domingo, 21 de abril de 2013

Capitulo oitenta e nove!

- Achei que não viria. - Falei sincera, ultimamente não estava esperando tanto da parte de Luan.
- Mas eu vim. - Ele disse sorrindo de canto, aquele típico sorriso amarelado e descontente com minhas palavras, que certamente não davam valor nas atitudes dele. Eu sabia que iria me irritar completamente, então deixei aquele assunto de lado, mas também não puxei outro, apenas fiquei olhando sem rumo para a janela.
- Laura? - Ele falou, me chamou e me cutucou, pois eu não olhava em seu rosto e sim observava a janela.
- Oi. - Respondi.
- É, cê vai querer ir pra casa ou quer ir numa sorveteria ou algo do tipo? - Ele me perguntou e eu demorei um pouco para responder, pensando.
- Responde logo! O taxi não está a nossas esperas. - Luan falou rindo, quebrando um pouco o clima tenso em nós dois.
- Pois é, vamos sair pra algum lugar então. - Sugeri.
- Ta, pode ser um restaurante de um amigo meu que serve sobremesas muito gostosas? - Luan perguntou.
- Por mim tudo bem. - Falei e o Luan disse o nome do restaurante, e motorista como bom conhecedor da cidade, ele ''ligou'' o carro e foi até o caminho do restaurante. Demorou um pouco mais chegou.
- Pronto senhor, chegamos. - O taxista disse, o Luan pagou, deu um autografo para ele e nós então saímos do carro rapidinho para ninguém nos ver e não causar tumulto. Entramos e escolhemos uma mesa, mais reservada e mais para o fundo do restaurante, longe das janelas. Um garçom veio nos atender, sua expressão era de normalidade, creio que o Luan já tinha hábito de ir naquele lugar, pois todos o tratava como alguém próximo. Era mais
gostoso assim. O Luan pediu duas sobremesas, que o nome era estranho, mas quando elas chegaram já percebemos o quão era gostosa, só a aparência mostrava isso, e o gosto nem me fale, aquilo era a perfeição.
- Hum... Muito gostoso. - Falei a ele, que se lambuzava todo, pois segundo ele, comer assim fazia a comida ficar mais gostosa ainda.
- Bom né, sempre como aqui com o Rober, quando a Dagmar era minha assessora também comia bastante. Vou te trazer mais vezes para cá. Nós merecemos. - Luan disse rindo, com a boca cheia mesmo, não se importando se estava em um restaurante tão luxuoso como aquele. Algo que eu gostava nele era a simplicidade, que por mais rico que ele fosse, nunca perdeu a simplicidade, daquele menino de Campo Grande, que sua mãe tanto descrevia para mim. Olhando para ele e lembrando do que me falaram sobre sua infância, vejo que nada mudou, ao não ser sua idade, seu nome, sua tamanha importância, e claro, sua conta bancária, mas isso não era o principal, o dinheiro era apenas uma recompensa que ele ganha, através de praticar aquilo que faz com ''amor a camisa''
- Então, nós... é disso que precisamos conversar. - Eu disse apenas isso. Ele arregalou os olhos, me olhou firme, com aqueles olhinhos pequenos e luminosos, que quando são arregalados se tornam grandes, obviamente.
- Nós, Laura? - Ele perguntou.
- Sim, eu não sei se você vai lembrar, mas eu me lembro a todo momento que durante esses 2 anos e poucos juntos, você permitiu que outra boca... - Falei mas Luan me interrompeu.
- Não acredito Laura, essa história ainda?
- Bom, pelo o que aparenta, você está ligado no que se trata né Luan? Então não finge que eu não tenho motivo para ficar puta da vida com você, não finge que não tem, não finge não se importar! - Falei bufando com a voz seca, Luan apenas se levantou, deixou o dinheiro da conta na mesa e saiu. Fiquei assustada, mas apenas chamei o garçom, mostrei o dinheiro da conta e sai correndo, mesmo com minha barriga um pouco grandinha. Não me importava o tumulto que causei, o tumulto que Luan ajudou a causar ali, eu só queria procurá-lo pois eu não estava encontrando ele em lugar nenhum.




Ô MEU DEUS DO CÉU O OITENTA E NOVE JÁ TA AI, DEMOROU MAIS TA AI, ME DIGAM O QUE ESTÃO ACHANDO.





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