deixar ver meu filho porque já está tentando colocar outro homem pra tampar a ausência de um pai que o Henrique tem! - Felipe se alterou.
- Oi? Felipe? Você está ficando louco? Meu filho nunca sentiu falta de pai nenhum na vida dele. O único homem que deixa saudades em meu filho é meu pai, que está morando na Itália. Acho, sinceramente que você se esqueceu do que fez comigo, isso sim! - Eu disse.
- O problema que vocês tiveram no passado, me desculpem as palavras, mas é problema de vocês! Não coloquem o menino no meio, ele pode adorar a ideia de ter um pai, um amigo. Mas Felipe, a Laura tem o direito de se apaixonar por alguém e essa pessoa ter contato com o menino. Enfim, vamos ver se hoje saímos com um resultado né? Entrem em um acordo. Estou pedindo de coração. - Selma disse. O meu advogado e a advogada de Felipe conversaram bastante, até nos apresentarem um acordo.



terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Capitulo quarenta e sete.

- Uai filho, porque eu gosto do Luan! 
- Gosta como mama?
- Gostando, Henrique! - Ele fez uma carinha de ''ta bom né'' e voltou a observar suas roupinhas e me deixou sozinha tentando escolher. 
- Filho, ajuda a mamãe! - Ele então apontava para as roupas que ele achava bonita. Escolhemos as roupas daquela loja. Saímos levando uma blusa e uma bermuda para o Luan e quatro camisetas para Henrique, que não deixou de jeito nenhum o Luan sair com mais roupas que ele. Eu ria demais, que se enrolava nas palavras e ia no meu colo porque estava cansado, pois andar ele já andava bem demais, apesar de ter seus dois anos de idade. Falar era meio difícil, mas ele se comunicava bem demais. Olhamos outras lojas e comprei algumas coisas pra mim, e fomos logo embora, pois Henrique já estava irritadinho comigo. Fomos para casa, nos arrumamos e fomos jantar em um restaurante. Depois voltamos para nossa casa novamente e dormimos lindamente! Na manhã seguintes e nas outras também, era tudo a mesma coisa, como eu não trabalhava mais, eu e Henrique aproveitávamos muito. Depois dos dias passarem, chegou o dia de eu ir no fórum. A baba ficou com Henrique e eu me arrumei para ir. Coloquei uma roupa social e fui. Chegando lá, encontrei meu advogado e ficamos um tempo conversando, antes de nos chamarem para a sala. Peguei meu telefone e liguei para Luan. 
- Luan? 
- Oi amor.
- To aqui já pronta pra entrar, só estou esperando o restante do povo né. 
- Ô meu amor, vai dar tudo certo, não fica nervosa viu? Você é a melhor mãe do mundo e todo mundo vai saber disso hoje! 
- Te amo Luan, agora preciso desligar viu? Beijos. - Desliguei e dei de cara com Felipe e sua advogada. Ele veio me cumprimentar mas não dei ouvidos. Entramos na sala e nos sentamos em uma mesa retangular. Logo a Selma chegou, nos cumprimentando. 
- Boa tarde. 
- Boa tarde - Todos nós dissemos. 

Capitulo quarenta e seis.

Depois da ligação fui colocar Henrique na minha cama, quando o Luan não estava em casa eu adorava ter o Henrique dormindo comigo. Quando o Luan estava também, pois ele adorava o Rique. Deitei e entrei no twitter, conversei com as meninas e esperei até o Luan me ligar. Contei pra ele sobre a Selma, aquela assistente social. Ele me mandou ter calma, o Luan era assim, calminho e sabia passar tranquilidade para todos. Ele ficou de ligar para nosso advogado para saber dos detalhes, mas não quis deixar ele ocupado com isso, ainda mais em períodos de show. Eu mesma disse que ligaria amanhã. Ele desligou dizendo que iria tomar banho, e depois dormir. Aproveitei para ir também. No dia seguinte ''acordei'' ligando para o advogado, que falou que eu deveria estar no fórum daqui 3 dias. Mandei ele confirmar com eles. Liguei para o Luan que brigou comigo por ter acordado ele. Mas enfim, disse quando eu teria que ir no fórum e ele me disse que não iria estar presente, porque havia show nesse dia.
- Fica tranquilo amor, vou saber fazer direitinho, Deus ajude que não precise nem de audiência. - Eu disse e desliguei. Peguei o Henrique e resolvi dar uma volta com ele. Ele escolheu ''soveiteria mama'' e eu atendi seu pedido. Logo quando chegamos tiramos algumas fotos com nossos sorvetes gigantes e postamos no twitter.
''olha que dilicia gente, tarde com meu filhoteão!'' não demorou muito para ter vários comentários sobre aquela foto. O Luan retweetou e ainda comentou, dizendo que nos amava. Resolvi me desconectar um pouco daquele mundo ''virtual'' e dar atenção ao meu anjo, que tomava seu sorvete de vagar.
- Quer ajuda filhão? - Ele afirmou que sim. Peguei a pazinha e dei sorvete em sua boca.
- Filho, deixa a mamãe te perguntar, você gosta do Luan?
- Uhum.
- Ai que bom. Mamãe também gosta dele e ele ama a gente viu? - Ele afirmou que sim mas não disse nenhuma palavra. Mudei de assunto e perguntei se ele queria mais sorvete, mas ele negou, falando que não queria mais. Então acertei com a sorveteria e fomos no banheiro nos lavar. Ajeitei minha roupa e saímos em direção as lojas. Eu queria muito comprar roupas novas para nós dois. Passei em uma loja masculina e vi uma camiseta linda e entrei para escolher uma para o Luan e outras para o Henrique. Nós dois vimos algumas e Rique escolheu uma verde. Comprei e também peguei uma vermelha e outra de outro tom esverdeado. Enquanto ele via se gostaria de mais alguma coisa eu perguntava se ele achava que o Luan ia gostar do presente ou não.
- Mas mama, purque preisente pro tio Luan? Ele ta fazendo aniversáio? - Henrique perguntou falando daquele jeitinho errado e cismado também.

Capitulo quarenta e cinco.

Depois do Luan entrar na sala de embarque, fui a pedidos do meu filho comprar em uma loja de chocolates que havia no aeroporto para ele. Compramos um monte, de vários tipos. Depois fomos para casa com Henrique e fiquei lá com ele, aguardado para ver se alguma assistente social, advogada ou juiz me ligava. Mas o meu telefone não tocou nenhuma vez. Fui tomar banho e dei um banho em Henrique, que depois de trocado pediu para assistir desenho. O deixei lá na sala e fui no meu quarto procurar algumas fotos de quando ele era pequeno, ou até mesmo em minha barriga. Acho que fotos são as melhores lembranças e as melhores provas de que eu sempre fui pai e mãe dele. Tudo seria útil, encontrei diversas fotos que provavam que ele nunca precisou de um oi do pai dele, até porque ele estava preso pois cometeu um crime. Sim, ele era um criminoso e a justiça necessitava entender o que está fazendo, dando moral para um bandido. Era fato que Felipe não queria assumir Henrique porque se encantou com o filho, até porque aquele lá nem coração deve ter. Mas Felipe queria esfregar na minha cara e até na cara de Luan, que não tinha nada a ver com isso, que o filho dele era dele, e ele iria assumir, não o Luan. Aguardei por muito tempo a ligação de alguém, mas ela só ocorreu de noite. Atendi o telefone e uma voz doce, de mulher disse ''alo'' então eu respirei fundo.
- Oi.
- Então, aqui é a Selma, assistente social, e quero muito falar com a senhora Laura. - E terminou falando meu sobrenome.
- Sou eu.
- Ótimo. Marcamos o dia que você e o senhor Felipe tentarão fazer uma reconciliação.
- Tudo bem, só me dizer o dia, mas se possível liga pro meu advogado e informe todas as instruções e informações, ele está sendo pago para isso.
- A Senhora não precisa ser grossa comigo, Dona Laura. Sou apenas uma assistente social como disse. O resultado cabe ao juiz e não a mim. Estou sabendo do caso de vocês, pois sou eu que estarei presente para fazer a reconciliação entre vocês dois. Vamos marcar um horário e vocês dois virão com os advogados. Me passe o numero do seu que irei comunicá-lo e informar do que é necessário levar nesse dia.
- Tudo bem, Selma. - Falei o número do advogado e depois ela desligou. Olhei no meu relógio e vi que eram 22:00 deduzi que o show ainda não havia começado, então disquei no meu celular o número do Luan, que demorou muito para atender.
- Pronto?! - Ele falou bem alto, quase gritando. Percebi o barulho e a dificuldade que era para ele escutar.
- Amor! - Eu disse.
- Desculpa amor, não ouvi o telefone tocar, a música aqui na expo da muito alta!
- Magina meu amor, só liguei para dizer que eu te amo. - Eu falei, resolvi falar sobre o telefonema de Selma depois.
- Eu que te amo minha vida! Eu já estou com muitas saudades, deixa eu falar com o Henrique? Deixa!
- Ah amor, ele está dormindo, pegou no sono assistindo desenho.
- Então tudo bem. Amor, quando eu chegar do show, posso te ligar? Eu amo ouvir sua voz antes de dormir, me faz sonhar com você. - O Luan disse.
- Pode ligar sim Lu, e preciso te falar uma coisa também.
- Fala...
- Depois Luan, bom show, beijos!
- Beijos amor! - Ele desligou.




Moris, vi os comentários e não esqueci de vocês NÃO! Ta ai dois capítulos, é que tinha que fazer umas coisas para o natal, e acabei largando aqui. Mas ta tudo escrito aqui! Ja postei 2 capitulos ai em baixo e espero que vocês gostem, FELIZ 2013!

Capitulo quarenta e quatro.

Acordamos logo, pois Henrique gritava para eu e Luan acordar loucamente. Levantamos assustados.
- Cê é louco rapaz? Vai me matar de susto. - O Luan disse dando um pulo da cama. Eu já fui mais calma.
- Filho, que foi?
- Mamá. - Ele pedia.
- Quer leite filho? Mamãe vai lá fazer...
- Deixa que eu faço. - O Luan disse me surpreendo. Me deitei na cama e fiquei esperando a mamadeira de Henrique ali deitada com ele. Depois de alguns minutos o Luan chegou, reclamado que havia queimado o dedo. Ri e o Luan entregou a mamadeira para Henrique, que tomou tudo e aprovou. Depois que ele mamou, nós três nos levantamos e decidimos ir ao shopping. Nos trocamos e fomos. O Luan foi dirigindo e logo chegamos ao fundo do shopping, pois aquele era o único jeito de entrar, pois se entrássemos pela porta da frente haveria muito assedio. Assistimos um filme e quando saímos da sala do cinema percebemos o tanto de gente que havia ali. O Luan sempre humilde atendeu o quanto deu e os seguranças empurraram eu e Henrique para um lugar afastado, sem muita gente. Ficamos ali enquanto o Luan atendia seu publico, que dava como podia todo o amor e carinho do mundo. Três meninas vieram conversar comigo.
- Oi... - Eu disse.
- Oi! - As três responderam.
- Tudo bem? Tira uma foto com a gente? - Uma delas perguntaram.
- Tiro sim, mas preciso ir para o estacionamento dos fundos, vamos lá comigo e com o Rique? - Henrique estava meio assustado com o tumulto. As três nos acompanharam e no fundo do shopping ficamos conversando e tirando fotos.
- Você é a melhor namorada que o Luan já teve! - Elas disseram.
- Serio? Nossa! Obrigada.
- É, você é legal demais.
- Vocês que são amores.
- Oi galera! - O Luan chegou pegando o Henrique no colo e colocando ele encima do meu carro. Ele atendeu aquelas meninas e nós fomos embora. O Luan voltou dirigindo. Ele tinha show de noite, então se apressou para chegar com rapidez em casa, para arrumar suas coisas e ir pegar o avião.
Depois de tudo arrumado ele foi para o aeroporto, eu e Henrique o levamos lá e nos despedimos dele.
- Boa viagem! Te amo Luan.
- Amo vocês, vivo vocês! E amor, quanto aquele assunto do Felipe, por favor, se controla, se eles mandarem você ir lá, você vai, deixa o Henrique com a baba, e conta tudo, o motivo de você ter ele, e como tudo aconteceu. Qualquer coisa me liga, se eu não atender liga pra Dagmar, Roberval, não sei, mas me avisa.
- Ok Luan, pode deixar, fica tranquilo e faz o show sossegado viu? Deus vai cuidar de nós dois e de você nesse mundo ai. Não ouse abandonar essa turnê de shows no Mato Grosso para cuidar da gente não, Deus ta fazendo isso por você viu?
- Tá amor, fico mais tranquilo ao ver que minha namorada é cabeça. Cuida super desse moleque, sei que você não é louca de deixar, mas de maneira alguma deixa esse Felipe chegar perto dele sem nenhuma autorização do juiz. E não leva ele pra o fórum não, ele mal sabe andar e falar, por favor!
- Ok amor, pode deixar. - Beijei ele e seu vôo foi anunciado. E mais uma vez um avião levou o amor da minha vida para um pouco mais distante de mim, mas temporariamente.





Capitulo quarenta e tres

- Você está linda com esse vestido todo florido, mas olhando para todas essas flores não encontrei a mais linda sabe porque? Porque ela está aqui na minha frente, ela tem um filho e um namorado, conhece? - O Luan disse super romântico me fazendo se apaixonar mais ainda por ele. Dei um selinho nele e disse que o amava, mas paramos ao ver que Henrique nos olhava.
- Que foi mane? - O Luan disse rindo. Mas Henrique não respondeu.
- Acho que ele não gosta da gente. - Brinquei.
- É mulecão... - Luan riu e colocou o óculos dele em Henrique, que ficou lindo. Ficamos ali feito bobos ate meu celular tocar.
- Pronto? - Atendi.
- Oi, aqui é a advogada do Senhor Felipe. Quero te comunicar que o pedido de visitas ao garoto foi enviado para o fórum. Em breve o juiz comunicará você para fazer um acordo, mas de não houver, eles irão marcar uma audiência, que sairá o resultado.
- Ah, entendi. Mas agora eu me pergunto com todo o respeito possível, doutora... Porque me ligou? Sei de tudo isso.
- Só quis te comunicar.
- Tudo bem, mas não era necessário, passar bem. - Falei e desliguei. Tentei manter a calma, mas senti minhas mãos ficarem geladas.
- Quem era? - O Luan perguntou.
- Ai, a advogada de Felipe. - Expliquei tudo que ela falou, mas parei para comermos. Depois do almoço, pegamos Henrique e fomos procurar um advogado. Havia um ótimo em Curitiba, fomos ao escritório dele e deixamos Henrique com a secretaria. Conversamos com o advogado e ele aceitou pegar a causa. Disse que eu teria muitas chances a favor de mim, e que nós iríamos ganhar, mas precisaríamos de tempo, uma coisa que o Luan não tinha, nem eu. Fomos embora para casa. Deixei o Luan com o Felipe lá e fui para a editora, aonde conversei com Renata.
- Rê, eu quero minha demissão. - Disse super direta e contei meus motivos, ela entendeu e arrumou tudo e me informou de tudo que receberia. Fui embora e passei em minha faculdade e tranquei minha matricula. Estava sem vontade de fazer aquele curso e eu queria me dedicar totalmente ao meu filho, queria acompanhar cada pisada e cada passo naquele caso. Voltei para casa e encontrei Luan e Henrique dormindo no meu quarto. Peguei meu celular e tirei uma foto e postei no twitter.
''Chego em casa e aproveito para agradecer a Deus, pelo meu dia e pela a minha FAMILIA'' As fãs já estavam acostumadas comigo e com o Luan e algumas muito fofas me pediram para ficar um pouco com elas. Fiquei e conversei com aquelas lindas, mas sai e fui tomar banho. Quando sai do chuveiro o Luan estava acordado já.
- Onde você tava? - Ele perguntou.
- Fui pedir minha demissão do serviço e tranquei minha matricula na faculdade. - falei normalmente.
- Tá doida?
- Não Luan, apenas fiz o que devia. Quero me dedicar mais na causa, quero meu filho comigo! - Depois de conversar bastante com Luan ele acabou entendendo e ficou abraçado comigo, até eu pegar no sono.