domingo, 28 de julho de 2013

Capitulo cento e trinta.

Nós riamos indo para o carro. Quando entramos, Henrique contava os doces e do seu jeito, repartia em três. Quando vimos, ele esticou as mãos e nos entregou. 
- Pra gente filho? - Perguntei.
- Aham! - Ele respondeu e eu e Luan sorrimos. 
- Obrigada amor! - Falei para Henrique que sorriu ao ver que estava repartindo. 
- Valeu cara. - Luan disse todo bobo e ligando o carro. Paramos a conversa por ali e fomos para o hotel. Quando chegamos, pegamos nossas coisas, pagamos a diária e fomos embora para Londrina. Depois de algumas horas de viagem, chegamos na casa de Luan e tomamos um bom banho. Ninguém estava na casa, ao não ser nós três. Então descemos, fomos para a cozinha e Luan que estava com fome, pediu para mim fazer um lanche a ele. Preparei dois, um para Luan e outro para Henrique. Enquanto eles comiam, sequei meus cabelos que eu havia lavado e peguei meu celular para entrar um pouco no twitter. Loguei e tweetei algumas coisas. ''oi amores!'' ''Tudo bom? Só entrei agora por causa da correria'' ''o casamento ta ficando em ordem e sobre sortear algumas de vocês para ir, eu não me esqueci não'' ''vou conversar com o pessoal da equipe, eles organizam tudo!'' Falei bastante e li alguns tweets de algumas meninas pedindo fotos da minha barriga, então tirei ali na hora mesmo e postei no instagram: ''O barrigão amores! 7 meses!'' Coloquei isso de legenda. Logo vi muitos comentários bonitos e me emocionei. Ali na sala mesmo, e que droga, Luan viu. 
- Que que foi amor? Ta chorando porque? - Luan perguntou, mas tentei disfarçar. 
- Nada amor, ta doido? - Perguntei. 
- Ta com o olhinho cheio de lágrima. - Luan falou, alisando meu queixo. 
- Amor, sabe o que é? - Perguntei.
- Não amor.. - Luan respondeu, dando uma risadinha linda.
- É que eu postei uma foto da minha barriga, e suas fãs estão desejando tanta felicidade. Me emociona. - Falei e ele me abraçou automaticamente. 
- Elas são lindas. - Luan falou ainda abraçado comigo.
- Amor, vamos sortear algumas fãs para o casamento? - Perguntei se soltando de seu abraço.
- Claro, vamos sim. Adorei a ideia, eu converso com a central, ai fazemos o sorteio! - Luan disse apertando minha bochecha. 
- Ok, mas para... - Pedi.
- O que? - Ele perguntava, sabendo, mas  para irritar, perguntava.
- Minha bochecha. - Eu falei ''sufocada''
- Oi? Não entendi. - Luan falava rindo, mas não ia deixar barato, bati em sua mão e ele parou. Nós trocamos alguns beijinhos, mas logo paramos ao ver que os pais de Luan e Bruna havia chegado. 
- Oi pra vocês... - Mari falou, sempre um amorsinho.
- Oi Mari! - Falei.
- Oi mãe. - Luan falou e também cumprimentamos Seu Amarildo e a Bruna. 
- Eita, cade o Lucas? - Ele perguntou. 
- Aff, como você é chato! - Bruna respondeu ao Luan.
- Ué, sua caduca... Só perguntei dele! - Luan falou rindo, ele não perdia tempo em nenhum segundo. 
- Ta, vou fingir que acredito... - Bruna disse rindo e se sentando na sala com a gente.
- Ta estressada! - Luan falou, rindo ainda.
- Não, acontece que você irrita Luan! - Bruninha disse rindo. 
- Mas o Lucas vai vim hoje? - Luan perguntou. 
- A gente deu uma brigadinha, mas acho que ele vai vim dormir aqui sim! - A Bru respondeu. 
- Vocês só brigam... - Luan disse rindo. 
- Ta louco! - Ainda completou. 
- Olha quem fala né Luan? - Falei pra ele, se referindo das nossas brigas.
- Né! - A Bruninha concordou e Luan nos mostrou a língua. 
- Mas enfim, cade o Henrique? - A Bruninha perguntou. 
- Ele ta na cozinha ainda, vou lá pega-lo. - Falei e fui até a cozinha e o vi conversando com a Mari, enquanto ela preparava alguma coisa para comer. Sorri e os deixei ali e voltei para a sala.
- Eai? - Luan perguntou. 
- Ele ta com sua mãe na cozinha 
- Ah, devem ta fazendo algo pra comer. - Luan falou e eu concordei. Logo depois o interfone tocou. 
- É o Lucas! - A Bruna foi logo atender. 

sábado, 27 de julho de 2013

Capitulo cento e vinte e nove.

Me ajeitei e fiquei o olhando, esperando ele dar partida, mas nada. Queria perguntar qual era o problema, mas eu já  sabia. Olhei para trás, queria encontrar um ponto de fuga para olhar.
- Precisava disso? - Luan perguntou. 
- Se fosse com você, talvez você entenderia. - Falei. 
- Não é comigo, realmente. Eu no seu lugar perdoaria elas. - Luan disse.
- Mas eu perdoei amor. - Falei. 
- Com o coração? Não adianta perdoar da boca para fora. - Luan disse.
- Perdoei. - Falei.
- Se você diz. 
- Acredita em mim.
- Acredito, Laurinha. - Sorri então. 
- Vamos aonde? - Perguntei ao ver ele seguindo outro caminho. De certo estava errando, ou era só eu que errava nessa vida? Brincadeira. 
- Comer, não podemos viver de rancor né? - Luan dizia cada momento mais irônico, mas eu o entendia. Ele não gostava de coisas negativas, nem nada disso. 
- Já entendi. - Falei. Nos calamos e nos permanecemos assim até chegar em um restaurante. Era novo ou eu não me recordava dele. Desci do carro e pedi para Luan pegar Henrique no banco de trás, pois era muito difícil para mim pegar. Luan então atendeu meu pedido e o pegou. Henrique veio até mim e me deu a mão, entramos então. Nos sentamos enquanto Luan tirava foto com alguns fãs que por coincidência estava no restaurante também. Eu adorava ficar quietinha em meu canto, vendo Luan atender todos com tanto carinho. Logo acordei do transe, ele já estava se sentando na mesa. Logo os garçons chegaram com o cardápio e escolhemos, tentamos né.
- To com vontade de pão de queijo. - Luan falou.
- Mas agora é almoço. - Falei.
- Eu sei, mas moço, não tem pão de queijo? - Luan perguntou ao garçom.
- Temos, está no cardápio de salgados e lanches, está com a criança. - O garçom respondeu. Luan fez cara de ''entendi, entendi'' e pegou o cardápio de Henrique, que ficou bravo, mas dei o de comida para ele, que sossegou.
- Quer lanche ou comida? - Perguntei para Henrique.
- Lanche mamãe. - Ele respondeu.
- Não acredito que você perguntou isso a ele! - Luan falou escolhendo seu suco.
- Que que tem? - Sismei.
- Uai, qual você prefere Henrique, lanche ou comida? - Luan disse.
- Porque você está zoando? - Perguntei.
- É a mesma coisa que você perguntar para uma criança, você quer doce ou remédio? - Luan disse.
- Ah, entendi! Você não presta né? - Falei rindo.
- Quero te fazer rir, apenas isso. - Luan disse alisando meu queixo, sempre com esse costume que eu amava.
- Obrigada amor. - Falei sorrindo, mas logo acordamos para vida quando vimos que os garçons ainda esperavam nossa resposta.
- Rapaz, coitado dos caras! Vamo logo Laura, escolhei ai! - Luan disse rindo.
- Eu quero comida, arroz, feijão, bife a parmegiana e salada. E para beber um suco de laranja. - Falei e o moço anotou tudo.
- Nossa, só você vai comer comida. - Luan falou.
- To gravida filho, quer que sua filha que nem nasceu coma gordura? - Falei rindo, exagerada por brincadeira.
- Que chato! E você Rique, o que quer? - Luan perguntou beliscando ele, que gritou, mas baixo.
- Ai!
- O que você quer filho? - Perguntei.
- Lanche! - Ele respondeu.
- Mas qual? - Perguntei e ele apontou um hambúrguer com queijo que tinha a foto no cardápio.
- Ah sim, esse lanche aqui, com o que para beber filho? - disse ao garçom e logo depois perguntei a bebida de Henrique.
- Coca - Ele respondeu.
- E uma coca de lata. - Falei.
- Ja eu quero dois pães de queijo e um hambúrguer igual do Henrique. - Luan falou.
- E para beber? - O garçom perguntou.
- Para beber eu quero uma coca de lata também. - Luan falou e ele anotou e foi para dentro. Ficamos rindo, conversando e até cantando enquanto a comida não chegava. Mas quando chegou não perdemos tempo, nem comunicar nos comunicamos. Comemos tudo e depois pedimos sorvete. Tinha cada sabor estranho e o palhaço do Luan fez questão de pegar o mais exótico. O garçom trouxe para nós e eu não pude deixar de elogiar o restaurante, pois comi a comida estava muito boa mesmo.
- Olha, muito bom viu? Abriu recentemente né? Minha mãe mora aqui e da ultima vez que vim não havia ainda... - Comentei.
- Depende de quando você veio da ultima vez! Tem um tempinho já! Obrigada pelo elogio, espero que voltem sempre. - Ele respondeu e Luan só observava, com ciumes.
- Magina, realmente gostoso demais. A ultima vez que vim foi, ah... Não me lembro! - Falei rindo, ele sorriu de volta e entrou para dentro. Luan emburrado perguntou:
- Nossa, amou o garçom em? - Não acreditei quando ouvi aquilo, ri bastante.
- Você é bobo?
- Sou, por você.
- Por mim e de ciumes também né? - Falei.
- Tenho mesmo!
- Não precisa ter! - Falei e dei um selinho nele.
- Vamos embora? - Luan perguntou.
- Espera o Henrique terminar o sorvete. - Falei.
- Ok. - Luan então disse e nós dois esperamos Henrique terminar. Assim que ele acabou, pegou o papelzinho e todo bonitinho levou até o lixo.
- Vamos agora meus amores? - Luan perguntou.
- Vamos, mas antes leva o Henrique no banheiro amor e lava a boquinha dele tadinho, olha como se lambuzou. - Pedi a Luan.
- Claro amor. - Ele disse e se levantou com Henrique e os dois foram para o banheiro. Quando voltaram, Henrique correu para perto de mim enquanto Luan foi pagar a conta. Depois de tudo certo, Luan voltou arrumando a carteira e dando para Henrique um saquinho com algumas balas, chicletes e chocolates.
- Nossa que delicia, tem pra mim? - Perguntei brincando.
- Tem não. - Luan disse, zoando, espero.
- Nossa, deixa você! - Falei.
- Tem sim amor, Henrique, divide com nóis rapaz! - Luan pediu para Henrique que todo metido falou que não.

Capitulo cento e vinte e oito

O Luan foi até a porta e a fechou antes que eu pudesse sair. Vi os olhos dele ficarem com a expressão de triste, por aquele momento estar acontecendo. Logo ele, que tem a família tão unida presenciando uma cena de uma briga familiar. Claro, isso acontece com todos, mas minha família era repartida. 
- Luan, por favor. - Falei implorando.
- Laura, você tem que enfrentar seus medos. - Luan disse.
- Como se fosse facil né? - Falei.
- Faz parte da vida Laura. - Luan dizia com calma, apesar de bravo.
- Você nunca vai entender. - O implorei, tentando abrir a porta. 
- Eu estou tentando, mas você não quer ser entendida. - Luan disse, ainda baixo. Ele não era de dar escândalos. 
- Eu não quero ser entendida? Luan, eu preciso ir embora. - Falei chorando.
- Porque? - Luan disse e eu abaixei a cabeça. 
- Anda Laura, me diz porque! - Luan insistiu, então abaixei a cabeça, mas logo levantei enxugando minhas lágrimas.
- Porque eu não quero voltar a minha infância. - Falei o encarando. 
- Meu amor, eu to com você. Não precisa ter medo, você precisa ser forte, é aceitando os erros do passado e tentando os concertar que você vai viver. Porque viver não é só respirar, viver é aprender. - Luan disse, me deixando no chão. 
- Luan, isso ta me fazendo mal, eu to pedindo pra me tirar daqui. - Falei. Mas por mais que discordasse, ele tinha razão.
- Laura, eu estou do seu lado para te ajudar, eu não só seu namorado, seu noivo, seu marido. Eu não sou só o pai do seu filho. Eu sou eu e você, nós somos um só e eu não estou contente com essa cena. Essa guerra que irá te fazer mal. - Luan disse continuando.
- Olha para sua mãe, vejo o arrependimento em seus olhos, esse afastamento a desgastou. Ela reviveu, sua irmã a deu uma família, coisa que você também esta dando a ela. Ela quer ver perdão e isso deve haver sempre. Pensa se no futuro, nossa filha, nossa Brenda se revolte com você. Seu perdão seria tudo. E se caso ela odiasse Henrique? - Luan disse supondo, tentando abrir minha cabeça, meu coração, meu ser. 
- Mas ela não é filha do meu pai, minha mãe nos largou e voltou com ela. Eu sempre fui próxima da minha mãe, mas não sou obrigada a conviver com a filha dela. - Falei, confesso que meia ignorante. Meia não, inteira. 
- Você está sendo injusta Laurinha, Henrique também não é do Felipe? Sim, o considero meu. Mas Brenda terá que saber que ele é seu meio irmão de sangue. - Luan disse. 
- Mas nós vamos ensinar isso a Brenda, minha mãe nunca me educou dessa forma. De jeito nenhum. Ela sempre me manteve longe dela. Eu ia visitá-la, morria de felicidade com ela, mas a filha dela nunca aparecia. - Falei, insistindo.  
- Foi um erro dela, mas existe o perdão. Cultive ele, para você não colher consequências, Laura! - Luan disse e comecei a colocar minha cabeça no lugar. Mas não no local que eu queria, mas sim no certo. Naquilo que eu devia realizar e fazer. 
- Tudo bem Luan, espere no carro com Henrique. - Falei a ele.
- Não precisa ter vergonha, de mim não. Eu adoraria ver essa cena, eu quero seu bem. - Luan me disse. 
- Lu, me espera no carro. - Falei e ele então foi. Primeiro foi se despedir de minha mãe. 
- Minha senhora, me desculpe pelo o ocorrido hoje. Mas acho que o almoço não será muito bem vindo nesse momento. Mas não se preocupe, vou levar eles para almoçar. Só não as convido porque sei que está difícil de ter contato, mas sabia que eu vou cuidar muito bem da sua família. - Luan disse a minha mãe e depois se despediu de minha irmã e depois da menininha, no caso minha sobrinha. Logo em seguida Henrique as beijou e depois foi junto com Luan para o carro. Dei um beijo em minha mãe e a pedi desculpas.
- Mas minha conversa não é com a senhora. - Falei e puxei Lorena para um quarto, que supostamente era dela. 
- Laura, eu não tenho culpa de nada! - Ela me disse, nos sentamos na cama para conversar. 
- Eu sei, mas isso me machuca. - Falei.
- Eu jamais queria ser como uma pedra em sua vida. Se alguma fez te fiz algo, além de ter nascido, peço desculpas. Eu nunca pedi desculpas com tanta verdade na palavra. - Lorena disse. 
- Eu queria minha mãe e meu pai juntos, eles são tudo para mim. Mas depois de um tempo, parece que me torcei um nada na vida deles. - Soltei. 
- Não fala assim, minha mãe morre de orgulho de você. - Ela falou.
- ''Minha mãe'' está vendo? - Falei.
- É costume. Me desculpe. 
- Tudo bem, desculpe eu pela marcação, ou melhor, pela birra. Realmente não sabemos o dia de amanhã. Mas vamos com calma ta? É muita coisa pra um dia só, um afastamento de anos, não surge em nem uma hora que estou aqui. - Falei e dei tchau, sem beijos ou abraços. Era dificil pra mim, mesmo nunca contando para ninguém. Sai do quarto então e passei pela cozinha para ir embora, mas antes vi que o convitinho de meu casamento estava jogado no chão. Com cuidado devido a barriga, me abaixei o olhei, sorri ao ver a minha vida realmente se ajeitando. Me levantei e entreguei para minha mãe. 
- Espero vocês lá. - Falei sorrindo.
- Sua irmã pode ir? - Minha mãe me perguntou.
- Mãe, sem pressões. Mas se vocês sentirem que é o momento, vou recebe-los com todo o amor. Preciso ir agora, fica bem. Tchau. - Falei e a abracei, beijei a menininha e fui embora. Entrei no carro, aonde Luan esperava com cara de bravo. 

terça-feira, 23 de julho de 2013

Capitulo cento e vinte e sete.

- É pra dar pra minha mãe! - Falei.
- Entendi, ela ta precisando? - Luan perguntou. 
- Não sei. - Falei 
- Entendi.
- Eu sempre dou. - Falei e Luan sorriu.
- Ta certa, mas eai, bora? - Luan perguntou e eu afirmei que sim. Então com minha ajuda, Luan chegou rapidinho na casa de minha mãe. Descemos, peguei Henrique no banco de trás e peguei as coisas que comprei. Toquei a campainha, porque a casa era meia antiga, então não tinha interfone. Mas mesmo com a campainha, ninguém atendeu. Luan então ficou batendo palma que nem um doido e depois minha mãe abriu a porta. Luan pegou Henrique no meu colo e esperamos minha mãe vir até nós. Ela se aproximou, sorriu ao ver Henrique e cumprimentou eu, depois Luan e Henrique.
- Oi... - Luan falou muito educado.
- Oi Luan, tudo bem? - Minha mãe perguntou.
- Tudo sim, trouxe sua filha, seu neto para te ver.
- Muito obrigado pela gentileza, faz tempo que ela não vem mesmo.
- É, está bem corrido para a gente ultimamente, coisas relacionadas ao casamento. - Luan explicou.
- Entendo. O filho cresce e nos distanciamos dele... - Minha mãe falou.
- Mas nunca fomos tão próximas mãe. - Falei.
- Mas éramos uma família Laura. - Ela disse e eu concordo, mas o tempo desgastou muito tudo.
- Sim, somos ainda, por isso que vim te convidar para meu casamento, mãe. - Falei sorrindo.
- Bom, entrem! - Ela convidou e então entramos.
- Com licença. - Falei entrando com minha ''turma'' da pesada.
- Oh filha, que isso, precisa pedir permissão não. - Minha mãe disse abrindo tudo e nos pedindo para sentar. Nos sentamos e ela foi para o quarto e voltou com um bebe em seu colo. Luan sorriu ao ver, pediu para pegar no colo como sempre agia ao ver uma criança em sua frente. Então minha mãe deu o bebe para ele então. 
- De quem é esse bebe mãe? - Perguntei.
- Da sua irmã. - Ela disse, olhei para Luan na hora, mas ele não viu, estava concentrado brincando com a bebe. Era uma cena bonita, via nossa filha futuramente em seu colo.
- De quem? - Perguntei a olhando profundamente, não acreditando, para falar a verdade.
- Sua irmã, ela também construiu uma família, assim como você. - Minha mãe respondeu.
- Eu não engulo ela mãe, desculpa. - Falei sorrindo amarelo.
- Ela é sua irmã Laura! - Minha mãe disse.
- Mãe, você nunca me aproximou dela. Afeto a gente ganha quando a criança nasce, não quando ela já tem... Quantos anos ela tem? - Perguntei.
- 18, ela é 5 anos mais nova que você. - Minha mãe respondeu.
- Ah sim, me recordo mais o menos disso. - Falei.
- Quer pegar ela? - Luan perguntou olhando para mim. Não disse nada, apenas afirmei que sim. Ele então a colocou em meu colo e eu brinquei com ela, até uma menina, bem parecida comigo apareceu na cozinha, gelei na hora. Eu sabia que era minha irmã, que sabia que chamava Lorena por causa que uma vez meu pai havia comentado comigo. A encarei.
- Mãe? Posso pegar a bebe? Não sabia que suas visitas tinham chegado, desculpe, eu sei que você me pediu para ficar no quarto. - Ela disse, suspirei bem fundo, ainda com a bebe no colo.
- Eles vieram para almoçar, Lorena. - Minha mãe disse a ela, que fez uma cara de entendida.
- Mãe? - Falei, mas ela não me escutou.
- É bom você estar aqui, vocês precisam ser amigas. - Minha mãe falou e apenas neguei.
- Laura, diga pelo menos oi a ela. - Minha mãe retornou a falar.
- Mãe, não faz isso comigo. - Falei.
- Laurinha... - Luan disse me pedindo, sei que todos ali ficariam bravos comigo, até Henrique que já estava se apegando em sua ''prima'' então me levantei e fui até Lorena, minha meia irmã.
- Sua filha... - Falei sorrindo e ela retribuiu, esticando suas mãos para pegá-la.
- Obrigada, não quero atrapalhar o seu almoço com minha mãe, estou de saída. - Ela respondeu.
- Ela é minha mãe também. - Falei sorrindo de canto, meio ironica.
- Sim, eu sei. Mas me desculpe, estou acostumada já. - Lorena me falou com sua bebe no colo.
- Acostumada de roubar minha mãe? - Falei, não me aguentei. Luan então me mandou parar.
- Isso só vai fazer mal a você amor, para de relembrar isso. - Luan dizia para mim.
- Calma filha, não fica lavando roupa suja não! - Minha mãe pediu, claro que ela queria esconder todo o passado.
- Mãe, essa menina nunca esteve aqui quando eu vinha te visitar, nossa relação era tão boa, mas ela já te tomou muito de mim, por favor, você poderia ter mandado ela ir embora né? - Falei.
- Eu pensei que vocês... - Minha mãe respondeu mas nem deixei ela continuar.
- Não mãe, não vamos ser próximas. Você sempre respeitou isso, agora está me forçando a engolir ela, eu não quero. - Falei.
- Laura, para! - Luan pediu.
- Eu vou embora, falei segurando minha barriga e já me dirigindo para a porta. 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Capitulo cento e vinte e seis.

Primeiro o Luan se ausentou um pouco dos shows, mas nunca de seus fãs. Então fomos entregando os convites primeiro para os amigos. A maioria era do Luan, eu não conversa muito com as pessoas. Meu melhor amigo era o Luan e meu filho, apenas isso. Mas tinha outros conhecidos, no qual conversava antes de ter o Henrique. A única pessoa que não me passou pela cabeça de chamar era Felipe. Ele era meu amigo, mas se a palavra ''era'' substituiu a palavra ''é'' é porque algo de ruim aconteceu. Ele me trouxe coisas muito más e para falar a verdade acho que a única coisa boa foi Henrique, que hoje é minha vida inteira. Eu nem sabia aonde Felipe morava hoje em dia, e não tenho interesse nenhum de saber. Luan também por respeito a mim, excluiu Marcela de sua lista. Depois de alguns dias entregando os convites para os amigos nossos, perdemos muito tempo e dinheiro também, pois os de Campo Grande, Luan fez questão de entregar pessoalmente, fazendo isso gastar muito tempo. Os meus eu mandei por correio mesmo, e Luan mandou alguns convites para seus amigos pelo correio também. Ele fez questão também de ir para Manaus, convidar seus tios que ali moravam. Nessa viagem eu fui com ele, apenas nós dois, Henrique por escolha dele próprio ficou com a vó Mari. Foi um tempinho bom pra eu e Luan cuidar da gente, e seus parentes de lá eram absolutamente simpáticos. Voltamos para Londrina e continuamos entregando os convites para os mais disponíveis. Os famosos amigos de Luan foram convidados por correio, até porque dificilmente paravam em casa. Depois de todos os convites entregues pela parte de Luan, fui na minha mãe junto com ele e Henrique levar o convite dela. Pegamos uma estradinha e logos chegamos na casa dela, que era ali no estado nosso. Comparando aquelas viagens com uma no Paraná, a até minha mãe era bem mais próxima. Quando chegamos a primeira coisa que fizemos foi procurar um hotel, para não precisarmos dormir na minha mãe, e também não havia nem lugar lá. Achamos um hotel bom, guardamos nossas coisas e descansamos a tarde toda. A noite saímos para dar um passeio por Ponta Grossa e jantarmos em um restaurante perto do nosso hotel. Assim que acabamos fomos embora e e quando chegamos no hotel liguei para minha mãe avisando que iamos almoçar com ela amanhã. Depois disso tomamos banho e capotamos. No dia seguinte acordamos cedo e nos arrumamos. Peguei um convite e fomos levar para minha mãe.
- Amor, eu dirijo, já sei a casa e é mais fácil. - Falei para Luan enquanto nos arrumávamos no carro. 
- Nada disso mocinha, lembra que você já bateu o carro e a muié disse que você tinha que evitar dirigir? Eu dirijo, estou bem disposto e não tem necessidade de você se esforçar. - Luan disse se sentando no banco de motorista e eu me arrumando no de passageiro. Ele então foi dirigindo. 
- Amor, antes de ir pra minha mãe, passa no mercado? - Falei e fui o guiando e mostrando aonde era um supermercado. Luan estacionou então e esperou eu descer. Mas antes perguntou se eu não queria dinheiro, mas eu tinha então recusei. Ele então deixou quieto e ficou com Henrique no carro. Entrei no mercado. Peguei uns chocolates e outras porcarias para Henrique comer de tarde, pois minha mãe não comprava porque não tinha criança lá. Passei no caixa, paguei e antes de voltar para o carro entrei no banco e saquei um dinheiro. Ainda com ele na mão e também as sacolas, entrei no carro me arrumando. 
- Porque esse dinheiro? - Luan perguntou antes de dar partida. 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Capitulo cento e vinte e cinco.

- Agora começa os filmes de terror! - Luan chegou gritando.
- Cala a boca. - Bruninha falou e eu ri.
- Vich menina, vai lá com o Lucas vai. - Luan disse a zoando demais. Bruninha então mostrou a língua para Luan e ele retribuiu. Pareciam dois bebes brigando. Mas pararam e nós continuamos assistindo o filme de comédia. A risada de Luan era perfeita, assim como suas mãos que apertavam a almofada de tanto rir. Depois o Luan colocou em outro filme, de terror. Eu não gostava tanto, tinha medo. Mas ele e sua irmã se divertia e isso para mim bastava.
- Bu. - Luan fazia para me assustar e sempre conseguia pois estávamos todos em silencio e ele vinha me assustar.
- Para de ser sem graça - Eu dizia brava e ele ria.
- Ta com medo medrosa! - Ele atiçava.
- Medo vai ficar você de mim se não parar! - Falei rindo e indo acender a luz. Aproveitei e fui me sentar perto da Bruna para Luan não ficar me enchendo. Mas do nada a luz acendia de novo e sozinha. Depois descobri que era o palhaço do Luan, que fazia isso para a gente ficar brava. 
- Palhaço! - Falei rindo depois de saber que era ele. 
- Calma meu amor, eu cuido de você. bicho papão nenhum vai te tomar de mim. - Luan disse me abraçando.
- É, bicho papão nenhum, mas uma Marcela quem sabe né? - Falei lembrando da amiguinha do Luan.
- Para amor! Nem sei mais da existência dela. - Luan disse se ajeitando no sofá.
- Bom mesmo, ela não pisa no nosso casamento. - Falei e nós dois rimos. A Bruna depois perguntou sobre os detalhes do casamento e avisamos que iriamos acertar as coisas amanhã. Ela então entendeu e com sono, falou que ia subir. Mas Luan segurou ela por um tempo ainda. Assim que acabou, eles colocaram em bob sponja e ficaram rindo e assistindo. Depois fizemos brigadeiro e continuamos fazendo a festa, mesmo com sono. Depois vimos que era 03:00 da manhã, subimos e eu e Luan ficamos conversando no quarto. Depois capotamos. No dia seguinte acordamos cedo e mortos de sono. Eu fui resolver junto com o Luan as coisas do nosso casamento, pois se não ele não sairia né? Fomos por parte, pegamos a lista de convidados com Mari que acrescentou algumas pessoas que o Luan havia esquecido e alguns amigos da família e também algumas amigas da Bruna. Só pediu uma restrição para Bruna, não queria aquela amiga dela, Marcela que já se envolveu com Luan em meu casamento. Depois de pegarmos a lista, demos uma olhada novamente, se todos os amigos do Luan estavam na lista tudo. Quando acabamos de ver, fomos até um buffet chique demais. Conversamos com a organizadora e gostamos muito do jeito que eles montavam o salão. E o melhor era que eles faziam tudo, decoração da igreja e local da festa, nós escolhíamos as roupas e eles mesmo cuidavam de tudo, só precisávamos provar. Também providenciavam os doces e todas as comidas.
- Vocês só precisarão dos nossos serviços, tudo completo e profissional, fizemos já casamentos de grandes artistas e é uma honra vocês nos procurarem. - A moça falou e resolvemos tudo. 
- Então fechou cara? Fica pronto tudo antes dela ter o bebe? - Luan perguntou eufórico. 
- Quantos meses ela esta? - A mulher perguntou. 
- 6. 
- Então dá, arrumas tudo e vocês sobem no altar, tudo bem? - A mulher respondeu. 
- Isso cara! Que legal! - Luan respondeu e nós todos rimos. Depois de uma longa conversa, combinando tudo e escolhemos aquela empresa mesmo, o Luan havia adorado e eu também. Marcamos de fazer nessa semana mesmo as provas das roupas e das comidas. Voltamos pra casa e para dizer a verdade, nosso mês foi todo resolvendo as coisas do casamento. Convites, roupas, flores, comidas. Eu estava vivendo um sonho e Luan estava sempre muito presente. Foi assim o mês inteiro, nessa vibe de casamento. Mas ainda faltavam dois. Assim que os convites ficaram prontos fomos entregando. Fomos por parte. 

Capitulo cento e vinte e quatro.

- Não amor.. Não precisa. - Falei sorrindo, vendo a confiança do Luan em mim e até a preocupação.
- Mas você não vai comprar nada lá? - Luan disse olhando para mim como uma carinha bem fofa.
- Vou amor, mas tenho a mesada do meu pai ainda graças a Deus, ele sempre lembra de mandar todo mês o dinheiro e muitas vezes acabo nem gastando. - Falei a ele. 
- Ué, mas guarda esse dinheiro pra você. Pega esse cartão e compra lá! - Luan disse, esticando os braços com o cartão na mão e um papelzinho com a senha também.
- Não amor, não precisa de verdade! - Falei.
- Se você não pegar, vou ficar muito bravo! - Luan disse fazendo cara de sério. 
- Ok amor, vou pegar. - Peguei para ele não ficar bravo comigo, mandei outro beijo no ar para ele que retribuiu e eu desci as escadas. Logo encontrei a Mari se maquiando na sala, dei uma ajudinha a ela e nós duas fomos saindo. Antes procurei Henrique pela casa, ele estava na cozinha fazendo um lanche. Avisei que ia sair e logo voltava. Fiquei tranquila quando vi que ele ia dormir com o Seu Amarildo depois de tanto nadar. Dei tchau então para ele e nós duas fomos para o shopping. Como não podia dirigir devido aquela vez, a Mari foi com seu carro e como ela era uma ótima motorista, chegamos rapidamente. Descemos então e fomos na loja que Mari ia trocar suas roupas. Aproveitei que bem na frente havia um mini caixa eletrônico, aonde saquei um pouco da minha mesada que era bem grandinha. Entrei na loja de novo e dei umas opiniões e ajudinhas para Mari sobre as roupas. Depois daquela loja, fomos para uma de bebe, aonde fiz a festa. Vi um jogo de quarto, com berço e tudo mais para comprar, mas queria escolher tudo isso com o Luan. Então fiquei somente nas roupas. Comprei muitas, não conseguia nem contar. Depois fomos comer algo e novamente voltamos nas compras. Comprei umas roupas para Henrique e algumas para o Luan. A Mari também comprou para o Amarildo e a Bruna. Depois disso, ficamos rindo um pouco e paramos para conversar, até que meu telefone tocou, era o Luan. Logo atendi. 
- Oi? 
- Oi amor... - Luan falou.
- Diga... - Falei
- Ta bao ai? - Ele perguntou, ciumentinho. 
- Ta ótimo amor. - Falei.
- É, mas sabe do que eu lembrei? Que você deixou para trás seu filho, seu marido e sua filha só foi porque ta na sua barriga... - Luan disse rindo.
- Calma amor, eu disse que as 19:00 horas eu voltaria, to voltando ué! 
- Amor, você ta caduca? - Luan perguntou. 
- Eu não, porque? - Perguntei.
- Já são 21:15! - Luan falou e até me assustei.
- Não sabia amor, me desculpa já estou indo. - Falei e desliguei. Eu e Mari então resolvemos ir embora, mas antes passamos numa lanchonete aparentemente muito boa para levar lanche para os chatinhos da casa. Compramos e fomos embora. Quando chegamos, eles comeram e eu fui tomar um banho, sequei meu cabelo e desci, estavam todos na sala. 
- Oi gente... - Falei me sentando no chão, pois em um sofá estava a Mari, o Amarildo e o Rique, e no outro estava a Bruna e o Luan esparramados. 
- Amor, senta aqui no meu colinho. - Luan disse, então eu fui para não precisar ficar no chão que estava meio frio. Ficamos assistindo a novela, e quando acabou Luan colocou em um filme. Assistimos juntos também e depois os pais de Luan foram dormir. Henrique já estava dormindo, então Luan o levou para a cama e depois desceu. 

sábado, 13 de julho de 2013

Capitulo cento e vinte e três.

Entrei no quarto e fechei a porta. Peguei uma calça jeans e uma bata, para não marcar tanto a barriga e ficar feio. Me olhei no espelho e gostei muito do resultado, fazia tempo que não usava uma calça jeans porque achava que ficava feio para mim gravida, mas havia adorado. Ainda olhando no espelho, vi o Luan entrando de fininho, acho que era para me assustar ou até para me fazer uma surpresa. Fingi que não estava o vendo e continuei me olhando e alisando minha barriga. Esperei Luan estar bem próximo e me virei rapidamente para ele, fazendo nossos lábios se encostarem. Olhei para Luan e dei risada, mas não muito extensa porque acabamos nos beijando. 
- Ai eu venho aqui no meu quarto tomar um banho porque o meu pai e o Henrique ta la no de baixo, ai eu entro e vejo minha mulher e minha filha se admirando no espelho, na próxima eu tiro foto de tão bonitinho que você estava. - Luan disse alisando meu queixo.
- Não estava me admirando, até porque não me acho bonita. Tava vendo se a calça ficou boa com a bata! To parecendo um balão amor? - Perguntei a ele, que riu bastante.
- Você não é bonita, nem bonitinha você é. Você é maravilhosa, e não esta coisa nenhuma parecendo um balão, você é a mulher mais bonita do mundo, ainda mais abrigando nossa filhinha! - Luan disse eu o abracei. 
- Te amo. - Falei e ele alisou novamente meu queixo, depois olhou para minha boca, acompanhando o sorriso gigante que dei.
- Amo você, seu sorriso... Tudin! - Luan disse e eu sorri novamente, era inevitável.
- Você é lindo amor, mas agora me acha uma escova? Vou pentear meu cabelo e ir no shopping com sua mamãe. - Falei rindo, tentando achar a escova dentro daquele quarto bagunçado.
- Eita muié, acho que tem uma na minha mala. Eu pego pra você. - Luan disse rindo e se abaixando e pegando a mala embaixo da cama. 
- Rápido amor. - Falei tentando o acelerar. 
- Calma né muié? - Luan disse, então fiquei quieta esperando. Logo ele me trouxe a escova e eu escovei o cabelo, estava ficando gigante, para a minha felicidade. 
- Obrigada amor. - Falei dando um selinho nele e logo pegando minha bolsa na poltrona. 
- Nem vai me dar um beijo direito? - Luan perguntou me puxando para ele.
- Vou amor, mas espera eu passar uma maquiagem rapidinho aqui. - Falei sorrindo, o beijando várias vezes e depois indo no banheiro, aonde me perfumei e passei uma maquiagem bem levinha. Coloquei uma sapatilha e me olhei novamente no espelho, estava tudo bom então fui até o Luan que estava na cama. Dei outro beijo nele. 
- Amor, vou ir agora... - Falei.
- Ok amor, que horas você volta? - Luan perguntou. 
- Não sei, que horas são? - Falei toda enrolada abrindo minha bolsa para ver em meu celular, mas Luan foi mais rápido. Olhando em seu celular.
- 15:34 amor. - Ele disse. 
- Então, até as 19:00 to aqui. - Falei jogando um beijinho no ar para Luan e indo embora, mas ele me chamou novamente. 
- Amor? - Luan chamou.
- Oi? 
- Pega aqui, pra você comprar algumas coisas pra você, pro Rique, pra Brenda... - Luan disse entregando seu cartão pra mim.  

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Capitulo cento e vinte e dois.

- Ainda bem que o Rique foi brincar, não gosto de ver ele na frente da tv o tempo todo. - Falei para Mari mostrando minha preocupação.
- Ele adora assistir desenho né! - Ela respondeu. 
- Sim, mas deve maneirar. Tem apenas 3 anos. - Respondi enxugando os pratos enquanto a Mari os lavava. 
- Verdade, é gostoso assistir, mas desde que tenha controle. - Mari falou e eu concordei. 
- Claro, a tv deve ser usada para entretenimento, não por dependência. Sou uma mãe legal, novinha... Mas quero ele correndo, brincando. Ele mal sai para fora. - Falei e Mari levantou a cabeça afirmando.
- Eu tinha a mesma preocupação que você quando as crianças eram novinhas, ainda os considero crianças. - Mari falou e eu cai na risada. 
- O Luan é muito bebe, mas ao mesmo tempo com muita seriedade. Ele sabe brincar com o Henrique e também ser responsável. - Falei sorrindo guardando a louça. 
- Ele se da bem com o Luan né? - Marizete perguntou.
- Ele gosta muito do Luan. Os dois são brincalhões. Acredita que o Henrique me chutou hoje? Fui puxar Henrique pela mão para ele ir tomar banho e ele começou fazer birra. - Falei lembrando indignada. 
- Nossa Laurinha, e ai? 
- Ai meu sangue subiu né? Quase dei uns tapinhas nele, mas o Luan mandou eu parar e foi dar banho nele. - Falei.
- É, mas devia ter feito algo. Se deixar o Luan comandar tudo, ele vai ceder até as coisas mais absurdas. O Luan é muito imaginativo. Isso é bom por um lado, ele tem ideias geniais e únicas, mas por outro é ruim, pois acaba mostrando para Henrique que pode fazer tudo o que quer. - Mari falou. 
- Muito verdade isso, mas vou colocar umas ordens em Henrique. - Falei rindo e Mari riu também. Ficamos em silencio por um tempo e depois terminamos de arrumar tudo. Contei pra ela sobre a bebe, que estava otima. Ela ficou muito feliz e me fez um convite.
- Quer ir no shopping comigo? Preciso ir trocar algumas roupas que não me cairam bem, ai a gente da uma voltinha por lá! - Mari me chamou, pensei um pouco mas logo a respondi.
- Vamos sim, to muito dentro de casa, mal saio! - Falei sorrindo.
- Vamos então! Mas vou subir rapidinho para tomar um banho, ok querida? - Mari perguntou. 
- Claro, vou subir também, vou me arrumar. - Falei e subimos. 

Capitulo cento e vinte e um.

- Henrique? - Falei na escada, mas ele nem deu bola. 
- Filho? - Tentei novamente. Ele continuou a me ignorar, seu desenho estava melhor. 
- Agora é sério, desliga essa televisão e sobe comigo agora. - Falei.
- Só mais um pouco mamãe, ta acabando. - Ele pediu e voltou a prestar atenção na tv bufando. Desci então e fui na cozinha beber água e quando voltei falei novamente.
- Vamos Henrique! 
- Agora não... - Ele respondeu, me irritei e fui lá e desliguei a tv. 
- Vamos, vou te dar banho. - Falei estendendo a mão para ele que segurou nela e subiu comigo. Emburrado, mas subiu. Quando chegamos no quarto, ele subiu na cama e já pegou o controle para assistir desenho de novo. 
- O que você está fazendo Henrique? - Perguntei, já sabendo. 
- Assistindo desenho. 
- Mas eu já mandei você parar, ficou a tarde inteira! 
- Só mais um pouco mamãe! - Ele implorava.
- Vamos tomar banho filho. 
- Não...
- Agora é sério, estou mandando. - Falei puxando ele pela mão. Ele reclamou e começou me chutar, isso nunca havia acontecido. 
- Para Laura ta doida! - Luan falou largando seu celular na cama e indo pegar Henrique no colo. 
- Luan, esse menino só fica assistindo desenho! Ele ta viciado em tv. - Brinquei, mas era sério. 
- Muié, calma! Ele é pequeno ainda, não tem ninguém para brincar, quer que ele fique conversando com a gente? Ele não gosta, nossas conversas são sem graças pra ele. - Luan falou tirando a roupinha de Henrique. 
- Tudo bem, vai dar banho nele? - Perguntei. 
- Vou! - Luan avisou e levou ele para o banheiro. Aproveitei aquele tempinho e peguei meu celular e entrei no meu twitter. Tweetei: ''Oi bonecas e bonecos! Vim desejar boa noite!'' ''Muitas pessoas aqui me pedindo para entrar com mais frequencia. Mas não é sempre que da..'' ''Não briguem comigo, tento sempre que da entrar aqui... Tipo agora, sobrou um tempinho e entrei!'' 
''Essa semana vamos atrás das coisas do casamento, prometo manter vocês informadas!'' 
''Hum.. Gostei da ideia de sortear algumas fãs para irem no casamento, falarei com Luan sobre isso, ele vai adorar. Mas não é nada certo!''
''Quero vocês nesse momento, amo muito!! Agora tenho que ir, beijos!!!'' 
Dei tchau e sai pois Henrique e Luan já estava no quarto. Troquei Henrique e nós três deitamos na cama. Ficamos brincando de fazer cosquinhas um no outro e ainda tivemos a oportunidade de juntos, vermos a bebe chutar minha barriga. Doía, mas era uma dorzinha satisfatória. Rimos bastante e Henrique conversava com a irmãzinha. Logo depois capotamos e no dia seguinte acordei com o despertador que coloquei para ir tomar banho, tinha médico para saber se estava tudo bem com a bebe. Terminei meu banho, me troquei e terminei de me arrumar, nessa hora Luan acordou e pediu para ir junto, ele se trocou e nós fomos. Ele foi dirigindo e logo chegamos. Entramos no consultório que por ser de manhã não tinha ninguém, falei meu nome e logo entramos na sala. Cumprimentei a médica e fizemos a ultrasom. A bebe estava enorme, linda e bem gordinha. Luan ficou todo bobo e ficava tirando foto das imagens pelo seu celular. Depois que a ultrasom acabou fomos embora para a casa e dormimos até a hora do almoço. Troquei Henrique e nós três descemos. Demos bom dia para Marizete e para Amarildo, A Bruninha não estava lá. Comemos uma comida caseira da Mari e estava maravilhoso, Henrique esperou fazer a digestão e foi para a piscina com Amarildo e Luan. Enquanto isso fiquei na cozinha com a Mari arrumando tudo por ali. 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Dois hoje negas, to de férias! Hahahah comentem nesse post aqui o que tão achando? Jaja chega o casamento em? Hahahaha e ignorem as datas que estão nos posts, estão erradas na maioria das vezes... Por isso que peço para não seguirem atraves das datas e sim dos capitulos! Beijos lindas 

Capitulo cento e vinte.

- Eu não vou mentir, as vezes me bate um vazio. Amor, quem vai me ver provar meu vestido de noiva?! - Falei.
- Eu. - Luan disse me fazendo sorrir. 
- Amor, o noivo não pode. 
- Da azar né? 
- Da amor. 
- Mas Laurinha, olha pra traz, olha quanta coisa a gente já passou. Você acha que algum azar vai nos destruir? Vamos lembrar rapidamente... Você foi me ver em um show meu, nos apaixonamos e depois ficamos. Mas aquele seu amigo louco forçou a barra com você, você engravidou dele e fugiu do país com seu pai. Depois que o bebê tinha um ano, voltou para cá e descobri e fui receber vocês. Fomos mantendo contato e voltamos, seu amigo doido voltou, tentou pedir a guarda mais cedeu  e nunca mais apareceu. Depois que estávamos juntos uma ficante minha arrumou briga com você, e depois brigamos por muitas outras coisas, até por carro e lista de casamento, mas não vivemos um sem o outro. Você acha mesmo que eu ver seu vestido antes vai nos fazer separar? - Luan disse e eu chorei de alegria ai ouvir aquelas frases tão consoladoras. O abracei e fiquei um tempo assim com ele. 
- Hoje to botando tudo para fora, desculpa por esse drama todo amor. - Falei. 
- Magina, não é drama. Você é forte demais. Eu no seu lugar não aguentaria. - Luan falou. 
- Mas Lu? - Falei. 
- Oi meu amor. 
- Mas não quero que você veja meu vestido ta? 
- Não vou ver minha boneca. Mas você não vai sozinha não. A Bruna vai com você e minha mãe também. Elas vão adorar. - Luan falou e fiquei muito feliz.
- Elas são uns amores! Claro que vão aceitar, vamos juntas escolher meu vestido. Agora o problema é minha lista. - Falei rindo. 
- Quem você quer por nela? - Luan perguntou. 
- Meu pai, minha mãe e umas conhecidas minhas de Curitiba. Eram muito minhas amigas mas com a vida fomos nos afastando. - Declarei. 
- Isso, convida. Elas vão ficar muito felizes. 
- Vão Lu. - Falei sorrindo e ele me roubou um beijo mas logo terminamos de arrumar nossa lista e descemos com ela. Luan mostrou para sua mãe que se sentou e olhou com calma e concordou com todos os nomes. 
- Não quer acrescentar ninguém mãe? - Luan perguntou. 
- Só umas amigas. - Ela falou. 
- Ok, faz sua lista ai e depois me passa. Mas até no meio dessa semana. Que vamos já arrumar as equipes de evento para organizar tudo. Vamos casar antes da bebe nascer. Com 9 meses. - Luan falou para sua mãe. 
- Entendi, falando na bebe Laura, vai fazer parto normal ou cesariana? - Marizete perguntou. 
- Prefiro normal, mas se não der, faço cessaria. Vou no médico essa semana, ai vou ver tudo esses detalhes. - Falei. 
- Ah sim... 
- Mãe, a Laurinha vai precisar da ajuda sua e da Bruna para escolher o vestido. - Luan falou para as duas que estavam com a gente. As duas adoraram a ideia e ficaram super felizes. Conversamos sobre o casamento e depois cada um foi tomar seu banho. Quando sai do chuveiro ouvi Luan conversando no telefone com alguém e quando ele desligou me avisou que era o Roberval. 
- Pedi para ele avisar a central sobre que casaremos daqui 3 meses, então para eles arrumarem os shows longe dessa data. - Luan falou e eu concordei secando o cabelo. Logo depois o Luan entrou no banho também e já saiu trocado e colocando uma touca. Reclamei e ele tirou, deixando seu cabelo original para mim. Aproveitei que Luan foi entrar no twitter e desci para falar com Henrique. 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Capitulo cento e dezenove.

- Amor, bora entrar que temos coisa para fazer. - Falei e Luan me olhou safadamente.
- Vamo então. - Ele me falou se levantando e me puxando para que eu me levantasse logo. 
- Ei, não é o que você ta pensando! - Falei rindo e observando a cara de Luan. 
- Ah não? Ta bom então. - Luan falou fazendo drama. 
- Luan, eu quero casar! - Falei um pouco mais alto, e ele riu.
- E eu quero... Deixa. - Luan falou e como dizem, para bom entendedor meia palavra basta.
- Sério amor! - Falei. 
- Nunca falei tão sério. - Ele disse rindo.
- Amor, vamos fazer nossa lista do casamento, eu quero fazer, quero muito casar antes da bebe nascer. - O lembrei. 
- Calma muié, mas não pode ver isso outro dia não? 
- Af, tudo bem. Já entendi tudo! - Reclamei e Luan que estava virado me puxando para dentro se virou e olhou para mim, levantando suas sobrancelhas. 
- Entendeu o que Laura? 
- Não quer casar. - Falei e a cada vez mais ele franzia sua testa. 
- Acho que as vezes você esquece um pouco das coisas Laura! Quem te pediu em casamento? Fui eu. E como você me fala que não quero casar? Parou né? - Ataquei a fera, bufei me sentando de novo. 
- Lu, me entende meu amor. Eu só estou te avisando que não vai dar tempo, eu quero tanto casar com você! - Falei.
- Mas eu também Laura... Vamos lá, fazemos a lista. - Luan falou dessa vez calmo. 
- Porque a gente nunca fica um dia sem brigar? Eu to nervosa esses meses, me desculpa. - Falei e subimos para fazer a lista. Eu sempre acabava cedendo as desculpas, tinha um medo profundo de Luan um dia vier me abandonar. Já no quarto de Luan, com tudo fechado e calmo nos sentamos e Luan abriu uma gaveta da escrivaninha do lado de sua cama e pegou um caderno de anotações e também uma caneta.
- Vamos lá rapaz, começando com minha familia toda, da bastante gente... - Luan pensou e foi anotando. Pelo o que sua mãe comentava comigo sobre a família de Luan, vi que ele não se esquecia de ninguém. Em meia hora a lista de Luan já estava cheia. 
- Tem muita gente rapaz! - Luan falou rindo. 
- A minha é pouquinho. - Sorri amarelo.
- Você nunca me conta dos seus amigos, sua família... - Luan falou alisando meu rosto. 
- Eu não tenho amigos, meus filhos são meus amigos, você é meu amigo, sua família me acolheu como se eu pertencesse à família de vocês. E minha família? Meus pais são filhos únicos, os dois. Nenhum dos dois tem irmão, não tenho tios, minha família é pequena. Eu já te contei que minha mãe me largou quando eu era pequena, ai meu pai me largou quando já estava grande. Eu quis voltar para o Brasil, mas ele não se interessa mais por mim. E essa irmã que eu tenho? Sou filha única e meu sonho era ter uma irmã. Mas não só por parte de mãe. Queria meus pais juntos quando pequena, mas agora realmente não faz tanta diferença, o que eu sou na vida deles? Quando se lembram de mim estou no lucro. Mas eu os amo mais que tudo. E eu não gosto de lembrar dessas coisas que passei. Minha cabeça se desestruturou totalmente, mas tudo voltou a ser um paraíso quando te encontrei. Desde aquele momento que te vi naquele camarim, e o destino me deu uma nova chance para ser feliz. Pude ter a certeza disso quando te olhei pela primeira vez e pelas tantas outras vezes que passei noites em claro buscando uma forma de te esquecer, mas eu vi que você já me pertencia, lutamos, passei para mais algumas barras, mas você nunca desistiu de mim. E aqui estamos nós, sentados na sua cama, com um papel na mão escolhendo nossos convidados para nosso casamento. E sabe o que é mais intenso? Estamos criando uma família. E o nosso amor é tão forte que você não pensou duas vezes ao assumir o Henrique e hoje virou o pai dele. Nós todos precisamos de você. - Desabafei. 
- As vezes eu não sei o que te dizer. Nunca me imaginei nessa situação. Isso serve para eu dar ainda mais valor as pessoas que estão do meu lado. Eu amo vocês, obrigada por tudo Laurinha. - Luan disse me abraçando. Seu abraço dizia mais do que muitas palavras.