Mesmo abrindo os olhos com dificuldade, eu podia perceber que eles estavam comemorando algo, mas minha voz não saia direito, e eles nem viram que eu estavam acordada e saíram do quarto. Meio sem forças, voltei a dormir e só acordei depois de algumas horas, com a Marizete segurando Brenda na minha frente. Sorri ao ver aquela cena e tentei me espreguiçar, havia dormido muito e precisava esticar meu corpo, mas minha vontade não foi bem sucedida, eu estava com alguns aparelhos, não sabia o motivo, mas estava.
- Mari? - Falei meio baixinho e ela sorriu.
- Oi meu anjo.
- Aonde estão meus filhos? Eles estão bem? - Eu perguntei.
- Olha a Brenda aqui, que linda observando a mamãe. - A Mari respondeu, mostrando a Brenda. Eu sorri gigantescamente.
- Não estou nem podendo dar atenção a ela, estou praticamente dopada. - Falei bocejando.
- Não se preocupe. Ela está sendo muito bem cuidada, seu médica pediu para as enfermeiras darem leite do banco de leite para a bebê, pois você não está em condições. Mas está tudo bem, não se preocupe. Estamos cuidando de todos. - Mari falou, toda boazinha.
- Creio que isso vai acabar logo. - Falei.
- Vai sim.
- Cade o meu filho? - Eu perguntei.
- Está se recuperando, achamos um doador para ele. Os médicos realizaram a cirurgia e ele está bem. - Mari falou. Meu coração respirou aliviado ou ouvir aquilo.
- Eu to muito fraca. - Contei para Marizete, que me observava como uma mãe observa um filho. Eu a considerava uma mãe.
- Eu sei, meu amor. Mas tudo isso vai passar. Sua pressão abaixou, tivemos que te acalmar com remédios, mas o pior já passou e jajá você poderá curtir os seus filhos que são loucos por você. - Ela disse para mim, como uma voz bem calma e protetora.
- Cadê todo mundo? - Perguntei a ela, curiosa.
- Estão cuidando de Henrique, ele também tomou remédinho, que nem você, mas o dele foi anestesiante, para não sentir dorzinha nenhuma e pode ter certeza que não está sentindo mais nada. - Ela respondeu.
- Cuidem dele por mim. - Eu falei sorrindo.
- O Luan queria vir te ver aqui, mas ele ainda não criou coragem para te ver sedada, ele não queria que a gente fizesse isso, mas entenda, foi o melhor a ser feito. Você estava muito nervosa, e acabou de fazer um parto, precisa de cautelas. - Mari explicou. Eu sorri ao saber de Luan.
- Ele está preocupado comigo? - Perguntei.
- Sim, ô se está! Ele é louco por você, e você por ele, que eu sei. - Mari disse dando uma risadinha.
- O que ele achou de Brenda? - Perguntei.
- Ele acha ela a coisa mais linda do mundo. Os olhos dele brilham ao vê-la. Toda hora ele vai no berçário e fica espiando ela. - Ela respondeu e eu sorri.
- Eu amo ele.
- Nós sabemos, ele sabe. Logo vocês estarão juntos. Mas agora vou te deixar descansar. Nós amamos você, Laura. - A Mari disse, e ao ouvir aquela frase, me senti a pessoa mais amada do mundo. E foi assim que eu sempre desejei me sentir. O que faltou de amor entre minha família de sangue, ganhei com a família de Luan, que me pertencia, eu os considerava demais. Antes de Mari sair, ela meio que colocou a Brenda em meu colo e eu a beijei do jeito que pude, pois a posição que eu estava não era muito favorável. Logo depois, ela saiu e me deixou descansar. Foi isso que realmente fiz, fechei os meus olhos e acabei dormindo de novo. Depois de algum tempo, eu não sabia certinho quanto, pois estava sem noção naquele hospital, eu abri meus olhos e senti um alívio. Eu não estava mais com nenhum aparelho e meu corpo estava leve. Não estava cansa e tudo ali parecia estar tranquilo. Confesso que estava, mas até eu me lembrar dos meus filhos. Na hora eu pensei em me levantar e ir atrás deles, mas eu mal sabia aonde encontrá-los. Não sabia se Brenda havia recebido alta, e nem se Henrique havia conseguido um doador de sangue. Minha única certeza era que Deus estava comigo e eu sabia que ele nunca falhava. Me sentei na cama sem muito o que fazer, e por minha sorte, uma enfermeira me viu acordar e veio até mim. Pedi a ela então que chamasse o Luan e novamente por minha sorte, ele era famoso, então todos o encontrariam com facilidade naquele imenso hospital. Ela então foi atrás dele, e o encontrou. Ele foi até o quarto, mas ficou na fresta da porta apenas me observando. Pude ver que Brenda estava com ele, e então o meu coração acelerou.
domingo, 10 de novembro de 2013
domingo, 27 de outubro de 2013
Capitulo cento e quarenta e tres.
- Ele... - Luan dizia tremendo e chorando.
- Luan, diga logo! - A Dr disse.
- Eu não sei o que fazer, Doutora. - Luan dizia, muito mal.
- O que está acontecendo, Luan? - A Dr perguntou novamente.
- Fala logo, Luan! - Falei pálida.
- Eu não sei o que fazer, Doutora. - Luan dizia, muito mal.
- O que está acontecendo, Luan? - A Dr perguntou novamente.
- Fala logo, Luan! - Falei pálida.
- ELE SOFREU UM ACIDENTE! - Luan gritou, aumentando o seu choro. Naquela hora, eu não consegui pensar em nada, apenas fiquei desesperada e meu mundo parecia ter caído. Na verdade, ele havia caído e eu não sabia como reerguê-lo. Comecei a chorar e uma enfermeira entrou ouvindo os meus gritos, retirou Brenda de meu peito e saiu, prometendo cuidar dela. Autorizei e já estava levantando para ver Henrique, mas minha médica me proibiu.
- Eu preciso ir ver ele! - Falei.
- Laura, você acabou de ter um filho, você precisa se recuperar. - Ela disse para mim.
- Mas meu filho está precisando de mim. - Eu afirmei, gritando.
- Laura, você acabou de ter um filho, você precisa se recuperar. - Ela disse para mim.
- Mas meu filho está precisando de mim. - Eu afirmei, gritando.
- Nós vamos cuidar disso, mas você precisa ficar quietinha. - Ela me disse, então eu deitei e tentei me acalmar. Mas não foi possível, era o meu filho.
- Como isso aconteceu Luan? Ele ta bem? - A Dr perguntou, pois eu ainda não conseguia nem falar.
- Minha mãe, meu pai e minha irmã vieram ver a Laura e a Brenda, né? Ai eles foram no mercado que tem a uma quadra daqui, então eles atravessaram a rua e foram. O Henrique que estava com a funcionaria do hospital, viu e quis ir junto, mas saiu correndo pela rua, e foi ai que um carro pegou ele! - Luan disse chorando e eu chorava mais ainda.
- Como isso pode acontecer, Meu Deus. - Eu me queixava.
- Se acalma Laura, nós vamos cuidar disso. Aonde ele está, Luan? - A Dr perguntou.
- Ele está sendo examinado, por um médico, não me lembro do nome dele, eu estou perdido! - Luan falou.
- Rodolfo? - Ela perguntou ao Luan.
- Isso mesmo! - Luan respondeu.
- Vamos lá com ele então! - Minha médica disse e saiu puxando Luan e me prometendo que tudo daria certo. Tentei me acalmar, e a enfermeira me trouxe um copo de água com açúcar. Tomei tudo num piscar de olhos, mas não conseguia parar de me preocupar. Isso é impossível. Fiz o que era mais agoniante, esperei alguém vir me dar noticias. A enfermeira trouxe a Brenda para ficar comigo nesse período, e isso me acalmou bastante. Tremi na base, ao ver a Bruna entrando no quarto.
- Oi Bruninha. - Eu falei.
- O-o-oi. - Ela disse com a voz falhada.
- Por que seu rosto está borrado? Você estava chorando? - Perguntei.
- Sim, eu vim trazer notícias de Henrique, Laurinha. - A Bruna falou e eu me apavorei.
- Diga, eu estou muito preocupada.
- Bom, você precisa ficar calma, eu estou te pedindo do fundo do meu coração. - A Bruna me pediu.
- Eu vou tentar, Bruninha. É o meu filho. - Eu respondi.
- Eu sei, La. Mas nós todos precisamos de calma nesse momento, assim um da forças para o outro. - Ela dizia.
- Sim Bru, mas você está me deixando nervosa. - Disse, implorando para que ela contasse logo.
- Vamos lá. - A Bruna respirou fundo e fechou os olhos.
- O Henrique foi atropelado. Infelizmente o negócio foi sério, ele perdeu muito sangue e precisa de doação de sangue urgente. - Ela disse e eu berrei. Foi sem dúvidas um choque para mim.
- Deixa eu terminar! Ele está correndo risco de vida, Laurinha! Eu não queria vim dar essa noticia, mas é que meu pai e minha mãe e o Luan estão fazendo os testes pra ver quem pode doar para ele, porque o médico disse que o sangue dele é bem raro, não lembro muito bem. - A Bruninha continuou.
- Eu vou lá doar, eu vou lá. Eu sou a mãe dele, eu posso doar para ele, eu estou indo lá. - Eu disse desesperada, mas a Bruna me segurou.
- Para! Por favor, para! Eu sei que é difícil, mas se controla. Tudo precisa de calma agora, eles estão lá embaixo vendo se podem doar. Vamos esperar. - A Bruna falou me segurando.
- Ta bom. - Falei respirando e tentando enxugar as lágrimas.
- Eu vou ver com a enfermeira se eles podem te dar um calmante. - A Bruna sugeriu.
- Me da um abraço? - Eu pedi.
- Lógico que dou, minha linda. - Ela respondeu me abraçando.
- Bruna, eu não vou aguentar ver meu filho precisando de sangue. Minha mãe, minha irmã, não podem doar para meu filho. Só eu que posso! E eles não vão deixar porque eu acabei de fazer uma cirurgia, que foi meu parto. Mas eu vou fazer, pelo meu filho! Só a família do meu pai que tem esse tipo sanguíneo que eu conheça, mas se for preciso eu mobilizo a internet inteira, mas meu filho vai ter sangue suficiente. Eu dou o meu sangue para o meu filho, eu faço de tudo por ele, Bruna! - Eu dizia entre soluços, até que Luan entrou na sala.
- Por favor, se acalma, Laura. A gente precisa de muita calma e fé. Vamos trabalhar juntos. - Luan disse.
- Acharam algum doador? - Eu perguntei, ainda desesperada. O Luan não disse nada, apenas balançou a cabeça, afirmando que não.
- Você não pode também, né? - Eu perguntei ao Luan.
- Eu não sei, mas creio que não. Estou esperando o médico dar assistência ao Henrique, ai sim vamos fazer os testes para saber se é compatível. Mas não vamos pensar no pior. - Luan disse, eu concordei e ele logo saiu me deixando com Bruna. Luan desceu para fazer o teste. Nós duas no quarto permanecemos caladas, e eu mesmo sem querer acabei dormindo, pois haviam me dado calmante. Depois de um tempo, acordei meia zonza com Luan chegando gritando, não entendi muito bem, o remédio era forte, mas apenas vi que era algo bom, pois Luan e Bruna pulavam.
- Como isso pode acontecer, Meu Deus. - Eu me queixava.
- Se acalma Laura, nós vamos cuidar disso. Aonde ele está, Luan? - A Dr perguntou.
- Ele está sendo examinado, por um médico, não me lembro do nome dele, eu estou perdido! - Luan falou.
- Rodolfo? - Ela perguntou ao Luan.
- Isso mesmo! - Luan respondeu.
- Vamos lá com ele então! - Minha médica disse e saiu puxando Luan e me prometendo que tudo daria certo. Tentei me acalmar, e a enfermeira me trouxe um copo de água com açúcar. Tomei tudo num piscar de olhos, mas não conseguia parar de me preocupar. Isso é impossível. Fiz o que era mais agoniante, esperei alguém vir me dar noticias. A enfermeira trouxe a Brenda para ficar comigo nesse período, e isso me acalmou bastante. Tremi na base, ao ver a Bruna entrando no quarto.
- Oi Bruninha. - Eu falei.
- O-o-oi. - Ela disse com a voz falhada.
- Por que seu rosto está borrado? Você estava chorando? - Perguntei.
- Sim, eu vim trazer notícias de Henrique, Laurinha. - A Bruna falou e eu me apavorei.
- Diga, eu estou muito preocupada.
- Bom, você precisa ficar calma, eu estou te pedindo do fundo do meu coração. - A Bruna me pediu.
- Eu vou tentar, Bruninha. É o meu filho. - Eu respondi.
- Eu sei, La. Mas nós todos precisamos de calma nesse momento, assim um da forças para o outro. - Ela dizia.
- Sim Bru, mas você está me deixando nervosa. - Disse, implorando para que ela contasse logo.
- Vamos lá. - A Bruna respirou fundo e fechou os olhos.
- O Henrique foi atropelado. Infelizmente o negócio foi sério, ele perdeu muito sangue e precisa de doação de sangue urgente. - Ela disse e eu berrei. Foi sem dúvidas um choque para mim.
- Deixa eu terminar! Ele está correndo risco de vida, Laurinha! Eu não queria vim dar essa noticia, mas é que meu pai e minha mãe e o Luan estão fazendo os testes pra ver quem pode doar para ele, porque o médico disse que o sangue dele é bem raro, não lembro muito bem. - A Bruninha continuou.
- Eu vou lá doar, eu vou lá. Eu sou a mãe dele, eu posso doar para ele, eu estou indo lá. - Eu disse desesperada, mas a Bruna me segurou.
- Para! Por favor, para! Eu sei que é difícil, mas se controla. Tudo precisa de calma agora, eles estão lá embaixo vendo se podem doar. Vamos esperar. - A Bruna falou me segurando.
- Ta bom. - Falei respirando e tentando enxugar as lágrimas.
- Eu vou ver com a enfermeira se eles podem te dar um calmante. - A Bruna sugeriu.
- Me da um abraço? - Eu pedi.
- Lógico que dou, minha linda. - Ela respondeu me abraçando.
- Bruna, eu não vou aguentar ver meu filho precisando de sangue. Minha mãe, minha irmã, não podem doar para meu filho. Só eu que posso! E eles não vão deixar porque eu acabei de fazer uma cirurgia, que foi meu parto. Mas eu vou fazer, pelo meu filho! Só a família do meu pai que tem esse tipo sanguíneo que eu conheça, mas se for preciso eu mobilizo a internet inteira, mas meu filho vai ter sangue suficiente. Eu dou o meu sangue para o meu filho, eu faço de tudo por ele, Bruna! - Eu dizia entre soluços, até que Luan entrou na sala.
- Por favor, se acalma, Laura. A gente precisa de muita calma e fé. Vamos trabalhar juntos. - Luan disse.
- Acharam algum doador? - Eu perguntei, ainda desesperada. O Luan não disse nada, apenas balançou a cabeça, afirmando que não.
- Você não pode também, né? - Eu perguntei ao Luan.
- Eu não sei, mas creio que não. Estou esperando o médico dar assistência ao Henrique, ai sim vamos fazer os testes para saber se é compatível. Mas não vamos pensar no pior. - Luan disse, eu concordei e ele logo saiu me deixando com Bruna. Luan desceu para fazer o teste. Nós duas no quarto permanecemos caladas, e eu mesmo sem querer acabei dormindo, pois haviam me dado calmante. Depois de um tempo, acordei meia zonza com Luan chegando gritando, não entendi muito bem, o remédio era forte, mas apenas vi que era algo bom, pois Luan e Bruna pulavam.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Capitulo cento e quarenta e dois
Era a família de Luan. A Bruna entrou já fazendo a festa, me abraçou bem forte e já estava perguntando sobre a sobrinha. A Mari entrou também bem animada e o Seu Amarildo me trouxe um buquê de flores. Eram bem lindas, eu havia adorado, eram rosas, e amarrado no buquê havia um cartãozinho, quando abri fiquei bem emocionada. Estava escrito palavras muito lindas, que eu nem sabia se merecia ouvir tanto.
- Obrigada a todos vocês, eu amo demais, todos. - Eu falei. Eu os recebi com um sorriso no rosto, um sorriso bem verdadeiro. Eu os adorava, eles eram a minha segunda família. Logo em seguida Luan entrou, com Brenda em seu colo. Sorri mais ainda, ela estava toda arrumadinha, com direito a macacãozinho e tiarinha na cabeça.
- Oi amor... É, desculpa. Laura. - Luan disse disfarçando.
- Oi Luan. - Falei.
- Olha nosso bebê. - Luan disse colocando Brenda em meu colo. Eu a peguei e arrumei ela certinha em meu colo. Ela era linda, parecia uma princesa e era mesmo, a nossa princesa. Depois de mimar bastante ela, foi a vez da família de Luan, que estava ansiosa para conhecer a princesinha. A Mari pegou a Brenda no colo e mostrou para Bruna e o Seu Amarildo. Eles ficaram encantados, e enquanto mimavam ela, Luan se aproximou de mim e deu um beijo em minha testa.
- Ta tudo bem? - Após o beijo que preciso confessar que estava muito bom, mesmo não sendo na boca, Luan perguntou isso para mim.
- Está sim. - Respondi.
- Ta sentindo alguma coisa? - Luan continuou fazendo seus questionamentos.
- To. To muito feliz. - Falei sorrindo.
- Eu também, minha filha é linda. - Luan disse.
- Ela é nossa filha. - O corrigi.
- Mas não somos mais ''nós''. Então cada um com o seu. - Luan disse.
- Não me estressa com isso não, por favor. - Pedi.
- Eu não estou fazendo nada! - Luan se queixou.
- Sinto muito Luan, mas deixa eu curtir a NOSSA filha, eu não quero me estressar por causa de brigas tolas. - Pedi.
- Você sente? Impressionante. - Luan disse irônico, mas seu pai o tirou dali. Logo em seguida a enfermeira entrou no quarto e pediu para que todos saissem, pois eu amamentaria o bebê. Como pedido, a Mari, o Seu Amarildo e a Bruna saíram.
- Quer que eu chame o pai para ver? - A enfermeira, pouco simpática perguntou.
- O meu pai? - Perguntei meio confusa, eu não tinha entendido muito bem, quer dizer, eu não havia entendido nada.
- O PAI DA CRIANÇA. - A enfermeira respondeu, gritando. Me assustei, respirei fundo e comecei a chorar. Ela então não disse nada, apenas deixou a Brenda em meu colo e saiu, bufando. Logo depois o Luan entrou correndo, mas antes dele se aproximar de mim eu pedi para que ele me deixasse sozinha. Ele então deixou, mas em seguida uma moça entrou no quarto, demorei para reconhecer devido uma mascara em seu rosto, mas quando ela retirou notei que era minha médica. Ela levou um susto ao me ver naquele estado, mas logo se aproximou e me abraçou, com cuidado pois eu estava com a bebe no colo.
- O que houve Laurinha? - Ela perguntou.
- Nada não, to chorando de felicidade. - Aleguei.
- Eu sei que você está muito feliz, mas sei que não está chorando por isso. Você pode me ter como uma amiga, conte para mim Laura. - Ela respondeu.
- Ok, eu to muito feliz. Minha bonequinha é linda, está com saúde e meu parto ocorreu tudo bem. Sei que Henrique vai amar ela, eu construi uma família, com dois filhos lindos. Mas e o meu namorado? Meus dois filhos não vão ter pai? - Falei.
- Laura, não seja injusta, o Luan sempre foi um pai presente. Mas vocês brigaram? - Ela perguntou.
- Sim, brigamos. Acho que me estressei tanto que a Brenda resolveu sair antes da hora! - Falei.
- Como assim? Eu pedi para você não se estressar! - A doutora falou.
- Mas não foi minha culpa, aconteceu. Eu e Luan brigamos feio, estou até morando em um hotel. Ele foi visitar Henrique e ficou com ciumes de um moço que trabalha lá, ai brigamos, fui tomar banho e a bolsa estorou. - Contei.
- Nossa! Que loucura. Vou bater no Luan, mas ainda bem que ocorreu tudo bem no seu parto! Que pais loucos! - A Dr falou.
- O importante é que ela está bem, mas eu acho que não volto a namorar o Luan. - Falei a ela, mas fomos interrompidas com Luan entrando correndo na sala, desesperado.
- Falando nele... - A Dr disse.
- Gente! Me escuta! - Luan disse gritando.
- O que houve? - Ela perguntou.
- O Henrique, o Henique! - Luan dizia.
- O que aconteceu com ele? - Eu perguntei nervosa, enquanto amamentava Brenda.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Capitulo cento e quarenta e um.
Eu sem tempo te dizer nada fui indo na maca e ela me guiava. O Luan estava perdido, eu também estava para falar a verdade. Enquanto a Doutora se preparava colocando as roupas e tudo mais, o Luan veio até mim, pegou em minha mão e disse rapidamente:
- Vai dar tudo certo!
- Luan, eu não quero fazer normal, vai doer muito. Eu não quero. - Eu dizia ainda assustada. Tudo aconteceu muito rápido.
- Amor, vai dar tudo certo, confia! - Ele disse. Minha preocupação era tanto que até não havia ligado de Luan me chamar de amor.
- Você vai lá comigo? - Perguntei.
- Eu vou, eu vou com estar lá com você.
- Fico mais aliviada.
- Fica? - Luan perguntou sorrindo, mas não deu tempo de responder, a minha médica chegou me puxando, com toca, luva e avental. Luan corria atrás, mas o barraram, não deixando ele entrar na sala aonde ocorreria o parto. Ele discutiu, brigou, mas ninguém deixou ele entrar, alegando que a sala era pequena. Meu desespero aumentou ainda mais, pensei comigo mesma que estaria sozinha novamente no momento mais importante da minha vida. Antes deles começarem, localizei uma janela que dava para o corredor do hospital e vi que Luan estava ali observando tudo com lágrimas nos olhos. Dei o maior sorriso que consegui e ao sentir uma dor ainda maior, me toquei que era minha filha querendo nascer. Obedeci os chamados de todos que estavam ali trabalhando para que meu parto ocorresse tudo bem e fiz a maior força que consegui. Depois de muito esforço, senti um alívio ao escutar aquele choro que me fazia chorar mais ainda. Apenas queria ver minha tão sonhada filha, uma menininha para alegrar ainda mais a vida que Henrique já me alegrava. A peguei no colo e senti a melhor sensação do mundo. Foi uma coisa indescrítivel, absolutamente arrepiadora. Uma das infermeiras tirou Brenda do meu colo e a levou para limpá-la e tudo mais, então me lembrei de olhar Luan na janela, que falava no telefone eufórico. Sorri e depois fiquei prestando atenção na conversa dos enfermeiros que ali estavam junto com minha médica e outro doutor.
- Vou olhar a bebê, talvez já dê alta para ela hoje mesmo. - O médico comentou.
- Doutor Rodrigo, lembrando que ela precisa de um cuidado especial. Ela teve o filho com 7 meses. Isso não é raro, porém o bebe tinha ainda 2 meses para se formar. - Minha médica por sua vez, respondeu. E eu, só prestava atenção.
- 7 meses? Aonde isso? Esse bebe tinha 9! - Ele respondeu e eu ali no meu lugar tive um espanto.
- Não é possível, fizemos o exame e ela esta de 7! - Minha médica insistia.
- Me desculpe, mas então a senhora cometeu um engano. Essa moça estava de 9 meses. Fiz os exames antes do bebe nascer, eu até os mostro à senhora.
- Não acredito que cometi esse erro! Me mostre esses exames. - Ela pediu e o Dr. Então mostrou. A médica analisou, leu e viu umas imagens. Concordando que eu estava de 9 meses. Ao perceber que eu estava olhando, ela veio conversar comigo e pediu desculpas, dizendo que aquilo nunca havia acontecido com ela. No momento fiquei brava, triste pela falta de profissionalismo. Todos erram, mas um filho é uma coisa muito séria, se trata de uma vida. Eu tive que fazer o parto natural devido essa falta de profissionalismo. Mas tudo estava bem, a desculpei e disse que aquilo era apenas um detalhe, o que importava era a saúde de minha filha, que todos os profissionais da saúde que estavam ali me garantiram que ela tinha. Mais aliviada, me levaram para um quarto, aonde tomei banho, me arrumei e logo depois me deitei para descansar. Dormi um pouco, mas logo acordei com a enfermeira me chamando, havia visita.
Capitulo cento e quarenta.
O esperei na porta, mas vi que ele demorava, e quando fui para dentro do quarto, vi que ele estava arrumando um negócio na tv para Henrique. Logo depois que acabou, se dirigiu para porta e eu o acompanhei para fechá-la. Fiz assim então e voltei para o quarto, aonde comemos e depois liguei para virem buscar os pratos. Um outro funcionário veio, buscou as coisas e foi embora. Fiquei assistindo um pouco de televisão com Henrique e logo depois meu celular tocou, era o Luan.
- Que hotel você ta? - Ele não disse nem oi, já foi logo perguntando.
- Porque quer saber? - Falei.
- Pra ver meus filhos. - Luan disse e então eu falei o nome do hotel.
- Já imaginava que estaria nesse, é o mais perto do centro. - Ele não disse mais nada e desligou. Depois de uns 15 bateram na porta, eu ja sabendo que era ele abri e como falei, era ele mesmo.
- Oi. - Eu falei.
- Olá. Eu to indo viajar amanhã, então quero ver eles antes de ir, pois só voltarei semana que vem. E pra quem se acostumou com eles, uma semana é muito tempo, principalmente quando você os afasta de mim! - Luan respondeu ignorante.
- Não afastei ninguém de você, para de falar besteira. - Falei.
- Não vim brigar, deixa eu ver o Henrique! - Ele disse.
- Ao contrário do que você quer que eu faça, que é te proibir de ver eles para ferra comigo, pode entrar, que eu to descendo. - Falei abrindo caminho para ele.
- Não preciso ferrar ninguém Laura, nem você precisa, então vamos parar, não tem motivos para você descer. - Luan disse e então eu permaneci no quarto. Enquanto ele mostrava uns carrinhos que comprou pra Henrique, eu me sentei na cama, reclamando um pouco de dor, mas Luan não ouviu, pois as risadas de Henrique ao ver os brinquedos era maior. Logo depois Luan pegou outra sacola que havia trazido e se aproximou de mim, levantando minha blusa e colocando a mão e minha barriga.
- Tem presente pra minha princesinha também! Brenda, não importa o que aconteça, eu sempre vou te amar. - Luan disse e depois mostrou as roupinhas que comprou para a bebe. Eram realmente lindas.
- Você que escolheu? - Perguntei.
- Sim, meu acabei de ir comprar, depois compro mais, acho que acertei. - Luan disse.
- Acertou sim, muito obrigada. Ela deve ter adorado! - Falei e ele sorriu.
- To tentando me esforçar ao máximo, tudo isso é muito novo para mim, porém to adorando esse novo mundo. - Luan falou e eu sorri. Quando olhei para a frente, vi Henrique cutucando o Luan.
- Você não é mais o meu papai? - Ele perguntou a Luan, nos deixando totalmente surpresos.
- Lógico que sou uai, porque? - Luan falou com os olhos arregalados.
- Porque a gente mudou de casa, não ta mais com você e tem um homem vindo aqui conversar com a mamãe direto. - Henrique disse, se referindo ao Vitor, que mal sabia o meu nome. Mas Luan não quis nem saber da minha versão, começou a dar barraco.
- Sua mãe já ta pensando em outro homem com um filho de outro na barriga? Bem sua cara mesmo né Laura? Faça o favor, viu! - Luan disse gritando.
- Calma Luan, ele entendeu errado! Não tem nada disso, é o funcionário do hotel!
- Mas é claro que você deve ter indo dar encima dele, e depois fala que eu te traio Laura? Cade a moral em? Que vergonha! - Luan dizia gritando mais ainda.
- Não posso fazer nada se você não acredita, não tenho nada com ele, aliás, não tenho nada com ninguém. Então larga do meu pé! - Falei.
- Assim que minha filha nascer eu pego a guarda dela, ai sim você vai arrumar um namorado, ai sim você ta livre! - Luan dizia muito bravo.
- Para, que saco! - Falei.
- Não paro, que falta de respeito comigo Laura. - Luan insistia.
- Bom, vou tomar banho já que você está aqui dando chilique, assim você pode fazer companhia para Henrique, porque ele odeia ficar sozinho, pode ser? - Perguntei.
- Vai lá, depois conversamos. - Luan disse vermelho de tanto nervosismo e foi até Rique, tirou os sapatos, a camiseta e se deitou na cama. Os dois começaram a brincar e enquanto isso fui até o banheiro. Liguei o chuveiro e tomei meu banho, lavei minha cabeça e tudo mais, respirei aliviada, mas percebi algo estranho acontecer. Um liquido escorreu pelas minhas pernas e com muito medo, sai rapidamente do banho, chorando.
- Me troquei do jeito que consegui e então abri a porta do banheiro chorando e gritando Luan.
- Luan, por favor me ajuda, Luan! - Eu falei e ele se levantou correndo e meio até mim.
- O que aconteceu? - Ele perguntava gritando, preocupado.
- Eu não sei, me leva pra médica por favor... Acho que minha bolsa estourou! - Falei chorando, assustada e tudo mais. Ele então colocou seu sapato correndo e sua camiseta também, pegou Henrique e as chaves de seu carro. Então me deu a mão me ajudando e descemos o elevador e depois me levou até o carro. Ele foi dirigindo então, e enquanto fazia isso, ligou para sua mãe, que logo atendeu.
- Oi filho?
- Mãe me escuta, as roupas da Brenda estão tudo ai em casa, separa algumas pra mim. Acho que ela vai nascer! - Ele disse e desligou correndo, para prestar a atenção no transito. Eu ainda chorava, não estava esperando que aquele momento ia acontecer tão rápido, eu estava apenas de 7 meses! Mas enfim chegamos ao hospital que a Doutora trabalhava. Luan desceu então e logo me levou até ela, deixando Henrique com uma funcionária que nós conhecíamos. Quando a médica soube que estávamos ali, me levou logo para sua sala para me examinar e disse apenas duas palavras:
- Vai nascer!
- Como pode isso doutora? Eu estou apenas de 7 meses! - Falei.
- É possível sim, vou te explicar isso depois, agora vamos rápido, Luan, você vai acompanhar o parto? - A doutora perguntou.
- Parto? Vai ser normal? - Eu perguntei.
- Vai, o único jeito que temos agora, vamos! - Ela respondeu.
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