domingo, 27 de outubro de 2013

Capitulo cento e quarenta e tres.

- Ele... - Luan dizia tremendo e chorando.
- Luan, diga logo! - A Dr disse.
- Eu não sei o que fazer, Doutora. - Luan dizia, muito mal.
- O que está acontecendo, Luan? - A Dr perguntou novamente.
- Fala logo, Luan! - Falei pálida. 
- ELE SOFREU UM ACIDENTE! - Luan gritou, aumentando o seu choro. Naquela hora, eu não consegui pensar em nada, apenas fiquei desesperada e meu mundo parecia ter caído. Na verdade, ele havia caído e eu não sabia como reerguê-lo. Comecei a chorar e uma enfermeira entrou ouvindo os meus gritos, retirou Brenda de meu peito e saiu, prometendo cuidar dela. Autorizei e já estava levantando para ver Henrique, mas minha médica me proibiu. 
- Eu preciso ir ver ele! - Falei.
- Laura, você acabou de ter um filho, você precisa se recuperar. - Ela disse para mim.
- Mas meu filho está precisando de mim. - Eu afirmei, gritando.
- Nós vamos cuidar disso, mas você precisa ficar quietinha. - Ela me disse, então eu deitei e tentei me acalmar. Mas não foi possível, era o meu filho.
- Como isso aconteceu Luan? Ele ta bem? - A Dr perguntou, pois eu ainda não conseguia nem falar.
- Minha mãe, meu pai e minha irmã vieram ver a Laura e a Brenda, né? Ai eles foram no mercado que tem a uma quadra daqui, então eles atravessaram a rua e foram. O Henrique que estava com a funcionaria do hospital, viu e quis ir junto, mas saiu correndo pela rua, e foi ai que um carro pegou ele! - Luan disse chorando e eu chorava mais ainda.
- Como isso pode acontecer, Meu Deus. - Eu me queixava.
- Se acalma Laura, nós vamos cuidar disso. Aonde ele está, Luan? - A Dr perguntou.
- Ele está sendo examinado, por um médico, não me lembro do nome dele, eu estou perdido! - Luan falou.
- Rodolfo? - Ela perguntou ao Luan.
- Isso mesmo! - Luan respondeu.
- Vamos lá com ele então! - Minha médica disse e saiu puxando Luan e me prometendo que tudo daria certo. Tentei me acalmar, e a enfermeira me trouxe um copo de água com açúcar. Tomei tudo num piscar de olhos, mas não conseguia parar de me preocupar. Isso é impossível. Fiz o que era mais agoniante, esperei alguém vir me dar noticias. A enfermeira trouxe a Brenda para ficar comigo nesse período, e isso me acalmou bastante. Tremi na base, ao ver a Bruna entrando no quarto.
- Oi Bruninha. - Eu falei.
- O-o-oi. - Ela disse com a voz falhada.
- Por que seu rosto está borrado? Você estava chorando? - Perguntei.
- Sim, eu vim trazer notícias de Henrique, Laurinha. - A Bruna falou e eu me apavorei.
- Diga, eu estou muito preocupada.
- Bom, você precisa ficar calma, eu estou te pedindo do fundo do meu coração. - A Bruna me pediu.
- Eu vou tentar, Bruninha. É o meu filho. - Eu respondi.
- Eu sei, La. Mas nós todos precisamos de calma nesse momento, assim um da forças para o outro. - Ela dizia.
- Sim Bru, mas você está me deixando nervosa. - Disse, implorando para que ela contasse logo.
- Vamos lá. - A Bruna respirou fundo e fechou os olhos.
- O Henrique foi atropelado. Infelizmente o negócio foi sério, ele perdeu muito sangue e precisa de doação de sangue urgente. - Ela disse e eu berrei. Foi sem dúvidas um choque para mim.
- Deixa eu terminar! Ele está correndo risco de vida, Laurinha! Eu não queria vim dar essa noticia, mas é que meu pai e minha mãe e o Luan estão fazendo os testes pra ver quem pode doar para ele, porque o médico disse que o sangue dele é bem raro, não lembro muito bem. - A Bruninha continuou.
- Eu vou lá doar, eu vou lá. Eu sou a mãe dele, eu posso doar para ele, eu estou indo lá. - Eu disse desesperada, mas a Bruna me segurou.
- Para! Por favor, para! Eu sei que é difícil, mas se controla. Tudo precisa de calma agora, eles estão lá embaixo vendo se podem doar. Vamos esperar. - A Bruna falou me segurando.
- Ta bom. - Falei respirando e tentando enxugar as lágrimas.
- Eu vou ver com a enfermeira se eles podem te dar um calmante. - A Bruna sugeriu.
- Me da um abraço? - Eu pedi.
- Lógico que dou, minha linda. - Ela respondeu me abraçando.
- Bruna, eu não vou aguentar ver meu filho precisando de sangue. Minha mãe, minha irmã, não podem doar para meu filho. Só eu que posso! E eles não vão deixar porque eu acabei de fazer uma cirurgia, que foi meu parto. Mas eu vou fazer, pelo meu filho! Só a família do meu pai que tem esse tipo sanguíneo que eu conheça, mas se for preciso eu mobilizo a internet inteira, mas meu filho vai ter sangue suficiente. Eu dou o meu sangue para o meu filho, eu faço de tudo por ele, Bruna! - Eu dizia entre soluços, até que Luan entrou na sala.
- Por favor, se acalma, Laura. A gente precisa de muita calma e fé. Vamos trabalhar juntos. - Luan disse.
- Acharam algum doador? - Eu perguntei, ainda desesperada. O Luan não disse nada, apenas balançou a cabeça, afirmando que não.
- Você não pode também, né? - Eu perguntei ao Luan.
- Eu não sei, mas creio que não. Estou esperando o médico dar assistência ao Henrique, ai sim vamos fazer os testes para saber se é compatível. Mas não vamos pensar no pior. - Luan disse, eu concordei e ele logo saiu me deixando com Bruna. Luan desceu para fazer o teste. Nós duas no quarto permanecemos caladas, e eu mesmo sem querer acabei dormindo, pois haviam me dado calmante. Depois de um tempo, acordei meia zonza com Luan chegando gritando, não entendi muito bem, o remédio era forte, mas apenas vi que era algo bom, pois Luan e Bruna pulavam. 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Capitulo cento e quarenta e dois

Era a família de Luan. A Bruna entrou já fazendo a festa, me abraçou bem forte e já estava perguntando sobre a sobrinha. A Mari entrou também bem animada e o Seu Amarildo me trouxe um buquê de flores. Eram bem lindas, eu havia adorado, eram rosas, e amarrado no buquê havia um cartãozinho, quando abri fiquei bem emocionada. Estava escrito palavras muito lindas, que eu nem sabia se merecia ouvir tanto.
- Obrigada a todos vocês, eu amo demais, todos. - Eu falei. Eu os recebi com um sorriso no rosto, um sorriso bem verdadeiro. Eu os adorava, eles eram a minha segunda família. Logo em seguida Luan entrou, com Brenda em seu colo. Sorri mais ainda, ela estava toda arrumadinha, com direito a macacãozinho e tiarinha na cabeça.
- Oi amor... É, desculpa. Laura. - Luan disse disfarçando. 
- Oi Luan. - Falei.
- Olha nosso bebê. - Luan disse colocando Brenda em meu colo. Eu a peguei e arrumei ela certinha em meu colo. Ela era linda, parecia uma princesa e era mesmo, a nossa princesa. Depois de mimar bastante ela, foi a vez da família de Luan, que estava ansiosa para conhecer a princesinha. A Mari pegou a Brenda no colo e mostrou para Bruna e o Seu Amarildo. Eles ficaram encantados, e enquanto mimavam ela, Luan se aproximou de mim e deu um beijo em minha testa. 
- Ta tudo bem? - Após o beijo que preciso confessar que estava muito bom, mesmo não sendo na boca, Luan perguntou isso para mim. 
- Está sim. - Respondi.
- Ta sentindo alguma coisa? - Luan continuou fazendo seus questionamentos. 
- To. To muito feliz. - Falei sorrindo.
- Eu também, minha filha é linda. - Luan disse.
- Ela é nossa filha. - O corrigi.
- Mas não somos mais ''nós''. Então cada um com o seu. - Luan disse.
- Não me estressa com isso não, por favor. - Pedi. 
- Eu não estou fazendo nada! - Luan se queixou. 
- Sinto muito Luan, mas deixa eu curtir a NOSSA filha, eu não quero me estressar por causa de brigas tolas. - Pedi. 
- Você sente? Impressionante. - Luan disse irônico, mas seu pai o tirou dali. Logo em seguida a enfermeira entrou no quarto e pediu para que todos saissem, pois eu amamentaria o bebê. Como pedido, a Mari, o Seu Amarildo e a Bruna saíram. 
- Quer que eu chame o pai para ver? - A enfermeira, pouco simpática perguntou.
- O meu pai? - Perguntei meio confusa, eu não tinha entendido muito bem, quer dizer, eu não havia entendido nada.
- O PAI DA CRIANÇA. - A enfermeira respondeu, gritando. Me assustei, respirei fundo e comecei a chorar. Ela então não disse nada, apenas deixou a Brenda em meu colo e saiu, bufando. Logo depois o Luan entrou correndo, mas antes dele se aproximar de mim eu pedi para que ele me deixasse sozinha. Ele então deixou, mas em seguida uma moça entrou no quarto, demorei para reconhecer devido uma mascara em seu rosto, mas quando ela retirou notei que era minha médica. Ela levou um susto ao me ver naquele estado, mas logo se aproximou e me abraçou, com cuidado pois eu estava com a bebe no colo. 
- O que houve Laurinha? - Ela perguntou. 
- Nada não, to chorando de felicidade. - Aleguei. 
- Eu sei que você está muito feliz, mas sei que não está chorando por isso. Você pode me ter como uma amiga, conte para mim Laura. - Ela respondeu. 
- Ok, eu to muito feliz. Minha bonequinha é linda, está com saúde e meu parto ocorreu tudo bem. Sei que Henrique vai amar ela, eu construi uma família, com dois filhos lindos. Mas e o meu namorado? Meus dois filhos não vão ter pai? - Falei. 
- Laura, não seja injusta, o Luan sempre foi um pai presente. Mas vocês brigaram? - Ela perguntou.
- Sim, brigamos. Acho que me estressei tanto que a Brenda resolveu sair antes da hora! - Falei.
- Como assim? Eu pedi para você não se estressar! - A doutora falou. 
- Mas não foi minha culpa, aconteceu. Eu e Luan brigamos feio, estou até morando em um hotel. Ele foi visitar Henrique e ficou com ciumes de um moço que trabalha lá, ai brigamos, fui tomar banho e a bolsa estorou. - Contei.
- Nossa! Que loucura. Vou bater no Luan, mas ainda bem que ocorreu tudo bem no seu parto! Que pais loucos! - A Dr falou. 
- O importante é que ela está bem, mas eu acho que não volto a namorar o Luan.  - Falei a ela, mas fomos interrompidas com Luan entrando correndo na sala, desesperado.
- Falando nele... - A Dr disse. 
- Gente! Me escuta! - Luan disse gritando. 
- O que houve? - Ela perguntou. 
- O Henrique, o Henique! - Luan dizia.
- O que aconteceu com ele? - Eu perguntei nervosa, enquanto amamentava Brenda.