sábado, 29 de junho de 2013

Capitulo cento dezoito.

Quando cheguei na cozinha com os dois, vi a Bruna arrumando a mesa e me dispus a ajudá-la, peguei os copos que era o que faltava e fui dar bom dia para o Seu Amarildo, que estava fazendo a comida. 
- Bom dia sogrão! - Falei. 
- Oi oi... - Ele respondeu sorrindo. 
- Ta mandando ver na comida ai hoje? - Perguntei me hipnotizando com cheiro. 
- To! Hoje a Mari ta de folga, e viu o que fiz hoje? Feijoada e já ta pronto, vamos comer? - Seu Amarildo falou e foi colocando a comida na mesa, comemos todos e estava muito boa. Henrique até repetiu. Quando acabamos eu me esforcei e lavei a louça. A Bruninha se arrumou e saiu com o Lucas e os pais de Luan deitaram um pouco para a comida descer. Henrique pediu para assistir desenho e eu e Luan fomos tomar um pouco de sol que estava fraquinho. Juntamos duas cadeiras de 'praia' aquelas grandonas e deitamos abraçados. 
- Imagina que louco se ficar marquinha do nosso abraço no nosso corpo? - Luan falou zoando. 
- Cê é doidinho né! - Falei rindo e colocamos nossos óculos de sol. Ficamos um tempo calados, mas depois Luan me chamou.
- Amor? - Ele perguntou. 
- Oi? 
- Sabe o que eu tava pensando? Faz uma cara que a gente ta noivado, mas e esse casamento que não chega? 
- Então Lu, eu fico pensando nisso também. Eu queria casar antes de ter a Brenda. - Falei. 
- Eu também, vamos correr atrás disso? Mas da tempo? Falta 3 meses! - Ele comentou.
- Da... Minha prima fez seu casamento em dois meses, e foi 'o casamento' bem chique, eu era menor ainda quando ela casou, tinha uns 15 anos e sabe o que é engraçado? Jurei para mim mesma que ia arrumar um namorado bom pra casar e ter um casamento bonito quanto o dela! 
- Sério amor? 
- Sim Lu, eu não tinha jeito pra namorado, sabe aquele dedo pobre para escolher? Eu era assim! - Falei rindo bastante. 
- Mas agora ajeito um namorado bom pra casar? 
- Claro né! - Falei e nós dois rimos. 
- Eu também, ja namorei umas vezes mas eu nunca pensei em casar, mas com você é tudo que eu mais quero! - Luan comentou e nos abraçamos mais ainda.
- Mas amor, posso mesmo correr atrás das coisas do casamento? 
- Do casório Laurinha? 
- É amor.
- Pode, amanhã vai organizando as coisas, coloca num papel tudo o que precisa, tenho muitos conhecidos que trabalham em eventos, te ajudo. A gente vai organizando tudo, vai dar tempo! - Luan comentou. 
- Sim, mas temos que começar essa semana, porque se não não vai dar tempo. - Comentei também.
- A gente consegue, to meio sossegado essa semana, só com umas rádios na agenda, ai nós ve tudo que precisa e que profissional que vai fazer cada coisa, tipo o dj, a decoração, ver a igreja e contrata uma equipe pra cuidar da cada coisa. - Luan falou.
- Sim... Já tem uma ideia de que igreja vai querer? - Perguntei. 
- Tem uma linda que quando estou aqui em Londrina vou na missa de manhãzinha porque é menos gente. Ela é pequena e bonita, para caramba! 
- Anw, deve ser linda. Depois quero ver ela. - Falei.
- Eu te levo lá, você vai gostar. 
- Vou sim, você tem muito bom gosto amor. E os padrinhos? - Perguntei. 
- Já tenho ideia de alguns. Ai escolhemos. - Luan respondeu. 
- Meu pai nunca mais me deu noticias. - Lembrei.
- Você não sabe aonde ele ta? 
- Não, faz 3 anos da ultima vez que vi ele. Ele me liga uma vez por mês, arrumou outra mulher, e o que eu temia aconteceu, ele que sempre me criou me esqueceu. - Falei. 
- É foda demais isso, é tenso! Não sei nem o que falar. Eu nunca perguntei o porque, mas você não tem muito contato com sua mãe né? - Luan falou e me abraçou. 
- Minha mãe consegue me esquecer mais do que meu pai. Ninguém sabe, não acostumo a contar porque me incomoda muito, mas ela me deixou com meu pai e foi para o Rio de Janeiro, depois voltou com um filho, de outro cara. - Falei. 
- Nossa amor! Que horror, mas e ai? 
- Ela voltou só pra me levar junto com ela pra Ponta Grossa, mas eu não quis ir, fiquei com meu pai e ela foi pra PG, e mora lá ainda. - Sorri amarelado. 
- E sua irmã por parte de mãe? 
- Nunca tive contato. - Falei e Luan arregalou o olho. 
- E nunca teve vontade? 
- Tive, mas eu não gosto de falar sobre isso amor, tem problema de voltarmos a falar sobre nosso casamento e desfocar esse assunto sobre minha família? - Ri forçada.  
- Eita meu amor, parei de falar ta? Depois a gente vai ver tudo sobre o casamento, vamos anotar tudo, mas agora nem vou falar mais, nenhum de nós vamos na verdade. - Luan falou e eu entendi o recado. Não precisei nem me aproximar mais, Luan já veio me beijando. 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Capitulo cento e dezessete.

Eu notando que ele havia dormido, chacoalhei Luan que também já estava cochilando do meu lado. 
- Amor? - Falei baixinho em seu ouvido e ele deu um ''pulo''. 
- Que susto amor! - Ele disse se ajeitando, confesso que ele parecia um bêbado tudo jogado. 
- É que você tava dormindo, desculpa, mas vamos subir então. - Sugeri. 
- Calma, eu não to dormindo não muié, o que ta passando na tv? - Luan não quis admitir que estava morto de sono e forçando seus olhos e franzindo sua testa pois estava bem cansado, ele conseguiu ver o que passava na tv. Era bob sponja.
- Ui, começou a gostar de desenhos é. - Luan falou para mim todo chato. 
- O Lucas que ta assistindo, porque a Bruna assim que acabou o filme subiu para dormir, o Lucas ficou aqui pra continuar assistindo tv e seus pais foram dormir. 
- Cade o Lucas? - Luan perguntou mas nem precisei responder, ele chegou na sala. 
- Oi rapaz, eu tava no banheiro. - Lucas falou se sentando no outro sofá.
- Que mancada, não vai ficar lá com a Bruna lá encima não? - Luan disse zoando, dei um tapinha no braço dele.
- Como você é chato em Luan! - Falei rindo. 
- To brincando com ele amor. - Luan falou e olhou para Henrique que estava dormindo.
- Olha o babão. - Luan comentou. 
- Ele tava assistindo desenho comigo e capotou. - Lucas comentou.
- Eu adoro desenho. - Luan falou e Lucas concordou com ele.
- Não sei como conseguem! - Falei. 
- Uai, porque? - Lucas perguntou para mim.
- Aff, é que a Laura acha sem graça. - Luan falou. 
- Nossa, é muito legal, para vai.. - Lucas falou para mim e os dois começaram a me zoar. 
- Não gosto, acho que não esqueci de crescer ao contrário de dois meninos que conheço por ai! - Ri e falei.
- Tonta. - Luan falou e me deu um selinho. 
- Ixe, vai começar a pouca vergonha aqui? Assiste desenho que você ganha mais vai Luan. - O Lucas falou rindo.
- Dalicença em Lusca. - Luan falou. 
- Vai lá lavar a louça que você perdeu a aposta! - Lucas lembrou e eu concordei com o comentário dele.
- Não, minha mãe lavou pra mim. - Luan falou mostrando a língua com toda a certeza do mundo. 
- Acho que não hein? Quando ela veio dar boa noite pra mim e pra Bru ela falou que não ia lavar a louça porque o filho dela assumiu esse compromisso... - Lucas disse rindo. 
- Sério? - Luan arregalou os olhos e eu ria. 
- Aham. - Lucas respondeu e Luan com medo da sua mãe, levantou e já estava indo lavar. 
- Brincadeira, ela lavou sim! - Lucas disse e Luan fez cara de bravo. 
- Vai se fuder Lusca! - Luan gritou e voltou a se sentar no sofá. Lucas ria e enquanto isso eu tentava fazer Henrique acordar para eu colocá-lo na cama, mas ela nem tchum. O Luan então pegou ele no colo e subiu as escadas, o deixando no quarto. Depois ele desceu e continuamos conversando com o Lucas, mas depois de um tempo, ele viu que já era muito tarde e subiu. Ficou então apenas nós dois na sala, Luan inventou de cantar para mim e eu adorei. Logo depois fomos dormir e já de manhã acordei com Henrique querendo mamadeira. Levantei, fiz e nós dois voltamos a dormir e só acordamos quando o Luan nos chamou. Ai sim levantamos e fomos almoçar.  

terça-feira, 25 de junho de 2013

Capitulo cento e dezesseis.

- A porque eu? - Reclamei.
- Porque sim. - Luan disse se achando.
- Eu não posso fazer esforço. - O lembrei, tentando me livrar do fardo. 
- Então devido a recomendação médica a Laura esta retirada da aposta, mas quem entra em seu lugar é a sua cunhada Bruna. - Luan disse todo engraçadinho. 
- Eu não. - Ela falou.
- Você sim e acabou. Da ai um telefone pra mim mamusca. - Luan pediu e Mari logo atendeu o pedido dele. Luan discou em uma pizzaria que logo atendeu. 
- Boa noite senhor? - A atendente falou. 
- Oi moça, eu queria pedir uma pizza, ou melhor, quero porque to com fome. - Luan falou zoando. 
- Sim senhor, qual o sabor? - A moça perguntou.
- Uma de frango e outra portuguesa. - Luan falou. 
- Certo. Só um minuto. - A moça pediu e o Luan para provocar começou a cantar te esperando. 
- Senhor? - A atendente perguntou.
- Eu! - Ele respondeu.
- Por acaso você é o Luan Santana? - Ela perguntou e na hora Luan ficou branco. A Bruninha começou a gritar: Vai lavar a louça para Luan que bravo, respondeu que era mas a moça não insistiu e nem encheu o saco, apenas finalizou o pedido e explicou que dentro de meia hora a pizza estaria entregue. Luan então educadamente desligou o telefone e todos nós começou a gritar.
- A gente não vale, eu não sei lavar louça! - Luan disse rindo.
- Sem a nem b, vai lavar sim! - Bruna falou e Luan brincando, mandou ela ficar quieta. 
- Ta nervosinho porque vai ter que lavar a louça? - Bruna falou zoando o irmão e Luan mostrou a língua para ela. Depois de um tempo a pizza chegou, Marizete pagou e quando Luan abriu viu que elas haviam sido trocadas. 
- Mas eu não pedi desse treco gente. - Luan falou bravo.
- Veio trocada, vamos comer essa mesmo. - Marizete falou e Luan obedeceu. Ele pegou um pedaço de uma pizza que nem sabia o nome, mas olhou muito antes de colocar na boca, pois parecia carne moída.
- O que é isso amor? - Luan perguntou para mim. 
- Churisso. - Brinquei.
- É sério amor. - Luan comentou.
- Eu sei, mas não sei do que é, porque não come da outra já que não sabe o que tem ai? - Sugeri, mas o cabeça dura nem tchum. 
- Vou comer essa memo. - Luan comeu e descobriu que era de Atum. Comemos quieto e mesmo com as pizzas trocadas não deixamos um pedaço. E para finalizar aquele sábado, como sempre faziamos depois daquela pizza muito boa, fomos assistir um filme. Pegamos um bem engraçado e a família toda assistiu, até Henrique que sempre dormia assistindo os filmes com a gente, ficou acordado. Mas também depois que acabou ele capotou e nada bobo, pegou no sono bem na sala. 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Capitulo cento e quinze.

Terminamos de almoçar e eu ajudei a Mari a lavar a louça. Henrique pediu sobremesa e Mari deu sorvete para ele. Depois disso, ele foi assisti desenho na sala. Quando terminamos de arrumar a cozinha, nós duas fomos para a sala e ficamos ali com Henrique. Aproveitei que não gostava de assistir desenhos e entrei no twitter e comecei a tweetar com as meninas. 
''Oie, tudo bom? Sabadão cheio de ''emoções'' chatas, porém gostoso.''
''Amores, tem bastante gente pedindo fotos de agora, vou postar uma no meu instagram que ta mais abandonado do que não sei o q!'' - Tweetei e tirei uma foto minha e de Henrique. Postei no instagram com a legenda: ''Henriquezinho da minha vida aqui comigo, boatos que ele ama desenho igual o luan kkkk a vovó dele também ta aqui, mari lindona q amo!'' Logo pude ler os comentários maravilhosos que adorava receber. Tirei uma foto também com a Mari e postei com a legenda: ''Minha sogra, sogra de vcs também!'' As meninas adoraram e em poucos minutos vi muitas curtidas. Agradeci todos no twitter e sai para dar banho em Henrique. Logo depois também tomei e coloquei uma roupa bem arrumadinha em Rique, e em mim também. Sequei meus cabelos e desci com ele. Na sala estava todos, Mari e Amarildo, Luan, Bruna e Lucas. Cumprimentei todos e sorri ao ver Luan. Ele veio me abraçar.
- Vou abraça enquanto é tempo, porque jaja o barrigão me impede de abraçar minha muié. - Luan falou e eu retribui o abraço. 
- Verdade né... - Concordei e todos riram junto com nós dois.
- Ah... Antes que eu me esqueça, olha o que eu comprei pra você. - Luan pegou no sofá uma sacola e me deu. Quando abri vi que era uma roupinha de bebe, mas não era um macacãozinho normal. Era um escrito ''Amor do papai''.
- Nossa Luan, é linda a roupinha! - Falei.
- Gostou? Achei muito fofa, a muié do Vitor lá da oficina tem uma lojinha e vi lá. Tem uma pro Henrique também. - Luan disse pegando outra sacola do sofá. Na camiseta de Henrique estava escrito ''Principe a mamãe''.
- Linda linda, olha aqui Rique que linda o que Luan troxe para você. - Falei e ele veio correndo e adorou. Vesti nele ali mesmo para experimentar e ficou otima, o Luan acertou no tamanho e ficou muito  fofa no Henrique que já ficou com ela. Puxei o Luan para a cozinha e ele foi indo comigo. Ele me beijou e eu não resisti, ficamos ali naquele clima todo, mas lembrei o verdadeiro motivo de eu ter o chamado ali.
- Amor, agora é sério. - Falei.
- Serio, eu sei. - Luan falava cheirando meus cabelos que estava cheiroso mesmo.
- Para, vamos conversar sério, olho no olho, não boca em boca. - Falei rindo e ele parou. 
- Brava. - Luan falou e eu mesma concordei. 
- Então, deixa eu falar. O que deu na oficina? - Perguntei.
- Ai Laura ainda esse assunto? - Luan falou.
- Claro, quero saber quanto vai ficar. - Falei.
- Pra que? - Luan perguntou. 
- Pra custear. - Sorri, mas Luan bufou.
- Para Laura, quando a gente ta bem você cisma em encontrae algum motivo para brigar comigo. 
- Eu to falando de boa! - Falei. 
- Mas sério, não precisa se preocupar com isso. Agora vamos voltar para a sala. Mas antes quero um beijo. - Luan disse me puxando para ele. Nos beijamos e voltamos para a sala. Todos estavam nos procurando e quando acharam sorriram. Conversamos e concordamos em pedir pizza.
- Vamo fazer uma aposta? - Luan sugeriu. 
- Que aposta? - Amarildo perguntou. 
- Eu ligo pra pizzaria e falo com a moça, ou moço, sei lá e falo, se ela descobrir quem eu sou eu lavo a louça, mas se ela não descobrir a Laura lava. - Luan falou, todos riram.    

Capitulo cento e catorze.

- Eu fico nervosa com você. - Falei. 
- Não fica, não faz bem. - Luan falou e eu concordei. 
- Então para de duvidar de mim, eu ia te contar tudo poxa. - Falei. 
- Ta, mas eu prefiro que me conte quanto mais antes melhor. - Luan falou.
- Se você soubesse o quanto fiquei triste por ter batido seu carro, o quanto queria concertar tudo para você não se chatear você não faria isso. - Desabafei e Luan bufou, não gostava de ouvir sermão nunca. 
- Olha, vou te deixar em casa e vou lá ver o carro, deixa isso pra lá. - Luan falou. 
- Você sempre quer deixar tudo pra lá, af! - Me irritei novamente. 
- Laura, não começa. - Luan reclamou e eu me calei para não me irritar mais. Ele como tinha falado, me levou pra sua casa e me deixou lá e foi para oficina sozinho. Entrei e vi a Bruninha ali na sala com o Lucas, eles me pararam. 
- Oi né. - Lucas falou e fui em direção a eles sorrindo. Os cumprimentei e sentei com eles. 
- Oi, desculpa to viajando. - Falei.
- Que houve? Você aparentemente está nervosa. - Bruna perguntou.
- Ah, não sei se eu e o Luan dá certo sabe. - Desabafei. 
- Mas porque? Vocês são demais, não precisam se desentender, se amam... - Lucas falou. 
- A gente se ama sim, sou apaixonada por ele e ele por mim, mas é que a gente briga por tudo. - Falei.
- Ah Laurinha, mas qualquer relacionamento tem briga. Igual eu e o Lucas. A gente briga, mas nos amamos, morremos de ciúmes, mas no final lembramos que não ficamos um sem o outro. - Bruna falou e eu concordei e muito.
- Muito verdade isso que você acabou de falar, mas enfim, obrigada por se preocuparem comigo. - Falei.
- Magina Laurinha, e esse seu barrigão ai? Ta de quantos meses? Faz tanto tempo que não te vejo, sua barriguinha tava menorzinha. - Lucas perguntou.
- Seis meses, ta grande já né? Tem umas coisas que você perdeu ficando longe daqui, é menina, vai chamar Brenda! - Falei sorrindo. 
- Fui trabaia né. Mas olha que coisa boa, já amo ela demais. - Lucas falou e eu sorri. 
- Vão dormir aqui hoje? - Perguntei. 
- Sim, vamos! - Bruninha respondeu. 
- Otimo, vou subir um pouco mas de noite fazemos algo, pedimos alguma coisa para comer ou algo assim! - Sugeri e eles super concordaram. Deixei os dois namorarem em paz e subi para ver Henrique que ainda dormia. Deitei com ele e aproveitei para dormir também. Só acordei com a Marizete nos chamando para ir almoçar. Nos despertamos e descemos. Não encontrei Bruna e Lucas, de certo eles haviam saído. Então eu e Henrique fomos para a cozinha e a mesa já estava toda arrumada. 
- Oi Mari, tudo bem? - Perguntei cumprimentando-a. 
- Tudo sim minha linda, e vocês? - Ela perguntou se sentando junto com nós dois. 
- Estamos ótimos! E o Luan? - Perguntei. 
- Ele ligou, disse que vai almoçar com o Roberval e com o Amarildo.
- Ah sim, mas ele ainda está na oficina? - Perguntei. 
- Até a hora que ele me ligou sim, agora não sei mais. Porque são 14:00 e ele me ligou mais ou menoa 13:00, por ai. 
- Ah sim, essa comida está boa em? Né filho? - Falei me deliciando com o strogonoff de Marizete e Henrique concordou também se deliciando. Ela agradeceu o elogio e nós três continuamos comendo.   

terça-feira, 18 de junho de 2013

Capitulo cento e treze.

Fiquei quieta. Luan terminou de arrumar suas coisas, tomou um banho, deito na cama e ficou assistindo tv. Henrique deitou na cama também me dando meu celular. 
- Obrigada filhote, deita ai. - Falei e ele se arrumou no nosso meinho, como sempre fazia. Coloquei as mãos em volta do pescoço de Henrique e fiquei passando a mão em seus cabelos. Ele ria do que passava na tv, era uns desenho mas não prestei atenção. Ouvi Luan rir e vi que era bob sponja. Como não gostava, me levantei e tomei um banho para despertar bem. Me troquei, passei perfume, e essas outras coisas. Luan ficou me olhando. 
- Laura? - Ele perguntou. 
- Eu... - Falei. 
- Aonde vai? - Perguntou novamente.
- Vou ir ver os negocios do seu carro, bora lá. - Sugeri e ele nem respondeu, apenas se levantou e trocou o ''pijama'' por uma bermuda estampada e uma camiseta branca. Colocou um tênis, pegou uma toca preta e foi colocando em sua cabeça. 
- Porque não coloca um boné? - Perguntei e ele fez cara de reprovação, tirando a toca e pegando um boné. 
- O, mas que saco viu. - Luan falou bravo mesmo e colocou o boné em sua cabeça acertando seus cabelos nele. 
- Vamos. - ele disse pegando seu celular e a chave do carro de seu pai. Descemos e deixei Henrique dormindo no quarto mesmo. Avisei a Mari que Henrique estava no quarto e ela disse que olharia ele para mim. Luan foi dirigindo e eu do seu lado. 
- Aonde ta o meu carro? - Luan perguntou para mim. 
- Seu pai que sabe o nome, é naquela oficina que vocês sempre levam, ele me disse que vocês são amigos do dono, algo assim. - Falei e ele bufou. 
- Nossa, que merda! Não podia nem saber o nome? - Luan falou, me assustei com a braveza do menino. 
- Sim, eu poderia, eu poderia é ficar quietinha no meu canto, mas não aguento você me tratando que nem lixo! - Falei brava do mesmo jeito. E então ele parou o carro numa rua afastada para não chamar atenção e ficou olhando para minha cara. 
- Ta, vamos conversar seriamente dessa vez. Ou a gente no final da conversa decide o que vamos fazer da vida, ou eu não sei Laura! - Luan falou. 
- Ok, vamos conversar. - Concordei. 
- Então, eu não to bravo por você ter quebrado meu carro, apesar dele ser um dos meus sonhos e mesmo arrumando não vai ser a mesma coisa, isso é meu brinquedo Laura e ele não poderia ter quebrado, mas enfim, eu não sou tão apegado em coisas materiais... - Luan falou.
- Ah não, magina né... Imagina se fosse então! - Falei. 
- Deixa eu continuar. - Luan falou e eu levantei a cabeça falando que sim. 
- E eu queria deixar claro que to bolado, puto, para te dizer a verdade. To louco de raiva, por você sempre me esconder as coisas. Eu não gosto de mentira. - Luan falou. 
- Mas Luan, foi tão pequeno, foi para não te deixar preocupado e também.. - Falei e Luan não me deixou terminar. 
- Não interessa, custava ter me contado? Não gosto que me esconda as coisas e se você ta comigo você deveria saber disso! - Falou.
- Olha, quer saber? Engole aquele carro, esse junto, engole você próprio, porque é o único que auto se aguenta. - Falei abrindo a porta do carro, pegando minha bolsa e saindo rapidamente do carro para o Luan não me interromper. 
- Laura cê ta louca muié? Volta pra esse carro! - Luan gritou. 
- Não Luan! - Gritei mais ainda, de dor, nervosismo. Coloquei a mão na barriga que já estava bem grandinha e a segurei do jeito que pude e conseguia. 
- Meu Deus, vai nascer? - Ele perguntou e eu não conseguir ficar quieta, ri muito, e a dor foi passando. 
- Não seu burro! Eu to de 6 meses só! - Rimos mas logo lembrei que estava brava com Luan. 
- O que foi então? - Luan perguntou preocupado. 
- Nada, é que as vezes ela chuta que eu não aguento. - Sorri passando a mão na minha barriga. 
- Eita, essa vai da trabalho, mas vamos pra casa vai! - Luan falou rindo e depois me colocando no carro de volta. 


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Capitulo cento e doze.

- Laura minha linda, me desculpe! - Mari pediu.
- Não precisa pedir desculpas de nada Mari! Ta tudo bem. - Falei.
- A culpa foi toda minha... - Ela falava se lamentando.
- Nunca! A culpa toda é minha por ter pego o carro desse menino. Relaxa Mari, ta tudo bem! - Falei acalmando-a. Ela sorriu então e me abraçou.
- Henrique! - Gritei e ele logo veio para a sala, com uma sunguinha que nunca havia visto na minha vida, mas estava a coisa mais linda do neverso, como o Luan dizia e nos infectava com o sotaque. Henrique também estava molhado, logo já liguei que ele estava na piscina.
- Filho, vai molhar toda a sala! Só querja saber aonde estava. - Falei.
- Depois é só enxugar mamãe. - Ele disse, bem patrãozinho. 
- Como é que é? Ta achando que é assim menino? Vou por você para enxugar! - Falei brincando. 
- Você que enxuga mamãe! - Ele disse esmobe e mostrando a língua. 
- Eita, até que eu faria, mas só de descer aquela escada me deu uma baita dor nas costas, e sua irmã chutando eu também... Ta que a essa menina, fogueta que nem o irmão! - Falei rindo e Henrique riu também. 
- Pode deixar que eu enxugo Laurinha, não precisa se preocupar com isso. - Mari falou toda fofa e agradeci. Henrique voltou para a piscina e fui junto com ele, mas não entrei. 
- Entra Laura! - Seu Amarildo convidou. Estava ele e Henrique na piscina, se divertindo. 
- Muito obrigada pelo convite Seu Amarildo, mas dessa vez vou ficar só olhando mesmo! To com muita dor nas costas, ta impossivel de se divertir assim, mas vendo a alegria de vocês se deliciando já me divirto aqui quietinha na sombra. - Falei. 
- Tudo bem, mas querendo... tamo ai! ele adora ficar na piscina! - Amarildo falou. 
- Ele quem? - Perguntei distraída.
- O Henrique ué! - Ele disse rindo. 
- Ah sim, desculpe! - Sorri.
- Ta desatenta hoje? - Ele perguntou. 
- Sim, é por causa daqueles negocio do carro! - Falei me sentando em um banquinho. 
- Relaxa Laurinha! Tenta não se preocupar com isso, só faz mal... Se irritar... - Amarildo me aconselhou. O agradeci e subi para o quarto, dormi um pouco enquanto Henrique estava sobre os cuidados do melhor sogro do mundo. Anoiteceu, jantamos, dormíamos, amanhecia, tomávamos café, nos ocupávamos com algo, almoçávamos, anoitecia, dormíamos... E assim foi a nossa rotina durante a semana. Quando foi sábado, acordei com a luz forte do quarto de Luan em meu olho. Esfreguei as mãos nele e abri devagar. Quando olhei, vi que era o Luan guardando suas coisas e trocando de roupa. Henrique estava sentado no pé da cama olhando para Luan e conversando com ele, sorri com a cena que via, Henrique realmente era um sarro. Me sentei na cama me espreguiçando e Henrique correu me abraçar.
- Mamãe!! - Ele falou. 
- Bom dia meu anjo! Pega meu celular ali perto da mesinha da televisão para eu ver que horas são? - Pedi a Henrique. Ele foi lentamente, tinha apenas 3 anos claro. 
- São dez horas. - Luan disse e ficou me encarando. 

sábado, 15 de junho de 2013

Capitulo cento e onze.

- Vou acreditar então, como eu te disse, confio em você meu amor. - Luan falou, fiquei com a consciência pesada, mas logo ele saberia que não podia deixar as coisas em minha mão. Fiquei quietinha ouvindo o Luan tossir. 
- Amor? - Ele me chamou ao perceber o silencio que havia. 
- Oi... - ''Acordei'' 
- Ta acontecendo algo? - Luan insistiu de novo.
- Não! Ta gripadinho? - Perguntei. 
- To, um pouco... Quando acordo da uma piorada né, porque fiz show essa noite... - Luan explicou tossindo novamente. 
- Toma remédinho ta? Queria estar cuidando de você, mas não esquece que eu te amo! - Falei. 
- Meu amor, você sabe que eu te amo também, pode deixar que vou me cuidar pra voltar com todo o gás pra nossa viagem. - Luan falou. 
- Que safadagem! Amor, depois a gente fala sobre isso, não sei se vou conseguir viajar, não estou podendo dirigir devido a neném, mas depois te explico melhor. - Falei, evitando falar muito, até porque eu ainda iria explicar sobre o acidente, mas apenas quando ele voltar. 
- Safadagem pura né? Mas tava falando de curtir só.. Mas amor, você ta bem? - Luan perguntou preocupado. 
- Ta sim, é que estou cansadinha devido a gravidez, só isso. - Falei. 
- Ah bom, descansa bem! E o Henrique amor? Ta bem? - Luan perguntou. 
- Ta bem sim, lindo e amoroso como sempre. Vou descer agora lá embaixo e ver como ele ta. - Falei. 
- Aproveita e passa pra minha mãe, vou pedir uma coisa para ela. - Luan falou e eu atendi seu pedido, desci e entreguei o celular para a Mari. Ela atendeu delicadamente, como sempre fazia. 
- Oi filho, boa tarde.
- Oi mamusca, boa tarde. Sabe o que eu queria, dizer que eu amo você! - Luan disse todo carinhoso arrancando suspiros da sua mãe babona pelo filho. 
- Eu também te amo filho, a Laura lá te contou né sobre o carro? Foi sem querer filho, não briga com ela não. - Mari falou se esquecendo completamente que eu contaria quando ele chegasse de viagem. Fiz cara de preocupada quando escutei do outro lado da linha Luan pedindo/mandando/gritando para Marizete me passar o telefone. Atendei de fininho.    
- Oi amor. - Falei, quem sabe a ''pena de morte'' diminuiria? Pensei brincando.
- Oi amor, Laura? Porque você não me contou? - Luan disse. Bufei. 
- Af Luan, por causa de um carro? Eu vou pagar. - Falei.
- Não é por causa do carro, não sei nem o que aconteceu. Isso não importa pra mim, estou bravo sim, porque você não me contou o que tinha acontecido Laura? Tem medo de mim? Ou sempre quer estar me escondendo as coisas? Af você né! - Luan disse e eu apenas fazia cara de choro. Marizete também estava com a mesma cara ao ver que havia deixado escapar sem querer, mas longe de ser a culpa dela. A culpa era mim mesmo, apenas minha. Porque peguei o carro de quem eu justo conheço e sei que é difícil de lidar? 
- Calma amor, não foi nada disso. Eu te conheço e sei que você vai ficar bolado. Mas eu não quis te contar por outro motivo, eu fico preocupada com você esquentando sua cabeça com coisas fúteis nas suas viagens. - Falei.
- Sei Laura. Por isso que você não pode viajar né? Você é louca! - Luan disse ainda bravo. 
- Não sou louca não mocinho, louca eu seria se... Ai esquece! - Falei, pois sabia que me arrependeria depois se eu continuasse a frase. 
- Continua, vai. - Luan disse se irritando mais.
- Não. - Falei. 
- Agora não termina né. - Ele falou.
- Luan, vamos parar de fingir que somos igual o Henrique, com 3 anos de idade. Quando você chegar aqui a gente conversa sobre o carro. Tchau, beijos. - Falei tentando evitar mais brigas. 
- Tudo bem, beijo. - Luan falou e desligou. Respirei fundo e desliguei o telefone.  

terça-feira, 11 de junho de 2013

Capitulo cento e dez.

Dito e feito, deixamos Henrique com o Seu Amarildo e fomos em um hospital particular de Londrina. Quando chegamos, fiz minha ficha e a médica me chamou. Não deixaram a Mari entrar comigo, fui sozinha então para a sala da Doutora e a cumprimentei. 
- Oi, boa noite. - Falei dando um beijo em seu rosto. Ela era muito simpática, seu sorriso era contagiante e parecia mais uma amiga. 
- Muito boa noite querida. Por favor, deite-se na maca. - Ela pediu delicadamente. Me deitei então e ela começou medir meus batimentos cardíacos, minha pressão e muitas outras coisas. 
- Eai doutora? - Perguntei, o silencio me deixava louca. 
- Bom, estou lendo aqui sua ficha, Laura né? 
- Isso doutora. 
- Então Laura, o que aconteceu? 
- Eu bati o carro. 
- Menina do céu! Como isso? Graças a Deus a bebe está bem, benzona demais... Mas poderia ter acontecido algo grave! - Ela disse.
- Foi sem querer Doutora. Mas não vai mas acontecer isso. 
- Não vai mesmo! Sabe porque? Você está proibida de dirigir. Isso é pro seu bem. 
- Tudo bem doutora. - Concordei e ela terminou de me examinar. Quando estava tudo certo, nos despedimos e fui ao encontro de Marizete. Ela perguntou o que havia dado, contei e ela ficou aliviada por eu estar bem. Fomos para a casa de Luan. Quando chegamos Henrique já estava tomado banho e dormindo, aproveitei para dormir também porque já estava quase no inicio da madrugada. No dia seguinte, acordei com meu celular tocando, olhei no visor e era 07:30. Bufei, e deixar tocar. Eu estava sem raciocinar, com muito sono. Quando pensei que tive sossego, meu telefone toca novamente, era o Luan. 
- Oi, Luan. - Falei enrolado.
- Oi né. - Ele respondeu seco.
- Que foi Luan? - Falei bêbada de sono.    
- O que foi? Eu te ligo e você não atente! - Luan disse bravo. 
- Foi mal. - Falei. 
- Foi mal? Só isso? - Luan disse rindo, quebrando o clima tenso que estava.
- Foi sem querer, também ainda são sete horas da manhã Luan! - Falei alto, me virei pro lado e vi que Henrique não estava no quarto, aonde ele foi parar? 
- Que sete horas da manhã Laura? Ta doidona? São quase 14:00! - Luan disse e eu realmente me assustei. Meu mundo havia ''parado'' 
- 14:00? No meu celular está marcando 07:35. - Falei olhando e confirmando, as vezes o sono me impedia de enxergar. 
- Laura, o que ta acontecendo? - Luan peguntou e me lembrei do acidente. Me lembrei também que a lataria de seu carro estava toda amassada e lembrei que meu celular devia ter caído e desligado na hora que bati o carro e as horas se desconfiguraram, mas ao invés de contar todos esses acontecimentos a Luan, preferir dizer algo mais mentiroso.
- Nada. 
- Tem certeza que é nada? - Luan perguntou intrigado. 
- Tenho, é que eu estou com sono, fui dormir tarde assistindo filme. - Falei para não deixá-lo preocupado, sozinho, em uma cidade que eu não sabia qual era, por esse mundão por ai. 




Prometo postar um melhor mais tarde amores! Beijos 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Capitulo Cento e nove.

Liguei o carro e fomos indo. Me perdi um pouco, o Luan devia ter tirado o gps do carro. Até porque ele não desconfia que estou passeando com ele. As ruas de Londrina são mais escuras do que estou acostumada, então tive muito problema em me localizar. Fui indo, mesmo não tendo muito conhecimento. Parei uma pessoa na rua e ela me informou o caminho para o condomínio, agradeci e voltei a dirigir. Henrique ria de mim tentando encontrar o caminho, eu também ria ''até chorar'' mas chorar mesmo, chorei quando me toquei que havia feito besteira. Gritei bastante, Henrique ficou quietinho, mas eu havia batido o carro. 
- O Luan vai me matar! - Pensei alto.
- Mamãe! - Henrique falou. 
- Oi filho? Você ta bem? - Perguntei.
- Meu Deus mamãe você bateu o carro! - Ele falou.
- Bati o carro sem querer filho... 
- Ai mamãe, liga pro papai! 
- Não! - Falei. 
- E agora? - Ele perguntou, curioso. 
- Agora não sei filho! - Respondi.
- Vamo dormi aqui mamãe? Ta escuro. - Henrique perguntava inquieto. 
- Creio que não, vou ligar para o guincho. - Respondi e peguei meu celular. Disquei e conversei com o guinchador, que apareceu no local depois de umas duas horas. Mas enfim, eles levaram o carro e eu chamei un taxi que me levaram para o Royal Park. Quando chegamos, o porteiro nos deixou entrar e o taxista nos deixou na porta da casa de Luan, pois mesmo dentro do condomínio a casa de Luan era longe da portaria. Paguei e saímos do carro e entramos na casa, eu tinha a chave. 
- Bruna? - Gritei, mas não fui correspondida. Logo a Marizete desceu as escadas, dizendo que a Bruna não estava.
- Ela saiu Laura... Mas e ai, quantas compras! - Ela falou. 
- A mamãe bateu o carro! - Henrique gritou para ela, e eu o belisquei, boca aberta. 
- Como assim? Que carro? Vocês estão bem? Laura! E a bebe? - Mari falou preocupada.
- O do Luan, ele vai me matar. Henrique me pediu sorvete e eu não sei recusar seus pedidos, peguei o carro e fui. Passei no shopping perto da sorveteria para comprar umas coisinhas, escureceu e eu não percebi, ai me perdi e de repente bati, não sei direito. - Falei. 
- Calma, não é bom esquentar a cabeça com isso... Depois o Luan vê isso, que tal arrumarmos antes mesmo dele chegar, teve muito estrago? - Ela perguntou.
- Então Mari, to mais tranquila... Vou esperar ele chegar de viagem, quero ser bem clara e mostrar que não fiz por mal. Amassou bastante na traseira, muita dó. - Respondi. 
- Relaxa, ele vai ficar feliz de saber que vocês estão bem! Mas vou peguntar de novo... E a bebe? - Mari perguntou. 
- Só estou pensando nisso. O Guincho vai deixar o carro na mecânica que vocês geralmente vão, mas só preciso saber o nome. Ai quando o Luan chegar ele vai lá e vê o que fazer. Mas vamos comigo no hospital? O Henrique fica com um vizinho, não sei. Estou preocupada com a bebe, foi de leve a batida. Logo vi que fiz porcaria e dei ré, mas amassou. - Falei.
- Vamos! O Amarildo está lá em cima, deixamos o Henrique aqui com ele e vamos. 

Capitulo Cento e oito.

- Isso o que? - Bruna perguntou. 
- O 'papai' - Luan disse rindo e pegando Henrique no colo.
- Ah... Isso não! Ele fala porque te considera um. - Bruna disse sorrindo. Luan não disse nada, apenas retribuiu o sorriso e abraçou Henrique bem forte, mais tão forte que consegui me sentir 'esmagada' apenas por ter olhado. 
- Nossa que delicia de abraço! - Luan disse rindo. Henrique deu então um beijo no Luan, que deu um sorriso mais que verdadeiro, mas aquele momento que podia ser eterno foi interrompido com o telefone de Luan tocando. O Luan deu um pulo pois seu celular já estava em seu bolso. 
- Que susto. - Ele falou e atendeu. 
- Oi Rober, tudo bem to saindo ai fora. - Luan disse, era o Roberval, mas ele logo desligou, me deu um selinho, um abraço e outro abraço em Henrique. Subiu e pegou sua mala e deu um beijo no rosto de Bruna que desejou boa viagem a ele. Luan então abriu a porta, pegou a chave do carro e pediu que eu dirigisse até a portaria para ele, pois era muito longe o caminho para ir apé. O condomínio era enorme.
- Milagre, você depositando sua confiança em mim, em relação ao uso do seu carro? - Falei zoando e rindo em seguida. 
- Eu confio em você, e a senhorita é ciente disso. - Luan disse me dando outro selinho.
- Ok amor, mas bora que o Rober ta te esperando. - Falei ligando o carro e indo até a portaria. 
- Te esperando... - Henrique falou cantando e nós dois ficamos encantados com ele. 
- Ta aprendendo direitinho. - Luan disse dando a mão para ele e se despedindo dele mais uma vez. 
- Amo você amor. - Falei. 
- Amo muito vocês dois, daqui uma semana eu volto! - Luan disse saindo do carro e pegando sua mala. Ele então deu oi para o Rober, mas não era de um jeito convencional e sim do jeito deles.
- Fala chupeta de baleia. - Luan disse ao Rober.
- Eai saco de areia. - Respondeu a altura. 
- Boa viagem pra vocês. - Falei para os dois e dei oi para Rober, que também cumprimentou o Henrique e depois os dois foram embora com o taxi para o aeroporto. 
- Bom, o papai foi trabalhar, agora vamos voltar para casa... - Falei a Henrique. 
- A não mamãe, quero ''sorveite'' - Henrique pediu, segurando meu braço meio que impedindo que eu voltasse ao condomínio. 
- Tudo bem, vamos lá meu amorzinho. - Falei e liguei o carro me dirigindo a saída. Fui então em direção a sorveteria, mas lembrei que eu não sabia nem aonde estava direito. Poucas vezes dirigi nessa cidade e só com alguém que conhecia aqui. Ri de mim mesma e fui indo, logo cheguei na cidade e sofrendo um pouco achei a sorveteria, entramos e tomamos nosso sorvete. Lembrei de ligar para Bruna, para avisar aonde estávamos, mas caiu na caixa postal, mas não deixei recado, ela devia ter percebido que havíamos saído né. Terminamos de tomar nosso sorvete, paguei e passamos no shopping que havia lá perto. 
- Vamos comprar algumas ropinhas filho? - Perguntei e Henrique afirmou que sim. Entramos numa loja e ele mesmo escolheu uns sapatos, blusinhas e bernudinhas. Rique provou as roupas e calçados ali comigo mesmo, passamos no caixa e andamos mais um pouco. Senti meu celular vibrando na bolsa, peguei ele então correndo e atendi, era a Bruna. 
- Oi Bruninha! - Falei.
- Laurinha? Desculpe não ter atendido aquela hora, estava ouvindo música alta e não ouvi o celular tocar. - Ela falou.
- Ah, magina... Viu, queria avisar que eu e Henrique estamos no shopping, demorei para encontrar, mas achei. - Ri.
- Certo, tudo bem! Qualquer coisa me liga Lau. - A Bruninha falou.
- Beijos. - Falei e desligamos. Peguei na mão de Henrique e entrei com ele em uma agencia de viagens. 
- Boa tarde, aliás, boa noite, já são 20:00! - Falei rindo.
- Boa noite senhora. - A atendente falou. Sentei com Henrique e perguntei para a funcionária dos pacotes. Gostei de tudo. Mas fiquei de ligar para a moça, para fechar tudo certinho, pois Henrique já estava cansado de ficar ali. 
- Mamãe, vamos embora! - Rique gritou ainda na agencia. 
 - Calma filho, estamos indo! Então moça, eu ligo mais tarde para terminar de combinar. - Ela concordou e saímos dali. Fui depois com Rique em uma loja e comprei umas roupinhas pra mim, encontrei umas blusas lindas e comprei para a Mari e para a Bruna. Para agradar o sogrão, comprei uma camisa também e fomos para o estacionamento do shopping.