quinta-feira, 6 de junho de 2013

Capitulo Cento e nove.

Liguei o carro e fomos indo. Me perdi um pouco, o Luan devia ter tirado o gps do carro. Até porque ele não desconfia que estou passeando com ele. As ruas de Londrina são mais escuras do que estou acostumada, então tive muito problema em me localizar. Fui indo, mesmo não tendo muito conhecimento. Parei uma pessoa na rua e ela me informou o caminho para o condomínio, agradeci e voltei a dirigir. Henrique ria de mim tentando encontrar o caminho, eu também ria ''até chorar'' mas chorar mesmo, chorei quando me toquei que havia feito besteira. Gritei bastante, Henrique ficou quietinho, mas eu havia batido o carro. 
- O Luan vai me matar! - Pensei alto.
- Mamãe! - Henrique falou. 
- Oi filho? Você ta bem? - Perguntei.
- Meu Deus mamãe você bateu o carro! - Ele falou.
- Bati o carro sem querer filho... 
- Ai mamãe, liga pro papai! 
- Não! - Falei. 
- E agora? - Ele perguntou, curioso. 
- Agora não sei filho! - Respondi.
- Vamo dormi aqui mamãe? Ta escuro. - Henrique perguntava inquieto. 
- Creio que não, vou ligar para o guincho. - Respondi e peguei meu celular. Disquei e conversei com o guinchador, que apareceu no local depois de umas duas horas. Mas enfim, eles levaram o carro e eu chamei un taxi que me levaram para o Royal Park. Quando chegamos, o porteiro nos deixou entrar e o taxista nos deixou na porta da casa de Luan, pois mesmo dentro do condomínio a casa de Luan era longe da portaria. Paguei e saímos do carro e entramos na casa, eu tinha a chave. 
- Bruna? - Gritei, mas não fui correspondida. Logo a Marizete desceu as escadas, dizendo que a Bruna não estava.
- Ela saiu Laura... Mas e ai, quantas compras! - Ela falou. 
- A mamãe bateu o carro! - Henrique gritou para ela, e eu o belisquei, boca aberta. 
- Como assim? Que carro? Vocês estão bem? Laura! E a bebe? - Mari falou preocupada.
- O do Luan, ele vai me matar. Henrique me pediu sorvete e eu não sei recusar seus pedidos, peguei o carro e fui. Passei no shopping perto da sorveteria para comprar umas coisinhas, escureceu e eu não percebi, ai me perdi e de repente bati, não sei direito. - Falei. 
- Calma, não é bom esquentar a cabeça com isso... Depois o Luan vê isso, que tal arrumarmos antes mesmo dele chegar, teve muito estrago? - Ela perguntou.
- Então Mari, to mais tranquila... Vou esperar ele chegar de viagem, quero ser bem clara e mostrar que não fiz por mal. Amassou bastante na traseira, muita dó. - Respondi. 
- Relaxa, ele vai ficar feliz de saber que vocês estão bem! Mas vou peguntar de novo... E a bebe? - Mari perguntou. 
- Só estou pensando nisso. O Guincho vai deixar o carro na mecânica que vocês geralmente vão, mas só preciso saber o nome. Ai quando o Luan chegar ele vai lá e vê o que fazer. Mas vamos comigo no hospital? O Henrique fica com um vizinho, não sei. Estou preocupada com a bebe, foi de leve a batida. Logo vi que fiz porcaria e dei ré, mas amassou. - Falei.
- Vamos! O Amarildo está lá em cima, deixamos o Henrique aqui com ele e vamos. 

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