segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Capitulo cento e quarenta e um.

Eu sem tempo te dizer nada fui indo na maca e ela me guiava. O Luan estava perdido, eu também estava para falar a verdade. Enquanto a Doutora se preparava colocando as roupas e tudo mais, o Luan veio até mim, pegou em minha mão e disse rapidamente:
- Vai dar tudo certo! 
- Luan, eu não quero fazer normal, vai doer muito. Eu não quero. - Eu dizia ainda assustada. Tudo aconteceu muito rápido. 
- Amor, vai dar tudo certo, confia! - Ele disse. Minha preocupação era tanto que até não havia ligado de Luan me chamar de amor. 
- Você vai lá comigo? - Perguntei.
- Eu vou, eu vou com estar lá com você. 
- Fico mais aliviada. 
- Fica? - Luan perguntou sorrindo, mas não deu tempo de responder, a minha médica chegou me puxando, com toca, luva e avental. Luan corria atrás, mas o barraram, não deixando ele entrar na sala aonde ocorreria o parto. Ele discutiu, brigou, mas ninguém deixou ele entrar, alegando que a sala era pequena. Meu desespero aumentou ainda mais, pensei comigo mesma que estaria sozinha novamente no momento mais importante da minha vida. Antes deles começarem, localizei uma janela que dava para o corredor do hospital e vi que Luan estava ali observando tudo com lágrimas nos olhos. Dei o maior sorriso que consegui e ao sentir uma dor ainda maior, me toquei que era minha filha querendo nascer. Obedeci os chamados de todos que estavam ali trabalhando para que meu parto ocorresse tudo bem e fiz a maior força que consegui. Depois de muito esforço, senti um alívio ao escutar aquele choro que me fazia chorar mais ainda. Apenas queria ver minha tão sonhada filha, uma menininha para alegrar ainda mais a vida que Henrique já me alegrava. A peguei no colo e senti a melhor sensação do mundo. Foi uma coisa indescrítivel, absolutamente arrepiadora. Uma das infermeiras tirou Brenda do meu colo e a levou para limpá-la e tudo mais, então me lembrei de olhar Luan na janela, que falava no telefone eufórico. Sorri e depois fiquei prestando atenção na conversa dos enfermeiros que ali estavam junto com minha médica e outro doutor. 
- Vou olhar a bebê, talvez já dê alta para ela hoje mesmo. - O médico comentou.
- Doutor Rodrigo, lembrando que ela precisa de um cuidado especial. Ela teve o filho com 7 meses. Isso não é raro, porém o bebe tinha ainda 2 meses para se formar. - Minha médica por sua vez, respondeu. E eu, só prestava atenção.
- 7 meses? Aonde isso? Esse bebe tinha 9! - Ele respondeu e eu ali no meu lugar tive um espanto. 
- Não é possível, fizemos o exame e ela esta de 7! - Minha médica insistia. 
- Me desculpe, mas então a senhora cometeu um engano. Essa moça estava de 9 meses. Fiz os exames antes do bebe nascer, eu até os mostro à senhora. 
- Não acredito que cometi esse erro! Me mostre esses exames. - Ela pediu e o Dr. Então mostrou. A médica analisou, leu e viu umas imagens. Concordando que eu estava de 9 meses. Ao perceber que eu estava olhando, ela veio conversar comigo e pediu desculpas, dizendo que aquilo nunca havia acontecido com ela. No momento fiquei brava, triste pela falta de profissionalismo. Todos erram, mas um filho é uma coisa muito séria, se trata de uma vida. Eu tive que fazer o parto natural devido essa falta de profissionalismo. Mas tudo estava bem, a desculpei e disse que aquilo era apenas um detalhe, o que importava era a saúde de minha filha, que todos os profissionais da saúde que estavam ali me garantiram que ela tinha. Mais aliviada, me levaram para um quarto, aonde tomei banho, me arrumei e logo depois me deitei para descansar. Dormi um pouco, mas logo acordei com a enfermeira me chamando, havia visita. 

Capitulo cento e quarenta.

O esperei na porta, mas vi que ele demorava, e quando fui para dentro do quarto, vi que ele estava arrumando um negócio na tv para Henrique. Logo depois que acabou, se dirigiu para porta e eu o acompanhei para fechá-la. Fiz assim então e voltei para o quarto, aonde comemos e depois liguei para virem buscar os pratos. Um outro funcionário veio, buscou as coisas e foi embora. Fiquei assistindo um pouco de televisão com Henrique e logo depois meu celular tocou, era o Luan. 
- Que hotel você ta? - Ele não disse nem oi, já foi logo perguntando. 
- Porque quer saber? - Falei. 
- Pra ver meus filhos. - Luan disse e então eu falei o nome do hotel. 
- Já imaginava que estaria nesse, é o mais perto do centro. - Ele não disse mais nada e desligou. Depois de uns 15 bateram na porta, eu ja sabendo que era ele abri e como falei, era ele mesmo. 
- Oi. - Eu falei. 
- Olá. Eu to indo viajar amanhã, então quero ver eles antes de ir, pois só voltarei semana que vem. E pra quem se acostumou com eles, uma semana é muito tempo, principalmente quando você os afasta de mim! - Luan respondeu ignorante. 
- Não afastei ninguém de você, para de falar besteira. - Falei. 
- Não vim brigar, deixa eu ver o Henrique! - Ele disse. 
- Ao contrário do que você quer que eu faça, que é te proibir de ver eles para ferra comigo, pode entrar, que eu to descendo. - Falei abrindo caminho para ele. 
- Não preciso ferrar ninguém Laura, nem você precisa, então vamos parar, não tem motivos para você descer. - Luan disse e então eu permaneci no quarto. Enquanto ele mostrava uns carrinhos que comprou pra Henrique, eu me sentei na cama, reclamando um pouco de dor, mas Luan não ouviu, pois as risadas de Henrique ao ver os brinquedos era maior. Logo depois Luan pegou outra sacola que havia trazido e se aproximou de mim, levantando minha blusa e colocando a mão e minha barriga. 
- Tem presente pra minha princesinha também! Brenda, não importa o que aconteça, eu sempre vou te amar. - Luan disse e depois mostrou as roupinhas que comprou para a bebe. Eram realmente lindas. 
- Você que escolheu? - Perguntei. 
- Sim, meu acabei de ir comprar, depois compro mais, acho que acertei. - Luan disse. 
- Acertou sim, muito obrigada. Ela deve ter adorado! - Falei e ele sorriu. 
- To tentando me esforçar ao máximo, tudo isso é muito novo para mim, porém to adorando esse novo mundo. - Luan falou e eu sorri. Quando olhei para a frente, vi Henrique cutucando o Luan. 
- Você não é mais o meu papai? - Ele perguntou a Luan, nos deixando totalmente surpresos. 
- Lógico que sou uai, porque? - Luan falou com os olhos arregalados. 
- Porque a gente mudou de casa, não ta mais com você e tem um homem vindo aqui conversar com a mamãe direto. - Henrique disse, se referindo ao Vitor, que mal sabia o meu nome. Mas Luan não quis nem saber da minha versão, começou a dar barraco. 
- Sua mãe já ta pensando em outro homem com um filho de outro na barriga? Bem sua cara mesmo né Laura? Faça o favor, viu! - Luan disse gritando. 
- Calma Luan, ele entendeu errado! Não tem nada disso, é o funcionário do hotel! 
- Mas é claro que você deve ter indo dar encima dele, e depois fala que eu te traio Laura? Cade a moral em? Que vergonha! - Luan dizia gritando mais ainda. 
- Não posso fazer nada se você não acredita, não tenho nada com ele, aliás, não tenho nada com ninguém. Então larga do meu pé! - Falei. 
- Assim que minha filha nascer eu pego a guarda dela, ai sim você vai arrumar um namorado, ai sim você ta livre! - Luan dizia muito bravo. 
- Para, que saco! - Falei. 
- Não paro, que falta de respeito comigo Laura. - Luan insistia. 
- Bom, vou tomar banho já que você está aqui dando chilique, assim você pode fazer companhia para Henrique, porque ele odeia ficar sozinho, pode ser? - Perguntei. 
- Vai lá, depois conversamos. - Luan disse vermelho de tanto nervosismo e foi até Rique, tirou os sapatos, a camiseta e se deitou na cama. Os dois começaram a brincar e enquanto isso fui até o banheiro. Liguei o chuveiro e tomei meu banho, lavei minha cabeça e tudo mais, respirei aliviada, mas percebi algo estranho acontecer. Um liquido escorreu pelas minhas pernas e com muito medo, sai rapidamente do banho, chorando. 
- Me troquei do jeito que consegui e então abri a porta do banheiro chorando e gritando Luan. 
- Luan, por favor me ajuda, Luan! - Eu falei e ele se levantou correndo e meio até mim. 
- O que aconteceu? - Ele perguntava gritando, preocupado. 
- Eu não sei, me leva pra médica por favor... Acho que minha bolsa estourou! - Falei chorando, assustada e tudo mais. Ele então colocou seu sapato correndo e sua camiseta também, pegou Henrique e as chaves de seu carro. Então me deu a mão me ajudando e descemos o elevador e depois me levou até o carro. Ele foi dirigindo então, e enquanto fazia isso, ligou para sua mãe, que logo atendeu. 
- Oi filho? 
- Mãe me escuta, as roupas da Brenda estão tudo ai em casa, separa algumas pra mim. Acho que ela vai nascer! - Ele disse e desligou correndo, para prestar a atenção no transito. Eu ainda chorava, não estava esperando que aquele momento ia acontecer tão rápido, eu estava apenas de 7 meses! Mas enfim chegamos ao hospital que a Doutora trabalhava. Luan desceu então e logo me levou até ela, deixando Henrique com uma funcionária que nós conhecíamos. Quando a médica soube que estávamos ali, me levou logo para sua sala para me examinar e disse apenas duas palavras: 
- Vai nascer! 
- Como pode isso doutora? Eu estou apenas de 7 meses! - Falei. 
- É possível sim, vou te explicar isso depois, agora vamos rápido, Luan, você vai acompanhar o parto? - A doutora perguntou. 
- Parto? Vai ser normal? - Eu perguntei.
- Vai, o único jeito que temos agora, vamos! - Ela respondeu. 

Capitulo cento e trinta e nove.

- Ok, muito obrigada. - Falei sorrindo.
- Então vou indo, tenho muito trabalho para fazer ainda. - Vitor comentou saindo de fininho e me deixando sozinha com os meus queridos filhos. Nos ajeitamos, tomamos banho e já colocamos pijama. Sim, era na hora do almoço ainda, mas ia pedir comida no quarto mesmo e estava sem ânimo para sair por ai. Também estava com um pouco de dor na barriga, porém era uma dor de vitória. Pela minha filha eu suporto tudo. Enfim, eu, Henrique e Brenda em minha barriga dormimos, até meu telefone tocar. Acordei e me levantei meia zonza e atendi o telefone. 
- Pronto? - Falei questionando, pois não conhecia o numero. 
- Oi, é o Luan. - Luan disse e eu respirei bem fundo me sentando na mesinha. 
- Oi Luan. Trocou de número? - Falei. 
- Não seja irônica, pela mor de Deus. - Ele dizia se lamentando. 
- O que houve? - Falei gritando preocupada, perdendo o controle, sem querer. 
- O que houve? Eu acordei aqui e fui procurar o Henrique pela casa, porém vocês fugiram. Não podia ter se despedido de mim, Laura? - Luan disse.
- Não estou me despedindo, Luan sempre estaremos ligados. Temos uma ligação, um laço que sempre existirá. Temos uma filha juntos... - Falei segurando as lágrimas. 
- Você complica tudo! A gente podia ta feliz, mas você complica tudo! Agora não da mais, eu vou voltar com meus shows, preciso trabalhar e vou ficar meio sem tempo. Mas você por favor me de noticias sobre minha filhinha e sobre o Henrique também. Amo eles demais, não me tire deles Laura por favor! - Luan disse.
- Claro, pode deixar, vou informar. Agora vou deitar, estou com um pouco de dor na barriga, ela ta chutando demais. - Falei para quebrar um pouco o clima, ele deu uma risadinha sem graça e nos despedimos. Deitei na cama e fiquei aguentando a dor, que aumentou demais. 
Então liguei para minha médica.
-  Alô, Doutora? - Perguntei. 
- Olá.
- É a Laura.
- Oi Laura, tudo bem? - Ela perguntou. 
- Sim... - Respondi.
- O que houve, então? 
- Ah Doutora, eu estou com uma dor insuportável na barriga, quando ela chuta então... - Falei. 
- Então Laurinha, sei que você vai me chamar de louca, mas é normal. Lembra que em uma de nossas ultrassons eu avisei que ela está enorme? Então, o que ocorre é que ela está procurando um lugar pra se acomodar melhor, ai ocorre essas suas dores. - A Dr. me explicou.  
- Ah sim, me senti mais aliviada agora, muito obrigada pela informação! - Falei agradecendo.
- Magina, mas tem como você vir aqui amanhã cedo? Adiantarei sua consulta que seria semana que vem de acordo com minha agenda! Quero analisar essas suas dores. 
- Ah, tem sim, que horas? - Perguntei.
- As nove da manhã, pode ser? - A Doutora sugeriu.
- Ok, vou sim. - Combinamos e desligamos o telefone. Logo depois, liguei no restaurante do hotel e pedi nosso almoço. Não acordei Henrique para escolher seu prato, ele não tinha frescura, então comia de tudo. Com os pedidos feito, o restaurante falou quanto era e me pediu para esperar, pois levaria no quarto. Desliguei o telefone então e acordei Henrique para já esperar a comida chegar. Depois de meia hora mais ou menos, bateram na porta. Com um pouco de dificuldade, levantei enquanto Rique assistia televisão. Me dirigi até a porta e a abri, vendo que era Vitor, com a nossa comida. Com a sua beleza, até que me esquecia um pouco que minha barriga latejava de tanto doer. Ainda na porta, peguei um prato e me virei para entrar, mas ele me parou.
- Senhora, esse é o meu trabalho! - Vitor me falou sorrindo. 
- Você carrega as malas, traz a refeição, o que mais?! - Falei, parecendo meio grossa, mas não foi intencionalmente. 
- Pois é, sou ancora desse hotel. Falando em hotel, está gostando dos nossos serviços? - Ele perguntou tirando o prato de minha mão e colocando em seu carrinho. 
- Muito bom o hotel e a ancora dele, heim? - Deixei escapar, mas ele levou na brincadeira. 
- Que bom que está gostando. - Ele disse. 
- Seus serviços são muito bons, isso que quis dizer, viu? - Falei para não mostrar que estava achando ele um funcionário extremamente pegável. ''Nossa Laura, já estava assim? As vezes era por carência mesmo'', pensei. 
- Tudo bem senhora, eu entendi. - Ele respondeu me encarando. 
- Não precisa me chamar de senhora, estou elogiando seu hotel. - Falei rindo. 
- Mas te chamo de senhora por educação, isso não é uma ofensa! - Ele disse novamente, levando na brincadeira, ainda bem, pois eu também estava.
- Lógico que não é uma ofensa, falei isso porque sou muito nova ainda! - Falei rindo, com a mão na barriga, pois a dor continuava ali. 
- Me desculpe, como é seu nome então? 
- Laura! O seu é Vitor, né? - Falei.
- Correto! - Ele disse. 
- Então fechou... 
- Claro, senhorita Laura! Agora deixa eu colocar seu almoço no seu quarto, se não vai esfriar. - Ele pediu, e eu abri caminho para ele passar. 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Capitulo cento e trinta e oito.

Ajeitei as malas no carro e nos ajeitei dentro dele também. Liguei o carro e saímos, demos tchau e fomos embora. Procurei o hotel pela cidade e logo o encontrei. Estacionei ali na frente dele e nós três descemos, a bebe na barriga, claro. Olhei para o hotel e gostei bastante, era bem bonito e chique, pelo menos a sua aparência mostrava isso. Entramos na recepção e deixei Henrique sentado em um dos diversos sofás que havia ali, enquanto isso fui até o balcão, aonde dei meus dados e começaram a fazer nossa ficha para nos hospedarmos ali. Peguei meu dinheiro dentro da bolsa e paguei 10 diárias, para me garantir ali por 10 dias. Com tudo certo, olhei para garantir que Henrique estava ali me esperando, por ele ser quieto, sabia que não precisava checar, porém o procurei de longe, forcei a vista pois estava precisando mandar fazer um óculos, porque enxergar direito estava sendo difícil. Mesmo com todo o esforço feito por mim, não localizei Henrique. Fiquei desesperada. Corri como pude, minha barriga atrapalhava, mas eu fazia todas as forças do mundo. Procurei por perto do elevador, atrás do balcão do bar que estava sem nenhum funcionário e até lá fora perto do carro. Sem sucesso nenhum, perguntei aos funcionários se eles haviam o visto, porém ninguém tinha visto nada. Entrei em desespero, confesso que fiquei bem nervosa, queria me ''matar'' por não ser tão desnaturada, minha consciência pesava a cada segundo que se passava. Pensei em ligar para o Luan, mas Henrique era meu filho, então eu tinha que saber aonde ele estava. Acordei do transe e continuei procurando, fiz um escândalo e todos ali se envolveram no meu desespero. Muitos me ajudaram a procurar ele, outros sugeriram em ligar para a polícia, mas eu tinha a fé que o encontraria e que não precisaria de autoridades. Sai do hotel e entrei no carro, fui ver se o encontrava pelas ruas próximas dali, mas não precisou, quando abri a porta dei de cara com Henrique no banco de trás, deitado. Respirei aliviada e ja gritei para todos que estavam ali que ele estava no carro. Puxei ele para fora, ainda nervosa e o abracei muito forte. 
- Henrique, eu revirei esse hotel todo te procurando! Como você me faz isso? Nunca mais sai de perto de mim, eu tive tanto esforço para te dar a vida, ai você simplesmente some? Eu nunca iria me perdoar meu amor, eu te amo! - Falei e ele me deu um beijo no rosto.
- Calma mamãe, eu ja sou hominho! Nunca vou deixar você e a Brendinha... - Ele disse todo bonitinho. Fiquei um tempo ali com ele e logo entramos no hotel novamente. 
- Não disse que iria o encontrar? - Eu falei para todos que ali estavam. 
- Aonde ele estava moça? - O segurança do hotel me perguntou. 
- Estava no carro, deitado no banco. Estava com sono e entrou lá. - Falei sorrindo. E peguei a chave do quarto no balcão. O gerente do hotel pediu para que um funcionário nos acompanhasse com as malas. 
- Senhora, o Vitor já está no elevador esperando vocês com as malas. - O gerente me informou, pois eu esperava ali. 
- Ah sim, qual é o elevador? - Perguntei.
- O ultimo, senhora. - Ele falou apontando. Nos dirigimos até o elevador então. Deixei Henrique entrar primeiro e logo depois entrei com um pouco de esforço, devia a minha enorme barriga que não me canso de dizer o quanto estava enorme. Assim que olhei para o tal de Vitor para cumprimentá-lo, fiquei animada. Ele era bonito, um pouco forte e loiro. O olhei fixamente e sorri. Ele retribuiu, talvez por educação, até porque ele nunca se interessaria por mim, até porque não sabia nem meu nome. Enfim, o elevador se abriu quando chegou no andar do nosso quarto. Ele fez sinal com a cabeça para que eu e Henrique saíssemos primeiro. Fizemos isso então e fomos caminhando pelo corredor em busca do nosos quarto. 
- É esse aqui, senhora. - Ele disse com uma voz média e na porta do nosso quarto. Sorri e esperei ele abrir a porta e instalar as nossas coisas.