sábado, 15 de junho de 2013

Capitulo cento e onze.

- Vou acreditar então, como eu te disse, confio em você meu amor. - Luan falou, fiquei com a consciência pesada, mas logo ele saberia que não podia deixar as coisas em minha mão. Fiquei quietinha ouvindo o Luan tossir. 
- Amor? - Ele me chamou ao perceber o silencio que havia. 
- Oi... - ''Acordei'' 
- Ta acontecendo algo? - Luan insistiu de novo.
- Não! Ta gripadinho? - Perguntei. 
- To, um pouco... Quando acordo da uma piorada né, porque fiz show essa noite... - Luan explicou tossindo novamente. 
- Toma remédinho ta? Queria estar cuidando de você, mas não esquece que eu te amo! - Falei. 
- Meu amor, você sabe que eu te amo também, pode deixar que vou me cuidar pra voltar com todo o gás pra nossa viagem. - Luan falou. 
- Que safadagem! Amor, depois a gente fala sobre isso, não sei se vou conseguir viajar, não estou podendo dirigir devido a neném, mas depois te explico melhor. - Falei, evitando falar muito, até porque eu ainda iria explicar sobre o acidente, mas apenas quando ele voltar. 
- Safadagem pura né? Mas tava falando de curtir só.. Mas amor, você ta bem? - Luan perguntou preocupado. 
- Ta sim, é que estou cansadinha devido a gravidez, só isso. - Falei. 
- Ah bom, descansa bem! E o Henrique amor? Ta bem? - Luan perguntou. 
- Ta bem sim, lindo e amoroso como sempre. Vou descer agora lá embaixo e ver como ele ta. - Falei. 
- Aproveita e passa pra minha mãe, vou pedir uma coisa para ela. - Luan falou e eu atendi seu pedido, desci e entreguei o celular para a Mari. Ela atendeu delicadamente, como sempre fazia. 
- Oi filho, boa tarde.
- Oi mamusca, boa tarde. Sabe o que eu queria, dizer que eu amo você! - Luan disse todo carinhoso arrancando suspiros da sua mãe babona pelo filho. 
- Eu também te amo filho, a Laura lá te contou né sobre o carro? Foi sem querer filho, não briga com ela não. - Mari falou se esquecendo completamente que eu contaria quando ele chegasse de viagem. Fiz cara de preocupada quando escutei do outro lado da linha Luan pedindo/mandando/gritando para Marizete me passar o telefone. Atendei de fininho.    
- Oi amor. - Falei, quem sabe a ''pena de morte'' diminuiria? Pensei brincando.
- Oi amor, Laura? Porque você não me contou? - Luan disse. Bufei. 
- Af Luan, por causa de um carro? Eu vou pagar. - Falei.
- Não é por causa do carro, não sei nem o que aconteceu. Isso não importa pra mim, estou bravo sim, porque você não me contou o que tinha acontecido Laura? Tem medo de mim? Ou sempre quer estar me escondendo as coisas? Af você né! - Luan disse e eu apenas fazia cara de choro. Marizete também estava com a mesma cara ao ver que havia deixado escapar sem querer, mas longe de ser a culpa dela. A culpa era mim mesmo, apenas minha. Porque peguei o carro de quem eu justo conheço e sei que é difícil de lidar? 
- Calma amor, não foi nada disso. Eu te conheço e sei que você vai ficar bolado. Mas eu não quis te contar por outro motivo, eu fico preocupada com você esquentando sua cabeça com coisas fúteis nas suas viagens. - Falei.
- Sei Laura. Por isso que você não pode viajar né? Você é louca! - Luan disse ainda bravo. 
- Não sou louca não mocinho, louca eu seria se... Ai esquece! - Falei, pois sabia que me arrependeria depois se eu continuasse a frase. 
- Continua, vai. - Luan disse se irritando mais.
- Não. - Falei. 
- Agora não termina né. - Ele falou.
- Luan, vamos parar de fingir que somos igual o Henrique, com 3 anos de idade. Quando você chegar aqui a gente conversa sobre o carro. Tchau, beijos. - Falei tentando evitar mais brigas. 
- Tudo bem, beijo. - Luan falou e desligou. Respirei fundo e desliguei o telefone.  

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