quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Capitulo Vinte e cinco.

Meus olhos brilhavam e ao mesmo tempo se desesperavam, eu não ia agüentar ver o Luan por muito tempo ali, em minha direção, na minha frente. Resolvi seguir meu caminho, como se ele não estivesse ali nos esperando. Peguei nossas malas e fui passando por ele, fingindo que o não reconhecia. Henrique chorou muito, parecia que ele sabia quem era o Luan, e o quanto ele fazia parte da minha história. O Luan não agüentou aquele desaforo de eu fingir que não o conhecia, foi atras de mim e eu entreguei os pontos, não era forte o suficiente para resistir. Fui até ele, que abria um sorriso ao ver Henrique pela primeira vez. O Luan então se aproximou mais, e sem nem pedir pegou meu filho no colo, não pude conter e nem segurar as lagrimas.
- Não precisa chorar. Eu vim aqui mais por ele mesmo, queria conhecer o menininho que ficou no meu pensamento desde o dia que você foi embora até agora. Como se fosse meu filho. Antes que você me pergunte, a Bruna que me avisou que você estaria voltando. Agora eu te pergunto, o que você iria ganhar saindo assim como fugitiva? Não sei se um dia vou poder te entender Laura, se seu nome não estiver mudado né? Porque pelo visto tudo em você mudou. Está diferente, nunca pensei que conseguiria ficar um ano sem falar com você, mas eu fiquei. Só não quero que você pense que nesse ano que você ficou fora eu deixei de pensar em você, porque você sabe que eu nunca te esqueci. - Ele disse frio, sem nem olhar para minha cara, acho que era melhor assim, eu
desabaria se ele olhasse fixamente aos meus olhos.
- E quem te disse Luan, quem te disse, que a saudade não gritou seu nome? Mas você não entende que eu não quero que você assuma algo que você não fez. Me perdoa por tudo.
- Não sei.
- Bom Luan, fica ao seu critério se quer ou não aceitar meu pedido de desculpas, agora eu tenho que ir, com licença. - Eu disse pegando meu filho do colo dele e pegando minhas duas malas, gigantes, que eu mal conseguia carregar. Involuntariamente o Luan tomou a iniciativa de me ajudar, pegou uma das malas e levou até o taxi que estava ali.
- Vai para aonde? - Ele me perguntou.
- Realmente, não vai mudar nada você saber.
- Deixa eu ir no taxi com vocês? Precisamos conversar como adultos. - Luan disse.
- Luan, por favor, não me desfie aos poucos, você não entende o quanto é difícil conversar com você, se não for para te amar.
- Encare de cara o problema.
- Entenda Luan, eu não quero ser o problema na sua vida. - Eu disse entrando no taxi e fechando as portas, mas o Luan impediu.
- Então faz assim, amanhã naquele café na esquina da sua casa, as 16:00 a gente conversa. Ta Laura?
- Vou pensar Luan, tchau.
- Me liga amanhã Laura!
- Luan eu não tenho mais seu numero. Deixa eu ir agora, o taxi não vai esperar mais. Fechei a porta e o taxi foi a caminho de casa.


eai?

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