terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Capitulo quarenta e um.

De madrugada o Luan chegou em casa e ficou com a gente, sim, a gente. O Henrique estava acordado, com insonia. Luan tentou me distrair. Distrair o Henrique nem era preciso, ele não estava sabendo de nada e eu gostaria que fosse assim por muito tempo, ou até para sempre. O menino nem completou dois anos ainda e já vai passar um furacão na vida dele? Pra que? O Felipe poderia ser civilizado, colocar aquela cabeça que não tem nada dentro para funcionar, o Henrique é uma criança e não merece ficar dividido. Não sei porque quer tanto ser presente na vida do meu filho, cuidei dele tão bem esse tempo todo, e vou cuidar até o fim da minha vida. Ele não precisa de um pai daquele jeito, egoísta, que quer tudo para ele, acho que só para esnobar. Eu não estava tão nervosa, eu creio que juiz nenhum vai me tirar do meu filho, mas o que eu temo é que alguém deixe o Felipe passar algum dia da semana com Rique. O Felipe era uma praga, e eu temia a sua volta em casa. Mas deixei meus pensamentos pra lá, pelo menos tentei. O Rique queria brincar comigo e com o Luan e nós dois fomos. Meu apartamento é pequeno, não dá para correr e é muito sem graça, não tem área de lazer, muito menos um parquinho para passar o tempo de noite. O jeito era brincar no espaço que nós tínhamos, como o Luan sempre fala: ''caixinha de fosforo''
Brincamos de esconde-esconde. Eu contava e o Henrique, junto com o Luan se escondia. Eu demorava para encontrá-los, o Luan se escondia muito bem e provavelmente eu não os encontraria se não fosse as risadas mais gostosas do meu anjo, que ficava nervoso ao ver que eu estava perto do esconderijo deles. O Luan tentava ''tampar'' a boca de Henrique para abafar o som e para mim não achá-los, mas não era possível, a risada de Rique me levava até aonde eles estavam. Brincamos até cansar, e quando vimos já era de manhãzinha. Que mãe desnaturada, ao invés de fazer o filho dormir, ficou brincando junto com o namorado de se esconder. Deitamos os três no sofá que não era muito grande.
- To com fome amor. - O Luan disse ajeitando o Rique encima dele, no sofá.
- Só sabe dar trabalho, nem tinha me tocado que era de madrugada, esse menino gritou tão alto, os vizinhos vão reclamar, vou pagar multa ainda! - Ri.
- Que que tem amor?! - O Luan disse daquele jeito de deixar tudo pra lá, ele nem se importava e para falar a verdade eu também não, eu só queria era me divertir com meus amores.
- É, vou fazer um lanche pra vocês. - Fui na cozinha e demorei mais ou menos dez minutos, quando voltei Henrique já estava desmaiado no colo de Luan. Me aproximei com a bandeira e sentei, a colocando em meu colo.
- Nossa, vou comer do Henricão também amor.
- Seu gordo!
- Sua gorda!
- Para. - Eu disse acabando com a graça.
- Vamos comer, ai vamos dormir, to com muito sono Laurinha.
- Sim...
- Vich, amanhã você tem que trabalhar? - O Luan perguntou.
- Não... Falei que não ia para minha chefe, instinto de mãe, cuidar e proteger do filhote.
- Você sabe que eu cuido dele como se fosse meu filho mesmo...
- Sei Luan, você é o melhor homem, namorado, ''pai'', amigo, do mundo! - Nos beijamos, mas logo paramos, pois a bandeja e o Henrique que dormia no colo de Luan nos atrapalhavam.

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